Bênção da Epifania.

 2017
Caríssimos,
Salve Maria!
Na Festa da Epifania é o momento para a Bênção de nossas casas, com a tradicional Bênção da Epifania, ou a ” Bênção dos Reis Magos”. O giz deve ser abençoado pelo padre, mas o próprio Pai de Familia, ao redor dos seus, levando o giz para casa, pode fazer as inscrições nas portas, como o texto abaixo ensina. Essas inscrições sagradas de proteção devem ficar até o primeiro domingo do advento, quando é apagada, para esperar a nova bênção.
Aos Sacerdotes, segue o texto da Bênção:
A Bênção:
 
Benedictio cretae  
 
in Festo Epiphaniae 
 
V/. Adjutorium nostrum in nomine Domini. 
 
R/. Qui fecit caelum et terram.  
 
V/. Dominus vobiscum.  
 
R/. Et cum spiritu tuo. 
 
Bene + dic, Domine Deus, creaturam istam cretae : ut 
sit salutaris humano generi; et praesta per 
invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea 
sumpserint, vel in ea in domus suae portis scripserint 
nomina sanctorum tuorum  Gasparis, Melchioris et 
Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis 
sanitatem, et animae tutelam percipiant. Per Christum 
Dominum nostrum.  R/.  Amen. 
 
 
Et aspergatur aqua benedicta. 
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Por ocasião da “Solenidade da Epifania”, existeno Ritual Romano antigo, a louvável tradição deabençoar a casa dos fiéis com a “Bênção da Epifania” ou “Benção para o Ano Novo”.

CONCLAMAÇÃO

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Caros irmãos em Cristo: Salve Maria Puríssima!

Sabemos que estamos na “contagem regressiva” com relação ao centenário da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima-Portugal (13|05|1917). Sabemos que sobre esta data há um – entre outros – mistério associando este e outro centenário ocorrido na França entre 1689 e 1789. Lá, foram protagonistas, além da Igreja, alguns reis e uma santa (à época, religiosa). Aqui, além da Santa Igreja, há presidentes e outra religiosa que haverá, ela também, de ser canonizada. E em lugar da França, a Rússia.

SOBRE A FEIA SEMPRE-VIVA E AS BELAS ROSAS NUMA NOITE DE MAIO

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Pe. Marcélo Tenorio

Hoje é um grande dia!
É o dia em que, do alto de nossos altares será solenemente coroada a Virgem Maria! É o dia da Coroação!
Sou de uma região que, pelos arredores dos povoados, sítios e fazendas, no início do mês de maio se colocava num mastro improvisado de bamboo ou qualquer outra madeira, um bandeirinha branca, simples, mas indicadora..Mostrava que alí se celebrava o Mês de Maio!
Ah, o Mês de maio da minha vida! Como era belo para nós! Na velha catedral, a  imagem da Conceição, sem o véu sobre a cabeça ( nunca mais vi  uma imagem da Virgem sem o véu, como aquela!…), com olhos vivos, parecendo de verdade ,a olhar para o alto e suas belíssimas mãos sobre o peito, como que cantando o Magnificat!
Ah, o Mês de  Maio da minha infância já tão distante!.
A catedral cheia, todas as noites!
O povo de todas as classes, mas especialmente os simples, com flores na mão:” É para a Santa!”, diziam todos, que com lágrimas nos olhos – de amor e gratidão – subiam ao altar para depositar aos  pés de Nossa Senhora as suas vidas, nas flores colhidas em maio.
” Dai-nos, ó liçen-ça, Senho-ra,
Para ofer-ta vos fa-zer
Estas flo-res que em Maio
Co-lhe-mos pra Vos Tra-zer”
A coroa era trazida nas mãos da coroante: Coroa em ouro branco, tendo no centro o mundo e sobre o mundo a pomba do Espírito Santo. Entre o entusiasmo dos devotos e os sinos da velha catedral, era Coroada Nossa Senhora!
” Aceitai esta coroa,
Virgem Santa ,Mãe Querida,
Que nos sejas, Ó a Rainha,
De um penhor de eterna Vida!”
Hoje é 31 de Maio, dia da Coroação.
Lembro bem que neste  dia, lá em casa, diante de um velho e bicentenário oratório, eu, muito pequeno, arrumava o altar de Nossa Senhora. Era uma também pequena imagem de Nossa Senhora das Graças, a minha predileta….Arrumava, eu o santuário; escondia, com uma cortinazinha os demais santos, pois entendia que a festa era somente de Maria e , sendo assim, só ela deveria aparecer.
Minha mãe comprava para mim algumas flores, as mais baratas ( geralmente sempre-vivas), pois naquela época não se dispunha de dinheiro para comprar rosas somente, como era o desejo dela. Arrumado tudo, esperava à noite e, enquanto na Catedral, que era quase ao lado da nossa casa, acontecia a solenidade da coroação, eu fazia a minha….após a reza o terço, acompanhado por tia Nesta, bem lúcida, apesar de mais de 100 anos de vida.
Certa vez estava eu a arrumar o oratório, num 31 de maio e chegou em nossa casa o sacristão. Era comum  ir sempre por lá, tomar um cafezinho. Ele me olhou e disse à minha mãe: ” É uma pena..quando ele crescer, esquecerá!” – Enganou-se o sacristão!
A vida passou.
A criança cresceu…e, embora os pecados aumentaram, em nada diminuiu o meu amor por Aquela que na minha vida tudo fez.
Hoje não tenho mais o oratório, deram-me uma Matriz….
Não tenho mais a pequena imagem da Graça, deram-me uma Graça enorme…E não me faltam rosas das mais variadas espécies para a festa.
Olho para traz…
Na velha catedral os sinos não mais tocam….
O sacristão lá não mais está.
Todas as mãos que coroaram a bela imagem já se encontram na eternidade.
Somente ela – a imagem- continua lá; deformada por uma pintura de mal gosto, mas continua lá:
 Os mesmos olhos. As mesmas mãos sobre o peito, num Magnificat sem ocaso.
Não sei onde encontrar hoje as ‘ sempre-vivas”..Prefiro essas flores do que as rosas mais caras do mundo. As sempre- vivas são resistentes. Demoram. Persistem, mesmo sem água, por um bom tempo.
É verdade que não são tão belas que as rosas, mas que importa?
As sempre-vivas parecem-se mais comigo, até na feiúra.
Até no “espinhento” de seu dorso.
Nesta noite de tua coroação, Ó Mãe querida, do esplendor onde tu te encontrarás, da altura de teu majestoso vulto, não te espantes, nem te ofendas se os teus olhos sagrados, contemplando as belas rosas colocadas em teus pés, depararem-se, num canto qualquer, com um pouco de sempre-vivas sem perfume algum; elas são a minha oferta, a pobre oferta da minha alma, que apesar do seu pecado, exulta e grita o teu Nome Dulcíssimo, ó Soberana Rainha, minha única esperança.
( Este artigo já foi publicado anos atrás)

Por que não devemos rezar os mistérios luminosos?

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Muitos seguidores e seguidoras nos perguntam o motivo de não rezarmos os mistérios luminosos. Os motivos são vários, é o que pretendemos explicar nesse artigo. Convidamos o leitor a uma pequena análise segundo um belo livro que se chama “O Segredo do Rosário” de São Luís Maria de Montfort, dentre outras fontes citadas abaixo, acompanhem!

Primeiro, qual a origem do Rosário? São Luís Maria de Montfortexplica: