FINADOS [6] São Luís Grignon de Montfort: “Los lamentos de las almas del purgatorio”

Fonte: Obras Completas de San Luis María Grignion de Montfort
CÁNTICO
LOS LAMENTOS DE LAS ALMAS DEL PURGATORIO
1. Mortales, escúchennos,
oígannos, caros hermanos.
De la miseria en que vivimos
desde el fondo suspiramos.
¡Cuántos dolores sufrimos
nadie puede comprender!
¡Pues lloramos y clamamos
sin hacernos entender!
2. Somos parientes queridos,
sus padres somos y madres,
caros amigos e hijos,
escuchen nuestras plegarias.
Si la sangre y el amor
no los dejan insensibles,
alivien nuestro dolor
y sufrimientos terribles.
3. Ustedes se divierten
viviendo cómodamente.
Por favor, no nos dejen
en este suplicio ardiente.
Ustedes dinero gastan
en inútiles dispendios
mientras, si quieren, pudieran
aliviar nuestro suplicio.
4. Y tú, dulcísimo Señor,
nos haces dura guerra.
Ah, ¿cuándo suspenderás
estas penas tan severas?
¡Por más que en tu bondad
te nos revelas amable,
nuestra propia iniquidad
te hace ver detestable!
5. Amigos, ese Dios vengador
provoca nuestro suplicio,
pues sentimos el rigor
de toda su justicia.
Cierto es que lo amamos
como a nuestro Padre bueno,
mas también lo tomamos
como juez duro y severo.
6. Él nos permite entrever
sus bellezas soberanas
y como en un espejo ver
lo que aumenta nuestras penas;
pues para ver un instante
sus bellezas infinitas
no nos será bastante
consagrarle mil vidas.
7. ¡Cuídense de pecar,
lo mismo que de creer
que bien poco es llegar
al Purgatorio y arder!
No hay pecado menor
ni menos falta ligera
que no la castigue Dios
en su cólera severa.
8. Qué terrible fuego ardiente
que devora nuestras almas,
las penetra y las convierte
en carbón envuelto en llamas.
Ante estos fuegos tan vivos
con sus llamas tan puras,
sus fuegos, los más activos,
no son más que figuras.
9. Aquí modo no tenemos
de atender nuestras quejas
pues ya nada merecemos
en nuestras penas extremas.
Mortales, si así quisieran,
fácil les quedaría
y por poco que pudieran
muy útil resultaría.
10. Sáquennos de este fuego,
lo desea Dios mismo,
pues llevándonos al cielo
fortalecen su imperio.
Así lo glorificarán
con nueva gloria de veras,
y con ello procurarán
nuestra propia gloria eterna,
11. Si ustedes nos liberan
o su ayuda nos brindan,
en nosotros encuentran
gratitud sin medida.
Si con su auxilio obtenemos
nuestra completa victoria
también nos dedicaremos
a llevarlos a la gloria.
12. Si de sus bienes menores
un vaso de agua alguien da,
Dios, su gloria y corona
como premio le dará.
Oh, qué premio superior
Dios dará a su limosna,
si por un amargo dolor
un trono se nos otorga.
13. Si por el contrario desoyen
nuestra justa plegaria,
que el Señor nos los apoye
en la tierra mientras vivan.
A todos los medirán
con igual medida dura
y les habrán de llevar
a igual lugar de tortura.
14. Sáquennos de prisión
por todas sus justicias,
pagando la redención
con sus santos sacrificios.
¿Escuchan nuestros clamores?
En nuestra ayuda llamamos;
suavicen estos ardores;
socorro, ayuda, esperamos.
15. Oración a Jesús y María:
Señor, calma, por favor,
con estas pobres víctimas,
venga en nosotros, mejor,
la gravedad de sus crímenes.
Sácalos ya del fuego
y llévalos a la gloria,
afirmando en tierra y cielo
tu más plena victoria.
16. Ruega por los parientes,
Santa Virgen María,
son tus hijos dolientes,
míralos con ternura,
muéstrales tú, Señora,
que de verdad eres Madre,
calmando la justa cólera
de Dios poderoso Padre.
DIOS SÓLO.

FINADOS [4] – A PENITENCIÁRIA APOSTÓLICA CONCEDE INDULGÊNCIA PLENÁRIA PARA OS MORTOS




 Ao fiel que visitar devotamente um cemitério e 

rezar, 

mesmo em espírito, pelos defuntos, concede-se 


indulgência aplicável somente às almas do 

purgatório.

 Esta indulgência será plenária, cada dia, de 1 a 8 de 

novembro; nos outros dias será parcial.

1 – Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.
2 – A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.
3. Para se obter as Santas Indulgências Plenárias para os mortos, o fiel deve estar em estado de graça, ter feito uma boa confissão e ter rezado um CREDO, PATER E AVE-MARIA na intenção do Santo Padre.

FINADOS [3] – A GRATIDÃO DAS ALMAS DO PURGATÓRIO POR AQUELES QUE AS AJUDAM

Caros filhos,
Salve Maria!
Essas  histórias pias abaixo, muito nos ajudarão na devoção às santas almas. Somos responsáveis por elas. Elas já não tem mais o tempo, nem os méritos, mas nós temos a ambos, portanto trabalhemos em abrir-lhes as portas do paraíso o mais rápido possível.

Pe. Marcélo Tenório



O que fazem as almas benditas por aqueles que as ajudam.

São Alfonso Maria Ligorio dizia que, ainda que as santas Almas não podem já lograr méritos para si mesmas, podem obter para nós grandes graças. 

Não são formalmente falando, intercessores, como o são os Santos, mas através da doce Providência de Deus, podem obter para nós assombrosos favores e livrar-nos dos demônios, enfermidades e perigos de toda classe. 

Está mais além de toda duvida, como já temos dito, que nos devolvem milhões de vezes cada coisa que façamos por eles. 

Os seguintes feitos, um dos poucos de todos os que poderíamos mencionar, são suficientes para mostrar quão poderosas e generosas amigas são estas Almas. 

Como uma menina encontrou a sua mãe: 
Uma pobre menina empregada na França chamada Jeanne Marie escutou uma vez um sermão sobre as Santas Almas, o qual deixou uma impressão indelevel em seu mente. 

Foi profundamente movida pelo pensamento do intenso e incessante sofrimento que suportavam as pobres Almas, e se horrorizava ao ver quão cruelmente eram esquecidas e deixadas de lado por seus amigos da Terra. 

Outra coisa que a impressionou profundamente é ouvir que há muitas almas que estão tão perto de seu libertação, que uma só Missa seria suficiente para elas; mas que são retidas largo tempo, até anos, apenas porque este último e necessário sufrágio foi esquecido ou negado! Com uma fé simples, Jeanne Marie resolveu que, custasse o que custasse, ela teria uma Missa pelas Pobres Almas cada mês, especialmente pelas mais próximas ao Céu . 

Ela ganhava pouco, e a vezes com dificuldade, mas nunca falou em sua promessa. 

Em uma ocasião foi a Paris com sua patroa, e a menina caiu enferma. 

Pelo qual se viu obrigada a ir ao Hospital. 

Desafortunadamente, a enfermidade precisou de longo tratamento, e sua patroa teve que regressar para casa, desejando que sua empregada logo se reunisse com ela. 

Quando ao final a pobre empregada pode deixar o hospital, e ali havia deixado todos os seus recursos, de maneira que apenas lhe restava na mão um franco. 

Que fazer ? Aonde ir? De repente, um pensamento cruzou sua mente e se lembrou que não havia oferecido esse mês uma Missa em favor das Pobres Almas. 

Mas tinha apenas um franco! Apenas lhe bastaria para comer. 

Como tinha confiança que as Almas do Purgatório lhe ajudariam, foi até uma Igreja e pediu para falar com um sacerdote, para que ofereça uma Missa, em favor das Almas do Purgatório. 

Ele aceitou, ainda que jamais imaginasse que a modesta soma que a menina ofereceu era o único dinheiro que a pobre menina possuia. 

Ao terminar o Santo Sacrifício, nossa heroína deixou a Igreja. 

Uma certa tristeza nublou seu rosto, e se sentiu totalmente perplexa. 

Um jovem cavaleiro, tocado por sua evidente decepção, lhe perguntou se tinha algum problema e se podia ajudá-la. 

Ela lhe contou sua historia brevemente, e finalizou dizendo quanto desejava trabalhar. 

De alguma maneira se sentiu consolada pela forma com que o jovem a escutava, e recobrou a confiança. 

“Será um prazer ajudar-te” disse.” Conheço uma dama que neste momento está buscando uma servente. 

Vem comigo”. 

e dito isto lhe guiou até uma casa não muito longe e lhe pediu que ela tocasse o sino, asegurando-lhe que encontraria trabalho. 

Em resposta ao toque de sino, a dama da casa abriu ela mesma a porta e perguntou a Jeanne Marie que queria. 

“madame” disse ela, “Me disseram que você está buscando uma empregada. 

Não tenho trabalho e me agradaria ter o posto”. 

A dama estava perplexa e replicou: “Quem poderia haver dito que necessitava de uma empregada? Faz apenas um par de minutos que acabo de despedir a que tinha, acaso te encontrou com ela?” “Não, Madame, a pessoa que me informou que você necessitava de uma empregada foi um jovem cavaleiro”. 

“Impossível!, exclamou a Senhora, “Nenhum jovem, de fato ninguém, poderia saber que necessitava de uma empregada”. 

“Mas madame”, disse a menina, apontando um quadro na parede” esse é o homem que me disse”. 

“Não, minha menina, esse é meu único filho, que é morto a mais de um ano! “Morto , não” assegurou a menina,” foi o que me trouxe até aqui, e ainda me guiou até a porta. 

Vi a cicatriz na fronte. 

O reconheceria onde fosse”. 

Logo, lhe contou toda a historia, com seu último franco, e de como ela obtinha Missas pelas Santas Almas, especialmente pelas mais próximas ao Céu . 

Convencida ao final da veracidade da historia de Jeanne Marie, a dama a recebeu com os braços abertos. 

“Vem, mas não como minha empregada, mas como minha querida filha. 

Tu tens enviado a meu queridíssimo filho ao Céu . 

Não tenho duvida que ele foi o que te trouxe a mim”. 

Como um menino pobre chegou a bispo, a cardeal e a santo:

São Pedro Damião perdeu a seu pai e mãe ao nascer. 

Um de seus irmãos o adotou, mas o tratava com aspereza, forçando-o a trabalhar muito duro e alimentando-o muito mal e com escassa roupa. 

Um dia encontrou uma moeda de prata, que representava para ele uma pequena fortuna. 

Um amigo lhe aconselhou que a usasse para si mesmo, pois o dono não poderia ser achado. 

Para Pedro era difícil estabelecer em que gastaria, já que tinha todo tipo de necessidades. 

mas trocando de pensamento em sua jovem mente, decidiu que o melhor que podia fazer era pedir uma Missa pelas Almas do Purgatório, em especial pelas almas de seus queridos pais. 

A custa de um grande sacrifício, transformou seu pensamento em feitos e as Missas foram oferecidas. 

As almas do Purgatório devolveram seu sacrifício mais generosamente. 

Desde esse dia em adiante notou uma grande mudança em seu destino. 

Seu irmão maior o chamou a casa onde ele vivia, e horrorizado pelo maltrato que padecia, o levou a viver consigo. 

O tratou como a seu próprio filho, e o educou e cuidou com o mais puro afeto. 

Benção sobre benção, os mais maravilhosos talentos de Pedro saíram a luz, e foi rapidamente promovido ao sacerdócio; algum tempo depois foi elevado a dignidade de bispo, e finalmente, Cardeal. 

Além do que, muitos milagres atestam sua santidade, tanto que após sua morte foi canonizado e declarado Doutor da Igreja. 
Estas maravilhosas graças vieram a ele depois de uma Missa oferecida pelas Santas Almas. 

Uma aventura nos Apeninos:
 Um grupo de sacerdotes foram convocados a Roma para tratar um assunto de gravidade. 

Eram portadores de importantes documentos, e uma grande soma de dinheiro lhes foi confiada para o Santo Padre. 

Atentos ao fato que os Apeninos, os quais haviam de cruzar, estavam infestados de foragidos, elegeram um guia de confiança. 

Não havia então túneis nem trens para cruzar as montanhas. 

Se encomendaram a proteção das almas Benditas do Purgatório, e decidiram recitar o De Profundis a cada hora por elas. 

Quando chegaram ao coração das montanhas, o que ia mas adiante de todos deu a voz de alarme para que colocassem aos cavalos a todo galope. 

Olhando ao redor, os sacerdotes viram de ambos os lados da montanhas bandos de foragidos fortemente armados. 

Se viram em uma emboscada e estavam a completa mercês dos delinqüentes. 

Depois de uma hora de temerário avanço, o guia parou e olhando aos sacerdotes, disse:” Não posso entender como escaparam. 

Esta gente nunca perdoa a ninguém”. 

Os padres estavam convencidos que deviam seu segurança as Santas Almas, como logo se confirmaria com um feito que dizimaria toda duvida. 

Quando concluíram seu missão em Roma, um deles foi destinado a Cidade Eterna, como capelão de uma prisão. 

Não muito depois, um dos mais ferozes bandidos da Itália foi capturado, e condenado a morte por uma larga serie de assassinatos e esperava a execução em sua cela. 

Ansioso de ganhar seu confiança, o capelão lhe contou suas aventuras, entre elas a dos Apeninos. 

O criminoso manifestou grande interesse na historia. 

Quando terminou o seu relato, o assassino exclamou: “Eu fui o líder desse bando! Estávamos seguros de que vocês portavam dinheiro e estávamos decididos a matá-los e saqueá-los. 

mas uma força invisível nos impediu de disparar, pois queríamos fazê-lo mas não podíamos”. 

O capelão logo lhe contou ao delinqüente como se haviam encomendado a proteção das Almas do Purgatório, e que eles atribuíam seu liberação a seu proteção. 

O bandido não teve dificuldade em crer. 

De fato, fez sua conversão muito mais fácil. 

Morreu com arrependimento. 

Como Pio IX se curou de sua má memória:
 O venerável pontífice Pio IX designou a um Santo e Prudente religioso chamado Tomaso como Bispo da Diocese. 

O sacerdote, alarmado pela responsabilidade posta sobre ele, começou encarecidamente a tentar evitá-la. 

Seus protestos foram em vão. 

O Santo Padre sabia de seus méritos. 

Agoniado pela apreensão, o humilde religioso solicitou uma audiência com o Santo Padre e lhe confessou que tinha má memória, o que resultava ser um grave impedimento no alto oficio encomendado a ele. 

Pio IX respondeu com uma sorriso ” Sua diocese é muito pequena em comparação com a Igreja universal, a qual eu levo sobre meus ombros. 

Teus cuidados são poucos em comparação com os meus.” Agregou:”Eu também sofria um grave defeito da memória, mas prometi dizer uma fervente oração diária pelas almas Benditas, as quais , em retribuição, tem obtido para mim uma excelente memória. 

Você deveria fazer o mesmo, estimado padre, e terá em que se alegrar”. 

Quanto mais damos, mais recebemos. 

Um homem de negócios em Boston se uniu a Associação das Santas Almas e deu uma alta suma de dinheiro anual para Missas e orações em favor destas. 

O Diretor da Associação se surpreendeu da generosidade do cavaleiro, pois sabia que não era um homem rico. 

o lhe perguntou amavelmente um dia se as esmolas que ele generosamente dava eram completamente suas ou eram coletas que o realizava de outros. 

O homem respondeu: “Tudo o que dou é minha própria oferenda. 

Não se alarme. 

Não sou rico, você pensa que dou mais do que tenho. 

Não é assim, longe de perder com minha caridade, as almas Benditas sabem que ganho consideravelmente mais do que dou; delas ninguém ganha em generosidade”. 

O impressor de colonia:

Wiliam Freyssem, dá seu testemunho de como seu filho e esposa recobraram a saúde graças as Almas do Purgatório. 

um dia lhe encarregaram imprimir um livreto sobre o Purgatório. 

Quando realizava as tarefas de correção do texto, seu atenção foi captada pelos feitos narrados no livro. 

o aprendeu pela primeira vez as maravilhas que as Santas Almas podem fazer por seus amigos. 

Por aquele tempo seu filho caiu gravemente enfermo, e pronto seu estado se tornou desesperante. 

Recordando o que havia lido acerca do poder das Santas Almas, Freyssem fez a promessa solene de imprimir mil livros a sua própria despesa, com sua própria firma. 

foi a Igreja e, uma vez dentro, fez um voto solene. 

Nesse momento uma sensação de paz e confiança inundaram sua alma. 

A seu retornar a casa, seu filho , que não podia tragar nenhuma gota de água, pediu algo de comer. 

Ao dia seguinte estava fora de perigo e pronto, completamente curado. 

Ao mesmo tempo, Freyssem ordenou imprimir os livros do Purgatório para ser distribuídos, sabendo que a melhor forma de obter ajuda para as almas sofrentes, era interessando a muita gente sobre o tema. 
Ninguém que sabe sobre o sofrimento destas pobres almas, nega uma oração a elas. 

O tempo passou, e uma nova tristeza se acerca sobre este impressor. 

Esta vez sua amada esposa caiu enferma e a pesar de todos os cuidados ia cada vez pior. 

Perdeu o uso de razão e ficou quase completamente paralisada, de modo que os doutores não lhe deram muitas esperanças. 

O marido, recordando tudo o que as Almas do Purgatório haviam feito a seu pequeno filho, correu outra vez a Igreja e prometeu solenemente, como outrora, imprimir 200 dos livros do Purgatório, em principio, como urgente socorro das almas benditas. 

Impossível de relatar. 

a aberração mental de sua esposa cessou, e começou a mover sua língua e extremidades. 

Em um curto período ela estava perfeitamente curada. 

A cura do câncer.

Joana de Menezes nos contará de sua cura. 

Ela estava sofrendo de um câncer na perna e imersa em uma profunda dor . 

Recordando o que havia ouvido sobre o poder das Almas do Purgatório, ela resolveu por toda seu confiança nelas e oferecer nove Missas por elas. 

Prometeu publicar no diário seu cura, se esta se realizasse. 

Gradualmente o tumor e o câncer desapareceram. 

Escapa de um assalto: 

O padre Luis Manaci, um zeloso missionario, tinha grande devoção as Almas do Purgatório. 

Se encontrou uma vez realizando uma viajem perigosa, mas com muita confiança pediu as almas Benditas que o protegeram dos perigos que teria encontrando. 

Seu caminho bordeava uma zona desértica, na qual se sabia que estava infestada de perigosos bandidos. 

Quando se encontrava rezando o Santo Rosário pelas Almas, qual não foi seu surpresa, de ver-se rodeado de uma escolta de espíritos benditos. 

Logo descobriu a razão. 

Havia passado por uma emboscada, mas as Santas Almas o rodearam e o esconderam, tornando-o invisível para os miseráveis que buscavam seu vida. 

O acompanharam até que esteve seguro e fora de perigo. 

Voltar à Vida: 

O Prior de Cirfontaines nos conta sua historia:
” um jovem de minha paróquia caiu enfermo de febre tifóide. 

Seus pais vencidos pela pena me pediram que encomendasse as orações dos membros da Associação de Santas Almas. 

Era um sábado. 

O menino estava as portas da morte. 

Os doutores provaram todos os recursos, todos os remédios. 

Foi em vão. 

Não podiam fazer nada para melhorá-lo. 

Eu era o único que tinha esperanças. 

Sabia do poder das Santas Almas pois havia visto o que podiam fazer. 

No domingo roguei aos Associados das Santas Almas para que rogassem fervorosamente por nosso amigo enfermo. 

Na segunda-feira o perigo havia passado. 

o menino estava curado”. 

Leia-o e Despertai “Em minha longa vida”, escreve um sacerdote,” vi muitas manifestações de generosidade dos católicos pelos pobres e necessitados, de acordo com o que Nosso Senhor nos mandou fazer. 

“também notei que alguns católicos são por certeza, muito generosos e bons. 

Alguns se preocupam pelos pobres, outros pelos enfermos. 

Leprosos, pacientes de câncer, deficientes mentais, todos tem amigos. 

Alguns preferem ajudar aos jovens, os corações de outros preferem aos anciãos”. 

“O mais estranho de todas as coisas, é que nunca encontrei nem um homem, nem uma mulher que se tenha dedicado por completo, de todo coração, a maior das caridades, pelos mais necessitados, isto é, pelas santas Almas do Purgatório. 

Deve ter alguns que o fazem, mas em minha larga e variada experiência, não encontrei nenhum”. 

E as palavras deste sacerdote são pura verdade! Apelamos a aqueles que todavia não se tem dedicado a alguma forma particular de caridade, para que se dediquem com todas as suas energias as almas Benditas. 

Façam todo o que possam pessoalmente, e induzam a outros a fazer o mesmo. 

A melhor maneira é praticar os conselhos incluídos neste livreto, e espalhar centenas de copias, e fazer centenas de Almas amigas no Purgatório e logo no céu. 

Pois… Quem poderá lê-lo e recusar-se a ajudá-las?

02 DE NOVEMBRO – FINADOS [1]


3 MISSAS PELOS MORTOS               
DIA DE FINADOS, ÀS 16H > MATRIZ DE S. SEBASTIÃO – Bairro Monte Carlo
                 

                    Por decreto de Bento XV, a Santa Igreja, no dia dos mortos, por três vezes reza a Santa Missa, multiplicando assim o Sacrifício de Cristo no calvário para livrar as almas que padecem no purgatório. Pela Santa Missa oferecida três vezes, o sacerdote recolhe os frutos infinitos da redenção para todas as almas que necessitam de sufrágios.
              A primeira missa pode ser cantada e com comunhão dos fiéis. As duas últimas rezadas , sem comunhão dos fiéis.
                  A primeira Missa é Oferecida pelas intenções do Sacerdote. A segunda pelo Sumo Pontífice e a terceira por todas as almas.

           

               

O DIA DOS MORTOS E O PURGATÓRIO

.

Por Pe. Marcelo Tenório

Próximo dia 2 de novembro comemoraremos o dia dos “Fiéis Defuntos”, o dia dos mortos… O nosso coração se volta à lembrança daqueles que passaram em nossa vida e que foram importantes para nós.
Onde estarão todos? É a pergunta que fazemos olhando para os túmulos que se levantam, tendo erguida a Santa Cruz, nossa única esperança.
Todos fomos criados para Deus para o céu. Ver a Deus é a nossa plena felicidade, é a nossa meta. Nosso único objetivo: “Senhor é a vossa face que o procuro” (Sl 27,8).
A Santa Igreja ensina a existência de duas realidades eternas para a alma: uma é o céu: a visão beatífica, a posse da felicidade plena que é a participação na vida divina e trinitária. São Paulo nos fala e nos estimula a buscar “As coisas do Alto” e nos diz: “olho nenhum viu, ouvido nenhum ouviu, mente nenhuma imaginou o que Deus preparou para aqueles que o amam” ( I Cor 2,9).
Outra realidade, portanto, é o inferno, a perda eterna, por culpa própria, do Sumo Bem: “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão e Isaque e Jacó, e todos os profetas no reino de Deus, e vós lançados fora” (Lc 13, 28).
É doutrina infalível da Igreja, portanto de Fé Católica, a existência de um estágio intermediário para alma que precisa de uma maior purificação antes de entrar no céu, na vida de Deus. É um “local” onde ficam as almas que morreram em estado de graça, isto é, sem pecado mortal, mas que necessitam de maior purificação, visto que os pecados cometidos na terra e, contritamente, chorados e perdoados pela confissão sacramental, imprimiram na alma uma macha (culpa temporal do pecado) e esta deverá ser retirada, visto que Deus sendo Sumo Bem e de Santidade inefável, nada admite em si que não seja santidade perfeita, pois no céu nada de impuro pode entrar (Ap 21, 27).
A sagrada Escritura nos traz alusão ao purgatório. Nosso Senhor ensina a sua existência, por isso podemos dizer que é de Verdade Positiva, revelada pelo próprio Deus. Vejamos:
“Reconcilia-te com o teu adversário… enquanto estás no caminho com ele, para que não aconteça que o adversário te entregue ao juiz, e o juiz te entregue ao ministro e te encerrem na prisão. Em verdade te digo que, de modo nenhum, sairás dali, enquanto não pagares até o último centavo” (Mt 5, 25-26).
Agora, S. Paulo:
I Cor 3, 12-15: “…Aquele, cuja obra (de ouro, prata, pedras preciosas) sobre o alicerce resistir, esse receberá a sua paga, aquele, pelo contrário, cuja obra, (de madeira, feno, ou palha), for queimada, esse há de sofrer prejuízo; ele próprio, porém, poderá salvar-se, mas como que através do fogo”.
Aqui ficam apenas esses dois textos, embora existam mais. Também fazendo uso da razão poderíamos pensar para onde iriam as almas que não foram tão más, mas que tinham algumas imperfeições e defeitos a vencer, que não eram bastante santas para irem diretas ao céu, nem tão pérfidas para descerem aos infernos…
Vejamos esse texto do AT, onde já se acreditava na necessidade de se rezar pelos mortos, para ajudá-los em seu estágio de purificação.
“Judas, tendo feito uma coleta, mandou duas mil dracmas de prata a Jerusalém, para se oferecer um sacrifício pelo pecado. Obra bela e santa, inspirada pela crença na ressurreição… Santo e salutar pensamento de orar pelos mortos. Eis porque ele ofereceu um sacrifício expiatório pelos defuntos, para que fossem livres de seus pecados.” ( II Mc 12, 43)
Não é difícil de se ver aqui, com clareza, a fé na existência do purgatório, visto que depois de mortos, podem ser livres de seus pecados pelo “sacrifício expiatório”, logo não se trata do inferno, pois este é eterno, mas de um estado intermediário para alma.
Esta Verdade de Fé foi promulgada pelo Santo Concílio de Trento, em sua sessão XXV (cf. Sess. XXV, D. B. 983).
Das Penas Temporais do Pecado.
Falemos das Penas Temporais do Pecado, pois são elas que levam muitas almas ao purgatório, onde depois de um certo “tempo”, livres de toda macha, entram na Felicidade Eterna de Deus.
Vejamos: quando alguém gera um dano ao outro, embora perdoado pelo mesmo, tem a obrigação de reparar o mal que causou. Se alguém rouba uma jóia, se arrepende, é perdoado pelo lesado, mas tem a obrigação moral de devolver o objeto roubado.
Na Sagrada Escritura encontramos exemplos claros de expiação da culpa temporal.
Davi é perdoado pelo adultério e assassinato de Urias, assim que humildemente reconheceu a sua culpa, mas teve que sofrer a perda do filho (2Sm 12, 13); Moisés e Araão por não terem tido, algumas vezes em suas vidas, firmeza de fé, foram, por castigo, privados de entrar na Terra da Promessa (Nm 2, 12s).
Imaginemos ainda uma camisa branca, exposta à poeira. Ora tem certas manchas que basta abrir a torneira, molhar um pouco, leve esfregão e… pronto. Outras manchas já não saem tão rápido: deve-se colocar sabão, esfregar… outras mais intensas demoram a sair e usa-se de outros recursos: água sanitária, detergente, deixa-se de “molho” por algumas horas, um dia… e tem dona de casa que gosta de colocar no sol, afim de amolecerem as manchas e com isso saírem mais facilmente.
Na confissão bem feita e contrita, nos livramos das Penas Eternas do Pecado (o inferno), mas as manchas que o pecado provocou em nós (penas temporais) ficam em nossa alma e devem ser retiradas ainda nesta vida através de várias práticas, tais como jejuns, penitencia, esmolas, indulgência recebida, acolhimento resignado do sofrimento, ou no purgatório após a morte.
Da duração das penas.
As almas no purgatório já estão salvas, por isso as chamamos de “benditas”, entretanto sofrem imensamente no fogo purificador por causa dos pecados cometidos.
Alguns santos da Igreja, em suas experiências místicas nos falaram sobre a realidade do purgatório.
S. Vicente Ferrer nos fala que há almas que ficaram no purgatório um ano inteiro por um só pecado cometido. Santa Francisca afirma que a maioria das almas do purgatório lá sofrem de trinta a quarenta anos. Muitos santos viram almas destinadas a sofrer no purgatório até o fim do mundo. Nossa Senhora, ela mesma em Fátima, indagada pelo destino de algumas pessoas da convivência de Lúcia e, respondendo particularmente sobre uma certa Maria da Luz, diz: “Esta estará no purgatório até o fim do mundo”.
Os santos também ensinam que as almas simples e humildes, sobretudo as que muito sofreram neste mundo com paciência e se conformaram perfeitamente com a vontade de Deus, podem ter um purgatório muitíssimo abreviado, às vezes horas…
S. Paulo da Cruz, estando em oração, ouviu que batiam à porta com força. – “Que queres de mim”, pergunta.
“- Quanto sofro. Quanto sofro, meu Deus! Sou a alma daquele padre falecido. Há tanto tempo estou num oceano de fogo, há tanto tempo!… Parecem mil anos!”
São Paulo da Cruz, comovido, reconheceu o padre e disse: “mas faz tão pouco tempo que você faleceu e já fala de mil anos?”. O santo orou muito por ele e no dia seguinte celebrou a Missa pelo defunto. Viu-o, então, entrar triunfante no céu, na hora da comunhão.
Santa Lutgarda viu Papa Inocêncio III dizendo que deveria ficar no purgatório até o fim do mundo por algumas faltas no governo da Igreja.
Nosso Senhor mostrou-lhe ainda quatro padres que estavam lá já mais de cinquenta anos, por administrarem mal os Ss. Sacramentos.
Santa Verônica Juliani: Ela fala de uma irmã que deveria ali permanecer tantos anos quantos passou neste mundo.
Ao padre Scoof, de Louvain, foi revelado que um banqueiro de Antuérpia estava no purgatório há mais de duzentos anos porque tinham rezado pouco por ele.
Os Terríveis Sofrimentos no Purgatório.
Santo Tomás nos ensina que no purgatório não há tempo, mas etapas psicológicas sucessivas, o que ele chama de Evo.
O que os santos doutores da Igreja nos falam sobre os terríveis sofrimentos no purgatório, deveria nos encher de grande misericórdia e nos fazer rezar mais e mais pelas almas que ali se encontram.
S. Boaventura ensina que nossos maiores sofrimentos ficam muito aquém dos que ali se padecem.
São Tomás diz que o menor dos seus sofrimentos ultrapassam os maiores tormentos que possamos suportar. Confirmam esse ensinamento Santo Ambrósio e São João Crisóstomo: “que todos os tormentos que o furor dos perseguidores e dos demônios inventaram contra os mártires, jamais atingirão a intensidade dos que padecem em tal lugar de expiação”.
Quanto ao fogo do purgatório.
É um fogo real, embora não material. As almas nele são lançadas inteiramente: um fogo ativo, penetrante que vai até o mais íntimo do ser, que queima intensamente à medida da consciência que lá se toma do amor incondicional de Deus e da resposta negativa que a ele se deu pelo pecado. Agora, a alma iluminada pela Verdade e Luz divinas vê-se queimada por dentro, em sua essência.
Diz Santo Antônio que esse fogo é de tal maneira rigoroso que comparado com o nosso, da terra, o nosso parece às almas no purgatório, como pintura de painel… elas bem desejariam está no nosso fogo material…
Santa Catarina de Gênova teve uma visão do purgatório e exclamou: “Que coisa Terrível! Confesso que nada posso dizer e nem conceber que se aproxime sequer da realidade. As penas que lá se padecem são tão dolorosas como as penas do inferno”.
S. Nicolau Tolentino viu em êxtase “um imenso vale onde multidões de almas se retorciam de dor num braseiro imenso e gemiam de cortar o coração. Ao perceberem o Santo, bradavam suplicantes, estendendo os braços e pedindo misericórdia e socorro. ‘Padre Nicolau, tem piedade de nós! Se celebrares a Santa Missa por nós, quase todas seremos libertadas de nossos dolorosos tormentos’. São Nicolau celebrou sete missas em sufrágio dessas almas. Durante a última missa apareceu-lhe uma multidão de almas resplandecentes de glória que subiam ao céu”.
No purgatório não há ingratidão. Elas jamais se esquecem daqueles que rezaram e se sacrificaram por elas. E, uma vez, entrando no céu por nossas orações, pedirão incessantemente pela nossa salvação eterna.
Não as deixemos sozinhas. Rezemos, mandemos celebrar missas e missas em sufrágio das pobres almas. Elas já nada podem fazer por elas, necessitam só e somente só das nossas orações. Para elas passaram o tempo e agora se encontram nos suplícios expiatórios.
Há almas que ficam mais “tempo” no purgatório por falta de oração e sacrifício da nossa parte. Cuidemos delas e elas cuidarão de nós.
E ao chegar o dia dos mortos, com os sinos que dobram em sinais de tristeza, rezemos por esses nossos irmãos que já transpuseram os umbrais da eternidade e unidos à Santa Igreja neste dia, rezemos:
Requiem æternam dona eis, Domine,
et lux perpetua luceat eis.
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