Um teólogo escreve ao Papa: Há um caos na Igreja, e o senhor é uma causa.

Por Sandro Magister, 1º de novembro de 2017  – Thomas G. Weinandy é um dos teólogos mais conhecidos. Vive em Washington, no Seminário dos Capuchinhos, a ordem franciscana à qual pertence. É membro da Comissão Teológica Internacional, a comissão que Paulo VI colocou ao lado da Congregação para a Doutrina da Fé para que pudesse se valer dos melhores teólogos de todo o mundo. É membro desta comissão desde 2014, o que significa que foi nomeado pelo Papa Francisco.

O Cardeal Müller acusa o Papa Francisco de não basear sua autoridade magisterial numa teologia “competente”.

Incomoda ao cardeal que o papa pense que “a religião e a política são uma coisa só”. O Cardeal denuncia que o Papa se preocupa mais por “questões de diplomacia e poder do que pelas questões da fé”. A fé cristã deveria estar no centro e o Papa deveria ser simplesmente um “servo da salvação”

MOTU PROPRIO “Magnum principium”- Reforma Litúrgica de Francisco

O motu proprio do Papa Francisco «Magnum principium» – Para continuar a renovação da vida litúrgica
A oração litúrgica tem que se «adaptar à compreensão do povo» para ser plenamente vivida, com um estilo expressivo, fiel aos textos originários, mas capaz de comunicar o anúncio de salvação em qualquer contexto linguístico e cultural. E com o objetivo de favorecer a participação de todos na liturgia «de maneira consciente, ativa e proveitosa», como recomendavam os padres do Vaticano II na constituição Sancrosanctum concilium de 1963. São estas as intenções que levaram o Papa Francisco, com base no trabalho de uma comissão de bispos e peritos por ele instituída, a modificar o cânone 838 do Codex iuris canonici relativo à publicação dos livros litúrgicos e às suas versões nas diversas línguas.
Com o motu proprio Magnum principium, com data de 3 de setembro, que entrará em vigor a 1 de outubro próximo, o Pontífice coloca-se mais uma vez no sulco do «renovamento de toda a vida litúrgica» empreendido pelo Vaticano II. E por isso indica a oportunidade de que «alguns princípios transmitidos desde a época do Concílio sejam reafirmados mais claramente e postos em prática» no campo da tradução dos livros litúrgicos. Matéria delicada e difícil, como demonstram o debate aceso destes decénios e os problemas específicos que surgiram do trabalho realizado sobre os textos. Trabalho orientado e regulado pelos critérios sugeridos de tempos a tempos por alguns documentos normativos fundamentais, em particular pelas instruções Comme le prévoit de 1969 e Liturgiam authenticam de 2001.
Ponto-chave do motu proprio é a relação entre Sé Apostólica e conferências episcopais na preparação e na tradução dos textos litúrgicos. E precisamente para «tornar mais fácil e frutuosa» a sua colaboração, através de um clima de «confiança recíproca, vigilante e criativa», o Papa reformula o cânone em questão, definindo em particular a distinção entre «revisão» (recognizio) e «confirmação» (confirmatio). Ambas as tarefas são de competência da Sé Apostólica.
A primeira tem por critério a verificação da fidelidade ao rito romano e à sua substancial unidade. E consiste numa obra de «revisão» e avaliação das adaptações que cada conferência episcopal pode fazer aos textos litúrgicos, a fim de valorizar as legítimas diversidades de povos e etnias no culto divino. A segunda é relativa às traduções preparadas e aprovadas pelos bispos para as regiões de sua competência. Sobre estas a Sé Apostólica exerce unicamente um ato de «confirmação», ratificando em substância o trabalho dos episcopados e obviamente pressupondo a sua fidelidade e a correspondência das versões ao texto litúrgico original.
Via: L’Osservatore Romano

OS QUE PENSAM QUE VENCERAM: 5. Urs von Balthasar

 

SI SI NO NO

Outro expoente da «nova teologia», exaltado hoje como «pedra angular da Igreja» (J. Meinvielle), é o ex-jesuíta suíço Hans Urs von Balthasar.

Se Maurice Blondel encarna o tipo do modernista filósofo e apologista, se Henri de Lubac é o tipo do modernista-teólogo, Urs von Balthasar encarna o aspecto pseudomístico e ecumênico do modernismo.