A DÉBIL FÉ CRISTÃ PAVIMENTA O CAMINHO AO ISLÃ

 

Mons.-Liberati

Mons. Liberati: «Em dez anos vamos ser todos muçulmanos por culpa de nossa estupidez»

Monsenhor Carlo Liberati, arcebispo e prelado emérito de Pompéia (Itália) criticou duramente em um seminário a chegada massiva de imigrantes que professam a religião islâmica, em um contexto de secularização crescente na Europa

17/01/17 8:47

(Infobae) – Tradução Frei Zaqueu – «Em dez anos vamos ser todos muçulmanos por culpa de nossa estupidez. Itália e Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo. Toda esta decadência moral e religiosa favorece o islã», disse o arcebispo italiano Monsenhor Carlo Liberati, bispo emérito de Pompéia, durante um seminário.

«Temos uma débil fé cristã. A Igreja não está trabalhando bem e os seminários estão vazios. As paróquias são o único que se mantém de pé. Necessitamos uma verdadeira vida cristã. Tudo isto pavimenta o caminho ao Islã. Adicionalmente, eles têm filhos e nós no. Estamos em total declive», agregou.

O alvo de suas críticas é o sustentado avanço da população muçulmana na Itália como resultado da chegada de imigrantes e refugiados provenientes do Oriente Médio e do Norte da África. Se calcula que uns trezentos e trinta mil chegaram só nos últimos dois anos. As estatísticas oficiais mostram que em 1970 havia só dois mil muçulmanos na Itália, frente a mais de dois milhões que há na atualidade.

Liberati questionou todas as supostas ajudas econômicas que recebem os estrangeiros, em contraposição com o abandono dos pobres italianos. «Ajudamos sem demora aqueles que vêm de fora e nos esquecemos de muitos pobres e velhos italianos que estão comendo do lixo. Necessitamos políticas que se ocupem primeiro dos italianos: os jovens e os desempregados. Sou um manifestante. Se não fosse um sacerdote estaria protestando nas praças», disse.

«Qual é o ponto de que haja tantos imigrantes que, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, a jogam, ficam horas olhando seus celulares e inclusive organizam distúrbios?», se perguntou.

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Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28316

Leonardo Boff: Francisco é um de Nós

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Leonardo Boff concedeu uma entrevista histórica ao jornal alemão Kölner Stadt-Anzeigerpublicada em 25 de dezembro de 2016. Segue-se a tradução que recolhi do site católico espanhol Religion Digital, em espanhol, e traduzi livremente.

É preciso lê-la completa. Alguns pontos que destaco: o bastidor da colaboração entre ele e o Papa na redação da encíclica Laudato Sii; a reabilitação da Teologia da Libertação; uma concepção renovada (e ao mesmo tempo ortodoxa) da encarnação de Cristo; a história do encontro frustrado com Francisco; o isolamento dos cardeais rebelados contra o Papa; a possibilidade concreta do diaconato das mulheres e do retorno dos padres casados ​​ao ministério -no caso dos padres, Boff antevê uma experiência exatamente no Brasil, a partir de um pedido dos bispos. Por fim, uma revelação bonita: com autorização e apoio dos bispos, Boff continua a presidir a missa quando está em comunidades sem padres, mesmo casado. Depois de anos e anos de perseguição da Cúria romana e dos conservadores no Brasil, Leonardo Boff continua fiel à Igreja.

Como é a fé em um “Deus da paz” de que nos fala o Natal, em meio à discórdia que experimentamos em toda parte?

A maior parte da fé é promessa. Ernst Bloch diz: “O verdadeiro Gênesis não acontece no início, mas no final, e seu começo é quando a sociedade e a existência são radicais.” A alegria do Natal é esta promessa: a terra e as pessoas não estão condenadas eternamente a viver como nós vemos agora – todas as guerras, a violência, o fundamentalismo. A fé nos promete que, ao final, tudo vai ficar bem: que, apesar de todos os erros e contratempos teremos um bom final. O verdadeiro significado do Natal não é que “Deus se fez homem”, mas que Ele veio para nos dizer. “Você, seres humanos, pertencem a mim e quando vier a morte vocês voltarão para casa” [a mim, editor deste Caminho pra Casa, este é um trecho que causou funda emoção, pois é este mesmo o espírito que levou ao nome deste blog]

O Natal significa então que Deus vem nos buscar?

Sim. A encarnação significa que algo em nós é divino e imortal. O Divino está dentro de nós. Em Jesus, isso demonstrou-se mais claramente. Mas está em todos os homens. Em uma perspectiva evolutiva Jesus não veio do exterior ao mundo, mas cresce a partir dele. Jesus é a manifestação do divino em evolução – mas ele não é o único. O Divino também aparece em Buda, Mahatma Gandhi e outras grandes figuras religiosas.

Isso não soa muito católico.

Não diga isso. Toda a teologia franciscana da Idade Média compreendia Cristo como parte da criação, não apenas como o redentor da culpa e do pecado, que vem de fora do mundo. Encarnação é redenção, sim. Mas, acima de tudo, é uma celebração, uma divinização da criação. E outra coisa é importante no Natal: Deus aparece sob a forma de uma criança. Não como um velho de cabelos brancos e barba branca longa …

Então, como você? …

Nada disso, eu me pareço mais com Karl Marx. No que me concerne: quando nós terminamos nossas vidas e devemos responder ao juiz divino, então estamos diante de uma criança. Uma criança não condena ninguém. Uma criança que quer brincar e estar com os outros. Precisamos voltar a sublinhar este aspecto da fé.

A Teologia da Libertação na América Latina, da qual você é um dos representantes proeminentes, teve uma revalorização com Francisco. Há perspectiva de uma reabilitação pessoal a você, depois de décadas de luta com o Papa João Paulo II e seu guardião supremo da fé, Joseph Ratzinger, futuro Papa Bento XVI?

Francisco é um de nós. Ele partiu do patrimônio comum da Igreja da Teologia da Libertação. E o tem expandido. Aqueles que falam dos pobres têm agora a falar da terra, porque também é saqueada e profanada. “Ouvi o grito dos pobres”, o que significa que para ouvir o grito dos animais, das florestas, ouvir a totalidade do sofrimento da criação. Toda a terra chora. Assim diz o Papa, referindo-se ao título de um de meus livros; há que se escutar o grito dos pobres e o da terra hoje. E ambos têm de ser libertados. Eu mesmo trabalhei com esta expansão da Teologia da Libertação. E isto é fundamentalmente novo na “Laudato si” …

… A “eco-Encíclica” do Papa de 2015. Quanto há de Leonardo Boff em Jorge Mario Bergoglio?

A encíclica pertence ao Papa. Mas muitos especialistas foram consultados.

Ele já leu seus livros?

Mais que isso. Ele me pediu material para “Laudato si”. Eu dei o meu conselho e enviei-lhe um pouco do que escrevi. E foi utilizado. Algumas pessoas me disseram que ao ler, pensaram:  “isto é Boff!”. A propósito, Francisco disse: “Boff, por favor, não envie documentos diretamente para mim.”

E porque não?

Ele disse: “Porque senão os secretários da Cúria pegam eu eu não recebo… Envia tudo ao sim o embaixador argentino com quem tenho um bom relacionamento, e chegará tudo com segurança às minhas mãos.” Você tem que entender que o atual embaixador argentino para o Vaticano é um velho amigo do tempo Papa em Buenos Aires. Muitas vezes beberam mate juntos. Um dia antes da publicação da encíclica, o Papa fez me chamar para expressar sua gratidão por minha ajuda.

Um encontro pessoal com o Papa ainda está pendente?

Ele procurou a reconciliação com os principais representantes da Teologia da Libertação, Gustavo Gutiérrez, Jon Sobrino … até a mim. Eu disse a respeito de Bento, Joseph Ratzinger, “mas ele ainda está vivo!”. O Papa não retrucou. “Não”, ele disse, “sono io il Papa” – “sou eu o Papa.” Ficamos em silêncio. Assim você pode ver sua coragem e determinação.

Francisco brinca com filhos de presidiários, em Roma (2014)

Por que então ele não houve a sua visita?

Recebi o convite e cheguei a desembarcar em Roma. Mas neste dia, pouco antes do Sínodo da Família, 2015, 13 cardeais – incluindo o cardeal alemão Gerhard Müller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé tentaram uma rebelião contra o Papa. Mandaram uma carta privada  a ele, e então – maravilha das maravilhas! – ela apareceu nos jornais. O Papa ficou furioso e disse: “Boff, eu não tenho tempo agora. Tenho que acalmar as coisas antes do Sínodo Irei vê-lo em outra ocasião…”

Mas ele não conseguiu acalmar as coisas, não é?

O Papa sentiu o sopro dos ventos contrários dentro de suas próprias fileiras, especialmente dos Estados Unidos. Este cardeal Burke, Leo Burke, que agora – juntamente com o Meisner, cardeal emérito de Colônia – escreveu uma carta, é o Donald Trump da Igreja Católica (risos). Mas, ao contrário de Trump, Burke está congelado na Curia. Graças a Deus. Essas pessoas realmente acreditam que deveriam corrigir o Papa. Como se fossem acima do Papa. Isso é incomum, senão inédito na história da Igreja. Pode-se criticar o Papa, discutir com ele. Eu o fiz com bastante freqüência. Mas esses cardeais acusam publicamente o Papa de propagação de erros teológicos ou heresias – em minha opinião – o que é demasiado. É uma afronta que o próprio Papa não pode tolerar. O Papa não pode ser condenado, isso é doutrina da Igreja

Apesar de seu entusiasmo com o Papa o que acontece com as reformas da igreja, que muitos católicos esperavam de Francisco, mas que não estão realmente acontecendo?

Pelo que entendi, o centro de seu interesse não é mais a Igreja, não é a atuação da Igreja, mas a sobrevivência da humanidade, o futuro da Terra. Ambos estão em perigo, e você tem que se perguntar se o cristianismo pode ajudar a superar esta grave crise da humanidade, que está sob ameaça de perecer.

Francisco se preocupa com o meio ambiente, e, entretanto, ele continua sua igreja antes de uma parede?

Eu acho que, para ele, existe uma hierarquia de problemas. Quando se destrói a Terra, há uma carga enorme de novos problemas. Mas, quanto aos assuntos internos da Igreja, temos que esperar! Ainda no outro dia, o cardeal Walter Kasper, um homem de confiança do Papa, disse que em breve haverá grandes surpresas.

O que você espera?

Quem sabe? Talvez o diaconato das mulheres. Ou a possibilidade de padres casados ​​poderem ser reintegrados ao ministério. Este é um pedido formal ao Papa feito pelos bispos brasileiros, especialmente seu amigo, o cardeal emérito brasileiro Claudio Hummes. Ouvi dizer que o Papa quer responder a este pedido com uma primeira fase experimental no Brasil. Este país tem 140 milhões de católicos e deveria ter pelo menos 100 mil sacerdotes. Mas há apenas 18 mil. Do ponto de vista institucional, é um desastre. Não é de se admirar que os fiéis migrem em massa para os evangélicos e pentecostais, que preenchem este vazio pessoal. Agora, se milhares de padres casados ​​voltarem ao exercício de suas funções novamente, seria um primeiro passo para melhorar a situação – enquanto um impulso para a Igreja Católica para resolvem o cativeiro do celibato obrigatório.

Se o Papa decidir a este respeito, você também assumiria funções sacerdotais novamente, como um ex-padre franciscano?

Pessoalmente, eu não preciso de uma decisão deste tipo. Não mudaria o que estou fazendo hoje, o que sempre fiz: batismo, funeral e, quando eu chego a uma comunidade sem um padre, também celebro a missa junto com as pessoas.

Carinho com o professor, dom Paulo Evaristo Arns

Uma questão alemã: isso é admissível?

Até agora, nenhum bispo que eu conheço nunca se opôs ou mesmo proibiu. Os bispos também se alegram e dizer: “As pessoas têm o direito à Eucaristia.Siga fazendo isso com tranquilidade!” Meu professor de teologia, que infelizmente morreu há poucos dias, o cardeal Paulo Evaristo Arns, por exemplo, teve um elevado grau de abertura. Ele foi muito longe: quando via padres casados nos bancos da Igreja em uma celebração, convidava-os ao altar para celebrar a Eucaristia com eles. Eu o vi dizer muitas vezes: “Você é sacerdote e continua a ser.”

Fonte: http://outraspalavras.net/maurolopes/2017/01/03/uma-entrevista-historica-de-leonardo-boff/

Roma no olho do furacão

vaticano

Escrito por Adelante la Fe

Traduzido por Frei Zaqueu

Por Harry Stevens

É um veterano observador do Vaticano, o repórter de Roma para o National Catholic Register dos Estados Unidos. Também é uma raridade entre os jornalistas – um católico praticante.

Ele é um verdadeiro profissional, também. Em 2014 a integridade jornalística de Edward Pentin foi atacada por um dos favoritos do Papa Francisco, o Cardeal Emérito Walter Kasper. Os comentários desdenhosos do Cardeal liberal sobre os prelados africanos que assistiam ao Sínodo tinham sido capturados na gravadora do I-phone de Pentin. Kasper negou publicamente ter feito tais comentários – e logo teve que retratar-se de sua negação quando Pentin publicou silenciosamente o áudio. O furor resultante rapidamente desbaratou as intensões de Kasper e seus comparsas de sequestrar o Sínodo.

Agora parece que uma vez mais, todos os olhos estão em Roma. Um grupo de prelados de alto posto tornaram pública uma “dubia” que haviam enviado ao Papa Francisco com perguntas sobre Amoris Laetitia. Isto, porque o Papa ignorou a mesma dubia, enviada em privado dois meses antes.

Tudo muito apropriado sob o Direito Canônico. Mas a medida desencadeou uma grande tormenta de controvérsias, inclusive a participação do próprio Papa, que esta semana fez a comparação surpreendente dos jornalistas que cobrem os escândalos vaticanos às pessoas com um interesse sexual nas fezes. Agora, se ventila que o Papa não está bem, e um jornalista britânico inclusive tem pedido sua saída. Mais recentemente, 23 eruditos assinaram uma carta pública de apoio aos cardeais, advertindo sobre uma “crise de metástase” na Igreja.

Que está passando no Vaticano? Na intensão de obter algo de claridade em meio a um estalido de histórias, REGINA pediu a Edward Pentin que informasse sobre o que está vendo, desde seu ponto de vista em Roma.

REGINA: Que reação vê à dubia, no terreno de Roma, de seus contatos com o Vaticano?

Edward Pentin: A reação tem sido interessante até agora: quase todo o Colégio de Cardeais e a Cúria Romana têm permanecido em silêncio, nem apoiando aos cardeais, nem, mais importante, saindo em apoio do Papa e sua decisão de não responder. Se se toma o silêncio como consentimento para a dubia, então se poderia argumentar que a grande maioria está a favor dos quatro cardeais. Isso só pode ser especulativo, por suposto, mas poderia ser certo, já que durante meses se tem escutado de uma parte significativa da Cúria que sentem grande mal estar sobre o que está sucedendo. As frases “reino do terror” e “lei marcial vaticana” são frequentemente intercambiadas.

REGINA: “Reinado do terror”. Uau.

Edward Pentin: Não é um número insignificante de funcionários que se opõem ao que o Papa está fazendo, mas estão calando, convencidos de que não há nada que possam fazer e em seu lugar preferem “guardar suas munições” até o próximo conclave. Deve se dizer que isso foi antes de que se publicasse a dubia, assim que as coisas poderiam ter mudado, mas creio que se o Papa continua não respondendo e persiste a demanda para uma resposta, um número crescente do Colégio se moverá em favor dos quatro cardeais, e provavelmente de maneira pública. Então é provável que vejamos um desenlace relativamente rápido deste pontificado rumo a uma conclusão desconhecida.

Há que dizer que existe outra parte da Cúria e do Colégio que está plenamente de acordo com a agenda do Papa e que até agora têm estado em ascensão. Há, portanto, duas Cúrias paralelas: uma completamente detrás do Papa ou ambivalente em relação a ele, e a outra que encontram seu pontificado profundamente lamentável e que esperam que termine logo. Não é uma situação que bom augúrio, qualquer que seja a forma em que alguém a veja.

REGINA: E suas declarações públicas?

Edward Pentin: Sim, bom, outro fator interessante a ter em conta é que quase todos os críticos dos cardeais ainda têm que abordar a substância de suas preocupações, ou se têm, lhes resulta difícil explicar sua posição sem atar-se em nós ou fazer afirmações que alguns argumentam são simplesmente errôneas. Ninguém emitiu nenhum tipo de declaração que trate os problemas em questão. Em troca, geralmente têm recorrido a insultos, ofensas ou afirmações de que a totalidade do Colégio de Cardeais está detrás do Papa, o que é demonstravelmente falso. Mons. Athanasius Schneider comparou seu tratamento com sua experiência de viver sob os Soviéticos.

REGINA: E a reação do Papa?

Edward Pentin: A reação do Papa, de ir tão longe como questionar o estado mental dos cardeais, foi lida como uma manifestação de sua própria raiva de que sua agenda tenha saído de seu rumo. E em lugar de tomar aos quatro cardeais em sua palavra (têm dito que estão atuando principalmente pela caridade pelo Santo Padre, justiça e profunda preocupação pastoral), são vistos como adversários. Entendo que também esteja

trabalhando por trás dos bastidores para assegurar que sua agenda não se veja frustrada. Desde os artigos colocados estrategicamente no L’Osservatore Romano aos equívocos daqueles que publicamente criticaram a Dubia quando foram perguntados se o Papa lhes havia pedido que o fizessem; Francisco tem estado atuando, como disse um observador, como um “Lobista”. Nas três semanas posteriores à publicação da dubia, o Papa deu três entrevistas aos meios de comunicação mundiais, cada uma delas com o objetivo de legitimar sua posição e denegrir a seus críticos.

Por último, é importante assinalar que simplesmente fazendo coincidir fatos com palavras procedentes do Papa e seus aliados, está claro que há mentiras e enganos significativos que têm lugar, assim como calúnias e a mancha da reputação daqueles etiquetados como “de direita” só porque são publicamente críticos de Amoris Laetitia, ou simplesmente informem sobre tais críticas. Realmente me dói dizer tudo isto, porque como jornalista católico não se quer diminuir de nenhuma maneira a Oficina Petrina, mas sinto que tenho a obrigação de informar os fatos sobre o que está sucedendo.

REGINA: E a recente purga da Congregação para o Culto Divino e a nomeação de um grande grupo de prelados diferentes? Que significará isto para a liturgia?

Edward Pentin: A substituição de quase todos os membros da Congregação tem sido vista em grande medida como outro exemplo do desejo do Papa Francisco de moldar a Cúria para que se adapte à sua própria visão – o que todo papa fará – mas em seu caso, alguns dizem que mostra uma revolução em pleno apogeu. Entendo que desde que Francisco foi eleito, um grande número de clérigos ortodoxos chamados “sãos” têm abandonado voluntariamente suas funções como funcionários Curiais ou têm sido removidos a força. Isto foi particularmente certo para a Congregação para o Culto Divino que tinha muitos nomeados por Bento. Quanto ao que significa para a liturgia as mudanças da Congregação, dado que a maioria dos novos membros, ainda que não todos, estão a favor de enfoques inovadores para o Novus Ordo, é provável que essa ênfase litúrgica saia do Vaticano nos meses e anos vindouros. Mas estas mudanças são só uma pequena parte de uma aceleração nas mudanças que estão sendo promulgadas por Francisco que tem expressado em privado seu desejo de que seu legado de mudança radical continue depois de que já não seja Papa.

REGINA: Comentários do Papa sobre jovens católicos “rígidos”. Aonde vai tudo isso?

Edward Pentin: A opinião comum em Roma é que seus comentários “rígidos” estão simplesmente dirigidos a desgastar aos chamados “conservadores” ou católicos tradicionais para que a ortodoxia desapareça gradualmente, e ele possa impulsionar suas reformas. Isso não é necessariamente o caso, por suposto, mas é assim como se percebe em alguns setores. De particular preocupação para alguns têm sido os comentários do Papa a este respeito que fez em referência aos seminários, já que o veem como uma trama para debilitar os sacerdotes ortodoxos pela raiz, especialmente na área da consciência e a moral sexual. É só um dos muitos atos realizados durante este pontificado que tem levado ao desafeto um grande número de praticantes católicos. Mas parece que os seminaristas, especialmente no Reino Unido e os Estados Unidos, tendem a entender o que está sucedendo no Vaticano de hoje e estão tratando de manter os ensinamentos e a tradição da Igreja. E tratando de dar sentido a tudo, o veem em um sentido positivo: aclarar e descobrir o que se tem visto há muito tempo como um cisma velado que existe ao menos desde o final do Concílio Vaticano II.

(Tradução Rocío Salas. Artigo original)

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Fonte: http://adelantelafe.com/reino-del-terror-dentro-del-vaticano/

Créditos: Fr. Zaqueu

Um discípulo do Pe. Amorth fala amplamente sobre exorcismos

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Tradução Frei Zaqueu

(freizaqueu@gmail.com)

Em setembro nos deixava o Pe. Gabriele Amorth, exorcista da diocese de Roma. Providencialmente contatei com um de seus discípulos, o Pe. Ricardo Ruiz Vallejo, exorcista mexicano, formado aos seus pés e que foi absorvendo através dos anos sua sabedoria e experiência. Um testemunho riquíssimo que compartilha conosco para a glória de Deus e a salvação das almas. É importante estar bem formado, segundo ensina a Tradição da Igreja, e ter as ideias claras em um tema que se presta tanto ao sensacionalismo, à confusão e ao erro.

Como nasceu sua vocação como exorcista?

Desde 1994 viajava periodicamente a Valência para visitar famílias e grupos de oração. Surgiu um caso de possessão e convidei o exorcista de Paris, o Pe. René Chenesseaux, Fundador da Associação Internacional de Exorcistas, a ocupar-se do mesmo. Eu atuava só de intérprete tradutor para os exorcismos e tinha contatos com o Arcebispo de Valência, Mons. Agustín García-Gasco. O Pe. René, já maior, se sentiu cansado de vir de Paris e me propôs de me ocupar ora em adiante dos casos que surgissem. Mons. Agustín García-Gasco, de comum acordo com meus superiores, decidiu enviar-me a Roma a cada 3 ou 6 meses, para receber formação teórica e prática com o exorcista da cidade eterna, o Pe. Gabriel Amorth.

Qual é a principal função de um exorcista?

O exorcista é antes de tudo sacerdote, pastor, portanto sua principal tarefa é levar as almas à conversão, à graça e melhora de vida. Sua ação como exorcista é ajudar às almas atacadas pelo maligno impedindo de melhorar suas vidas, não se converter e não avançar na vida espiritual. O exorcismo é só uma oração a mais que não molesta a ninguém, mas que é específica. Seu fim não é só liberar do demônio mas também aliviar dos ataques e sofrimentos que causa, já que há gente que não é liberada, contudo os exorcismos lhe ajudam muito e dão consolo para seguir o caminho do cristão com sua cruz.

Quando é necessário fazer um exorcismo?

Quando se esgotaram as possibilidades de que seja uma doença física ou psíquica, foram feitos exames e não há origem natural patológica do padecimento. A isso se agregam situações anormais, fenômenos estranhos sem explicação natural, rejeição ao sagrado, impossibilidade de poder rezar e/ou algumas experiências de vida em seitas, magia, espiritismo, cartomancia, satanismo ou curandeirismo. Então está bastante claro que se necessitam orações.

Que nos diz a Igreja sobre o demônio e suas diferentes formas de atuar?

A doutrina da Igreja é clara. A existência de Lúcifer é um dogma de fé e é inseparável da existência de Deus. Lúcifer aparece na Bíblia do Gênesis ao Apocalipse. A teoria modernista de alguns “teólogos” modernos ou “biblistas” de vanguarda que afirmam que Lúcifer é só um símbolo para representar o mal, está claramente condenada pelo Magistério infalível da Igreja. O Demônio costuma atacar de três maneiras: por infestação, significa sua ação sobre lugares, casas ou objetos, por obsessão, que consiste em atacar a pessoa fisicamente, com doenças reais ou aparentes, sensações, sentimentos, odores, ruídos, pensamentos, imaginações e tudo isto de uma maneira obsessiva, como a obsessão de suicídio, de vícios ou de qualquer má tendência que saia do normal e seja patológico.

A terceira é a possessão diabólica, que consiste em que o espírito maligno toma possessão física da pessoa e controla seu corpo, isto não quer dizer que seja de maneira contínua, nem que a pessoa o saiba, há muitos casos nos que a pessoa afetada não sabia que tinha possessão. É o especialista na matéria quem deve diagnosticar se há possessão ou não. Não é qualquer pessoa que pode discerni-lo, tampouco qualquer um tem a preparação para sabê-lo. Há inclusive alguns exorcistas com pouca experiência e pouca preparação na matéria que se têm equivocado ao fazer este diagnóstico. É importante saber que o demônio possui o corpo, mas nunca a alma, nem pode tocar a vontade da pessoa.

São mais frequentes as obsessões e infestações que as possessões?

Os casos de possessão, em proporção, são poucos. O Pe. Gabriel Amorth dizia que segundo sua própria experiência de cada 100, só 10 ou 8 eram de possessão. Deus permite os sofrimentos e ataques do demônio em nossas vidas como parte de nossa purificação e aperfeiçoamento da virtude, como o caso de Jó, ou o de Tobias: “Porque foste agradável a Deus, foi necessário provar-te.” Não existe nenhum Santo na história da Igreja que não tenha padecido ataques do demônio por obsessão ou infestação no caminho da santidade. Santa Teresa dizia que “estava tão acostumada a ver demônios que lhe molestavam menos que as moscas.”

Que consequências costumam ter (relação com os suicídios por exemplo) e outros males?

Em certas ocasiões algumas pessoas que não creem na existência de satanás, ao ver que têm pensamentos obsessivos que lhes põem em extrema ansiedade, imaginações

obsessivas ou sentir algo em seu corpo que não podem explicar e que sai totalmente do normal, preferem pensar que estão se tornando loucos a aceitar a possibilidade de que existem os demônios e o mundo das trevas. Para esses a opção mais fácil e simples é a solução do suicídio, antes que viver como um “louco”. A ideia do suicídio simplesmente aparece como uma obsessão diabólica. O Pe. Gabriel Amorth nos disse que em várias ocasiões escutou os demônios dizerem durante os exorcismos: “Ah! que bom, quanta gente consegui convencer de suicidar!”

Não se sabe como tratar estes casos, que por suposto causam muitos outros males. Vemos gente totalmente drogada com medicamentos e que não podem ter uma vida normal porque ninguém crê na possibilidade de que a pessoa esteja sendo atacada pelo demônio. Famílias divididas e destruídas por causa de influências demoníacas, como invejas fora do normal, pessoas com obsessão de malícia sempre pensando mal dos que lhes rodeiam, que estão “maquinando contra eles”, que ninguém lhes quer, veem ódio e más intenções por toda parte de uma maneira obsessiva. Tudo isto destrói a união, as amizades e as boas relações no trabalho.

Conte-nos da Ouija e outras práticas demoníacas e dos perigos que acarretam…

Toda superstição está proibida pela Igreja porque nos faz mal, nos põe em perigo e posteriormente é muito difícil sair disso. A ouija, o espiritismo, as cartas, o curandeirismo e outras magias têm trazido graves problemas e foi preciso realizar exorcismos ou orações em muitos casos. Não é prova de autenticidade o ouvir a voz do avô ou alguma pessoa falecida que nos dá uma “mensagem” por um Médium, já que os demônios têm a capacidade de saber coisas ocultas de nossas vidas e de nossos familiares vivos ou mortos. Têm inclusive a capacidade de saber imitar com perfeição a voz de defuntos e pessoas vivas. Tem havido também casos muito graves de possessão pela superstição aparentemente ingênua, com aparência de bem, de invocar as graças do céu com bailes, aplausos frenéticos, tremedeiras no chão em um suposto “descanso no Senhor”, imposição de mãos por qualquer tipo de pessoas que, sem saber os afetados, eram pessoas que ao mesmo tempo que vão à igreja e à Missa, praticavam Reiki, magia, curandeirismo, cartas e xamanismo.

Que influência tem o demônio na sociedade e na política?

Alguns têm comentado que aí onde se aprova o aborto por lei, ou alguma lei anticristã, há mais demônios presentes, e aos milhares, que em qualquer outro ato do maligno. Evidentemente, uma lei que legaliza e normaliza o mal permite muitos milhares de males para a sociedade. Há testemunhos de ex-bruxos que afirmam que o provocar abortos com toda premeditação e com a grande tecnologia que têm a sua disposição é tido como um ritual obrigatório para iniciar-se no satanismo.

Podia contar algum caso impactante que demonstre que o demônio existe?

Há o caso de um homem na França, que desde os 6 anos foi ensinado por sua avó a fazer magia negra. Não era cristão, chegou a ser um empresário muito rico. Aos 30 anos se converteu ao catolicismo e começou mais tarde a ter como que ardores ou queimaduras em seu estômago. Acreditava-se que era um câncer, mas depois de todo tipo de exames os médicos ficaram surpreendidos de não encontrar nenhuma patologia física e lhe disseram: “Seu caso não é para nós mas para um sacerdote.” O caso foi confiado ao

Padre Mateus de Besançon, um capuchino exorcista que tinha grande fama e vinham vê-lo de muitos países da Europa. Como bom teólogo e homem de prudência, enquanto escutou a história de sua vida lhe disse: “Não tenho nenhuma dúvida que em seu caso se trata claramente de uma possessão.” Um sinal muito claro era que cada vez que lhe davam a absolvição na confissão, a dor e o ardor de seu estômago desapareciam imediatamente.

Foram feitos ao menos 19 exorcismos e não sucedeu absolutamente nada. No exorcismo número 20 o homem entrou em coma, perdeu a consciência e atirado ao chão lhe saíam líquidos por várias partes de seu corpo simultaneamente. Tinha uma força sobre-humana, tiveram de chamar quatro guardas civis, o prefeito e o pároco “que não acreditava nessas tolices”. Os quatro guardas e o prefeito puseram-se sobre o corpo do afetado para tentar subjugá-lo e controlá-lo. Ao primeiro sinal da cruz o homem começou a elevar-se no ar, subir até quase tocar no teto da habitação com todos esses homens em cima, todos voando literalmente e movendo suas pernas que gesticulavam no ar enquanto gritavam ao Padre Mateus: “o que é que está acontecendo aqui!? O homem desceu lentamente com todos esses homens em cima até o chão. Terminou o exorcismo e se acreditou que já estava liberado, mas teve que continuar com exorcismos durante vários anos. Se fez uma Missa depois do exorcismo para dar graças. Os guardas, o prefeito e todo mundo se confessou e comungaram por causa do impacto do sucedido. O incrédulo pároco do povoado já não teve dúvidas de que os diabos eram reais…

Aqui se dão vários aspectos para nosso ensinamento. Se o Padre Mateus tivesse sido um exorcista sem experiência, sem teologia nem prudência, como há alguns; não tivesse tido a paciência de perseverar e seguir fazendo 20 exorcismos apesar de não ter passado nada de nada! Há alguns exorcistas com pobre formação e pouca experiência que afirmam que se fazes um exorcismo e não passa nada isso quer dizer que não há nenhum problema e nem muito menos possessão… um desses exorcismos foi gravado e tornado público pela televisão da Suisse Romande, que se encontra em arquivo disponível com o nome de “Profession Exorciste”1.

Existem então exorcistas, sem formação e experiência, que não cumprem com sua missão?

Por desgraça, na realidade da Igreja atual e no passado também se podem dar casos assim. Todo sacerdote pelo fato de sê-lo possui o poder de exorcizar, mas não todo sacerdote tem a formação ou a ciência requerida para isso. É também necessário ter o dom, já que muitos sacerdotes têm muito medo ou insegurança para exercer esse ministério. Alguns tentam substituí-lo com temeridade e presumindo que têm muita ‘valentia’, mas isso é muito perigoso já que para enfrentar a satanás se necessita humildade verdadeira e não só “uma permissão” que não supõe necessariamente a preparação e o dom. Há um testemunho único e muito impressionante na história da Igreja de São Gregório Magno, Padre da Igreja: “O único caso de possessão diabólica de um sacerdote que conheci, foi porque era um sacerdote soberbo.” Por desgraça há alguns bispos que nomeiam exorcistas sem preocupar-se destes aspectos e isso tem tido como resultado graves erros e fieis escandalizados porque fizeram umas práticas de magia supersticiosa com eles e que nada têm a ver com o Ritual Romano para exorcismos. É verdade que o poder o tem o sacerdote com permissão do bispo também e que terá sua força, mas se não se vigiam

os outros aspectos requeridos ainda que tenha o poder se cometerão graves erros e alguns irreparáveis.

Falemos do modernismo na Igreja e as dificuldades que põem a seu trabalho…

O mesmo Padre Gabriel Amorth teve grandes dificuldades com os bispos e clero que não crê ou lhe custa aceitar ou que o diabo existe ou essas coisas dos exorcismos. Um amigo de uma diocese espanhola, que tem profunda formação na matéria e experiência, teve alguns casos que necessitavam provavelmente de exorcismos. Ele solicitou permissão ao seu bispo que lhe respondeu: “Sabes que não creio nessas tolices, por isso não me peças permissão que não a darei!”

O modernismo, denunciado pelo Papa São Pio X, como uma doutrina que já se infiltrou em muitos âmbitos da Igreja, não deixa possibilidade de defender-se nem atacar ao demônio com os meios que Jesus Cristo nos deixou nos sacramentais, já que o considera uma “realidade do passado” ou um símbolo do mal e não uma pessoa angélica que caiu no abismo voluntariamente.

Por que a Devoção à Santíssima Virgem é um grande remédio contra o demônio?

A Virgem Maria tem um papel importante nos exorcismos. Desde o Gênesis quando se promete a redenção a Adão e Eva se profetiza que Ela esmagará a cabeça de satanás. Isto o podemos ver já que nos exorcismos os demônios nunca podem pronunciar seu nome, sempre que se referem a Ela o fazem com medo e com um “ela”, “essa” o “esta”. Há toda uma lição da missão teológica da Virgem Maria para esmagar a cabeça de satanás que costumo expor, mas isso é um capítulo à parte dada sua extensão em matéria e tempo.

Evidentemente uma alma e uma família que reza sempre o Rosário dado pela Santíssima Virgem a São Domingos, é muito difícil que o demônio lhes possa tocar. Tenho visto casos de ataques diabólicos que se solucionaram sobretudo pela força da recitação do Rosário. Não existe demônio que possa suportar uma família ou pessoa que tenha sempre esta devoção à Virgem Maria. A prática respeitosa dos dez mandamentos, os sacramentos, especialmente a Santa comunhão, a Missa e a frequente confissão são a maior proteção contra as forças diabólicas. Quando os demônios querem perder ou possuir uma pessoa o primeiro que fazem é apartá-la dos sacramentos e da oração.

O senhor teve a graça de conhecer o Padre Amorth… Poderia fazer uma brevíssima descrição dele, de suas virtudes, seu exemplo e seu legado como exorcista?

Tive da benção de estar em contato com ele e com seus mais íntimos colaboradores até o momento de me despedir em seu funeral há apenas um mês. Era um homem antes de tudo de profunda oração, muito simples, muito direto e sem diplomacias para dizer a você o que tinha a lhe dizer, muito humano e próximo, mas ao mesmo tempo sempre enfocava tudo desde o ponto de vista sobrenatural. De uma personalidade muito forte e ao mesmo tempo fortemente paternal. Nos sentíamos como se estivéssemos falando com nosso próprio pai. Ainda ressoam suas palavras em meus ouvidos quando o recordo, pois ao ver-me me dizia sempre “Il mio figlio!” Tinha uma grande autoridade moral e isso lhe serviu para enfrentar-se a alguns bispos e superiores que não acreditavam ou desacreditavam de seu trabalho como exorcista. Todas estas qualidades o levaram a saber tocar adiante a Associação Internacional de Exorcistas e não haverá quem o substitua como exorcista e fundador com tais qualidades e virtudes.

O que mais me tem beneficiado dele tem sido sua fortaleza tão grande espiritualmente falando, sua experiência de anos na matéria, mas sobretudo essa segurança absoluta que transmitia e dava, tanto na doutrina como no momento de enfrentar o demônio com tanta serenidade e prumo ao mesmo tempo. Todas estas qualidades vividas durante anos a seu lado me dão muita segurança e principalmente proteção se se é fiel ao que ele te transmitiu.

NOTA: Qualquer pessoa que necessite ajuda e queira consultar algo com o sacerdote pode fazê-lo através de seu correio: edisanjo2016@gmail.com. Terá prazer em atendê-los.

Javier Navascués

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Fonte: http://adiantelafe.com/discipulo-del-p-amorth-fala-fondo-exorcismos/

Créditos: Airton Vieira de Souza

“Francisco nos alarma enormemente, e não apenas a nós. Mas gostamos dele”

O ecumenismo do Papa Francisco tem um raio de ação realmente muito longo. Encontrou-se com o patriarca ortodoxo de Moscou, irá à Suécia para participar da celebração do quinto centenário de Lutero, é amigo de muitos líderes pentecostais e tem a simpatia inclusive dos seguidores do arcebispo hiper tradicionalista Marcel Lefebvre.

A reportagem é de Sandro Magister e publicada por Chiesa.it, 01-04-2016. A tradução é de André Langer.

O último é o dado mais surpreendente, porque, no campo católico, a hostilidade contra os lefebvrianos é muito mais intolerante entre aqueles que se jactam de ter um espírito ecumênico e de misericórdia.

Com efeito, vemos reproduzir-se contra os lefebvrianos, dado que eles se apresentam como “verdadeiros” católicos, o mesmo mecanismo que faz com que os católicos de rito oriental sejam mal vistos pelos ortodoxos, quem usam para designá-los o termo pejorativo “uniatas”. Mal vistos porque são muito similares a eles, como um inimigo em casa.

Já Bento XVI denunciou esta distorção, na carta aberta redigida por ele em 2009 a todos os bispos do mundo depois da explosão de protestos por sua decisão de levantar a excomunhão dos quatro bispos lefebvrianos da Fraternidade São Pio X.

O Papa Francisco fez um gesto de grande abertura, quando, em setembro passado, autorizou durante o Jubileu, todos os fiéis católicos que desejarem, confessar-se também com os padres da Fraternidade, recebendo deles a absolvição “válida e licitamente”.

Basta pensar, para compreender a novidade deste gesto de Francisco, na proibição – sob pena de excomunhão imposta aos seus fiéis em 14 de outubro de 2014 pelo bispo de Albano, Marcello Semeraro – de participar das missas e dos sacramentos celebrados pela Fraternidade São Pio X. Semeraro não é um bispo qualquer, é também o secretário do Conselho dos Nove Cardeais que assistem o Papa no governo da Igreja.

A diferença em relação ao Papa Bento é que Francisco não sofreu uma enxurrada de críticas e impropérios por parte dos defensores do ecumenismo devido aos seus gestos de abertura.

Não apenas isso. À indulgência demonstrada pelos defensores do ecumenismo pelo gesto de Francisco acrescentou-se um sinal de estima sem precedentes por parte do próprio superior geral da Fraternidade São Pio X, o bispoBernard Fellay.

Fellay formulou um juízo detalhado sobre Francisco em uma longa entrevista gravada no dia 04 de março em seu quartel general em Menzingen, na Suíça, e postada na rede em vários idiomas durante a Semana Santa.

Mais do que de uma entrevista, trata-se de uma intervenção pessoal de Fellay, que faz o balanço das seguintes questões:

1) As relações da Fraternidade São Pio X com Roma desde 2000.

2) As novas propostas de Roma estudadas pelos superiores maiores da Fraternidade São Pio X.

3) “Ser aceitos assim como somos”, sem ambiguidades nem compromissos.

4) O Papa e a Fraternidade São Pio X: benevolência paradoxal.

5) A jurisdição concedida aos sacerdotes da Fraternidade São Pio X: consequências canônicas.

6) As visitas dos prelados enviados por Roma: algumas questões doutrinais abertas.

7) O estado atual da Igreja: inquietudes e esperanças.

8) O que devemos pedir à Santíssima Virgem?

Todo o texto é de considerável interesse, enquanto expressa o ponto de vista mais confiável, completo e atualizado da comunidade lefebvriana sobre suas relações com Roma.

Mas, as passagens mais surpreendentes são precisamente aquelas em que Fellay explica a benevolência deFrancisco com a Fraternidade, benevolência que define como “paradoxal”, porque contrasta com as orientações predominantes de seu pontificado, que vão no sentido contrário.

Esta análise que Fellay faz encontra-se no ponto 4 do texto, reproduzido na íntegra na sequência.

Essa análise é seguida por outra passagem, tirada do ponto 6, que, por sua vez, conta o desenvolvimento e o resultado das recentes visitas feitas aos seminários e a um priorado da Fraternidade, feitas por quatro enviados de Roma: “um cardeal, um arcebispo e dois bispos”, cujos nomes não são revelados.

Fellay não dá os nomes dos quatros prelados, mas que são os seguintes:

– o cardeal Walter Brandmüller, ex-presidente da Pontifícia Comissão das Ciências Históricas;

– Juan Ignacio Arrieta Ochoa de Chinchetru, da Opus Dei, secretário do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos;

– Vitus Huonder, bispo de Coira (Suíça); e

– Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Maria Santíssima em Astana (Cazaquistão).

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O Papa e a Fraternidade São Pio X: benevolência paradoxal, por Bernard Fellay

É preciso utilizar o termo “paradoxal”, o paradoxo de avançar rumo ao que quase poderíamos chamar de “Vaticano III”, no pior sentido que se pode dar a essa expressão, e, por outro lado, querer dizer à Fraternidade: “Aqui são bem-vindos”. Isto é verdadeiramente um paradoxo, quase uma vontade de associar os contrários.

Não creio que isto seja por ecumenismo. Alguns poderiam pensar dessa forma. Por que não creio que seja por ecumenismo? Porque basta observar a atitude geral dos bispos neste tema do ecumenismo: eles têm os braços abertos para receber todo o mundo, exceto a nós!

Em várias ocasiões, nós tentamos explicar por que fomos excluídos, dizendo: “Não tratamos vocês como os outros, porque vocês afirmam ser católicos. Ao dizer isto, geram confusão entre nós, e, portanto, não nos querem”. Nós ouvimos esta explicação muitas vezes, e ela exclui o ecumenismo. Mas se este enfoque que consiste em dizer, “aceitamos todos dentro da família”, não é aplicável no nosso caso, então, o que resta? Penso que resta o Papa.

Se, primeiramente Bento XVI e agora o Papa Francisco, não tivessem visto a Fraternidade de um modo particular, que é diferente desta perspectiva ecumênica que acabo de mencionar, penso que agora não haveria absolutamente nada. Creio que, em vez disto, estaríamos funcionando uma vez mais sob sanções, censuras, excomunhões, a declaração de cisma e tentativas de eliminar um grupo problemático.

Então, por que tanto Bento XVI como o Papa Francisco foram tão benevolentes para com a Fraternidade? Eu penso que a perspectiva de um de outro não é necessariamente a mesma.

No caso de Bento XVI, creio que se devia ao seu lado conservador, ao seu amor pela liturgia antiga, ao seu respeito pela disciplina passada que existia na Igreja. Posso afirmar que muitos, e estou falando de muitos padres, e inclusive grupos que tinham problemas com os modernistas na Igreja e que recorreram a ele quando ainda era cardeal, encontraram nele – primeiro como cardeal e depois como papa – um olhar benevolente, um desejo de proteger e ajudá-los ao menos em tudo o que fosse possível.

Quanto ao Papa Francisco, não vemos esse apego nem à liturgia nem à disciplina antiga da Igreja. Poderíamos inclusive dizer: pelo contrário, devido às suas numerosas declarações contrárias, o que torna ainda mais difícil e complicado entender esta sua benevolência.

E, no entanto, creio que existem várias explicações possíveis, mas admito que não tenho a última palavra neste tema.

Uma das explicações é a perspectiva do Papa Francisco sobre tudo o que seja marginalizado, o que ele chama de “periferias existenciais”. Não me surpreenderia se nos considerasse como uma destas periferias pelas quais tem uma preferência manifesta. E, desde esta perspectiva, utiliza a expressão: “percorrer um caminho” com as pessoas que se encontram na periferia, esperando poder melhorar as coisas. Portanto, não se trata de uma decisão estabelecida de concluir imediatamente: um processo, um caminho, para onde quer que vá…, mas ao menos se é bastante tranquilo, gentil, sem saber realmente qual será o resultado. Talvez seja esta uma das razões mais profundas.

Outra razão: vemos que o Papa Francisco critica constantemente a Igreja estabelecida, a palavra utilizada em inglês para isto é “establisment” – também é utilizada em francês de vez em quando – reprovando a Igreja por ser autocomplacente, satisfeita consigo mesma, por ser uma Igreja que já não vai em busca da ovelha perdida, a ovelha que sofre, em todos os âmbitos, pela pobreza ou mesmo fisicamente…

Mas, vemos no Papa Francisco que esta inquietude, apesar das evidentes aparências, não é apenas uma preocupação sobre as coisas materiais… Vemos claramente que quando diz “pobreza” refere-se também à pobreza espiritual, a pobreza das almas que se encontram em pecado e que deveriam ser tiradas desse estado e conduzidas novamente para o Bom Deus.

Mesmo que nem sempre o expresse claramente, podemos encontrar várias expressões que o indicam. E nessa perspectiva, vê na Fraternidade uma comunidade muito ativa, isto é, que busca, que vai em busca das almas, que tem esta preocupação pelo bem espiritual das almas, e que está pronta para colocar mãos à obra e trabalhar para isso. Ele conhece dom Lefrebvre, leu duas vezes a biografia escrita por dom Tissier de Mallerais, o que mostra, sem dúvida alguma, um interesse; e eu penso que ele gostou.

E também os contatos que ele estabeleceu na Argentina com os nossos confrades, em quem viu espontaneidade e também franqueza, pois não escondemos absolutamente nada. Claro que tentávamos conseguir algo para aArgentina, onde tínhamos dificuldades com o Estado em matéria de conseguir autorizações para residências, mas não escondemos nada, não tentamos fugir de nenhum problema, e creio que isso lhe agradou. Este, talvez, seja o lado humano da Fraternidade, mas vemos que o Papa é muito humano, ele dá muita importância a este tipo de considerações, e isto pode explicar, ou poderia explicar, uma certa benevolência da sua parte.

Reitero mais uma vez que não tenho a última palavra neste tema e, sem dúvida, por trás de tudo isto está a Divina Providência, que dispõe as coisas de tal maneira que coloca bons pensamentos na cabeça do Papa, que, em muitos pontos, nos alarma tremendamente, e não apenas a nós. Pode-se dizer que qualquer um que seja mais ou menos conservador dentro da Igreja está assustado com o que está acontecendo, com as coisas que são ditas, e, no entanto, a Divina Providência dispõe delas para nos fazer superar esses desafios de uma maneira muito surpreendente.

Muito surpreendente, porque está claro que o Papa Francisco deseja deixar-nos viver e sobreviver. Disse inclusive a quem estiver disposto a escutá-lo que jamais prejudicaria a Fraternidade. Também disse que somos católicos. Negou-se a nos condenar como cismáticos, dizendo: “Não são cismáticos, são católicos”, mesmo se depois utilizou uma expressão um tanto enigmática, a saber: que estamos a caminho da plena comunhão.

Gostaríamos de ter alguma vez uma definição clara do termo “plena comunhão”, porque está claro que não corresponde a nada preciso. É um sentimento… não se sabe bem o que é.

Inclusive recentemente, em uma entrevista concedida por dom Pozzo sobre nós, ele retoma uma citação que atribui ao próprio Papa – podemos, portanto, considerá-la como uma postura oficial – o Papa, falando com a Ecclesia Dei, confirmou que somos católicos a caminho da plena comunhão. E o bispo Pozzo esclarece como esta plena comunhão pode ser alcançada: aceitando a forma canônica, o que é bastante surpreendente, uma forma canônica resolveria todos os problemas referentes à comunhão!

Um pouco mais adiante, na mesma entrevista, afirma que esta plena comunhão consiste em aceitar os grandes princípios católicos. Com outras palavras, os três níveis de unidade na Igreja, que são a fé, os sacramentos e o governo. Quando fala da fé, refere-se propriamente ao magistério. Mas nós nunca colocamos em dúvida nenhum destes elementos. E, portanto, nunca colocamos em dúvida a nossa plena comunhão, mas eliminamos o adjetivo “pleno”, para dizer simplesmente: “Estamos em comunhão de acordo com o termo clássico usado na Igreja; somos católicos. Se somos católicos, nós estamos em comunhão, porque a ruptura da comunhão é propriamente um cisma”.

As visitas dos prelados enviados por Roma: algumas questões doutrinais abertas

Estas visitas foram muito interessantes. Obviamente, algumas pessoas na Fraternidade viram-nas com um pouco de receio: “O que estes bispos estão fazendo em nossa casa?” Bom! Essa não era a minha perspectiva. […] Eu lhes disse várias vezes: “Venham nos ver”. Nunca quiseram. Então, de repente, […] um cardeal, um arcebispo e dois bispos vieram nos ver, nos visitar, em diversas situações, algumas vezes nos seminários, e também em um dos priorados. […]

A primeira coisa que comentamos – tratava-se de uma linha oficial ou sua opinião pessoal? Eu não sei, mas é um fato –, todos disseram: “Estas discussões estão ocorrendo entre católicos; isto não tem nada a ver com discussões ecumênicas; estamos entre católicos”. Portanto, desde o início abandonamos todas aquelas ideias, tais como: “Não estão completamente dentro da Igreja, estão a meio caminho, portanto, estão fora – só Deus sabe aonde! – cismáticos…”. Não! Estamos falando entre católicos. Este é o primeiro ponto, o que é muito interessante, muito importante. Apesar do que, em alguns casos ainda hoje se diz em Roma.

O segundo ponto – que, na minha opinião, é ainda mais importante – é que os temas abordados nestas discussões são temas os clássicos nos quais sempre houve fracassos. Quer se trate de um assunto de liberdade religiosa, colegialidade, ecumenismo, a nova missa, ou inclusive os novos ritos dos sacramentos… Bom, todos nos disseram que estas discussões eram sobre temas abertos.

Creio que esta reflexão é fundamental. Até agora, sempre insistiram em deixar bem claro que tínhamos que aceitar o Concílio. É difícil determinar exatamente o verdadeiro alcance desta expressão “aceitar o Concílio”. O que significa? Porque é um fato que os documentos do Concílio são completamente desiguais, e que sua aceitação se faz com um critério gradual, segundo uma escala de obrigatoriedade. Se um texto é um texto de fé, existe uma obrigação simples e pura. Mas quem pretende, de um modo totalmente errado, que este concílio é infalível, exigem uma submissão total a todo o Concílio. Então, se é isso que significa “aceitar o Concílio”, dizemos que não o aceitamos. Precisamente porque o que negamos é sua infalibilidade.

Se existem algumas passagens nos documentos conciliares que repetem o que a Igreja disse antes, de um modo infalível, obviamente estas passagens são e seguirão sendo infalíveis. E nós aceitamos isso, não há nenhum problema. Por isso, quando se diz “aceitar o Concílio”, é necessário distinguir claramente qual é o sentido da expressão. No entanto, mesmo com esta distinção, até o momento, detectamos uma insistência por parte de Roma: “Vocês devem aceitar estes pontos; fazem parte do ensinamento da Igreja e, portanto, devem aceitá-los”. E vemos – não somente em Roma, mas também na maioria dos bispos – esta atitude até hoje em relação a nós, esta grave crítica: “Vocês não aceitam o Concílio”.

E agora, de repente, os enviados de Roma nos dizem que todos os pontos que foram obstáculos, são questões abertas. Uma questão aberta é um tema que pode ser discutido. E a obrigação de aderir a certa posição fica fortemente e inclusive, talvez, totalmente mitigada ou eliminada. Creio que isto é um ponto crucial. Teremos que ver, posteriormente, se isto é confirmado, se realmente podemos discutir livremente quanto à fé, quanto ao que devemos crer, e é aqui onde exigimos esta clareza, estes esclarecimentos por parte das autoridades. Pedimos isto durante muito tempo. Nós dizemos: “Há pontos ambíguos neste Concílio, e não cabe a nós esclarecê-los. Podemos assinalar o problema, mas quem tem a autoridade para esclarecê-lo é Roma”. No entanto, reitero, o fato de que estes bispos nos digam que se trata de questões abertas já é, na minha opinião, algo crucial.

As discussões em si desenvolveram-se, mais ou menos felizmente, segundo a personalidade de nossos interlocutores, porque também houve bons intercâmbios [nos quais] não necessariamente estivemos de acordo… Não obstante, creio que todos os interlocutores são unânimes em sua apreciação: ficaram satisfeitos com as discussões. Igualmente, ficaram satisfeitos com suas visitas. Parabenizaram-nos pela qualidade dos nossos seminários, dizendo: “São normais (Felizmente! É preciso começar por aí…), estas pessoas não são intolerantes nem obtusas, mas animadas, abertas, alegres, simplesmente indivíduos normais. E este comentário foi feito por todos os visitantes. Sem dúvida, isto é o lado humano, mas não devemos esquecê-lo tampouco.

Para mim, estas discussões, ou mais precisamente, esta faceta mais simples das discussões é importante, já que um dos problemas é a desconfiança. Certamente, nós temos esta desconfiança. E penso que, sem dúvida alguma, Roma também a tem sobre nós. E enquanto esta desconfiança prevalecer, a tendência natural é que tomemos qualquer coisa que se diga de maneira equivocada, ou que assumamos o pior cenário possível. Enquanto continuarmos com essa mentalidade receosa, não poderemos realizar muitos avanços. É necessário chegar a ter um mínimo grau de confiança, um clima de serenidade, para poder eliminar estas acusações a priori. Creio que a nossa forma de pensar segue sendo esta, e é também a de Roma. Isto leva tempo. Ambas as partes devem poder apreciar corretamente as pessoas, suas intenções, para poder superar tudo isto. Creio que isto vai levar algum tempo.

Isto também requer ações que mostrem boa vontade, e não a intenção de nos destruir. Atualmente, ainda temos esta ideia em nossas mentes, o que é uma postura amplamente difundida: “Se nos querem, é para nos asfixiar, e eventualmente nos destruir, para nos absorver totalmente, para nos desintegrar”. Isso não é integração, é desintegração. Obviamente, enquanto esta ideia prevalecer, não podemos esperar nada.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/553127-francisco-nos-alarma-enormemente-e-nao-apenas-a-nos-mas-gostamos-dele

Qual é o pecado favorito do demônio? Responde um exorcista…

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MADRI, 25 Ago. 15 / 02:50 pm (ACI/EWTN Noticias).-

Um exorcista tem medo? Qual é o pecado predileto do demônio? Estes foram alguns dos temas de uma recente entrevista do sacerdote dominicano Juan José Gallego, exorcista da arquidiocese de Barcelona a um diário espanhol.

Há nove anos o Pe. Gallego foi designado exorcista, e afirmou que, na sua opinião, o demônio é um ser “totalmente amargurado”.

Através de uma entrevista, realizada pelo jornal espanhol ‘El Mundo’, o sacerdote assegurou que “a soberba” é o pecado que o demônio mais gosta.

“Sentiu medo alguma vez? ”, perguntou o entrevistador ao sacerdote. “Este é um ofício bastante desagradável”, respondeu o Pe. Gallego. “No começo tinha muito medo. Olhava muito para atrás e via demônios em todo lugar… Veja só, no outro dia estava fazendo um exorcismo. ‘Te mando! ’, ‘Te ordeno! ’… E o Maligno, com uma voz tremenda, gritou: ‘Galleeeego, estás exageraaaaando!’. Então tremi”.

Entretanto, o padre sabe que o demônio não é mais poderoso que Deus. O exorcista recordou que “quando me nomearam, um parente me disse: ‘Ai, Juan José, estou toda assustada, porque no filme ‘O exorcista’ um morreu e o outro pulou pela janela’. Eu ri e lhe respondi: ‘Mulher, não se esqueça que o demônio é criatura de Deus’”.

Quando as pessoas estão possuídas, relatou, “perdem o conhecimento, falam línguas estranhas, têm uma força exagerada, mal-estar profundo, vemos senhoras educadíssimas vomitando, blasfemando”.

“Um jovem durante a noite era tentado pelo demônio, queimava sua camisa, entre outras coisas, e me disse que os demônios lhe propuseram: ‘Se fizer um pacto conosco, isso nunca mais acontecerá com você’”.

O Pe. Gallego também advertiu que práticas da “nova era” como por exemplo, o reiki e a ioga, podem ser portas de entrada para o demônio. “Ele pode meter-se um pouco por aí”, assinalou.

O sacerdote espanhol lamentou que a crise econômica que açoita a Espanha há alguns anos “nos traz os demônios. Os vícios: a droga, o álcool… No fundo eles são uma possessão”.

“Com a crise as pessoas sofrem mais. Estão desesperadas. Há pessoas convencidas de que o demônio está dentro delas”, concluiu o Pe. Gallego

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/qual-e-o-pecado-favorito-do-demonio-responde-um-exorcista-99421/

”Eu queria ser chamado apenas de Padre Bento”, afirma Ratzinger

 

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Os sapatos vermelhos, sinal da dignidade papal, não existem mais. No seu lugar, um par de sandálias de couro com meias, que poderiam ser as de um monge qualquer, ou talvez de um turista alemão de passagem por Roma. O hábito, ao contrário, continuou sendo o branco papal, símbolo de um status que permanece mesmo depois da renúncia ao pontificado.

A reportagem é de Vatican Insider, 07-12-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Mas ele, confidencia Ratzinger a um jornalista alemão, teria preferido ser chamado simplesmente de “Padre Bento”. Só que, na época, ele estava “fraco e cansado demais” para conseguir se impôr.

Agora, conta Jörg Bremer, um dos correspondentes de Roma do Frankfurter Allgemeine, na conversa publicada na edição dominical do jornal, Ratzinger parece ter reencontrado as suas forças. Aos 87 anos, ele se movimenta sem bengala na sua casa, a Mater Ecclesiae, no Vaticano, os olhos brilham, e as suas respostas são rápidas e precisas.

E, com grande atenção, ele avisa o jornalista sobre o que pode escrever e sobre o que não. Como sobre o seu desejo, depois da renúncia, de ser chamado simplesmente de “Vater Benedikt”. “Podemos escrever isso?”, pergunta Bremer. “Sim, escreva”, responde o “Padre Bento” – talvez possa ajudar”.

Mas por que um papa emérito, que vive retirado e se deixa ver em público apenas quando o papa em serviço o convida (a última vez para a beatificação de Paulo VI), decide falar com um jornalista, rompendo, com todas as cautelas do caso, a regra do silêncio que ele se impôs desde que optou por viver como um monge?

O motivo talvez se encontre na publicação de um novo livro, o quarto, da coletânea dos seus escritos. O fato é que, em 1972, o professor de teologia Joseph Ratzinger, em um artigo “Sobre a questão da indissolubilidade do matrimônio”, tinha se expressado em termos possibilistas sobre a readmissão à Eucaristia dos divorciados em segunda união.

Em alguns casos particulares, escrevera Ratzinger, a readmissão podia ser “coberta pela tradição”. Para republicação, Ratzinger preferiu reformular as conclusões e reiterar o que afirmou como cardeal e depois como papa, ou seja, a intangibilidade da doutrina sobre a indissolubilidade do matrimônio, com as suas consequências em termos de admissão à comunhão.

Então, pode-se dizer que o papa emérito quis entrar e talvez se colocar um pouco enviesado no debate desejado por Francisco por ocasião do Sínodo dedicado a esses temas?

Esse é um “absurdo total”, responde Bento, que ressalta que tem “ótimos contatos” com Francisco. A revisão do texto foi decidida em agosto, poucos meses antes do Sínodo, e não contém “nada de novo”.

A esse respeito, Ratzinger lembra o ensinamento de João Paulo II, “e eu mesmo, como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, escrevi coisas muito mais radicais”.

Ainda com o Papa Wojtyla, do qual foi estreito colaborador, Ratzinger lembra, como relata Bremer, que os divorciados em segunda união não devem, contudo, ser excluídos da vida da Igreja.

Por exemplo, segundo Bento, eles devem poder ser padrinhos e madrinhas de batismo (atualmente, muitas dioceses exigem o preenchimento de formulários, assinados pelo pároco, em que se declara, dentre outras coisas, que “não se contraiu matrimônio apenas civil, nem convive, nem buscou o divórcio”).

Na meia hora de conversa, ainda há tempo para um pensamento em vista do Natal, especialmente para a Terra Santa, que ao papa emérito, biógrafo de Jesus, toca especialmente a memória. Porque Jesus não foi só espírito, a sua presença é datável, e “essa dimensão terrena é importante para a fé dos homens”.

Depois, no momento das saudações, Bento mostra medalhas e lembranças do pontificado: “Pode levá-las, se quiser. Mas contanto que não se alimente assim o culto da personalidade”, brinca, com humor alemão, antes de voltar para o seu silêncio, o papa emérito que queria ser chamado apenas de “Padre Bento”.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/538254-eu-queria-ser-chamado-apenas-de-padre-bento-afirma-ratzinger

Entrevista com Mons. WILLIAMSON

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ENTREVISTA COM MONS. WILLIAMSON (19 de Março) ENTREVISTA FEITA A MONS. WILLIAMSON imediatamente após a cerimônia da sagração de Mons. FAURE

Vossa Excelência conseguiu o apoio dos padres neste consagração?

Sim, havia um grupo de padres da América Latina e dos Estados Unidos e dos outros lugares. Há sacerdotes que entendem, não são numerosos, mas têm valor, têm fé, e estão determinados a seguir em frente.

O que fez o senhor decidir fazer esta consagração agora?

Cada dia era mais razoável com a ameaça de guerra, que está muito perto de nós, e já duas vezes foi evitada com a Síria e Ucrânia. O Ocidente delinquente está provocando os russos e vai chegar o momento em que Putin vai dizer que é suficiente e decidir atacar.

Vossas Excelências, as vozes já estão clamando que o senhor e Monsenhor Faure são excomungados, o que pode nos dizer sobre isso?

A verdade é mais importante do que a autoridade. A autoridade existe para servir a Verdade, e as autoridades Romanas deixaram a Verdade, através do Conselho, e cada vez mais, infelizmente. Então, sua punição e suas censuras estão sem peso, sem valor. Continue lendo

ELE ESTEVE COM Pe. PIO, CONFESSOU-SE COM ELE

EM HOMENAGEM AO Pe. PIO – 23/09/2014
 
 
 
 
 
 

Caríssimos,
Salve Maria!

Segue a entrevista com o Sr. Luís do Anjos, nosso amigo, residente em nossa cidade de Campo Grande e magno divulgador de S. Padre Pio.
No ano de 1968, ele teve um encontro marcado pela Providência com aquele que mudaria completamente a sua vida.
Boa leitura.

Pe. Marcelo Tenório

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