FINADOS [6] São Luís Grignon de Montfort: “Los lamentos de las almas del purgatorio”

Fonte: Obras Completas de San Luis María Grignion de Montfort
CÁNTICO
LOS LAMENTOS DE LAS ALMAS DEL PURGATORIO
1. Mortales, escúchennos,
oígannos, caros hermanos.
De la miseria en que vivimos
desde el fondo suspiramos.
¡Cuántos dolores sufrimos
nadie puede comprender!
¡Pues lloramos y clamamos
sin hacernos entender!
2. Somos parientes queridos,
sus padres somos y madres,
caros amigos e hijos,
escuchen nuestras plegarias.
Si la sangre y el amor
no los dejan insensibles,
alivien nuestro dolor
y sufrimientos terribles.
3. Ustedes se divierten
viviendo cómodamente.
Por favor, no nos dejen
en este suplicio ardiente.
Ustedes dinero gastan
en inútiles dispendios
mientras, si quieren, pudieran
aliviar nuestro suplicio.
4. Y tú, dulcísimo Señor,
nos haces dura guerra.
Ah, ¿cuándo suspenderás
estas penas tan severas?
¡Por más que en tu bondad
te nos revelas amable,
nuestra propia iniquidad
te hace ver detestable!
5. Amigos, ese Dios vengador
provoca nuestro suplicio,
pues sentimos el rigor
de toda su justicia.
Cierto es que lo amamos
como a nuestro Padre bueno,
mas también lo tomamos
como juez duro y severo.
6. Él nos permite entrever
sus bellezas soberanas
y como en un espejo ver
lo que aumenta nuestras penas;
pues para ver un instante
sus bellezas infinitas
no nos será bastante
consagrarle mil vidas.
7. ¡Cuídense de pecar,
lo mismo que de creer
que bien poco es llegar
al Purgatorio y arder!
No hay pecado menor
ni menos falta ligera
que no la castigue Dios
en su cólera severa.
8. Qué terrible fuego ardiente
que devora nuestras almas,
las penetra y las convierte
en carbón envuelto en llamas.
Ante estos fuegos tan vivos
con sus llamas tan puras,
sus fuegos, los más activos,
no son más que figuras.
9. Aquí modo no tenemos
de atender nuestras quejas
pues ya nada merecemos
en nuestras penas extremas.
Mortales, si así quisieran,
fácil les quedaría
y por poco que pudieran
muy útil resultaría.
10. Sáquennos de este fuego,
lo desea Dios mismo,
pues llevándonos al cielo
fortalecen su imperio.
Así lo glorificarán
con nueva gloria de veras,
y con ello procurarán
nuestra propia gloria eterna,
11. Si ustedes nos liberan
o su ayuda nos brindan,
en nosotros encuentran
gratitud sin medida.
Si con su auxilio obtenemos
nuestra completa victoria
también nos dedicaremos
a llevarlos a la gloria.
12. Si de sus bienes menores
un vaso de agua alguien da,
Dios, su gloria y corona
como premio le dará.
Oh, qué premio superior
Dios dará a su limosna,
si por un amargo dolor
un trono se nos otorga.
13. Si por el contrario desoyen
nuestra justa plegaria,
que el Señor nos los apoye
en la tierra mientras vivan.
A todos los medirán
con igual medida dura
y les habrán de llevar
a igual lugar de tortura.
14. Sáquennos de prisión
por todas sus justicias,
pagando la redención
con sus santos sacrificios.
¿Escuchan nuestros clamores?
En nuestra ayuda llamamos;
suavicen estos ardores;
socorro, ayuda, esperamos.
15. Oración a Jesús y María:
Señor, calma, por favor,
con estas pobres víctimas,
venga en nosotros, mejor,
la gravedad de sus crímenes.
Sácalos ya del fuego
y llévalos a la gloria,
afirmando en tierra y cielo
tu más plena victoria.
16. Ruega por los parientes,
Santa Virgen María,
son tus hijos dolientes,
míralos con ternura,
muéstrales tú, Señora,
que de verdad eres Madre,
calmando la justa cólera
de Dios poderoso Padre.
DIOS SÓLO.

FINADOS [4] – A PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA CONCEDE INDULGÊNCIA PLENÁRIA PARA OS MORTOS




 Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e 

rezar, 

mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se 


indulgência aplicável somente às almas do 

purgatório.

 Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de 

novembro; nos outros dias será parcial.

1 – Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.
2 – A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.
3. Para se obter as Santas Indulgências Plenárias para os mortos, o fiel deve estar em estado de graça, ter feito uma boa confissão e ter rezado um CREDO, PATER E AVE-MARIA na intenção do Santo Padre.

FINADOS [3] – A GRATIDÃO DAS ALMAS DO PURGATÓRIO POR AQUELES QUE AS AJUDAM

Caros filhos,
Salve Maria!
Essas  histórias pias abaixo, muito nos ajudarão na devoção às santas almas. Somos responsáveis por elas. Elas já não tem mais o tempo, nem os méritos, mas nós temos a ambos, portanto trabalhemos em abrir-lhes as portas do paraíso o mais rápido possível.

Pe. Marcélo Tenório

02 DE NOVEMBRO – FINADOS [1]


3 MISSAS PELOS MORTOS               
DIA DE FINADOS, ÀS 16H > MATRIZ DE S. SEBASTIÃO – Bairro Monte Carlo
                 

                    Por decreto de Bento XV, a Santa Igreja, no dia dos mortos, por três vezes reza a Santa Missa, multiplicando assim o Sacrifício de Cristo no calvário para livrar as almas que padecem no purgatório. Pela Santa Missa oferecida três vezes, o sacerdote recolhe os frutos infinitos da redenção para todas as almas que necessitam de sufrágios.
              A primeira missa pode ser cantada e com comunhão dos fiéis. As duas últimas rezadas , sem comunhão dos fiéis.
                  A primeira Missa é Oferecida pelas intenções do Sacerdote. A segunda pelo Sumo Pontífice e a terceira por todas as almas.

           

O DIA DOS MORTOS E O PURGATÓRIO

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Por Pe. Marcelo Tenório

Próximo dia 2 de novembro comemoraremos o dia dos “Fiéis Defuntos”, o dia dos mortos… O nosso coração se volta à lembrança daqueles que passaram em nossa vida e que foram importantes para nós.
Onde estarão todos? É a pergunta que fazemos olhando para os túmulos que se levantam, tendo erguida a Santa Cruz, nossa única esperança.
Todos fomos criados para Deus para o céu. Ver a Deus é a nossa plena felicidade, é a nossa meta. Nosso único objetivo: “Senhor é a vossa face que o procuro” (Sl 27,8).
A Santa Igreja ensina a existência de duas realidades eternas para a alma: uma é o céu: a visão beatífica, a posse da felicidade plena que é a participação na vida divina e trinitária. São Paulo nos fala e nos estimula a buscar “As coisas do Alto” e nos diz: “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” ( I Cor 2,9).
Outra realidade, portanto, é o inferno, a perda eterna, por culpa própria, do Sumo Bem: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão e Isaque e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora” (Lc 13, 28).
É doutrina infalível da Igreja, portanto de Fé Católica, a existência de um estágio intermediário para alma que precisa de uma maior purificação antes de entrar no céu, na vida de Deus. É um “local” onde ficam as almas que morreram em estado de graça, isto é, sem pecado mortal, mas que necessitam de maior purificação, visto que os pecados cometidos na terra e, contritamente, chorados e perdoados pela confissão sacramental, imprimiram na alma uma macha (culpa temporal do pecado) e esta deverá ser retirada, visto que Deus sendo Sumo Bem e de Santidade inefável, nada admite em si que não seja santidade perfeita, pois no céu nada de impuro pode entrar (Ap 21, 27).
A sagrada Escritura nos traz alusão ao purgatório. Nosso Senhor ensina a sua existência, por isso podemos dizer que é de Verdade Positiva, revelada pelo próprio Deus. Vejamos:
“Reconcilia-te com o teu adversário… enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao ministro e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de modo nenhum, sairás dali, enquanto não pagares até o último centavo” (Mt 5, 25-26).
Agora, S. Paulo:
I Cor 3, 12-15: “…Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha), for queimada, esse há de sofrer prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo”.
Aqui ficam apenas esses dois textos, embora existam mais. Também fazendo uso da razão poderíamos pensar para onde iriam as almas que não foram tão más, mas que tinham algumas imperfeições e defeitos a vencer, que não eram bastante santas para irem diretas ao céu, nem tão pérfidas para descerem aos infernos…
Vejamos esse texto do AT, onde já se acreditava na necessidade de se rezar pelos mortos, para ajudá-los em seu estágio de purificação.
“Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados.” ( II Mc 12, 43)
Não é difícil de se ver aqui, com clareza, a fé na existência do purgatório, visto que depois de mortos, podem ser livres de seus pecados pelo “sacrifício expiatório”, logo não se trata do inferno, pois este é eterno, mas de um estado intermediário para alma.
Esta Verdade de Fé foi promulgada pelo Santo Concílio de Trento, em sua sessão XXV (cf. Sess. XXV, D. B. 983).
Das Penas Temporais do Pecado.
Falemos das Penas Temporais do Pecado, pois são elas que levam muitas almas ao purgatório, onde depois de um certo “tempo”, livres de toda macha, entram na Felicidade Eterna de Deus.
Vejamos: quando alguém gera um dano ao outro, embora perdoado pelo mesmo, tem a obrigação de reparar o mal que causou. Se alguém rouba uma jóia, se arrepende, é perdoado pelo lesado, mas tem a obrigação moral de devolver o objeto roubado.
Na Sagrada Escritura encontramos exemplos claros de expiação da culpa temporal.
Davi é perdoado pelo adultério e assassinato de Urias, assim que humildemente reconheceu a sua culpa, mas teve que sofrer a perda do filho (2Sm 12, 13); Moisés e Araão por não terem tido, algumas vezes em suas vidas, firmeza de fé, foram, por castigo, privados de entrar na Terra da Promessa (Nm 2, 12s).
Imaginemos ainda uma camisa branca, exposta à poeira. Ora tem certas manchas que basta abrir a torneira, molhar um pouco, leve esfregão e… pronto. Outras manchas já não saem tão rápido: deve-se colocar sabão, esfregar… outras mais intensas demoram a sair e usa-se de outros recursos: água sanitária, detergente, deixa-se de “molho” por algumas horas, um dia… e tem dona de casa que gosta de colocar no sol, afim de amolecerem as manchas e com isso saírem mais facilmente.
Na confissão bem feita e contrita, nos livramos das Penas Eternas do Pecado (o inferno), mas as manchas que o pecado provocou em nós (penas temporais) ficam em nossa alma e devem ser retiradas ainda nesta vida através de várias práticas, tais como jejuns, penitencia, esmolas, indulgência recebida, acolhimento resignado do sofrimento, ou no purgatório após a morte.
Da duração das penas.
As almas no purgatório já estão salvas, por isso as chamamos de “benditas”, entretanto sofrem imensamente no fogo purificador por causa dos pecados cometidos.
Alguns santos da Igreja, em suas experiências místicas nos falaram sobre a realidade do purgatório.
S. Vicente Ferrer nos fala que há almas que ficaram no purgatório um ano inteiro por um só pecado cometido. Santa Francisca afirma que a maioria das almas do purgatório lá sofrem de trinta a quarenta anos. Muitos santos viram almas destinadas a sofrer no purgatório até o fim do mundo. Nossa Senhora, ela mesma em Fátima, indagada pelo destino de algumas pessoas da convivência de Lúcia e, respondendo particularmente sobre uma certa Maria da Luz, diz: “Esta estará no purgatório até o fim do mundo”.
Os santos também ensinam que as almas simples e humildes, sobretudo as que muito sofreram neste mundo com paciência e se conformaram perfeitamente com a vontade de Deus, podem ter um purgatório muitíssimo abreviado, às vezes horas…
S. Paulo da Cruz, estando em oração, ouviu que batiam à porta com força. – “Que queres de mim”, pergunta.
“- Quanto sofro. Quanto sofro, meu Deus! Sou a alma daquele padre falecido. Há tanto tempo estou num oceano de fogo, há tanto tempo!… Parecem mil anos!”
São Paulo da Cruz, comovido, reconheceu o padre e disse: “mas faz tão pouco tempo que você faleceu e já fala de mil anos?”. O santo orou muito por ele e no dia seguinte celebrou a Missa pelo defunto. Viu-o, então, entrar triunfante no céu, na hora da comunhão.
Santa Lutgarda viu Papa Inocêncio III dizendo que deveria ficar no purgatório até o fim do mundo por algumas faltas no governo da Igreja.
Nosso Senhor mostrou-lhe ainda quatro padres que estavam lá já mais de cinquenta anos, por administrarem mal os Ss. Sacramentos.
Santa Verônica Juliani: Ela fala de uma irmã que deveria ali permanecer tantos anos quantos passou neste mundo.
Ao padre Scoof, de Louvain, foi revelado que um banqueiro de Antuérpia estava no purgatório há mais de duzentos anos porque tinham rezado pouco por ele.
Os Terríveis Sofrimentos no Purgatório.
Santo Tomás nos ensina que no purgatório não há tempo, mas etapas psicológicas sucessivas, o que ele chama de Evo.
O que os santos doutores da Igreja nos falam sobre os terríveis sofrimentos no purgatório, deveria nos encher de grande misericórdia e nos fazer rezar mais e mais pelas almas que ali se encontram.
S. Boaventura ensina que nossos maiores sofrimentos ficam muito aquém dos que ali se padecem.
São Tomás diz que o menor dos seus sofrimentos ultrapassam os maiores tormentos que possamos suportar. Confirmam esse ensinamento Santo Ambrósio e São João Crisóstomo: “que todos os tormentos que o furor dos perseguidores e dos demônios inventaram contra os mártires, jamais atingirão a intensidade dos que padecem em tal lugar de expiação”.
Quanto ao fogo do purgatório.
É um fogo real, embora não material. As almas nele são lançadas inteiramente: um fogo ativo, penetrante que vai até o mais íntimo do ser, que queima intensamente à medida da consciência que lá se toma do amor incondicional de Deus e da resposta negativa que a ele se deu pelo pecado. Agora, a alma iluminada pela Verdade e Luz divinas vê-se queimada por dentro, em sua essência.
Diz Santo Antônio que esse fogo é de tal maneira rigoroso que comparado com o nosso, da terra, o nosso parece às almas no purgatório, como pintura de painel… elas bem desejariam está no nosso fogo material…
Santa Catarina de Gênova teve uma visão do purgatório e exclamou: “Que coisa Terrível! Confesso que nada posso dizer e nem conceber que se aproxime sequer da realidade. As penas que lá se padecem são tão dolorosas como as penas do inferno”.
S. Nicolau Tolentino viu em êxtase “um imenso vale onde multidões de almas se retorciam de dor num braseiro imenso e gemiam de cortar o coração. Ao perceberem o Santo, bradavam suplicantes, estendendo os braços e pedindo misericórdia e socorro. ‘Padre Nicolau, tem piedade de nós! Se celebrares a Santa Missa por nós, quase todas seremos libertadas de nossos dolorosos tormentos’. São Nicolau celebrou sete missas em sufrágio dessas almas. Durante a última missa apareceu-lhe uma multidão de almas resplandecentes de glória que subiam ao céu”.
No purgatório não há ingratidão. Elas jamais se esquecem daqueles que rezaram e se sacrificaram por elas. E, uma vez, entrando no céu por nossas orações, pedirão incessantemente pela nossa salvação eterna.
Não as deixemos sozinhas. Rezemos, mandemos celebrar missas e missas em sufrágio das pobres almas. Elas já nada podem fazer por elas, necessitam só e somente só das nossas orações. Para elas passaram o tempo e agora se encontram nos suplícios expiatórios.
Há almas que ficam mais “tempo” no purgatório por falta de oração e sacrifício da nossa parte. Cuidemos delas e elas cuidarão de nós.
E ao chegar o dia dos mortos, com os sinos que dobram em sinais de tristeza, rezemos por esses nossos irmãos que já transpuseram os umbrais da eternidade e unidos à Santa Igreja neste dia, rezemos:
Requiem æternam dona eis, Domine,
et lux perpetua luceat eis.
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