APOSTASIA: Bispos Alemães: ” É possivel dar comunhão aos divorciados em segunda união”

Conferência Episcopal da Alemanha

Na Alemanha, os católicos, depois de uma separação e de um casamento posterior, não estão mais, em princípio, excluídos da comunhão. A decisão é da Conferência Episcopal Alemã, que chegou a essa conclusão a partir da exortação apostólica Amoris laetitia, do ano passado.

A reportagem é do sítio do jornal Frankfurter Allgemeine, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Nesse documento, o Papa Francisco ressaltou a importância da decisão em consciência, comunicaram os bispos na quarta-feira em Bonn. Assim, em casos individuais, a decisão de se aproximar da Eucaristia deve ser respeitada. O processo de decisão deve ser acompanhado por um diretor espiritual.

Não se trataria, portanto, de uma liberalização geral, enfatizaram os bispos: “Nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que estão separados e se casaram de novo podem receber os sacramentos indiscriminadamente”.

Até agora, os divorciados que contraíram um novo matrimônio não podem receber a comunhão, porque, segundo a doutrina católica, vivem em estado de culpa grave. Durante um ano inteiro, os bispos católicos alemães tentaram chegar a uma declaração pastoral comum, para poderem implementar as indicações do documento do papa em todas as dioceses.

Alguns bispos conservadores alertavam contra uma liberalização dos sacramentos, o que colocaria em discussão a indissolubilidade do matrimônio. Os cardeais alemães Joachim Meisner e Walter Brandmüller, por isso, se opuseram à linha proposta pelo papa. Junto com outros dois cardeais, um italiano e um estadunidense, pediram a Francisco, no ano passado, um esclarecimento sobre alguns pontos ambíguos, na opinião deles.

A Conferência Episcopal Alemã também anunciou que quer melhorar a preparação para o matrimônio e dar mais peso para a pastoral para os cônjuges.

O Comitê Central dos Católicos Alemães e o movimento de leigos católicos “Nós somos Igreja” acolheram favoravelmente a declaração dos bispos. No entanto, o “Nós somos Igreja” lamentou o fato de os bispos alemães terem levado nada menos do que nove meses antes de chegarem a um acordo sobre uma declaração conjunta. E que, do ponto de vista ecumênico, justamente no ano do 500º aniversário da Reforma, é decepcionante uma declaração dos bispos alemães que ainda afirma que “nos casamentos mistos também não é possível a plena comunhão na ceia do Senhor”.

Declaração dos Bispos:

Os bispos alemães confirmam a abertura sobre a comunhão aos divorciados em segunda união nas diretrizes publicadas nessa quarta-feira para a aplicação da Amoris laetitia, ressaltando que a exortação do Papa Francisco sobre a família, que está provocando um intenso debate no seio da Igreja Católica, embora sem estabelecer “uma regra geral ou um automatismo”, prevê, em casos individuais e depois de um processo de discernimento dentro da comunidade católica, a admissão à Eucaristia em alguns desses casos.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada no jornal La Stampa, 01-02-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Conferência Episcopal Alemã, liderada pelo cardeal Reinhard Marx, de Munique, um dos nove purpurados conselheiros de Francisco, publicou nessa quarta-feira o documento “A alegria do amor que é vivida nas famílias é também a alegria da Igreja” (subtítulo: “Introdução a uma renovada pastoral do matrimônio e da família à luz da Amoris laetitia”), aprovado no dia 23 de janeiro passado pelo Conselho Permanente do mesmo episcopado.

Quem tomou posição em favor de uma leitura aberturista do texto papal nas últimas semanas foi, antes ainda que a alemã, a Conferência Episcopal de Malta, com um documento depois republicado pelo jornal L’Osservatore Romano. Nem todos parecem se inclinar para uma atitude desse tipo. Prova disso, por exemplo, é a entrevista com o cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Gerhard Ludwig Müller, também alemão, publicada também nessa quarta-feira pela “revista mensal de apologética” Il Timone.

As diretrizes dos prelados da Alemanha abordam uma série de questões sobre as quais o papa escreveu na exortação apostólica que concluiu o duplo Sínodo sobre a Famíliade 2014 e 2015: da preparação ao matrimônio ao acompanhamento pastoral das famílias, da fé vivida nas famílias às famílias que vivem situações de fragilidade, detendo-se também na antiga questão sobre se os casais de divorciados recasados podem receber os sacramentos. Sobre o tema, os bispos não veem “nenhuma regra geral e nenhum automatismo”. Na opinião deles, são necessárias soluções diferenciadas, que levem em conta o caso individual.

“A Amoris laetitia – sublinham os bispos alemães – não negligencia nem a pesada culpa que muitas pessoas vivem em tais situações de fratura e de fracasso da relação matrimonial, nem a questão problemática de que as segundas bodas contradizem o sinal visível do sacramento do matrimônio, mesmo quando a pessoa envolvida tenha sido deixada sem culpa. A Amoris laetitia, no entanto, não permanece na proibição categórica e irreversível do acesso aos sacramentos.”

A nota de rodapé 336 do texto papal, lembram os prelados, ressalta que também pode haver consequências sacramentais diferentes para situações diferentes no que diz respeito à culpa no fracasso matrimonial, e a nota de rodapé 351 reitera a ajuda que a Igreja pode dar com a Eucaristia em alguns casos e, portanto, ela também “prevê a possibilidade de acesso aos sacramentos nesses casos”. A Conferência Episcopal especifica ainda que “nem todos os fiéis cujo matrimônio fracassou e que se separaram e se casaram de novo civilmente podem receber os sacramentos indiscriminadamente. Ao contrário, são necessárias soluções diferenciadas que levem em conta o caso individual, quando as bodas não podem ser anuladas. Nesses casos, encorajamos todos aqueles que têm a fundamentada dúvida sobre a validade do seu matrimônio que levem em consideração o serviço dos juízes matrimoniais eclesiais para verificar se são possíveis novas bodas na Igreja”.

Nos casos em que o casamento não é nulo, em vez disso, “a Amoris laetitia parte de um processo de discernimento que deve ser acompanhado por um pastor” e, nesse contexto, sublinha o documento dos bispos alemães, “abre para a possibilidade de receber os sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. Na Amoris laetitia, o Papa Francisco salienta o significado da decisão com consciência, quando diz: ‘Também nos custa deixar espaço à consciência dos fiéis, que muitas vezes respondem o melhor que podem ao Evangelho no meio dos seus limites e são capazes de realizar o seu próprio discernimento perante situações onde se rompem todos os esquemas. Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las’. No fim desse processo espiritual, que sempre diz respeito à integração, no entanto, não há o acesso aos sacramentos da reconciliação e da Eucaristia. A decisão individual de receber ou não os sacramentos, sob certas condições, merece respeito e atenção. Mas também uma decisão de receber os sacramentos deve ser respeitada. Deve-se rejeitar uma atitude de laxismo, sem um intenso exame no acompanhamento, discernimento e integração, assim como uma atitude rigorista, que consiste em julgamentos precipitados sobre as pessoas nas chamadas situações irregulares. Em vez dessas atitudes extremas, o discernimento (latim, discretio) deve ocorrer em um diálogo pessoal. Vemos como é nossa tarefa aprofundar o caminho da formação das consciências dos fiéis. Para esse fim, devemos tornar nossos pastores idôneos e fornecer critérios a eles. Tais critérios de uma formação da consciência são fornecidos de modo difuso e excelente pelo Santo Padre na Amoris laetitia”.

Fontes: http://www.ihu.unisinos.br/166-sem-categoria/564564-bispos-alemaes-comunhao-para-divorciados-em-segunda-uniao-em-alguns-casos

http://www.ihu.unisinos.br/564563-bispos-alemaes-afirmam-que-e-possivel-dar-a-comunhao-a-divorciados-em-segunda-uniao

Malta suspende a divinis os padres que não deem Comunhão a adúlteros

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Tradução Frei Zaqueu –

GOZO, Malta (ChurchMilitant.com) – Os sacerdotes de Malta serão os primeiros clérigos que enfrentam uma suspensão por rejeitar a Sagrada Comunhão aos católicos divorciados “recasados” fora da Igreja.

O bispo Mario Grech, da diocese de Gozo, Malta, está dizendo que despojará todos os sacerdotes de suas faculdades sacerdotais que não sigam suas novas diretrizes, alegando que está seguindo as diretrizes da exortação papal Amoris Laetitia. Segundo os informes, tomou esta severa posição ao regressar esta semana de sua visita a Roma. Segundo a imprensa alemã, D. Grech ameaçou seus sacerdotes com a suspensão a divinis se se negam a cumprir.

As diretrizes D. Grech co-publicadas em 8 de janeiro com o Arc. Charles Scicluna, da arquidiocese de Malta, são: “Se … uma pessoa separada ou divorciada que vive em uma nova relação pode … reconhecer e crer que ele ou ela está em paz com Deus, não pode ser excluído da participação nos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia”

As orientações de Malta se centram nas consciências dos civilmente casados que se apresentam na Missa para receber a Eucaristia. Não se faz menção da consciência do sacerdote que tenta seguir a lei da Igreja tal como está contida no Código de Direito Canônico.

O Canon 915 ordena que aqueles que “perseveram obstinadamente em pecado grave manifesto não sejam admitidos à Santa Comunhão”. Este juízo se baseia na situação objetiva do casal, chamada foro externo, e é completamente independente de seu sentimento subjetivo de culpa, que é parte do que se chama o foro interno.

Um canonista experimentado, o Dr. Ed Peters, enfatizou recentemente que a Santa Madre Igreja manda os sacerdotes seguirem este cânon e não admitir os casais que vivem publicamente em estado de pecado mortal objetivo à Sagrada Comunhão: Ao administrar a Sagrada Comunhão a um membro fiel, os sacerdotes católicos estão obrigados, não pelas diretrizes supostamente elaboradas a partir de um único, ambíguo e altamente controvertido documento papal, mas pelo texto claro de outro documento papal, chamado Código de Direito Canônico (especialmente o Cânon 915 do mesmo), e pela interpretação comum e constante de tais normas através dos séculos.

Em uma entrevista em maio passado, o Card. Raymond Burke, patrono dos Cavalheiros de Malta, qualificou de “grave injustiça” que os bispos ordenassem a seus sacerdotes que fizessem esta mesma coisa que em consciência não podiam fazer. “Se alguém diz ao sacerdote que tem que fazer estas coisas, simplesmente deve rejeitá-lo e enfrentar as consequências”, disse.

Fonte: http://josemartiflorenciano.blogspot.com.br/2017/01/malta-suspende-divinis-los-

Cardeal Muller contra os 4 Cardeais e o Cardeal Napier dispara ironias contra Amoris Laetitia

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O Cardeal  Müller, Prefeito da Conregação para a Doutrina da Fé, interveio  durante a transmissão do  “Stanze Vaticane”,da  Tgcom24,  em relação  a “dubia”  dos 4 cardeais. Foi claro em dizer que não concordou com a publicação da carta além de afirmar que : “Uma  correção ao Papa não teria sentido já que  não existe , no momento, nenhum perigo à Fé. 

Talvez ele veja o texto da Amoris Laetitia  como vê os seus escritos sobre a Virgindade Perpétua de Nossa Senhora. Vejamos o que o cardeal escreveu outrora:

“” …Não se apartou das particularidades fisiológicas no processo natural do parto, como fatos semelhantes à não abertura do canal endocervical, o não rompimento do himen e o não sentir as dores do parto.” ( 2003 – dogmas católicos para estudo e prática)

 

Por outro lado, ataca o Cardeal Napier, veja abaixo.

 

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O cardeal Napier pergunta se também se pode dar de comungar aos polígamos

Ante a postura de vários cardeais e bispos do Ocidente a favor de que os divorciados “recasados” possam comungar, o cardeal Napier, arcebispo de Durban (África do Sul), perguntou ironicamente em sua conta de Twitter se também deve admitir-se à comunhão os polígamos da África.

7/01/17 10:32 AM

(InfoCatólica) – Tradução Frei Zaqueu – O cardeal Napier, usuário habitual do Twitter, comentou em dita rede social o artigo «O debate de Amoris Laetitia: um olhar ao futuro», do Pe. Raymond  J. de Souza (traduzido ao espanhol por InfoCatólica).

Previamente Josep Shaw lhe havia enviado em um tuite o link a dito artigo:

O purpurado africano, respondeu com três tuites:

O cardeal, após agradecer a Shaw o link, disse que o artigo do Pe. De Souza é interessante de ler porque apresenta uma série de «perguntas chave para nós na África: Estava totalmente equivocada a fé que nos ensinaram os missionários, p. ex., que a poligamia é moralmente equivocada porque a Escritura ensina um homem com uma mulher para toda a vida?». E: «Se os Ocidentais em situação irregular podem receber a comunhão, devemos dizer a nossos polígamos e outras “ovelhas negras” que também se lhes permite [comungar]?»

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Fonte: http://infocatolkica.com/?t=noticia&cod=28231

Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos considera Lutero: ” Testemunha do Evangelho”

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Salve Maria!

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está ‘canonizando” o heresiarca Lutero. O material da semana de Oração para Unidade dos Cristãos, traz  Lutero como heroi e ” Testemunha do Evangelho”. Se esse infame é considerado assim pelos que deveriam condena-lo, então segue o enterro…

Contra uma total apostasia, nos escudemos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima.

EM ESPANHOL

La Santa Sede ha publicado el material para la Semana de Oración por la unidad de los cristianos. En el texto oficial se vuelve a reconocer a Lutero como «testigo del evangelio». Habrá una conmemoración conjunta de la Reforma protestante.

(InfoCatólica) El material del Consejo Pontificio para la Unidad de los Cristianos incluye el siguiente texto:

En 1517 Martín Lutero levantó preocupaciones acerca de lo que él consideraba abusos en la Iglesia de su tiempo haciendo públicas sus 95 tesis. 2017 es el 500 aniversario de este acontecimiento crucial en el movimiento de la Reforma que ha marcado la vida de la Iglesia occidental a lo largo de muchos siglos. Este acontecimiento ha sido un tema controvertido en la historia de las relaciones intereclesiales en Alemania también en los últimos años. La Iglesia Evangélica de Alemania (EKD) ha estado preparando este aniversario desde 2008, centrándose cada año en un aspecto concreto de la Reforma, por ejemplo: la Reforma y la política o la Reforma y la educación. La EKD también ha invitado a sus interlocutores ecuménicos en varios niveles a que ayuden a conmemorar los acontecimientos de 1517.

Después de extensos y a veces difíciles debates, las Iglesias de Alemania han alcanzado el acuerdo de que la forma de conmemorar ecuménicamente la Reforma debía ser con una Christusfest, una celebración de Cristo. Si se pone el énfasis en Jesucristo y en su obra reconciliadora como centro de la fe cristiana, los interlocutores ecuménicos de la EKD (católicos romanos, ortodoxos, baptistas, metodistas, menonitas y otros) podrían participar en las celebraciones del aniversario.

Si se tiene en cuenta que la historia de la Reforma se ha caracterizado por una dolorosa división, este es un logro muy considerable. La Comisión Luterano-Católico Romana sobre la Unidad ha trabajado mucho para llegar a un entendimiento compartido de la conmemoración. Su importante informe Del conflicto a la comunión reconoce que las dos tradiciones se acercan a este aniversario en una época ecuménica, con los logros de 50 años de diálogo a sus espaldas y con una comprensión nueva de su propia historia y de la teología. Separando lo que es polémico de las cosas buenas de la Reforma, los católicos ahora son capaces de prestar sus oídos a los desafíos de Lutero para la Iglesia de hoy, reconociéndole como un «testigo del evangelio» (Del conflicto a la comunión, 29). Y así, después de siglos de mutuas condenas y vilipendios, los católicos y los luteranos en 2017 conmemorarán por primera vez juntos el comienzo de la Reforma.

Cabe recordar que el Catecismo de San Pío X, definía así la Reforma protestante:

129. El Protestantismo o religión reformada, como orgullosamente la llaman sus fundadores, es el compendio de todas las herejías que hubo antes de él, que ha habido después y que pueden aún nacer pira ruina de las almas.

Fonte: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28209

Créditos: Tiago Bana

Francisco nomeia Pastor Protestante como Editor do L’Osservatore Romano

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O Papa Francisco nomeou um amigo protestante de longa data como editor da versão Argentina do jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano. Pela primeira vez na história, este jornal católico será encabeçado por um protestante.

Argentino, Marcelo Figueroa é um pastor da Igreja Presbiteriana e diretor da Sociedade Bíblica Argentina. Papa Francisco, Marcelo Figueroa e o Rabbi Abraão Skorka, fizeram juntos um programa de TV na emissora arquidiocesana de Buenos Aires, quando o Santo Padre era o Cardeal da referida arquidiocese.

Marcelo Figueroa falou ao Crux sobre como ele tornou-se o novo editor da versão argentina do L’Osservatore Romano:
“A ideia nasceu de um constante diálogo que tive com Francisco, como amigo. Nós queremos propagar o trabalho pastoral que Francisco vem fazendo, de modo que atinja toda a Argentina. Eu acredito que aqueles que quiserem ouvir a voz do Papa, seguir seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, será enriquecido por nossa edição. Eu acredito que isso será bom para as almas de todos os argentinos, para seguir cuidadosamente aquele que hoje é o mais relevante líder espiritual.”

Sandra Magister analisa a colaboração próxima entre o Santo Padre e Marcelo Figueroa:
“Hoje, Figueroa sente-se em casa na Casa Santa Marta. Na primavera de 2015, quando ele teve que se submeter a um delicado procedimento cirúrgico na Argentina, Francisco manteve contato constante com ele, telefonando e enviando cartas. Depois que recuperou-se, em setembro do mesmo ano, o papa lhe concedeu uma longa entrevista na estação de rádio Milennium FM 106,7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E, um ano depois, ele não só o promoveu como diretor da edição semanal do L’Osservatore Romano para a Argentina, mas também, o fez “colunista” da edição diária.”

Fonte: EWTN

Tradução: Hamilton Carvalho

Roma no olho do furacão

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Escrito por Adelante la Fe

Traduzido por Frei Zaqueu

Por Harry Stevens

É um veterano observador do Vaticano, o repórter de Roma para o National Catholic Register dos Estados Unidos. Também é uma raridade entre os jornalistas – um católico praticante.

Ele é um verdadeiro profissional, também. Em 2014 a integridade jornalística de Edward Pentin foi atacada por um dos favoritos do Papa Francisco, o Cardeal Emérito Walter Kasper. Os comentários desdenhosos do Cardeal liberal sobre os prelados africanos que assistiam ao Sínodo tinham sido capturados na gravadora do I-phone de Pentin. Kasper negou publicamente ter feito tais comentários – e logo teve que retratar-se de sua negação quando Pentin publicou silenciosamente o áudio. O furor resultante rapidamente desbaratou as intensões de Kasper e seus comparsas de sequestrar o Sínodo.

Agora parece que uma vez mais, todos os olhos estão em Roma. Um grupo de prelados de alto posto tornaram pública uma “dubia” que haviam enviado ao Papa Francisco com perguntas sobre Amoris Laetitia. Isto, porque o Papa ignorou a mesma dubia, enviada em privado dois meses antes.

Tudo muito apropriado sob o Direito Canônico. Mas a medida desencadeou uma grande tormenta de controvérsias, inclusive a participação do próprio Papa, que esta semana fez a comparação surpreendente dos jornalistas que cobrem os escândalos vaticanos às pessoas com um interesse sexual nas fezes. Agora, se ventila que o Papa não está bem, e um jornalista britânico inclusive tem pedido sua saída. Mais recentemente, 23 eruditos assinaram uma carta pública de apoio aos cardeais, advertindo sobre uma “crise de metástase” na Igreja.

Que está passando no Vaticano? Na intensão de obter algo de claridade em meio a um estalido de histórias, REGINA pediu a Edward Pentin que informasse sobre o que está vendo, desde seu ponto de vista em Roma.

REGINA: Que reação vê à dubia, no terreno de Roma, de seus contatos com o Vaticano?

Edward Pentin: A reação tem sido interessante até agora: quase todo o Colégio de Cardeais e a Cúria Romana têm permanecido em silêncio, nem apoiando aos cardeais, nem, mais importante, saindo em apoio do Papa e sua decisão de não responder. Se se toma o silêncio como consentimento para a dubia, então se poderia argumentar que a grande maioria está a favor dos quatro cardeais. Isso só pode ser especulativo, por suposto, mas poderia ser certo, já que durante meses se tem escutado de uma parte significativa da Cúria que sentem grande mal estar sobre o que está sucedendo. As frases “reino do terror” e “lei marcial vaticana” são frequentemente intercambiadas.

REGINA: “Reinado do terror”. Uau.

Edward Pentin: Não é um número insignificante de funcionários que se opõem ao que o Papa está fazendo, mas estão calando, convencidos de que não há nada que possam fazer e em seu lugar preferem “guardar suas munições” até o próximo conclave. Deve se dizer que isso foi antes de que se publicasse a dubia, assim que as coisas poderiam ter mudado, mas creio que se o Papa continua não respondendo e persiste a demanda para uma resposta, um número crescente do Colégio se moverá em favor dos quatro cardeais, e provavelmente de maneira pública. Então é provável que vejamos um desenlace relativamente rápido deste pontificado rumo a uma conclusão desconhecida.

Há que dizer que existe outra parte da Cúria e do Colégio que está plenamente de acordo com a agenda do Papa e que até agora têm estado em ascensão. Há, portanto, duas Cúrias paralelas: uma completamente detrás do Papa ou ambivalente em relação a ele, e a outra que encontram seu pontificado profundamente lamentável e que esperam que termine logo. Não é uma situação que bom augúrio, qualquer que seja a forma em que alguém a veja.

REGINA: E suas declarações públicas?

Edward Pentin: Sim, bom, outro fator interessante a ter em conta é que quase todos os críticos dos cardeais ainda têm que abordar a substância de suas preocupações, ou se têm, lhes resulta difícil explicar sua posição sem atar-se em nós ou fazer afirmações que alguns argumentam são simplesmente errôneas. Ninguém emitiu nenhum tipo de declaração que trate os problemas em questão. Em troca, geralmente têm recorrido a insultos, ofensas ou afirmações de que a totalidade do Colégio de Cardeais está detrás do Papa, o que é demonstravelmente falso. Mons. Athanasius Schneider comparou seu tratamento com sua experiência de viver sob os Soviéticos.

REGINA: E a reação do Papa?

Edward Pentin: A reação do Papa, de ir tão longe como questionar o estado mental dos cardeais, foi lida como uma manifestação de sua própria raiva de que sua agenda tenha saído de seu rumo. E em lugar de tomar aos quatro cardeais em sua palavra (têm dito que estão atuando principalmente pela caridade pelo Santo Padre, justiça e profunda preocupação pastoral), são vistos como adversários. Entendo que também esteja

trabalhando por trás dos bastidores para assegurar que sua agenda não se veja frustrada. Desde os artigos colocados estrategicamente no L’Osservatore Romano aos equívocos daqueles que publicamente criticaram a Dubia quando foram perguntados se o Papa lhes havia pedido que o fizessem; Francisco tem estado atuando, como disse um observador, como um “Lobista”. Nas três semanas posteriores à publicação da dubia, o Papa deu três entrevistas aos meios de comunicação mundiais, cada uma delas com o objetivo de legitimar sua posição e denegrir a seus críticos.

Por último, é importante assinalar que simplesmente fazendo coincidir fatos com palavras procedentes do Papa e seus aliados, está claro que há mentiras e enganos significativos que têm lugar, assim como calúnias e a mancha da reputação daqueles etiquetados como “de direita” só porque são publicamente críticos de Amoris Laetitia, ou simplesmente informem sobre tais críticas. Realmente me dói dizer tudo isto, porque como jornalista católico não se quer diminuir de nenhuma maneira a Oficina Petrina, mas sinto que tenho a obrigação de informar os fatos sobre o que está sucedendo.

REGINA: E a recente purga da Congregação para o Culto Divino e a nomeação de um grande grupo de prelados diferentes? Que significará isto para a liturgia?

Edward Pentin: A substituição de quase todos os membros da Congregação tem sido vista em grande medida como outro exemplo do desejo do Papa Francisco de moldar a Cúria para que se adapte à sua própria visão – o que todo papa fará – mas em seu caso, alguns dizem que mostra uma revolução em pleno apogeu. Entendo que desde que Francisco foi eleito, um grande número de clérigos ortodoxos chamados “sãos” têm abandonado voluntariamente suas funções como funcionários Curiais ou têm sido removidos a força. Isto foi particularmente certo para a Congregação para o Culto Divino que tinha muitos nomeados por Bento. Quanto ao que significa para a liturgia as mudanças da Congregação, dado que a maioria dos novos membros, ainda que não todos, estão a favor de enfoques inovadores para o Novus Ordo, é provável que essa ênfase litúrgica saia do Vaticano nos meses e anos vindouros. Mas estas mudanças são só uma pequena parte de uma aceleração nas mudanças que estão sendo promulgadas por Francisco que tem expressado em privado seu desejo de que seu legado de mudança radical continue depois de que já não seja Papa.

REGINA: Comentários do Papa sobre jovens católicos “rígidos”. Aonde vai tudo isso?

Edward Pentin: A opinião comum em Roma é que seus comentários “rígidos” estão simplesmente dirigidos a desgastar aos chamados “conservadores” ou católicos tradicionais para que a ortodoxia desapareça gradualmente, e ele possa impulsionar suas reformas. Isso não é necessariamente o caso, por suposto, mas é assim como se percebe em alguns setores. De particular preocupação para alguns têm sido os comentários do Papa a este respeito que fez em referência aos seminários, já que o veem como uma trama para debilitar os sacerdotes ortodoxos pela raiz, especialmente na área da consciência e a moral sexual. É só um dos muitos atos realizados durante este pontificado que tem levado ao desafeto um grande número de praticantes católicos. Mas parece que os seminaristas, especialmente no Reino Unido e os Estados Unidos, tendem a entender o que está sucedendo no Vaticano de hoje e estão tratando de manter os ensinamentos e a tradição da Igreja. E tratando de dar sentido a tudo, o veem em um sentido positivo: aclarar e descobrir o que se tem visto há muito tempo como um cisma velado que existe ao menos desde o final do Concílio Vaticano II.

(Tradução Rocío Salas. Artigo original)

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Fonte: http://adelantelafe.com/reino-del-terror-dentro-del-vaticano/

Créditos: Fr. Zaqueu

Edições Paulus adultera as KALENDAS de Natal, introduzindo “BUDA, o iluminado”

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Caríssimos,

Salve Maria!

Não é de hoje que as edições da Paulus editam livros nada católicos. As doutrinas mais heterodoxas e heréticas mesmo, podem ser encontradas em suas livrarias. Agora resolveram atacar contra a sagrada Liturgia. Nas Kalendas,  encontramos a citação de Buda, o iluminado e de Lao-Tse.

Fiquem tranquilos, talvez no próximo ano apareça também Lutero, o Pai da Reforma.

 

Créditos: Lendro Monteiro

O Boom: a dubia dos cardeais e o cisma no Vaticano

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Escrito por Hilary White

Bom, mas que semana tão emocionante tivemos! O mundo blogueiro católico está que arde com o assunto da dubia dos quatro cardeais e a falta de uma resposta por parte do Papa. Me tomei a maior parte da semana para completar este artigo já que os acontecimentos se sucedem com tanta rapidez que apenas posso me manter ao dia. Me parece que nos encontramos agora em um momento de calma.

Se crê que Francisco recusou reunir-se com os cardeais durante o consistório deste fim de semana para evitar encarar de maneira pessoal uma situação na qual seria impossível evitar contestar à pergunta de se é ou não católico. Um Papa escondendo-se de seus próprios cardeais para evitar que se lhe obrigue a confrontar sua heresia —perdão, seus «erros»—, isso é algo que não estou segura se a Igreja terá contemplado alguma vez em sua longa e surpreendente história. E agora, depois das duas entrevistas do cardeal Burke na semana passada confirmando suas intenções, a pergunta nos lábios de todo o mundo é: Que ocorrerá agora? É assim que a estupenda telenovela do pontificado bergogliano encerra a semana em outro ponto de máximo suspense.

As interpelações dos cardeais não são algo que se pode tomar levianamente. Em poucas palavras, de maneira implícita se está perguntando ao Papa se é que a Igreja ainda ensina que existe tal coisa como a realidade moral objetiva; se é possível confiar nas sagradas escrituras como guia moral; se a Igreja esteve equivocada durante os últimos dos mil anos e se Deus mente. Existe ainda a fé católica, ou somos todos uma turba de ingênuos? E, talvez o mais premente, está o senhor, sua Santidade, ainda interessado em continuar sendo o Papa da única santa Igreja católica apostólica?

Não sei de ninguém que não se esteja cogitando de maneira privada ou sugerindo publicamente que este é o «princípio do fim» do pontificado bergogliano, mas como todos sabemos de sobra este precipício tem sido sua único derrota. E agora, depois de meio lustro de nossa guerra intestina fria e silenciosa, o precipício se encontra já à vista. Não importa com quanta cortesia se coloquem as perguntas ou se façam as entrevistas, o certo é que as alternativas ante o Papa são simples: retratar-se ou ser deposto. As perguntas, apesar do que ele parece crer, não podem ser contornadas. Se o Papa adere à religião católica? Tenta subvertê-la e implantar em seu lugar algo de seu próprio ideário e do de seus gestores? Permanecer em silêncio não é uma opção.

O próprio cardeal Burke deu um indício de quais seriam os passos próximos imprescindíveis, em uma declaração a Edward Pentin afirmou que: «Existe dentro da tradição da Igreja a prática da correção ao pontífice romano. Claro que isto é algo sumamente inusual; entretanto, se não há resposta a estas perguntas eu diria que, nesse caso, seria oportuno um ato formal de correção de um erro grave».

Isto é demasiado dizer que nenhum dos cardeais tem discutido publicamente a destituição, mas uma busca no Google revela que existe um crescente corpo de informação histórica, teológica e canônica que se tem feito disponível, e muita dela é recente, sobre depor um Papa por heresia. No momento, porém, somos todos uma família grande e feliz simplesmente dialogando e solicitando cortesmente uma «clarificação» de «erros». Assim mesmo, unicamente podemos augurar quem e quantos no episcopado o apoiam; ainda que se pudessem fazer conjeturas bem fundadas. Thomas Gullickson, o arcebispo estadunidense, canonista e núncio na Suécia e Liechtenstein, por exemplo, publicou em sua página de Facebook uma nota dizendo: «O Padre fez um excelente trabalho neste artigo». Isto foi sobre o já famoso artigo de 2014, para The Remnant, de Robert Siscoe intitulado Pode a Igreja depor um Papa herege? Tudo isto é, a meu ver, um sinal, donde os houver.

Ainda há muito trecho que recorrer. Um «erro», inclusive um erro grave, não é o mesmo que a heresia, e menos ainda que a heresia «pertinaz formal». Mas, Rorate Caeli e outros estão no certo quando afirmam que é assombroso e quase sem precedente que bispos ou cardeais se vejam obrigados a demandar que o Papa assevere, em efeito, que não está atuando deliberadamente para subverter a fé católica. Depois das excentricidades deste fim de semana, essa pista que nos tem dado o cardeal Burke do que se verão obrigados a fazer se não receber resposta do Papa merece ser sopesada com maior seriedade.

Qualquer que seja o resultado que se espera a longo prazo, cada passo se deve tomar com extremo cuidado. Demostrar a heresia formal —especialmente a de um Papa— é um assunto sumamente delicado; e para garantir que a história julgue que atuaram conforme

à verdade estes prelados não se podem dar o luxo de cometer nem um só erro. Isto, portanto, não é algo que se possa resolver em questão de semanas. E dado que os cardeais tornaram pública sua intervenção —manifestando que foi por causa de que o Papa recusou a responder— isso significa que nossos temores de que não se estava fazendo nada resultaram infundados, bendito seja Deus!

O que ocorrerá em diante é realmente a pergunta do momento, e esta se faz ainda mais patente dado o que sabemos da determinação deste homem de implementar sua agenda. Temos presenciado durante este crucial fim de semana que Francisco Bergoglio não tem a mais mínima intenção de alterar seu curso. Continua atendo-se a seu modelo habitual, dando respostas obliquas e de maneira extraoficial, em uma entrevista mais e sua conversa no consistório, empregando ambiguidades e insultos afiados e assumindo o papel da vítima. Seus porta-vozes prediletos têm ido ao extremo de insultar e ridiculizar abertamente aos cardeais e a sua missiva. Se eu me encontrasse entre estes últimos minha resposta seria simples: «Que assim seja então. Os senhores mesmos provocaram este dilema».

O que ocorrerá em seguida, portanto, não é difícil de discernir já que o processo seguirá os ditados de uma realidade que continuará avançamdo de acordo com o impulso de sua própria lógica. É comprovável ao afundamento do Titanic, a nave avançava a certa velocidade seguindo um curso específico aquela noite acoplado a um jogo de restrições ditadas pela física e as matemáticas. Avançava a uma velocidade específica, pesava certo número de toneladas, tinha uma longitude particular, o timão tinha um tamanho predeterminado que excluía outros desenhos, seu raio de giro era de uma amplitude exata, contava somente com um tempo limitado entre o momento de avistar o iceberg e alterar seu curso. Em resumo, para quando avistaram o iceberg já era demasiado tarde; os números são os números e não se podem alterar.

Chegamos ao ponto no que as decisões já têm sido tomadas e todos atos se consumaram, a Igreja é já simplesmente um projétil sujeito às exigências inexoráveis da lógica e a realidade, tal e como o Titanic estava sujeito às leis da física. Já se escolheram os bandos, as linhas de combate estão traçadas e as primeiras escaramuças têm tido lugar com os favoritos de Francisco atacando abertamente os bispos que defendem a autêntica fé católica. A partir desta semana a pequena guerra fria civil da Igreja católica, que tem acontecido desde 1965, tem aflorado em algo mais visível e sanguinário.

Mas, como já é costume neste pontificado, seu aspecto positivo é a claridade que nos brinda. Francisco Bergoglio passará à história como O Grande Clarificador sem importar que lhe responda e que não lhe responda ao cardeal Burke. Apesar de que a carta está dirigida ao Papa a Dubia dos cardeais em realidade é para a Igreja inteira, desde o Papa até os ocupantes dos bancos devem crer e professar o mesmo evangelho. Isto significa que as perguntas também estão dirigidas a todos os bispos e, amém da forma que tome a resposta do Papa, eles também deverão tomar a mesma decisão a favor ou contra Cristo. Se o único logro chega a ser esse, quando menos daqui em diante será sumamente fácil determinar quem é e quem não é um bispo católico. Da mesma maneira em que a intenção de Amoris Laetitia é ser um girassol para verificar adesão ao Novo Paradigma, a dubia dos cardeais presta o mesmo serviço em favor de Cristo.

Se todos os fatores se mantêm estáveis —ou seja, se Francisco não se arrepende e os cardeais não se amedrontam— o que ocorrerá, o que tem que ocorrer, é o seguinte:

—Bergoglio continuará sem responder permitindo que seus agentes falem por ele como até hoje. Continuará chamando «inimigos» e «detratores» a todo aquele que tente obrigá-lo a cumprir com sua obrigação.

—Os cardeais, após uma pausa, durante a que talvez poderiam emitir uma nova advertência, se verão obrigados a cumprir com seu dever e denunciar sua heresia pelo bem da Igreja e a salvação das almas. Isto deve ocorrer ainda que a única razão seja que os fiéis estão sendo conduzidos por este Papa ao precipício do pecado mortal.

—Depois da denúncia formal, portanto, o episcopado, o clero e o laicado ficarão divididos em dois grupos. A parte católica será muito pequena e, aos olhos do mundo, débil, impotente e insensata. A verdade da fé será sua única arma e escudo.

— O bando oposto contará com todas as instituições materiais da Igreja, todos seus recursos monetários, os benefícios psicológicos do patrimônio material de seus templos, escolas, universidades, hospitais, etc., além do poder político resultante do reconhecimento e o apoio do mundo secular e de todos aqueles que continuam fazendo-se chamar, católicos.

— Bergoglio demandará a aquiescência de todos os católicos por meio de suas ameaças e insultos habituais. Outorgará poderes a seus achegados a nível nacional para castigar a sacerdotes, seminaristas, mestres, professores universitários, et alii, se não se somam ao Novo Paradigma.

— Este afastamento possivelmente só poderá ser sanado através do que os canonistas chamam uma «sentença declaratória» estipulando que Bergoglio é um herege formal obstinado ou pertinaz e que é a causa de seus próprios atos pelo que perde o ofício do papado.

— O dever dos cardeais ficará claro: a Igreja católica não pode funcionar sem um Papa e se verão obrigados a convocar um conclave.

Que forma tomarão as coisas uma vez que se haja realizado o cisma? Seu aspecto poderia elucidar-se extrapolando a situação atual. A imensa maioria do mundo católico, leigo ou clerical, não tem problema algum aceitando o Novo Paradigma ou os novos conceitos de dualidade do Vaticano. A Igreja verdadeira seguirá consistindo de crentes, como sempre tem sido, mas já não terá edifícios. A realidade, aos olhos de Deus, será que o corpo maior consiste do que poderíamos chamar a seita bergogliana. Possuirão toda aparência de legitimidade e serão respeitados, ou quando menos aceitos, pelo mundo quem considerará ao grupo menor de objetores como nécios e «detratores».

A inevitabilidade deste resultado —salvo uma intervenção milagrosa, conversões ou a Parusia— se fez patente a todos aqueles que conhecem a fé desde aquele dia em que Walter Kasper deu sua palestra ao consistório em fevereiro de 2014. Este renomado herege traçou o curso que esta camarilha da «Sankt Gallen Mafia», da qual Bergoglio é um mero instrumento, tem seguido desde então e da qual nenhum de seus membros se tem apartado em absoluto. O Pe. Brian Harrison foi talvez o primeiro em descrever os acontecimentos com claridade; em uma carta a Robert Moynihan o Pe. Harrison adverte

«…da imensidade do perigo iminente e que promete perfurar, penetrar e fender em dois a Barca de Pedro, que ainda hoje se agita pavorosamente em um mar gelado e turbulento.

A pasmosa magnitude da crise doutrinal e pastoral oculta após o palavrório cortês da disputa entre eruditos prelados alemães escassamente se pode exagerar. O que está aqui em jogo é a fidelidade aos ensinamentos de Jesus Cristo que direta e profundamente afetam as vidas de centenas de milhões de católicos: a indissolubilidade do matrimônio».

O Pe. Harrison chega a fazer está predição não em virtude de um poder sobrenatural de clarividência mas simplesmente aplicando seu intelecto à realidade objetiva. A natureza da realidade dita que todo ato tem consequências lógicas inevitáveis. O fato é simplesmente que certos indivíduos querem deixar para trás a Cristo e que nós não podemos segui-los porque amamos a Cristo e não nos separaremos dele.

Agora, é necessário reconhecer que Francisco Bergoglio conta com várias opções e que é possível que as coisas não cheguem até as consequências extremas. Possivelmente estará relutante a encarar uma sentença de heresia; é difícil determinar com certeza, especialmente com a magnitude do que está em jogo, o que algum homem faria. Poderia ceder. É também possível que em um momento dado acedesse a afirmar a fé católica, ao menos publicamente.

Suponho que os cardeais lhe oferecerão a oportunidade de permanecer inativo e em silêncio; esta opção, por si só, seria um bálsamo bendito. Dessa maneira poderiam os cardeais assumir de fato o controle administrativo da Igreja e corrigir seus «erros». Isto quando menos daria fim à menor das crises: a bergogliana. A revolução ficaria, nesse caso, quando menos marcando o passo até que a conspiração encontrasse uma via nova, talvez com outro Papa. Isto, por suposto, faria mais difícil o trabalho de corrigir o problema principal em que Bergoglio é simplesmente o símbolo mais ameaçador.

Outra possibilidade é que cumpra com a ameaça que fez no curso de seu último ataque apoplético de cólera durante o sínodo passado. Nessa ocasião treze cardeais solicitaram com amabilidade que por favor cumprisse com sua promessa de um processo sinodal transparente e aberto; se diz que explodiu em uma xingamento gritando que os «jogaria todos fora». Em que seja esse o caso, os quatro cardeais seriam destituídos do Colégio e o mundo inteiro compreenderia claramente que Bergoglio não se retratará e de que nossas piores apreensões acerca de suas intenções são certas. Ao chegar a esse ponto ficaria a cada qual decidir se é este o homem que deseja seguir.

No entanto, tudo isto, se acaso ocorre efetivamente, pertence a um futuro próximo; devemos esperar para ver se é que Jorge Bergoglio tem ou não os brios para levar a cabo o plano dos revolucionários. Pessoalmente, eu aposto a que sim os tem. Narcisistas de seu calibre poucas vezes se retratam, inclusive por móveis estratégicos. No momento, entretanto, teremos que sofrer sua malícia e seu atrevimento ao rejeitar responder à dubia e continuar seus ataques através de seus chegados.

Nos tem traído até a margem mesma do precipício com uma campanha, meticulosamente orquestrada, de insinuações e ambiguidades, de avanços e retrocessos, de declarações que apenas aludem a heresia denunciável, de ofuscações, de deflexões e mentiras patentes. Suas piores atrocidades —particularmente suas blasfêmias— têm sido introduzidas «extraoficialmente» em comentários feitos «de improviso» em homilias, palestras em algum auditório ou em suas famosas entrevistas, sempre matizadas com uma piscadela e uma cotovelada. Continua, até ontem mesmo, praticando sua comprovada estratégia de permitir a seus subalternos inferir as conclusões pertinentes de suas ambiguidades, como se fossem um grupo de sacerdotes interpretando o oráculo de Delfos.

Isto, por suposto, também indica que o balão se encontra outra vez nas mãos dos quatro cardeais, ao resto de nós não nos resta mais que meter outro lote de pipocas no forno de micro-ondas. Preparar os rosários senhoras e senhores que isto vai longe.

Hillary White (Traducción de Enrique Treviño. Artigo original)

Tradução Frei Zaqueu

Créditos: Frei Zaqueu