ANTES TARDE QUE NUNCA – UM OÁSIS NO DESERTO

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Airton Vieira

(tonvi68@gmail.com)

Em resumo, se há uma verdade psicológica possível de ser descoberta pela razão humana, ela é esta: que, a menos que os católicos possuam e gerenciem escolas católicas, eles não terão ensino católico.

(Novos argumentos a favor das escolas católicas – G. K. Chesterton)

Pais sendo presos e processados por não querer que os filhos sejam (des)educados contra o senso comum racional e objetivo. Estados nacionais inventando pronomes neutros em uma esdrúxula tentativa de acrescer e assim justificar – como se fora possível – a existência de mais de dois gêneros humanos. Escolas idealizando dias comemorativos para que os homens compareçam travestidos de mulheres e vice-versa, estendendo para dentro da unidade educacional o pagão, caricato e daninho carnaval, encimando em seus carros alegóricos o ídolo da ideologia de gênero. Como não bastasse, muitos ambientes “católicos” aderindo à essa bacanal. E tantos eteceteras mais…

Durante duas décadas fui um dedicado funcionário público do setor educacional de um de nossos Estados da Federação, ainda que à metade deste tempo, um pouco ou nada dedicado cristão. Mas em questão de quase uma década atrás lecionava eu numa pequena escola situada em um pequeno município fronteiriço deste Estado com menos de 10 mil habitantes. Ali onde menos se esperaria, chega, em um triste dia, uma coisa estranha travestida de material paradidático para crianças e jovens dos ensinos fundamental e médio com o nome de: “O caderno das coisas importantes – confidencial” (o itálico é meu). Ao modo de subtítulo na primeira das folhas internas, lia-se: “Saúde e Prevenção nas escolas – Atitude para curtir a vida” (sigo com o itálico e não será demais acrescer um “sic!”). Com financiamento do Governo Federal, Ministérios da Saúde e Educação, Unicef e Unesco (cabe aqui novo SIC!; assim, em maiúsculo, com itálico e negrito). Explico-me com apenas uma de suas introduções: “Regras? A única regra é que não existe regra. A não ser, é claro, as suas próprias.” E a citação, creiam-me, não vai desconexa. De repente o Governo nos começa a propor a que formemos as crianças utilizando questões vitais como sua saúde e educação tendo como objetivo “curtir a vida”. E isso, como não bastasse, na base de uma contradição em termos: “sem regras… a não ser as suas”.

Não demoraria muito a que, servida a entrada, logo viesse o prato principal, o famigerado “Kit gay”. Destrinchei, de capa à contracapa o Caderno, mostrando aos alunos do que se tratava e aonde iria dar essa coisa. Claro está que a Coordenação Pedagógica e a Direção da escola estiveram previamente cientes. Me apoiaram. Mas os dias foram passando, céleres,

com coisas, pessoas e cargos sofrendo mudanças. Em ambientes como este costuma-se dizer que “tudo é política”. Das más. E não se fica só na retórica. Com isso e com toda uma reengenharia social em curso o bom senso e a moral vão perdendo força e vigência, passando às voláteis categorias de “novo e velho”, “acacrônico”, “fora de moda” etc. Consequentemente, comecei a não acompanhar os avanços, respeitar as diversidades, vilipendiando assim os humanos direitos e os bons costumes daqueles que já iam desacostumando-se com o bem, o belo e o verdadeiro. Por esse (e outros) combates (o termo correto), convidado fui então a procurar outros recintos educacionais, o que poderia se traduzir em ser ainda convidado a procurar outros recintos residenciais dado ser esta a única escola estadual situada na sede do município. E eu, como dito, era funcionário do Estado.

Assim cheguei à capital, transferido a outra escola onde não somente o estranho Caderno, como o famigerado Kit já haviam dado as caras, e, senão a pleno, ao menos com algum considerável vapor. Aproveitando os vapores, acompanhei as lo(u)comotivas ideológicas do Governo petista impulsionadas pelos ianques imperialistas como o bordão à serpente, acertando-a como podia (cabeça, tronco e rabo), o que me rendeu um mui certeiro processo administrativo por conduta inadequada e pouco ortodoxa com relação aos padrões de meus patrões. Nestes poucos anos não me faltaram, a mim, abaixo-assinados, reuniões de pais e mestres, de direção, coordenação, afastamentos de sala de aula, discussões e quase pancadaria. Insultos, difamações, calúnias e metodologia similar se fizeram também presentes nestes belos anos de algum sofrimento por amor à Verdade. Deo gratias! Não fiz mais que minha obrigação.

Há algumas semanas, traduzindo uma matéria para alguns blogs1, deparei-me com que os católicos do primeiro mundo chegaram publicamente à conclusão de que um dos instrumentos geradores de maior apostasia às crianças e adolescentes modernos são (pasmem!): as escolas e universidades. Que são estes dois inventos da Igreja os canais da desgraça ateia e materialista, inimigas da metafísica e do teocentrismo. Pensei: ao que parece, levamos menos de cem anos para bem interpretar (“cair a ficha”) o que Gramsci e seu singelo método para implantação do comunismo previa como metas indispensáveis à hegemonia do mesmo: “rifar” a Igreja e a Família2, as duas instituições capazes de frear a ideologia judaico-maçônica de Marx e outros arautos do anti-Evangelho. E para lograr tal empreitada – dizia Gramsci –, mister se tomar posse dos instrumentos criados pela própria Igreja como os acima e outros afins. Se não pode vencê-los, junte-se a eles: para vencê-los. Eis o mote. Mas entre o processamento de dados na cabeça de Gramsci ocorridos nos porões dos cárceres das décadas de vinte e trinta e o que vemos hoje ao vivo e à cores (fortes cores!), tempo foi dado de sobra para correr atrás do prejuízo, o que não foi feito a contento, dado que os filhos das trevas continuam ainda mais ágeis que os da luz. Daí que a letargia

já nos vislumbra um pré-juízo por parte do Autor da Boa Nova, que pediu para vigiarmos ao menos uma hora; e já se vão quase cem anos…

Mas, como diz o dito: “antes tarde que nunca”. Enquanto a maioria de uma boa parcela católica ainda dormita em berço esplêndido alguns heróis da fé cientes de sua missão de bons pastores e boas ovelhas vêm há algum tempo remando contra a maré cada vez mais tempestiva, depositando no gazofilácio da história seu óbolo da viúva ao ponto de os frutos começarem a se fazer sentir “mesmo entre os pagãos”. Porque o senso comum, afinal, é comum. A todos. E cedo ou tarde será preferível ao politicamente correto.

Assim foi que o bom Deus conduziu-me a um pequeno “deserto” nestes nefastos dias carnavalescos que antecedem as quaresmas, dado que nestes dias pululam as serpentes a cada esquina, o que redobra o perigo. A princípio, o que seria para mim tão somente um pequeno Convento circunscrito a uma bucólica zona rural de um município centrado em um Estado no centro do País, e procurado para este fim, se revelou um oásis para além da ilusão de ótica. Aonde as expectativas conduziam-me a um sacerdote de Deus que garantisse uma digna Missa, Confissão, Unção para o caso de alguma necessidade imprevista (estes tempos são mui propícios a imprevistos), silêncio, repouso e por certo um “deserto”, a Providência resolve providenciar algo mais. É que no lugar, junto a um jovem ancião sacerdote havia umas quatro dezenas de religiosas, e com elas um internato para moças, e com ele uma escola… CATÓLICA.

Traçarei apenas um esboço para minimamente explicar o porquê da caixa alta acima: é que ali, ao chegar, logrei entender melhor aquilo de Cristo de que as portas do inferno não lograriam prevalecer sobre sua Igreja. E que tal sentença não poderia jamais receber o rótulo de defasada, como tudo o mais dito por Ele. Assim sendo, começo por descrever que ali não se cobra por nenhuma das dezenas de internas, de vários matizes e lugares, que têm “casa, comida e roupa lavada” em um ambiente honesto, limpo, organizado, digno e piedoso (sem pieguice ou farisaísmo). Os alunos externos (nessa categoria também há alguns moços) pagam o que chamaríamos de valor simbólico. E quando podem. As internas (que variam entre cinco e dezoito anos aproximadamente) às 5:15 já estão na capela para orações e Missa, todas asseadas e (muito bem) vestidas, com seus respectivos véus e livros de orações. Possuem ao menos uns cinco tipos diferentes de figurinos para as ocasiões litúrgica, intelectual, laboral, de lazer e repouso. Confeccionadas por elas, assim como sua comida e a higiene do ambiente. As salas de aula não possuem mais que vinte alunos, e que vão da alfabetização ao ensino médio (com direito à formatura). As professoras, todas mulheres, são ainda todas católicas, bem como alunos e funcionários. E nisso não há discriminação, mas coerência. Algumas religiosas também são professoras e funcionárias. Possuem plantação e criação de animais para “ajudar com o leite das crianças”. E poço artesiano para garantir o que só a água é capaz. As aulas ocorrem somente no turno da tarde. Manhãs e noites são dedicadas a estudos, trabalho, lazer e, obviamente, orações. Nas salas, se levanta à chegada de alguma autoridade, cumprimentando-a em uníssono. Se abaixa a fronte pedindo licença ao se passar entre dois adultos que conversam. Os cumprimentos se fazem não com gírias, mas com uma referência à Santa Mãe de Deus. E pais de distintos recantos do país chegam lá para confiar, como Santa Ana, a sua prole, cuja liberdade de retomá-la está facultada no instante mesmo em que a deixa, porque há autêntica liberdade. Lá há passeios (não a shoppings, evidentemente), mas há exposições

frequentes do Santíssimo com adoração. Lá há ordem. Há respeito. Há felicidade. Há paz. Porque há amor e desejo sincero de renunciar a si mesmo, tomar a cruz (pessoal e intransferível) e seguir o Mestre. Porque há um sacerdote que “reza, tem paciência e não se preocupa”3. Porque há mulheres que, renunciando ao dom natural da maternidade, sem deixar de senti-lo pulsando em suas entranhas, recebem o filho alheio à exemplo da Filha que se fez Mãe de toda a humanidade. Tudo, claro, apesar dos pesares próprios dos que vivem “gemendo e chorando neste vale de lágrimas”. Porque aqui não se fala de paraíso na terra, utopia marxista ou paz maçônica: o que dá no mesmo. Aqui não se fala em filantropia; se fala em caritas in veritate.

Duas foram as palavras destinadas por mim ao sacerdote responsável por esta obra: milagre e heroísmo. Este homem, um “lobo solitário” ainda que autêntico pastor, um herói da fé, tem sua vida esteada por milagres contínuos, certamente fruto e resultado de quem leva Deus a sério. Tudo para dizer que o dinheiro que mantém este “oásis no deserto” cai milagrosamente como o maná dos hebreus. É que Deus e por consequência as gentes de boa vontade veem que aqui se toma a peito o que é fundamental: a salvação das almas, objetivo maior de nossas vidas. Tudo gira em função da salvação daqueles e daquelas que o Criador nos confiou, e isso faz TODA a diferença.

Dos dias que lá estive – e que não me foi cobrado absolutamente nada – restou-me a certeza mais que cimentada de que os católicos necessitam “antes cedo que tarde” reaver este instrumento como prioridade de suas vidas: a escola católica. A Igreja nasce para atender às ordens de Cristo de ser seu Corpo a se propagar “até os confins da terra”. Para isso ensinando, curando, pregando, alimentando, vestindo… a fim de santificar o mundo. Ser “sal e luz”, portanto, passa por educar as mentes ao Bem, à Beleza e à Verdade; fazer com que se perceba e se guie pela verdade objetiva, que nada mais é que o obvio e se manifesta no senso comum. Saber que há um começo que ruma a um Fim, e nos pormos a caminho.

Que Nossa Senhora do Rosário, pela intercessão de São Domingos, Santa Catarina de Sena, São João Bosco e, de modo especial, São José, confira longa vida a este lugar, tornando-o modelo a ser – urgentemente – seguido!

Em 07 de março do ano da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo de 2017 (antiga Festa de Santo Tomás de Aquino).

Airton Vieira

Em tempo: A grande parte das escolas e universidades “católicas” hodiernas já podem, com pesar, ser escritas em meio a aspas. Tal qual muitos templos e seus ministros… Como exemplo, lá pelos idos de 1970 já se podia presenciar moças ainda infantes serem nestas escolas vestidas não de Virgem Maria ou de alguma Santa, mas de “Mulher maravilha” para bailar ao som de “Zodiacs” (sic!). O narro como testemunha ocular. Daí que os pastores minimamente ocupados da salvação de seu

rebanho (pais e padres), percebam que já não resolve dar-lhes o santo preceito dominical sem a formação humana e espiritual que o anteceda, acompanhe e prossiga. Já a Igreja em seus primórdios se atentou ao fato. Com tantos e tão claros sinais dos tempos não haverá novamente de se atentar? A este respeito mui significativo o gesto de uma mãe que conheci nestes dias. Em que pese o fato de não ter a seu lado o pai de sua filha, e desta, além de adolescente ser ainda única; viver a muitos quilômetros de distância, o que lhes possibilitaria um reencontro uma vez ao mês; com o coração sangrando e as forças as buscando do Alto, confiou sua criança às maternas e castas mãos das religiosas, como outrora Santana à sua Maria. É que a maior preocupação daquela mãe não era o pranto momentâneo da filha, que por ainda não entender seu gesto sentia-se abandonada por quem lhe deveria amparar; era a possibilidade real do choro e ranger de dentes eternos que rondam como nunca a grande maioria dos pequenos a nós confiados, à solta e indefesos em um mundo cada dia

CAFÉ TEOLÓGICO – 02: Orlando Fedeli e o Terrivel Seminarista de III ano de Teologia

 

café teologico

Caríssimos,

Salve Maria!

Mais um Café Teológico , relembrando o Prof. Orlando Fedeli

Transcrevo aqui o encontro virtual do querido Professor Orlando Fedeli com um estudante de III ano de Teologia que repetia asneiras modernistas que são ensinadas nos institutos teológicos por professores que macaqueiam a Fé. Um de seus argumentos “fatais” é sobretudo o fato de que esses “mestres” eram graduados nas universidades romanas… Vale a pena a leitura. É muito divertido. Vale também um bom Café…. e com Torradas!

Bom Apetite!…Ah…Desculpe-me…Boa Leitura!

Pe. Marcélo Tenorio

  • Consulente: Richard J. Souza
  • Idade: 42
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Meus irmãos,

Li resposta de uma carta que questionava sobre a existência de Adão e Eva, onde a pessoa obiteve uma esplanação do Padre Cleodon, através da católicanet.

Mais horrorizado do que vocês, fiquei eu ao ver que a pessoa que respondeu e criticou o padre, chamando-o até de herege, não tem conhelcimento nenhum de teologia.

Como pode uma pessoa sem formação teológica ministrada pelas pontifícias, com grade curricular chancelada pelo Vaticano, até pelo atual Papa Bento XVI, na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, dizer que o que o padre falou é heresia? Se não tem formaçãop teológica apropriada, não deve deturpar os ensinamentos da nossa igreja, pregando conceitos pessoais.

Hamuitos anos que a igreja não atribuí mais os primeiros livros da Bíblia a Moisés, pois já se tem conhecimento que elenão escreveu nada.

Acaso não acompanham a evolução das ciências, as quais a igreja se baseia também como auxílio para interpretar os escritos sagrados.

Como poderia Moisés ter escrito a Torá em hebraico se na época não havia ainda se formado o alfabeto escrito do povo, se nem sabiam escrever ainda, se após centenas de anos vivendo no Egito, o povo falava egipicio? Até Moisés falava egipicio. Centenas de anos após a saída do povo da escravidão é que se formou o alfabeto e a escrita hebraica, que ainda no decorrer dos anos, foi se modificando. Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus.

Quem descobriu isto? Foram a arqueologia, a antropologia, com o auxílio da física, quimica, biologia etc., e depois de muito analisar, com anuência da igreja católica.

Antes de responder às perguntas, vocês deveriam procurar se aprofundar mais nos fundamentos teológicos da nossa igreja para não transmitirem inverdades, que estas sim, podem ser chamadas de heresias. Estão cometendo algumas sem conhecimento.

Paz e bem,

Richard
Estudante 3° ano graduação teologia
Ponltifícia Faculdade de Toologia Nª Sª Assunção.

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
Infelizmente devo dizer-lhe que você está completamente enganado e quem o enganou foi algum padre modernista. Aliás não poderia ser diferente, sendo você aluno de uma faculdade de teologia onde ensinam muitos hereges defensores do Modernismo. Lá lhe contam fábulas.
    Foram os hereges modernistas que negaram que Moisés foi o autor do Gênesis. Sua afirmação de que Moisés não escreveu nada contraria frontalmente a doutrina católica, e o que determinou a Comissão Bíblica sobre a autoria do Gênesis.
    Quando os hereges modernistas – como você – negaram que Moisés fosse o autor do Pentatêuco, consultou-se a Pontifícia Comissão Bíblica fazendo a seguinte dúvida e pergunta:
“Dúvida I: Se os argumentos, acumulados pelos críticos para combater a autenticidade mosaica dos livros sagrados que se designam com o nome de Pentatêuco são de tanto peso que, sem ter em conta os muitos testemunhos de um e outro Testamento considerados em seu conjunto, o perpétuo consentimento do povo judeu, a tradição constante da Igreja, assim como os indícios internos que se tiram do próprio texto, dêem direito a afirmar que tais livros não têm a Moisés por autor, mas que foram compostos de fontes, na maior parte, posteriores à época mosaica.
Resposta:negativamente”.
(Resposta da Comissâo Bíblica em 27 de Junho de 1906. Cfr. Denzinger, 1996).
E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.
    E você, cheio de empáfia, me escreve:“Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus”.

E na escrita egípica você garante que se escreviam vogais?
    Pior que a empáfia de ignorantes é a soberba de hereges. Você, infelizmente, juntou as duas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Replica

Caro Orlando,

Continuo impressionado com suas respostas que são evasivas e sem fundamentos.
Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica.
Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista.
Esta história de modernista é uma maneira de tentar desqualificar as pessoas.
Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização.
Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, na linguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo.
REPITO: não podemos modernizar a PALAVRA DE DEUS mas sim RELER esta PALAVRA na linguágem de hoje.
Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média.
Você se fundamenta em uma resposta da Pontifícia Comissão Bíblia de 1.906, portanto fazendo 100 anos. Só que a igreja vive hoje à luz do Concílio Vaticano II e talvez ja caminhando para o terceiro (Só Deus sabe quando será necessário). Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados.
Se Moisés escreveu realmente o livro de Gênesis, porque narrou duas vezes a criação, de forma literária completamente diferênte?
Porque encontramos vários textos redigidos de formas diferêntes em todo o Pentatêuco?
Se foi Moisés quem escrevem, é lógico que o tipo de escrita, de narrativa, estilo lliterário seriam iguais, o que não acontece no Pentatêuco.
E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?
Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caim, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?
Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?
E é sobe a luz do Concílio Vaticano II, com base nos documentos elaborados nele pelos bispos da igreja do mundo todo é que se formulou e se ensina a doutrina da igreja.
REPITO: NÃO É NOVA DOUTRINA, POIS NOS FOI PASSADA POR JESUS, MAS SIM A ATUALIZAÇÃO CONFORME A REALIDADE QUE VIVEMOS.
Quem realmente está completamente enganado é você, que fala aquilo que acha e não o que a igreja ensina.
Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais.

Richard José de Souza
3° ano teologia Assunção

Muito prezado Richard,

Salve Maria.
     Sua carta coloca uma pergunta perplexitante: como um aluno que defende tais heresias, e de modo tão incompetente, pode ter chegado ao 30 ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo?
Sua carta desabona qualquer instituição escolar superior.
Pior: um herege que nem distingue a sua heresia, e um incompetente que nem percebe sua incompetência.
Um teólogo, como você indica que vai ser, será, normalmente, um cego que pretenderá guiar cegos. Com um título visionário.
Certamente você vai colocar seu futuro diploma de Teologia num quadro, em uma parede de seu escritório. Porque, assim como você assina seu nome orgulhosamente, ostentando-se como “aluno do Terceiro ano de Teologia”, mais ainda você ostentará seu diploma e seu título…vazio.
Sem perceber que sua ignorância monumental não honra a Faculdade que você freqüenta.
Como você chegou ao terceiro ano de Teologia, escrevendo o que escreve? Escrevendo como escreve?
Certamente, você, com a competência que demonstra, poderá vir a ser um sucessor do Lula.
Aliás, ele também, é um “católico à sua maneira”, como o definiu de modo perplexitante o Cardeal Hummes.
Contaram-me — e quase não acreditei — que professores dessa sua Faculdade ufanamente proclamam que querem produzir crises de Fé em seus alunos. Sua carta me faz crer que, de fato, seus professores podem ter dito isso.
E dos alunos, em crise de Fé, fizeram “católicos à sua maneira“, isto é, hereges modernistas.
Você deve ter tido na infância formação católica. A senhora sua mãe, se lesse sua carta, ou ouvisse seus delírios teológicos, deveria ficar estarrecida com a destruição da Fé que a Faculdade de Teologia produziu em você. Certamente ela lamentaria o fato de você ter entrado em uma Faculdade onde “Doutores de dúvidas”, que se pejam de criar crises de Fé, envenenaram a sua alma.
Analisemos, então, a sua pobre carta.
Já em sua segunda frase, você comete uma imprecisão, pois me diz:

“Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica”.

Não é assim. Herege é aquele que nega de modoconsciente e obstinadamente um dogma da Igreja.
Por exemplo, aquele que afirma pertinazmente que a doutrina da Igreja deve se adaptar aos tempos, mudando seus dogmas, de acordo com os novos dados das Ciências, é herege modernista, pois São Pio X condenou essa doutrina na encíclica Pascendi e no Decreto Lamentabili.
Claro que você nunca leu esses documentos solenes de um Papa Santo. Por isso, vou citá-los para você, para que aprenda, pois tenho pena de você, pobre vítima dos “Doutores de Dúvidas”.
O Decreto Lamentabili condenou os seguintes erros da heresia Modernista que você professa em sua pobre carta:

“53—“A constituição orgânica da Igreja não é imutável,senão que a sociedade cristã, da mesma forma que a sociedade humana, está sujeita a perpétua evolução”
“64- O progresso das ciências exige que se reformem os conceitos da doutrina cristã sobre Deus, a criação, a revelação, a pessoa do Verbo Encarnado e a Redenção”
“65 –O Catolicismo atual não pode conciliar-se com a verdadeira ciência, se não se transforma em um cristianismo não dogmático, isto é, em um protestantismo amplo e liberal”.
“Censura: Sua Santidade aprovou e confirmou o decreto dos Eminentíssimos Padres e mandou que todas e cada uma das proposições acima enumeradas fossem por todos tidas como reprovadas e proscritas”
(São Pio X, Decreto Lamentabili, de 3 de Julho de 1907, in Denzinger, 2.053- 2.064- 2.065- 2.065 a).
     Reparou você, meu caro Richard, como essas condenações de São Pio X caem sobre as teses que lhe ensinam na sua Faculdade de Teologia Modernista?
Reparou você como essas condenações de São Pio X reprovam o que você colocou em sua carta para mim, repetindo as idéias heréticas que lhe incutiram de uma igreja em perpétua evolução de acordo com os progressos da ciência?
Não é a Ciência a fonte da Verdade, mas Jesus Cristo. E o Divino Mestre nos ensinou:“Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão” (São Mateus XXIV, 35)

E o Salmo CXVI, 2 afirma contra o que lhe ensinaram:

“Veritas Domini manet in aeternum” – “A Verdade de Deus permanece eternamente”

E que você não crê mais na Igreja ,– como modernista que é — não crê em sua doutrina imutável, mas nas Ciências (que você certamente desconhece), fica provado na seguinte frase sua:

“Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?”

Para você, então, a Igreja Católica não é mestra infalível de verdades. Ele tinha dúvidas, e, quando não sabia responder, impunha tiranicamente a “sua” verdade.
Para você mestras da verdade são “as ciências”.
Você sabe o que escreveu São Paulo: “Cientia inflat”?- “A ciência incha” (ICor. VIII, 1). Incha de orgulho.
E veja como você argumenta mal, quando me escreve o seguinte parágrafo:

“Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista”. (Os destaques são meus para deixar claro o seu erro).

Meu caro, um padre pode ter se diplomado em Roma, e ter tido seu diploma chancelado pelo Papa, e, entretanto, ele pode ser modernista. O Papa não é infalível quando chancela um diploma. E se um padre ou Cardeal é modernista, nem por isso a Igreja fica Modernista.
O Cardeal Kasper é Doutor em Teologia e é herege modernista, pois nega a Ressurreição de Cristo e seus milagres, e nem por isso a Igreja ficou modernista.
O Cardeal Martini, também ele Doutor em Sagrada Escritura, ainda há pouco, defendeu o aborto e outros horrores, como herege modernista que quer atualizar a moral de acordo com a Ciência moderna. E, contudo, ele não é a Igreja. O Cardeal Martini é modernista. A Igreja, não. Um Cardeal ou um teólogo não são a Igreja. E as Faculdades romanas não são a Igreja infalível.
Parece que em sua Faculdade não lhe ensinaram lógica.
Depois você me diz:

“Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização” (O destaque é meu. A heresia é sua).

Que diferença há entre modernização e atualização da revelação?
Explique essa diferença sutil entre atualizar e modernizar. As duas significam uma mudança no entendimento da revelação.
Essa troca de palavras foi imaginada por você mesmo? Ou você a ouviu, talvez, de “doutores de dúvidas”, que a fazem só para escapar da condenação explícita de suas heresias
Então, para tentar fazer-lhe bem, e ver se a graça de Deus lhe abre os olhos, cito-lhe como São Pio X, na encíclica Pascendi, condenou a tese herética da evolução ou adaptação dos dogmas ao tempo:

”Logo também as fórmulas que chamamos dogmas tem que estar sujeitas às mesmas vicissitudes e, conseqüentemente, sujeitas a variação. E assim, em verdade, fica aberto o caminho para a íntima evolução do dogma. Por certo este é um amontoado infinito de sofismas que arruínam e aniquilam a religião” (São Pio X, Pascendi, in Denzinger, 2.079. Os destaques são meus)

E você, sem continuidade lógica em seu pensamento, depois de falar da “atualização da revelação” solta um slogan – tão repetido — que é típico de professores sofistas:
“Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, nalinguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo” (O destaque é meu. Os erros de português, de ortografia e de acentuação são seus. E eu só chamo sua atenção sobre eles para lhe fazer ver como você não conhece nem português, quanto mais Teologia! Abra os olhos, ó cego Richard!).
     Ora, o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirmou no discurso de abertura do Conclave que o elegeu Supremo Pontífice, que os hereges logo lançam a pecha de fundamentalista sobre aqueles que defendem a Fé.

“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançadas de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” svsv
(Cardeal Joseph Ratzinger, Decano do Colégio Cardinalício, Homilia na Missa Pro Eligendo Romano Pontifice (pela eleição do Papa), celebrada no Vaticano antes de começar o conclave. Cidade do Vaticano, segunda-feira, 18 de abril de 2005,
http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html).

O Cardeal Ratzinger afirmou então que as heresias dos últimos decênios – 4 decênios desde o Concílio Vaticano II — agitaram a barca da Igreja, e que os hereges logo chamam de fundamentalistas quem defende a Fé contra o relativismo da evolução doutrinária. Até pareceria que o Papa havia lido a sua carta
E que quer você dizer com a frase “não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média”., frase que você ouviu sem analisar, de algum sofista, quem sabe até de sua Faculdade de Teologia ?
Claro que não podemos mais andar de armadura, e nem morar em castelos. Mas os católicos de hoje tem que viver seguindo a mesma doutrina católica e obedecendo os mesmos mandamentos que seguiam e obedeciam os católicos medievais. Veritas Domini Manet in aeternum.
Uma religião moderninha, adaptada aos tempos, uma religião aggiornata como queria João XXIII em 1962, estará superada continuamente em cada amanhã. A religião do      Para que seguir, hoje, o que amanhã não valerá mais?
Depois lá me vem você com outro slogan sofístico: Concílio Vaticano II, um Catolicismo aggiornato, é uma religião descartável, uma religião que vale só hoje e que amanhã estará superada.
“Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média”.

Meu caro, Nosso Senhor nos deu a solução dos problemas do homem. E os problemas trazidos pela natureza humana são os mesmos em todos os tempos. Cristo não veio trazer a solução para o problema do trânsito nas avenidas marginais. Ele veio trazer a solução dos problemas religiosos e morais, que são sempre os mesmos, pois a natureza humana não muda. O orgulho dos falsos teólogos atuais é o mesmo que o dos teólogos do farisaísmo. A Gnose dos fariseus é a mesma que a gnose dos modernistas de hoje.
A seguir você me sai com a seguinte afirmação:

“Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados”.

Veja a loucura doutrinária que você afirmou: “as ciências mostraram estarem errados”  certos pontos da doutrina católica, e que, então, “o CVII”(…) “reviu muita coisa” (…) “conforme o momento que vivemos”.
Portanto, segundo você, ilustre aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Assunção, o Vaticano II admitiu que a Igreja tivera erros, e que, seguindo as ciências, e não segundo a doutrina dos Papas, o Vaticano II reviu os pontos que estavam errados na Igreja.
Logo, você não é mais Católico Apostólico Romano, mas é católico científico teologuento.
Vade retro!
Esta carta está ficando longa e chata. Mas se não responder a todos os seus pseudo argumentos, mostrando dolorosamente seus sofismas, você vai dizer que minhas repostas “são evasivas e sem fundamento”.
Você me obriga a esse trabalho duro de analisar todas as suas teologais besteiras.
E veja a seguinte:

“E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?”

O verbo dizer, no caso de sua frase, é transitivo direto. Exige um complemento direto. “Só relatos dele dizendo” o quê?
Sua frase é sem sentido, como sua doutrina é sem cabimento.
E depois você vem com um argumento infantil:

“Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caím, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?”.

Sua pergunta deixa clara sua crença: a Sagrada Escritura não disse a verdade.
Ou Caim casou com sua irmã, praticando incesto, ou não houve um só casal original.
Você crê no poligenismo, doutrina condenada por Pio XII na encíclica Humani Generis, doutrina que acaba, por conseqüência, em negar o pecado original e a Redenção de Cristo.
Que queria você?
Quereria que Caim casasse com a filha do português da esquina?
Meu caro, não havia esquina! E não havia português. E não existia então a filha do português da esquina.
Caim, então, só podia casar-se com uma sua irmã, e isso não foi incesto, porque o que é de necessidade não tem lei.
Essa duvida ridícula mostra o nível de ensino que você recebeu na sua Faculdade de Teologia.

    Para concluir, você me desafia;

“Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais”.

Pobrezinho!…
Claro que li todos os documentos do Vaticano II. Li, analisei, estudei e anotei.
Meu caro, eu nunca fui estudante de Teologia. Por isso, antes de afirmar alguma coisa, leio, releio e estudo.
Estudante de Teologia, normalmente, nem estuda e nem analisa — como mostrado por sua cartinha.
Repete slogans e sofismas. E estadeia contradições…
Sem Fé.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

Replica

Deixei de comentar outra colocação sua:

“E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.”

Em nenhum momento afirmei que o cientista Darwin é que está certo com relação à criação do mundo. Vou explicar melhor e mais detalhado para que possa entender:

O começo das atividades científicas, como arquelologia e antropologia, trouxe para o homem moderno o entendimento de como funcionavem as sociedades antigas, tanto no campo social, econômico, político e religioso. E muito se descobriu sobre os povos que relata a Bíblia, legitimando muitos escritos e conseguindo compor uma ordem cronológica aos dados relatados nela.
O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados.
o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação.
Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar quea terra girava em torno do sol.
Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas.
Isto não quer dizer que a igreja aceita ou deva aceitar tudo o que as ciências dizem.
Tudo é analisado, estudade e depois dado uma resposta positiva ou negativa.
É só olharmos as encíclicas papais e veremos uma mudança ou melhor, uma adaptação a verdade descoberta dos fatos antigos.
Mesmo se adaptando à realidade, não deixa nunca de professar os ensinamentos que Jesus ministrou aos apóstolos e foi passado a frente até os dias de hoje.
A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela.
Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado.
Aí entramos em um outro tema que é longo e não há como discuti-lo neste momento.

Outra coisa que queria falar é sobre uma colocação minha que você colocou na sua resposta.
É muito esperto este método de tirar do contexto uma frase apenas e lançá-la no ar.
O mais correto era ter reescrito todo o parágrafo e não apenas uma frase, pois a deixa sem sentido ou deturpa o seu entendimento. A mesma coisa acontece com quem usa apenas um versículo da Bíblia para fundamentar uma idéia. Acaba caindo no fundamentalismo barato e fúril.
Para seu conhelcimento, também não existem vogais no alfabeto egípcio antigo. Eles desenhavam símbolos e cada um significava uma consoante, ou palavra, ou objeto, ou forma, e até uma frase. Isto a arqueologia e a antropologia descobriram depois de muito estudar e pesquisar.
O alfabeto hebraico, até os primeiro séculos de nossa era, não tinham vogais e o que determinava o som das vogais era o som da consoante.
Como exemplo, o nome de Deus escrito em hebraico e transliterado para o nosso alfabeto é YHWH. Porteriormente foram atribuídas as vogais ficando YHAWEH. As traduções latinas já trazem como JAVE e numa junnção de YHWH e ADONAI, alguns traduzem como JEOVÁ.
Este entendimento não é fruto da minha imaginação ou minha vontada, mas de estudos que muitos doutoresno assunto fizeram e que a igreja aceita como correto.
Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo eque tudo gira em torno dela.
Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos.

Leia os documentos da igreja:
Os do Concílio Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica, as Encíclicas Papais, os documentos da Congregação da Doutrina da Fé, muitos escritos pelo Papa Bento XVI, quando preifeto da congregação, entre outros.

Serão grandes subsídios para suas respostas.

PS.: Quando citar algum documento, indique onde se encontra acitação para que as pessoas possam ler otexto todo e entender o contexto do escrito.

“Em tudo seja Cristo o centro”
(são Bento de Núrcia)

Richard José de Souza
Estudante de Teologia 3° ano
Pontifícia Faculdade de Teologia Nª Sª Assunção

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
     Você me manda mais uma carta, tentando explicar o que disse e justificar-se de alguma maneira. Ficou ainda pior.
Meu caro, seu mal é ser pretensioso.
     Esse defeito é próprio de quem faz uma Faculdade ruim. Pensa que sabe, e nem sabe o quanto ignora.`     Para “explicar melhor” o que você pensa que pensa, você me escreveu;
“O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados. o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação“.
     Para você — muito vazio candidato a teólogo — a Igreja só descobriu que ensinara como verdades coisas erradas, depois que a ciência fez grandes descobertas.
     Se fosse assim, você confessa que segue a “Ciência” e não à Igreja.
     Portanto, você não é católico. E não é cientista.
     Como também não é teólogo, e nunca o será, ainda que lhe dêem um diploma de Teologia. Você pensa que vai ser teólogo…
Realmente você é só um herege, e com um nível de conhecimentos menos que ginasiano. Quer a prova disso? Veja a besteira que você escreveu:
“Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Galileu não viveu na Idade Média!
     Galileu nasceu em 1564 e morreu em 1642, em plena Idade Moderna!
     Marca-se o fim da Idade Média em 1453, com a queda de Constantinopla.
     E o problema de Galileu não foi “por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Quem defendeu isso foi Copérnico. Galileu defendia que a terra girava em torno de seu eixo, e queria provar isso pelas marés. Meu caro, o carro de sua ignorância é puxado por parelhas de sofismas e de mentiras.
     Estou sendo duro com você?
     Sua presunção não permite outra saída.
     Ou você compreende, hoje, seus defeitos, ou nunca mais.
     Se fazer o “Curso de Teologia” já o cegou tanto, imagine a cegeira que lhe produzirá o diploma desse curso!
E você me diz:
“Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo e que tudo gira em torno dela“.
     Você nem tem idéia do que seja centro.
     Será que você pensa, realmente, que tudo gira em torno do sol?
     E julga você que o sol é o centro do universo?
     Coitadinho!…
     O sol é apenas o centro de um sistema planetário no interior de uma galáxia.
Possivelmente você considera que o universo material é infinito.
     E, só para argumentar ad hominem, lhe pergunto: se o universo é infinito como pode ter centro?
A palavra centro tem vários sentidos. Um deles é o de centro geométrico ou físico. E desse modo o sol não é centro do universo.
     Outro sentido é o de centro de importância. São Paulo é o centro mais importante de nossa pátria, mas não é o centro geográfico do Brasil.
     Sem dúvida, a Terra é o centro do universo, porque nela habita o homem, para quem Deus fez o sol e as estrelas, a fim de que o homem compreendesse, pelas qualidades visíveis do universo, as qualidades invisíveis do Criador (Cfr. Rom. I , 20).
     O centro de tudo é Deus. O centro de tudo é Cristo. Tudo gira em torno de Cristo.
     E essa foi a única coisa que você escreveu de certo, no fim de sua carta:
“Em tudo seja Cristo o centro“
(são Bento de Núrcia)
     Mas, se isso é certo, — e isso é certíssimo! — jogue seus slogans sobre Galileu no lixo.
     E se o Galileu for junto, nada se perderá.
     E sua frase seguinte é inadequada, e absolutamente fora de contexto:
“Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas“.
     O fato de que haja pesquisas arqueológicas em Roma nada prova sobre a posição da Igreja. Isso é bobagem.
     Pesquisas arqueológicas são feitas em inúmeros lugares da Terra. Talvez você quisesse dizer que a Igreja comprovou muito do que diz de seu passado histórico com provas arqueológicas. Mas a frase tal como você a escreveu é completamente inadequada.
Além de aprender a escrever, você teria que começar a aprender a pensar. E a começar a rezar pedindo a Deus humildade…
Veja outra prova de que você não sabe nem pensar,e nem escrever:
“A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela“.
     Que é a “excência“?
Vai ver que você quis escrever essência!
Esse seu erro de ortografia revela o nível filosófico de um aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção.
     Uma vergonha! “Excência“!!! Que vergonha!
[Mas você deveria se envergonhar mais dos erros contra a Fé do que com esse erro crasso de ortografia, que, afinal, é de somenos importância. Ninguém perde a alma por erros ortográficos. Mas, os erros contra a Fé ofendem muito a Nosso senhor e perdem almas.
Tenho pena de você! E gostaria de ajudá-lo. E somente continuo esta dura análise de sua carta porque tenho esperança de lhe abrir os olhos para seu estado lamentável].
     Quer outra prova de que você não sabe pensar, e que não sabe o que escreve?
     Veja aí esta outra frase sua:
“Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado“.
     Se pouco importa quem disse o certo, se a Bíblia ensinando o criacionismo ou se Darwin, mentindo sobre a evolução, se nada disso importa, como afirma você que a criação foi por “AMOR“?
     Mas então você aceita o criacionismo? E rejeita o “científico” Darwin?
“AMOR” é palavra coringa — ou mágica — usada em sermões bem vazios de pensamento. Quando num sermão, ou numa entrevista, um padre não sabe mais o que dizer, começa a tagarelar sobre o “AMOR“.
     É o que dá, ser viciado em telenovela.
     Pobrezinho!
     Muito provavelmente, você nem sabe o que significa a palavra “AMOR“.
     Por fim, agradeço-lhe sua preocupação com minha ignorância, pois que me dá um conselho que venho pondo em prática há muitos anos, pois que me diz:
“Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos“.
     E você não tem vergonha de me escrever isso?!
     ”Teólogo, cura-te a ti mesmo”.
Meu caro, coloque-se diante de Deus, peça-lhe que Ele lhe faça ver o que você mais precisa. E você precisa de muita coisa!
     Se eu puder ajudá-lo, conte comigo, que, desde já, peço a Deus que lhe abra os olhos, para que veja sua imensa presunção.
     Todos devemos — quer eu, quer você — ver bem como somos sem valor, como em nós nascem tendências para o erro e para o mal, e compreendermos que só Deus é fonte de Sabedoria.
     Somente Nossa Senhora, meu caro, pode retirá-lo do abismo em que você jaz.
     Rogo a Ela que o ajude.
     Um abraço, ainda com alguma esperança, pela ação da Virgem Maria em sua alma.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Fonte: http://www.montfort.org.br/heresias-de-um-estudante-de-teologia/

Amoris Laetitia: primeiras reflexões sobre um documento catastrófico

amoris-laetitia
Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com
Com a exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia, publicada em 08 de abril de 2016, o Papa Francisco se pronunciou oficialmente sobre problemas de moral conjugal que vêm sendo discutidos há muitos anos.
No consistório de 20 e 21 de fevereiro de 2014, Francisco havia confiado ao cardeal Kasper a missão de introduzir o debate sobre este tema. A tese de Kasper, segundo a qual a Igreja deve mudar sua praxe matrimonial, foi o tema central dos sínodos sobre a família celebrados em 2014 e 2015, e constitui o núcleo da exortação do Papa Francisco.
Durante esses dois últimos anos, ilustres cardeais, bispos, teólogos e filósofos tomaram parte no debate para demonstrar que entre a doutrina e a praxe da Igreja tem que haver uma íntima coerência. A pastoral funda-se precisamente na doutrina dogmática e moral. “Não pode haver pastoral em desacordo com as verdades e a moral da Igreja, em conflito com suas leis e que não esteja orientada a alcançar o ideal da vida cristã!”, declarou o cardeal Velasio de Paolis em sua alocução ao Tribunal Eclesiástico de Úmbria, em 27 de março de 2014. Para o cardeal Sarah, a ideia de separar o Magistério da praxe pastoral, que poderia evoluir segundo as circunstâncias, modos e paixões, “é uma forma de heresia, uma perigosa patologia esquizofrênica” (La Stampa, 24 de fevereiro de 2015).
Nas semanas que precederam à publicação do documento, multiplicaram-se as intervenções públicas de purpurados e bispos ante o Sumo Pontífice a fim de evitar a publicação de um texto repleto de erros, relativos às numerosíssimas alterações ao projeto propostas pela Congregação para a Doutrina da Fé. Francisco não desistiu. Pelo contrário, parece que confiou o texto definitivo da exortação — ou ao menos algumas das principais passagens — a teólogos de sua confiança que tentaram reinterpretar Santo Tomás à luz da dialética hegeliana. O resultado é um texto que não é ambíguo, mas claro, em sua indeterminação. A teologia da praxe exclui qualquer afirmação doutrinal, deixando que a história trace as linhas da conduta nos atos humanos. Por esta razão, como afirma Francisco, “é compreensível” que, no tema crucial dos divorciados recasados, “não se devia esperar do Sínodo ou desta exortação uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos” (par. 300). Se se tem a convicção de que os cristãos não devem ajustar seu comportamento a princípios absolutos, mas estar atentos a “sinais dos tempos”, seria contraditório formular qualquer classe de regras.
Todos esperavam a resposta a uma pergunta básica: aqueles que, depois de um primeiro matrimônio, voltarem a contrair matrimônio pela via civil, podem receber o sacramento da Eucaristia? A essa pergunta, a Igreja sempre respondeu com um “não” rotundo. Os divorciados recasados não podem receber a comunhão, porque sua condição contradiz objetivamente a verdade natural e cristã sobre o matrimônio, que é representada e atualizada na Eucaristia (conf. Familiaris Consortio, par. 84).
A exortação pós-sinodal responde o contrário: em linhas gerais não, mas “em certos casos” sim (par. 305, nota 351). Os divorciados recasados devem ser “integrados” em vez de excluídos (par. 299). Sua integração “pode exprimir-se em diferentes serviços eclesiais, sendo necessário, por isso, discernir quais das diferentes formas de exclusão atualmente praticadas em âmbito litúrgico, pastoral, educativo e institucional possam ser superadas” (par. 299), sem excluir a disciplina sacramental (conf. par. 300, nota 336).
Na realidade, trata-se do seguinte: a proibição de receber a comunhão já não é absoluta para os divorciados recasados. Por regra geral, o Papa não os autoriza a recebê-la, mas tampouco os proíbe. “Isto — havia destacado o cardeal Caffarra ao refutar o cardeal Kasper — afeta a doutrina. Inevitavelmente. Pode-se inclusive dizer que não o faz, mas o faz. Além disso, introduz-se um costume que a longo prazo inculca no povo, seja ou não cristão, que não existe matrimônio totalmente indissolúvel. E isso desde já se opõe à vontade do Senhor. Não cabe a menor dúvida” (Entrevista ao Il Foglio, 15 de março de 2014).
Para a teologia da praxe não importam as regras, mas os casos concretos. E o que não é possível no abstrato, é possível no concreto. Mas, como acertadamente destacou o cardeal Burke, “se a igreja permitisse (ainda que em um só caso) que uma pessoa em situação irregular recebesse os sacramentos, isso significaria que ou o matrimônio não é indissolúvel e, portanto, a pessoa em questão não vive em estado de adultério, ou que a santa comunhão não é o Corpo e o Sangue de Cristo, que pelo contrário requerem a reta disposição da pessoa, ou seja, o arrependimento do pecado grave e o firme propósito de não voltar a pecar” (Entrevista a Alessandro Gnocchi, Il Foglio, 14 de outubro de 2014).
Não só isso: a exceção está destinada a converter-se em uma regra, uma vez que Amoris Laetitia deixa o critério para receber a comunhão ao “discernimento pessoal”. Esse discernimento é alcançado mediante “o diálogo com o sacerdote, no foro interno” (par. 300), “caso a caso”. E quem será o pastor de almas que se atreverá a proibir que se receba a Eucaristia, se “o próprio Evangelho exige que não julguemos nem condenemos” (par. 308) e é necessário “integrar a todos” (par. 297) e “valorizar os elementos construtivos nas situações que ainda não correspondem ou já não correspondem à sua doutrina sobre o matrimônio” (par. 292)? Os pastores que quiserem invocar os mandamentos da Igreja correriam o risco de atuar, segundo a exortação, “como controladores da graça e não como facilitadores” (par. 310). “Por isso, um pastor não pode sentir-se satisfeito apenas aplicando leis morais àqueles que vivem em situações ‘irregulares’, como se fossem pedras que se atiram contra a vida das pessoas. É o caso dos corações fechados, que muitas vezes se escondem até por detrás dos ensinamentos da Igreja ‘para se sentar na cátedra de Moisés e julgar, às vezes com superioridade e superficialidade, os casos difíceis e as famílias feridas'” (par. 305).
Essa linguagem inédita, mais dura que a dureza de coração que repreende os “controladores da graça”, é a marca distintiva de Amoris Laetitia, que, não por nenhuma casualidade, foi qualificada pelo cardeal Schönborn na coletiva de imprensa de 08 de abril de 2016 como “um evento linguístico”. “O que mais me alegra neste documento — declarou o cardeal de Viena — é que ele supera de forma coerente a divisão externa artificial que distinguia entre regular e irregular”. A linguagem, como sempre, expressa um conteúdo. As situações que a exortação pós-sinodal define como “chamadas irregulares” são o adultério público e a convivência extramatrimonial. Para Amoris Laetitia, estas realizam o ideal do matrimônio cristão, “de forma parcial e análoga” (par. 292). “Por causa dos condicionalismos ou dos fatores atenuantes, é possível que uma pessoa, no meio de uma situação objetiva de pecado — mas subjetivamente não seja culpável ou não o seja plenamente —, possa viver em graça de Deus, possa amar e possa também crescer na vida de graça e de caridade, recebendo para isso a ajuda da Igreja” (par. 305), “em certos casos, poderia haver também a ajuda dos sacramentos” (nota 351).
Segundo a moral católica, as circunstâncias, que constituem o contexto no qual a ação se desenvolve, não podem modificar a qualidade moral dos atos, fazendo boa e justa uma ação intrinsecamente má. Mas a doutrina dos absolutos morais e do mal intrínseco é anulada por Amoris Laetitia, que se acomoda à “nova moral” condenada por Pio XII em vários documentos e por João Paulo II em Veritatis Splendor. A moral situacionista deixa à mercê das circunstâncias e, em último caso, à consciência subjetiva do homem determinar o que está certo e o que está errado. Assim, uma união sexual extraconjugal não é considerada intrinsecamente ilícita, mas, como um ato de amor, é valorizada em função das circunstâncias. Dito de um modo mais geral, não existe o mal em si nem tampouco pecados graves ou mortais. Comparar pessoas em estado de graça (situações regulares) com pessoas em situação de pecado permanente (situações irregulares) é mais do que uma questão linguística: podemos dizer que está em conformidade com a teoria luterana do homem (que diz que o homem é justo e pecador), condenada pelo Decreto sobre a justificação no Concílio de Trento (conf. Denz-H, nn. 1551-1583).
A exortação pós-sinodal Amoris Laetitia é muito pior que a exposição do cardeal Kasper, contra a qual se dirigiram tantas e tão justas críticas em livros, artigos e entrevistas. Kasper limitou-se a plantear algumas perguntas; Amoris Laetitia [isto é, Francisco] apresenta a resposta: abre as portas aos divorciados recasados, canoniza a moral situacionista e dá início a um processo de normalização de todas as convicções extramaritais.
Tendo em conta que o novo documento pertence ao Magistério ordinário não infalível, é de esperar que seja objeto de uma análise crítica profunda por parte de teólogos e pastores da Igreja, sem a ilusão de que se possa aplicar-lhe a hermenêutica da continuidade.
Se o texto é catastrófico, mais catastrófico é o fato de que ele foi assinado pelo Vigário de Cristo. Pois bem, para aqueles que amam a Cristo e à sua Igreja, esta é uma boa razão para falar, para não ficar em silêncio. Façamos nossa, pois, as palavras de um valente mitrado, Mons. Athanasius Schneider: “Non possumus! Eu não vou aceitar um discurso ofuscado nem uma porta falsa, habilmente ocultada para a profanação do sacramento do Matrimônio e da Eucaristia. Do mesmo modo, não vou aceitar que se brinque com o sexto mandamento da Lei de Deus. Prefiro ser ridicularizado e perseguido do que aceitar textos ambíguos e métodos insinceros. Prefiro a cristã ‘imagem de Cristo, a Verdade, à imagem da raposa adornada com pedras preciosas’ (Santo Irineu), porque ‘eu sei em quem tenho crido’, ‘scio cui credidi’ (II Tm I, 12)” (Rorate Caeli, 2 de novembro de 2015).
Fonte: http://www.renitencia.com/2016/04/amoris-laetitia-primeiras-reflexoes-sobre-um-documento-catastrofico.html

Quem foi realmente Dom Helder Câmara?

Dom-Helder-mao

Júlio Loredo

Muito se tem falado nestes dias sobre Dom Helder Câmara, cujo processo de beatificação foi recentemente aprovado pelo Vaticano.

Para o italiano médio, a figura de Mons. Helder Pessoa Câmara (1909-1999), bispo auxiliar do Rio de Janeiro e, em seguida, arcebispo metropolitano de Olinda-Recife, é quase desconhecida.
Quem foi Dom Helder?

Propaganda que beira o ridículo

As únicas notícias sobre Dom Hélder Câmara que passam pelos filtros da nossa imprensa são aquelas provenientes das fábricas de propaganda local, de modo tão desequilibrado que eu não tenho medo de defini-las como beirando o limite do ridículo.

Lembro-me bem, por exemplo, da reação da imprensa na época da morte de Dom Helder, em agosto de 1999. Os meios de comunicação italianos competiam entre si em panegíricos, dando títulos altissonantes como “profeta dos pobres”, “santo das favelas”, voz do Terceiro Mundo”, “Santo Helder das Américas” e assim por diante. Foi uma espécie de canonização pelos meios de comunicação de massa (1).

Esta mesma máquina de propaganda parece ter sido reativada com a abertura do processo de beatificação, assinado no Vaticano no último 25 de fevereiro. Algumas informações sobre o assunto, de fato, não fariam mal algum.

Talvez poucas pessoas saibam, mas Dom Helder Câmara começou sua vida pública como militante na direita.

Ele foi, de fato, hierarca da Ação Integralista Brasileira (AIB), o movimento fundado por Plínio Salgado. Em 1934, o então Padre Câmara passou a fazer parte do Conselho Supremo da AIB.

Dois anos depois, ele se tornou o secretário pessoal de Plínio Salgado e então Secretário Nacional de AIB, participando como protagonista em comícios e passeatas paramilitares. Suas convicções eram tão profundas, que ao ser ordenado sacerdote fez questão de vestir, sob a batina, a famigerada “camisa verde” que era o uniforme da milícia integralista.

Em 1946, o arcebispo do Rio de Janeiro queria fazê-lo seu bispo auxiliar, mas a Santa Sé recusou por causa de sua precedente militância no integralismo. A nomeação veio apenas seis anos depois. Enquanto isso, Helder Câmara havia completado sua passagem do integralismo ao progressismo pró-marxista.

Quando, em 1968, o escritor brasileiro Otto Engel escreveu uma biografia de Mons. Câmara, ele recebeu ordens sumárias da Cúria de Olinda-Recife proibindo-o de publicá-la. O arcebispo não queria que seu passado fosse conhecido. Continue lendo

O PROTO-HOMOSSEXUAL

homossexual

Por que há tantas pessoas heterossexuais a favor da homossexualidade?

Porque a normalização da homossexualidade é a realização da ideologia heterossexual. “Gay” e “homossexual” não são taxonomias mas ideologias. Não são orientações mas desorientações: bi-, homo-, ou hétero-, sexualidade hifenizada faz-nos perder o nosso sentido de direção para o verdadeiro sexual e as vítimas desta ideologia são as crianças.

As palavras “homossexual” e “heterossexual” são neologismos do século XIX feitos para separar o romance da responsabilidade e o sexo da fecundidade. “A heterossexualidade foi feita para servir este fantasioso quadro de regulação de ideais”, escreve Michael Hannon, resumindo Foucault, “preservar a proibição social contra a sodomia e outros desenfreios sexuais sem a necessidade de recorrer à natureza procriadora da sexualidade humana”. O mito tornou-se um facto, e é por isso que tantos heterossexuais são a favor da homossexualidade. A homossexualidade ratifica a heterossexualidade.

Os mesmos princípios e práticas que ajudam e estimulam a ideologia homossexual só validam a ideologia heterossexual: a coabitação, o divórcio sem culpa, o sexo estéril, a exultação do amor romântico, a história banal do casal que se revolta contra o mundo para que possam fugir juntos para o pôr-do-sol, a suposição que ter filhos é um estilo de vida opcional, ou até mesmo algo que se pode comprar através da adoção ou da fertilização “in vitro”. Heterossexualidade, eu diria, é na verdade proto-homossexualidade. Continue lendo

Um estudo revela que pessoas criadas por gays têm mais problemas




O estudo de um perito da Universidade do Texas (Estados Unidos) demonstrou que ascrianças criadas por casais homossexuais enfrentam maiores dificuldades quando se tornam adultos, que aqueles criados por uma família estável constituída por um homem e uma mulher.
O autor do trabalho científico, Mark Regnerus, disse ao grupo ACI, no dia 12 de junho, que a sua pesquisa revela “diferenças estatísticas significativas entre adultos que foram criados na sua infância com uma mãe que teve uma relação homossexual e aqueles que disseram que sua mãe e seu pai biológico estavam, e ainda estão, casados”.
O estudo do Regnerus, que mediu as diferenças em 40 indicadores sociais e pessoais entre 3.000 americanos de idades entre 18 e 39 anos, criados em oito tipos diferentes de lares, foi publicado na edição de julho da revista Social Science Research.
De acordo com o documento, as crianças criadas em lares homossexuais têm em média níveis mais baixos de ingressos econômicos quando são adultos, e padecem mais problemas de saúde física e mental, assim como maior instabilidade em suas relações de casal.
O estudo revelou que os menores criados neste tipo de ambiente mostraram maiores níveis de desemprego, tabaquismo, necessidade de assistência pública e participação em crimes. Para Regnerus, a instabilidade no lar é “uma marca” entre os lares cujos pais estiveram envolvidos em relações sentimentais homossexuais, já seja que esses lares estivessem “dirigidos por uma mãe ou um pai”.
As descobertas do cientista americano desafiam, entre outros, à informação difundida em 2005 pela Associação Americana de Psicologia, que assegurou que “nenhum estudo descobriu que crianças de pais gays ou lésbicas sejam desfavorecidos em nenhum aspecto significativo com respeito a crianças de pais heterossexuais”.
Segundo Regnerus, alguns destes influentes estudos foram feitos em poucas ou não representativas mostras de população, enfocando-se em casais homossexuais brancos, com alto nível de educação, para obter conclusões gerais sobre paternidade homossexual. “A maioria das conclusões sobre paternidade homossexual foram obtidas de pequenas e convenientes mostras e ao azar”, disse Regnerus num comunicado publicado pela Universidade do Texas, no dia 11 de junho.
Regnerus disse que “os resultados desse enfoque levaram frequentemente aos estudiosos da família a concluir que não há diferenças entre crianças criadas em lares homossexuais e aquelas criadas em outros tipos de famílias. Mas esses estudos anteriores esconderam inadvertidamente a real diversidade entre as experiências de pais gays e lésbicas nos Estados Unidos”.
O pesquisador disse ao grupo ACI que ele enfocou o projeto “sem ter ideia sobre as coisas que revelariam os dados”.
Sobre a análise, Regnerus disse que “revelou uma instabilidade muito maior nos lares com pais que tiveram relações homossexuais”.
Ao anunciar seu estudo, no último dia 10 de junho, Regnerus disse que a sua descoberta mais significativa “é, sem dúvida, que as crianças se mostram mais aptas para ter êxito como adultos quando passam sua infância completa com o pai e a mãe casados, e especialmente quando seus pais permanecem casados até a atualidade”.
O sociólogo reconheceu que seu estudo já agitou uma “intensa e frequente” crítica, que ele considera como “desproporcionada em relação às limitações do estudo”.
O documento foi atacado pelo Family Equality Council, Human Rights Campaign, Freedom to Marry, e a Aliança Gay e Lésbica contra a Difamação.
Regnerus descreveu o ataque como “desafortunado” que seu próprio estudo “é de alta qualidade e está sendo difamado”.
O perito assinalou finalmente que seus resultados devem simplesmente sujeitar-se às normas da “ciência normal”, que “exibe desacordos entre os pesquisadores a respeito de como medir isto ou aquilo”.

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Agradecemos a indicação do Sr Ruy fernandez