A Crise Ariana e a controvérsia por Amoris Laetitia: um paralelo

sonho do papa liberio

Traduzido por Frei Zaqueu

Um renomado acadêmico compara ambas situações

PROF. CLAUDIO PIERANTONI

 

As reflexões que seguem derivam sua origem de uma coincidência bastante curiosa. Nos primeiros dias de abril deste ano, em efeito, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Santiago do Chile se pôs em movimento um grupo de estudo sobre a controvérsia ariana.


Na primeira reunião do grupo refletiram sobre a extraordinária rapidez com a que a controvérsia suscitada pelo presbítero alexandrino Ario no ano 318 ou 319 [d. C.], aparentemente reprimida com a condenação deste por parte de Alexandre (o bispo da metrópole), se difundiu rapidamente na Palestina, e desde ali e em poucos anos incendiou todo o Oriente romano, obrigando inclusive o imperador Constantino a convocar um concílio ecumênico para resolvê-la. Aparentemente se trata só de um punhado de frases imprudentes sobre a relação do Filho com o Pai, mas que puseram a descoberto profundas diferenças doutrinais existentes no episcopado, e desencadearam uma polêmica evidentemente latente há muito já instalada.


Pois bem, justamente nesses mesmos dias de abril de 2016 se publicou a exortação apostólica “Amoris laetitia”, e pouco tempo depois […] apareceram as reações do cardeal Burke e as do cardeal Müller, e começou a polêmica. Não passou muito tempo para compreender que o incêndio que se estava propagando rapidamente, justamente como nos tempos de Ario, era de vastas proporções, apesar das modestas aparências de basear-se só em um par de notas imprudentes ao pé da página, das que o Papa afirmava que nem sequer as recordava.


Me pareceu então natural começar a fazer um paralelo entre as duas crises. […] Em efeito, os dois momentos podem ser vistos em analogia, porque em ambos casos muitos católicos percebem uma intervenção importante do magistério como em conflito com a doutrina anterior. E ademais, em ambos casos se percebe um silêncio ensurdecedor da hierarquia da Igreja Católica, naturalmente com suas exceções.


Quanto ao conteúdo, as duas crises são certamente diferentes. No primeiro caso, o tema da discórdia é estritamente teológico, referido ao fundamento da doutrina cristã sobre o Deus uno e trino, enquanto que no segundo caso é teológico-moral, referido principalmente ao tema do matrimônio.


Não obstante, me parece que o elemento principal que aproxima as duas crises é o fato que ambos afetam a um pilar da mensagem cristã, que se é destruído a mensagem mesma perde sua fisionomia fundamental. […]


  1. Paralelo entre as duas crises, nos documentos doutrinais 


Desde o ponto de vista dos documentos doutrinais, o elemento paralelo que maiormente chama a atenção é o carácter de ambiguidade presente nas fórmulas filo-arianas dos anos 357-360 d. C.


Em efeito, […] a minoria filo-ariana, ainda estando no poder, não se arriscou a propor uma posição que se opusesse muito claramente à visão tradicional. Não diz expressamente que o Filho é inferior ao Pai, mas utiliza uma expressão genérica, “semelhante” ao Pai, que podia prestar-se a diversos graus de subordinacionismo. Em síntese, ainda estando no poder, a minoria filo-ariana tenta esconder-se.


De modo análogo, a atual exortação apostólica “Amoris laetitia”, no famoso capítulo VIII, não nega abertamente a indissolubilidade do matrimônio, a afirma explicitamente. Mas na prática nega as consequências necessárias que se derivam da indissolubilidade matrimonial, e o faz através de um discurso sinuoso e enviesado, com formulações que abarcam uma gama de posições diferentes, algumas mais extremas, outras mais moderadas.


Por exemplo, diz que “em alguns casos” poderia dar-se a “ajuda dos sacramentos” às pessoas que vivem em uniões “chamadas irregulares”. Não se dizem quais são estes casos, por isso a partir do texto podem se dar ao menos quatro interpretações, das quais as mais restritivas são obviamente incompatíveis com as mais amplas. Por claridade interpretativa, é então útil classificá-las com base no distinto grau de amplitude, partindo da mais restritiva até a mais extensa:


  1. Sobre a base do princípio de continuidade hermenêutica, a expressão “em alguns casos” deveria interpretar-se como referidos aos casos especificados nos documentos do magistério vigente, como “Familiaris consortio”, a qual diz que se pode dar a absolvição e a comunhão eucarística nesses casos nos que os conviventes prometem conviver como irmão e irmã.


Esta interpretação tem desde já um princípio hermenêutico fundamental, o qual poderia parecer irrefutável, mas essa interpretação está refutada pela nota 329, que afirma de forma explícita que justamente este comportamento (isto é, a convivência como irmão e irmã) seria potencialmente daninho, por isso há que evitá-lo.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se em sentido mais amplo como referido à certeza subjetiva da nulidade do matrimônio anterior, supondo que por motivos particulares não é possível prová-la em um tribunal.


Em tais casos poderia dar-se certamente que em segredo de consciência não haja culpa na nova união: isto poderia ser visto, no plano da doutrina moral, de forma concorde com “Familiaris consortio”. Mas se mantém uma diferença fundamental no plano eclesiológico: a Eucaristia é um ato sacramental, público, não que não possa tomar-se em consideração uma realidade em si mesma invisível e publicamente incontrolável.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se, mais amplamente ainda, como referido a uma responsabilidade subjetiva menor ou também nula, devido a ignorância da norma, ou bem à incapacidade de compreendê-la; ou também a uma “força maior”, na que alguma circunstância especial pode ser tão forte como para “forçar” a uma convivência “more uxorio”, que então não constituiria culpa grave; mais bem, inclusive, segundo o documento, o abandono da convivência poderia fazer incorrer em uma culpa mais grave.


Aqui temos já sérios problemas também de teologia moral. Ignorância e incapacidade de compreender podem limitar efetivamente a responsabilidade pessoal, mas parece incongruente, por não dizer contraditório, invocá-las neste discurso, no que se fala de um itinerário e de um discernimento “acompanhado”, os quais são processos que precisamente deveriam culminar na superação dessa ignorância e incapacidade de compreender.

Quanto à força maior, não é para nada obvio, mais ainda é contrário a toda a tradição e a importantes pronunciamentos dogmáticos que ela possa justificar o não cumprimento da lei divina. É verdade que não se pode excluir a priori que possa existir circunstâncias particulares, nas que a situação pode mudar a espécie moral de um ato externamente igual, também consciente e voluntário. Por exemplo, o ato de subtrair um bem de alguém não pode configurar-se como furto, mas como ato de um pronto socorro a uma pessoa ou como um ato direto para evitar um mal maior. Mas ainda supondo, sem concedê-lo, que isto possa aplicar-se ao adultério, o que aqui impede decididamente uma justificação deste gênero é o carácter de permanência do comportamento objetivamente negativo: o que é justificável em um momento pontual, de emergência, não pode sê-lo em uma situação estável, conscientemente elegida.


De todo modo, se mantém firme também o princípio eclesiológico pelo qual em nenhum caso pode fazer-se magicamente visível a nível público o que por sua natureza pertence ao segredo de consciência.


  1. Na interpretação mais extensa de todas, “em alguns casos” pode ampliar-se até incluir todos esses casos – que são além disso esses casos reais, concretos e frequentes que todos temos em mente – nos que se dá um matrimônio pouco feliz, que fracassa por uma série de mal-entendidos e incompatibilidades e aos quais lhes segue uma convivência feliz, estável no tempo, com fidelidade recíproca, etc. (cf. AL 298).


Nestes casos, pareceria que o resultado prático, em particular a duração e a felicidade da nova união contra a brevidade e infelicidade da anterior, pode interpretar-se como uma espécie de confirmação da bondade e, em consequência, legitimidade da nova união. Neste contexto (AL 298) se silencia qualquer consideração sobre a validez do matrimônio anterior e sobre a incapacidade de compreender e sobre a força maior. E em efeito, quando mais adiante (AL 300) se passa a considerar o tipo de discernimento que deverá fazer-se nestes casos, resulta ainda mais claro que os temas em discussão no exame de consciência e no arrependimento respectivo não serão outros que o bom ou mal comportamento frente ao fracasso matrimonial e o bom êxito da nova união.


É claro aqui que o “arrependimento” que há que considerar não se refere em absoluto à nova união em presença de uma união legítima anterior; pelo contrário, se refere ao comportamento durante a crise anterior e as consequências (no melhor dos casos) da nova união sobre a família e sobre a comunidade.


É então evidente que o documento tenta ir mais além, tanto dos casos nos que se tem certeza subjetiva da invalidez do vínculo anterior, como também dos casos de ignorância, de dificuldade para compreender e de força maior ou de suposta impossibilidade de cumprir a lei.


Agora bem, é suficientemente claro que se a medida válida para julgar a licitude da nova união é, em última instância, seu êxito prático, sua felicidade visível e empírica, contra o fracasso e a infelicidade do matrimônio anterior – licitude que obviamente se supõe para receber a absolvição sacramental e a Eucaristia –, a consequência inevitável é que agora o matrimônio anterior é considerado implicitamente, e também publicamente, sem efeito e, em consequência, dissolvido: isto é, o matrimônio é dissolúvel. Deste modo, na Igreja Católica se introduz de fato o divórcio, enquanto que se continua afirmando de palavra sua indissolubilidade.


É também suficientemente claro que se o êxito do novo matrimônio basta para estabelecer sua licitude, isto inclui a justificação praticamente de todos os casos de nova união. Em efeito, se se tivesse que demonstrar que a nova união carece de êxito, não subsistirá o estímulo para justificá-la e se passará ainda a uma união ulterior, na esperança de um êxito maior. Em suma, esta e não outra é precisamente a lógica do divórcio.

Disto se pode logo deduzir que a discussão sobre casos que poderíamos chamar “intermediários”, isto é, os situados entre a posição tradicional e a mais ampla – que como temos mostrado inclui de fato todos os casos –, se por uma parte permite a muitos, mais moderados, reconhecer-se em uma ou outra gradação e, em consequência, pode ter um valor “tranquilizador”, pelo contrário, desde o ponto de vista prático termina por ser muito pouco relevante. Em efeito, em essência e em linhas gerais, o documento outorga carta branca para resolver a grande maioria das situações reais com um critério muito mais simples e em linha com a mentalidade dominante em nossa civilização: em uma palavra, está perfeitamente em linha com a ideologia do divórcio.


*


Voltando ao nosso paralelo, tudo isto lembra muito proximamente a política do imperador Constâncio, ao buscar uma expressão suficientemente genérica que se propusesse manter contentes as muitas posições diferentes. Na controvérsia ariana, o caráter genérico da expressão “semelhante ao Pai segundo as Escrituras” encontra uma perfeita confirmação no carácter genérico da expressão “em alguns casos” que encontramos em “Amoris laetitia”. Em teoria, é possível reconhecê-lo em quase todas as posições.

Como consequência, as situações resultam análogas também quanto ao resultado prático. Da mesma maneira que quase todo o episcopado do império aceitou a fórmula de Rimini-Constantinopla do 359-60 d. C., assim também hoje a esmagadora maioria do episcopado tem aceitado sem queixar-se o novo documento, ainda sabendo que isto legitima de fato uma série de posições incompatíveis entre elas, algumas das quais é manifestamente herética.


Hoje em dia muitos bispos e teólogos acalmam sua própria consciência afirmando, tanto em público como a si mesmos, que dizer que “em certos casos” os divorciados que se “recasaram” podem receber os sacramentos não é em si errôneo e pode interpretar-se, em uma hermenêutica da continuidade, como em linha com o magistério anterior. Justamente da mesma maneira os antigos bispos pensavam que não era em si errôneo dizer que “o Filho é semelhante ao Pai segundo as Escrituras”.


Mas em ambos casos, se bem em uma e em outra fórmula tomada isoladamente se pode reconhecer uma ampla gama de posições, no contexto dos respectivos documentos é muito claro que a posição ortodoxa, verdadeiramente em linha com o magistério anterior, é precisamente a que é justamente excluída. […]


No caso de “Amoris laetitia”, isto se leva a cabo:


– com a negação da formulação de “Familiaris consortio” sobre a abstenção da convivência “more uxorio” como condição do acesso aos sacramentos;

– com a eliminação dos limites anteriores entre certeza da consciência e normas eclesiológicas sacramentais;

– com a instrumentalização dos preceitos evangélicos da misericórdia e do não julgar, usados para sustentar que na Igreja não seria possível a aplicação de censuras gerais a determinados comportamentos objetivamente ilícitos;

– e por último, ainda que não menos importante, censurando duramente a quem tivesse a “mesquinha” e “farisaica” pretensão de invocar normas jurídicas precisas para julgar qualquer caso individual, que pelo contrário deve ser rigorosamente deixado ao discernimento e ao acompanhamento pessoal.


Deste modo, ainda com a boa vontade de respeitar um princípio hermenêutico certamente válido – o da continuidade com os documentos anteriores -, se corre o risco de olvidar outro princípio ainda mais importante e evidente: o do contexto imediato no que se formula uma proposição.


Se se lê as afirmações particulares de “Amoris laetitia” não isoladamente, mas em seu contexto, e o documento por sua vez é lido em seu contexto histórico imediato, se descobre facilmente que a “mens” geral que o guia é essencialmente a ideia do divórcio, além da ideia hoje difundida de não colocar limites claros entre um matrimônio ilegítimo e uma união irregular. […]

  1. Paralelo entre as duas crises, no desenvolvimento histórico


Também se pode advertir um paralelo evidente desde o ponto de vista do desenvolvimento histórico da heresia ariana. Se assiste a sua preparação durante a segunda metade do século terceiro; ao fazer-se pública, é condenada pelo Concílio de Niceia, mas no Oriente, pelo contrário, recebe uma rejeição generalizada. Não obstante, a rejeição de Niceia é mais moderada em uma primeira fase, e o arianismo verdadeiro e genuíno é tolerado somente como um mal menor, mas pouco a pouco esta tolerância lhe permite retomar vigor, até que dadas as favoráveis circunstâncias políticas chega ao poder. Uma vez alcançado este, sente contudo a necessidade de camuflar-se: não se expressa de forma franca e direta, mas em uma forma indireta, apoiando-se sobre a pressão e a intimidação pública. Mas o fato mesmo de impor-se, ainda quando o arianismo era uma minoria, sobre uma maioria covarde e indecisa, o expõe de todos os modos a uma refutação muito mais forte e clara por parte do setor mais ortodoxo e consciente do episcopado que prepara, de forma gradual mas inexorável, a derrota definitiva nas duas décadas que seguem.


Analogamente, no caso da heresia atual, que a causa do nome de seu expoente principal podemos chamar “kasperiana”, temos assistido a uma lenta preparação, a partir da segunda metade do século XX. Se fez pública e foi condenada nos documentos de João Paulo II (sobretudo em “Veritatis splendor” e “Familiaris consortio”). Mas desde um setor do episcopado e da teologia culta estes documentos foram rejeitados de forma mais ou menos aberta e radical, e a práxis ortodoxa foi omitida em amplas e importantes zonas da catolicidade. Esta rejeição foi tolerada amplamente, tanto a nível teórico como prático, e desde ali adquiriu força, até que, dadas as circunstâncias favoráveis, políticas e eclesiásticas, chegou ao poder. Mas apesar de haver alcançado o poder, o erro não se expressa de forma franca e direta, senão melhor através das não de todo claras atividades sinodais (2014-2015), e desemboca logo em um documento apostólico exemplar por sua tortuosidade. Mas o fato mesmo de haver chegado a aparecer em um documento magisterial suscita uma indignação moral e uma reação intelectual muito mais forte e dinâmica, e obriga a todo aquele que tem os instrumentos intelectuais a repensar a doutrina ortodoxa, por uma formulação ainda mais profunda e clara de sua parte, para preparar uma condenação definitiva não só do erro pontual examinado, mas também de todos os erros vinculados a ele, que chegam a incidir sobre toda a doutrina sacramental e moral da Igreja. Ademais permite, e isto não é pouco, pôr a prova, reconhecer e também reunir os que aderem verdadeira e solidamente ao depósito da fé.


Podemos dizer que esta é justamente a fase na que nos encontramos neste momento. Recém começou e se preanuncia não privada de obstáculos. Não podemos prever quanto durará, mas devemos ter a certeza da fé de que Deus não permitiria esta gravíssima crise se não fosse para um bem superior das almas. Será certamente o Espírito Santo o que nos dê a solução, iluminando este Papa ou a seu sucessor, talvez também através da convocatória a um novo concílio ecumênico. Enquanto isso, cada um de nós está chamado, na humidade e na oração, a dar seu testemunho e sua contribuição. E a cada um de nós certamente o Senhor nos pedirá contas.

Fonte: Chiesa

Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/la-crise-ariana-y-la-controvérsia-por-amoris-laetitia-un-paralelo

Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos considera Lutero: ” Testemunha do Evangelho”

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Salve Maria!

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está ‘canonizando” o heresiarca Lutero. O material da semana de Oração para Unidade dos Cristãos, traz  Lutero como heroi e ” Testemunha do Evangelho”. Se esse infame é considerado assim pelos que deveriam condena-lo, então segue o enterro…

Contra uma total apostasia, nos escudemos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima.

EM ESPANHOL

La Santa Sede ha publicado el material para la Semana de Oración por la unidad de los cristianos. En el texto oficial se vuelve a reconocer a Lutero como «testigo del evangelio». Habrá una conmemoración conjunta de la Reforma protestante.

(InfoCatólica) El material del Consejo Pontificio para la Unidad de los Cristianos incluye el siguiente texto:

En 1517 Martín Lutero levantó preocupaciones acerca de lo que él consideraba abusos en la Iglesia de su tiempo haciendo públicas sus 95 tesis. 2017 es el 500 aniversario de este acontecimiento crucial en el movimiento de la Reforma que ha marcado la vida de la Iglesia occidental a lo largo de muchos siglos. Este acontecimiento ha sido un tema controvertido en la historia de las relaciones intereclesiales en Alemania también en los últimos años. La Iglesia Evangélica de Alemania (EKD) ha estado preparando este aniversario desde 2008, centrándose cada año en un aspecto concreto de la Reforma, por ejemplo: la Reforma y la política o la Reforma y la educación. La EKD también ha invitado a sus interlocutores ecuménicos en varios niveles a que ayuden a conmemorar los acontecimientos de 1517.

Después de extensos y a veces difíciles debates, las Iglesias de Alemania han alcanzado el acuerdo de que la forma de conmemorar ecuménicamente la Reforma debía ser con una Christusfest, una celebración de Cristo. Si se pone el énfasis en Jesucristo y en su obra reconciliadora como centro de la fe cristiana, los interlocutores ecuménicos de la EKD (católicos romanos, ortodoxos, baptistas, metodistas, menonitas y otros) podrían participar en las celebraciones del aniversario.

Si se tiene en cuenta que la historia de la Reforma se ha caracterizado por una dolorosa división, este es un logro muy considerable. La Comisión Luterano-Católico Romana sobre la Unidad ha trabajado mucho para llegar a un entendimiento compartido de la conmemoración. Su importante informe Del conflicto a la comunión reconoce que las dos tradiciones se acercan a este aniversario en una época ecuménica, con los logros de 50 años de diálogo a sus espaldas y con una comprensión nueva de su propia historia y de la teología. Separando lo que es polémico de las cosas buenas de la Reforma, los católicos ahora son capaces de prestar sus oídos a los desafíos de Lutero para la Iglesia de hoy, reconociéndole como un «testigo del evangelio» (Del conflicto a la comunión, 29). Y así, después de siglos de mutuas condenas y vilipendios, los católicos y los luteranos en 2017 conmemorarán por primera vez juntos el comienzo de la Reforma.

Cabe recordar que el Catecismo de San Pío X, definía así la Reforma protestante:

129. El Protestantismo o religión reformada, como orgullosamente la llaman sus fundadores, es el compendio de todas las herejías que hubo antes de él, que ha habido después y que pueden aún nacer pira ruina de las almas.

Fonte: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28209

Créditos: Tiago Bana

Teólogo da Libertação Boff: “Francisco é um de nós”

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Francisco é um de nós. Transformou a Teologia da Libertação em propriedade comum da Igreja. E ele a estendeu. Quem hoje fala dos pobres, também tem que falar da terra, porque ela também está agora sendo saqueada e abusada. ‘Ouvir o grito dos pobres’, ou seja, ouvir o grito dos animais, das florestas, de toda a criação torturada. Toda a terra grita”

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Em 25 de dezembro de 2016, o brasileiro Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teóricos e agentes da Teologia da Libertação latino-americana, deu uma entrevista francamente reveladora e muito informativa ao jornal regional alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Em razão de sua confiante, se não presunçosa, abertura, Boff de 78 anos de idade (14 de dezembro de 1938) fala sobre vários assuntos do momento que de outra forma não ouviríamos tão facilmente.

O TERRIVEL FIM DE FIDEL CASTRO.

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O famoso teólogo espanhol José Antonio Fortea refletiu sobre a recente morte do ditador cubano Fidel Castro e assegurou que “Deus deu 90 anos a sua alma para mudar, para entender, para pedir perdão”.

Em um artigo publicado em seu blog, intitulado ‘Elegía a Fidel Castro’ (Escolhia Fidel Castro), o Pe. Fortea assinalou que a longa vida que Deus concedeu ao ditador cubano devia ser dedicada a “pedir perdão às suas milhares de vítimas, seus milhões de oprimidos, pedir perdão a Deus, a si mesmo”.

“Perdoar-se a si mesmo para seguir vivendo com dignidade, para não viver sob o remorso, sob o peso de uma culpa entristecedora, para não viver como Macbeth, como um animal encurralado, encurralado e mordido pela sua própria consciência”.

Castro, governou Cuba depois de derrubar o ditador Fulgêncio Batista em 1959, governou durante quase 50 anos e depois cedeu o poder na ilha ao seu irmão, Raúl.

Na noite dia 25 de novembro de 2016, em uma mensagem televisionada à nação, Raúl Castro anunciou a morte de Fidel.

O regime de Fidel Castro foi repetidamente acusado de violações aos direitos humanos, com múltiplos encarceramentos a opositores políticos, assim como milhares de execuções.

Além disso, a repressão alcançou os defensores da vida desde o momento da concepção. O Dr. Óscar Elías Biscet foi preso por cerca 12 anos, por ter denunciado os abortos e assassinatos de crianças recém-nascidas realizados nos hospitais públicos cubanos.

A Igreja também foi vítima da repressão do regime comunista, com severas restrições ao culto. Em dezembro de 1998, alguns meses depois da visita de São João Paulo II a Cuba, o governo permitiu que que fosse celebrado novamente, depois de várias décadas, o Natal.

Para o Pe. José Antonio Fortea, “acabou o tempo para Fidel Castro. Agora já não há poder sobre a terra, não há santo, nem anjo que possa lhe outorgar o perdão”.

“Ele, que sentenciou tantos, agora está sendo sentenciado, e já não encontrará perdão neste mundo, nem no céu”.

“Castro, que não teve piedade de tantos que suplicaram misericórdia, se já não encontrou perdão, já não o encontrará nunca”, disse o sacerdote espanhol. “Ele que tornou um inferno a vida de muitas pessoas, se tiver entrado no inferno, agora sofre com os olhos abertos”, acrescentou.

O Pe. Fortea assinalou que para Fidel Castro “agora não serve de nenhuma ajuda todas as manifestações multitudinárias na Praça da Revolução que possam convocar em sua honra, nem todos os artigos que o jornal ‘Granma’ escreva o enaltecendo, nem todos os discursos do Partido que o elogiem até as nuvens”.

“Agora está sozinho, com a sua alma. Preso na terrível prisão da sua alma. No reino escuro de Satanás ou nas prisões imateriais do lugar de purificação, seu destino o estava esperando. Durante 90 anos, seu destino eterno o estava esperando”.

O teólogo assinalou que tanto se Fidel estiver em uma morada ou em outra, “o que não resta dúvidas é que a Justiça pesa sobre sua pequena e miserável alma”.

“A única dúvida, a única, é se sua situação espantosa durará séculos, ou séculos sem fim”, concluiu. ACI.

FSSPX-FRANÇA – SOBRE A DECLARAÇÃO CONJUNTA CATÓLICO-LUTERANA

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“Ao lermos a declaração conjunta feita pelo Papa com os representantes da igreja luterana na Suécia no 31 de Outubro, com motivo do quinto centenário da revolta de Lutero contra a Igreja católica, a nossa dor chega ao seu cúmulo.

Na presença do verdadeiro escândalo que representa uma tal declaração na qual sucedem-se erros históricos, graves ataques à pregação da fé católica e um falso humanismo, fonte de tantos más, não podemos ficar silenciosos.

Sob o enganoso pretexto do amor do próximo e do desejo duma unidade fictícia e ilusória, a fé católica está sendo sacrificada sobre o altar do ecumenismo que põe em perigo a salvação das almas. Os erros mais enormes e a verdade de Nosso Senhor Jesus Cristo estão postos em pé de igualdade.

Como «podemos ser agradecidos pelos dons espirituais e teológicos recebidos pelo meio da Reforma», quando Lutero manifestou um ódio diabólico a respeito do Sumo Pontífice, um desprezo diabólico do santo sacrifício da missa, bem como um rechaço da graça salvadora de Nosso Senhor Jesus Cristo? Além de ter destruído a doutrina eucarística negando a transubstanciação, afastado as almas da santíssima Virgem Maria e negado a existência do Purgatório.

Não, o protestantismo não aportou nada ao catolicismo! Tem arruinado a unidade cristã, separado países inteiros da Igreja católica, jogado as almas no erro com perigo da sua salvação eterna. Nós, os católicos, queremos que os protestantes voltem ao único redil de Cristo que é a Igreja católica, e rezamos para esta intenção.

Nestes dias em que celebramos todos os santos, chamamos como testemunhas São Pio V, São Carlos Borromeo, Santo Inácio e São Pedro Canisio que têm combatido heroicamente a heresia protestante e salvado a Igreja católica.

Convidamos os fiéis [do Distrito da França da FSSPX] para rezarem e fazerem penitência para o Soberano Pontífice, afim que Nosso Senhor, de quem é vigário, o preserve do erro e o guarde na verdade, da qual é o custódio.

Convido os sacerdotes do Distrito para celebrarem uma missa de reparação e organizarem uma Hora Santa diante do Santíssimo Sacramento para pedir perdão por estes escândalos e suplicar Nosso Senhor de acalmar a tempestade que açoita a Igreja desde há mais de meio século.

Nossa Senhora, Socorro dos Cristãos, salvai a Igreja católica e rogai por nós!”

– Padre Christian BOUCHACOURT, Superior do Distrito da França da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

+Suresnes, em 2 de Novembro 2016, comemoração de todos os fiéis defuntos.

Fonte: FSSPX – Portugal.

Dom Bosco comemoraria os 500 anos da Reforma Protestante??

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Salve Maria!

Você imaginaria um Dom Bosco comemorando a diabólica e famigerada Reforma Protestante? Você conseguiria vislumbar este grande santo elogiando Lutero e suas peripécias? Em seu livro “COMPÊNDIO DE HISTÓRIA ECLESIÁSTICA” , Dom Bosco nos fala quem foi de fato o Herege Martinho Lutero.

“QUINTA ÉPOCA: de 1517 até 1579:

“Nesta época foi a Igreja tão fortemente combatida, que parecia já tivesse chegado o tempo do Anticristo; porém, não obstante isto, conseguiu novos triunfos. Acometeu-a um dilúvio de hereges, e muitos de seus ministros, em vez de defendê-la, se rebelam contra ela e abrem-lhe profundas feridas. Unem-se a estes os príncipes seculares que a oprimem com o ferro, com a devastação e o sangue. O demônio se esconde debaixo do manto de sociedades secretas e de uma filosofia mundana e sedutora, mas, falsa e corruptora: excita rebeliões, e suscita perseguições sanguinolentas. Deus, porém, desvanece os esforços do inferno e os faz servir para sua glória. Novas ordens religiosas, missionários incansáveis, pontífices grandes pela santidade, zelo e sabedoria, unidos todos em um só coração e em uma só alma, e fortalecidos pelo braço do Todo Poderoso, defendem heroicamente a verdade e levam a luz do Evangelho até os últimos limites da terra, conseguindo a Igreja novas conquistas e ainda mais gloriosas virtudes”.

Lutero. – “Lutero foi o primeiro a levantar a bandeira da rebelião contra a fé católica, e foi o principal autor dos males que amarguraram a Igreja neste tempo. Com seu sistema perverso de submeter a palavra de Deus ao exame e juízo de cada um, causou mais dano à religião católica, do que todos os hereges da idade passada; de maneira que, se pode chamar este apóstata, o primeiro precursor do Anticristo. Nascido em Eisleben, Saxônia, e filho de um pobre mineiro, manifestou, desde sua mais tenra idade, um gênio muito atrevido. A morte de um condiscípulo, que caiu a seu lado fulminado por um raio, induziu-o a entrar na ordem de Santo Agostinho. Por algum tempo pareceu mergulhado em profundas meditações, e agitado por escrúpulos e temores; porém, descobriu finalmente o orgulho que se abrigava em seu coração; e, declarando-se contra a autoridade do Pontífice romano, saiu do claustro e já não houve meio de dominá-lo. Oprimir aos outros com calúnias e tiranias, ridicularizar e desprezar as coisas mais augustas e santas; soberba, desregramento, ambição, petulância, cinismo grosseiro e brutal, crápula, intemperança, desonestidade, eis os dotes característicos deste corifeu do protestantismo. No ano de 1869 levantaram-lhe na Alemanha uma estátua qual insigne benfeitor da humanidade!!!”

No ano 1517, começou a pregar contra as indulgências, portanto, contra o Papa e progredindo na impiedade, formulou uma doutrina que, quer se considere em si mesma, quer em suas conseqüências lógicas e práticas, contamina tudo o que é sagrado, destrói a liberdade do homem, faz a Deus autor do pecado, e reduz o homem ao estado dos brutos. Entre suas impiedades, é bastante lembrar que, conforme ele afirmava, o homem mais virtuoso, se não acredita firmemente achar-se entre os eleitos, é condenado; e que pelo contrário, o homem mais miserável, irá diretamente ao paraíso, se acredita unicamente que há de salvar-se pelos merecimentos de Jesus Cristo. Tão abominável doutrina foi condenada logo pelo Papa Leão X; todavia Lutero mandou atirar ao fogo publicamente a bula. As Universidades católicas e todos os doutores, clamaram contra aquela impiedade e heresia; mas Lutero zombou deles e persistiu em sua revolta. Ainda que ligado por votos solenes, casou-se com Catarina de Bore, religiosa de um mosteiro de Mísnia. Teve desgraçadamente muitos sectários, que, sob o nome de protestantes, tomaram armas e devastaram todas as regiões onde lhes foi dado penetrar. Levavam escrito em seus estandartes: Antes turcos que papistas.Ao pensar algumas vezes nos grandes males que causava a nova reforma exclamava: “Só tu serás douto? Todos os que te precederam enganaram-se? Tantos séculos têm ignorado o que tu sabes? Que te acontecerá se te enganas e arrastas contigo a tantos para a condenação?” Eram estes os gritos de sua consciência que, a seu pesar, protestava contra suas impiedades; contudo não bastavam para fazê-lo voltar ao bom caminho”.

Até aqui São João Bosco. Quero terminar com uma pergunta: Será amigo apaixonado de Jesus um apóstata, um precursor do Anticristo, um tão apaixonado inimigo da Santa Esposa de Nosso Senhor Jesus Cristo?! Sabemos que São João Bosco converteu muitos protestantes.

Fonte: http://catolicosribeirao.blogspot.com.br/

E Lutero entrou pela porta do lado….

 

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“Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!”

Se para o Papa Paulo VI, a fumaça de Satanás entrou….Hoje foi o próprio  Lutero – que entrou pela porta do lado….

Precisamente no dia 14 de outubro, um dia após as comemorações dos 99 anos das Aparições de Fátima e do estrondoso milagre do sol, não é a Virgem Maria , nem a Mensagem de Fátima que são lembradas na sala paulo VI, no Vaticano, mas o heresiarca Martinho Lutero inimigo da Virgem, da Igreja e do Papado.

O Papa Francisco recebe mais de 1000 peregrinos luteranos e mais uma vez confirma sua presença nas Celebrações dos 500 anos da diabólica Reforma Protestante.

Mais ainda, a estátua de Lutero  dentro do Vaticano e ao lado do próprio papa.

Este fato constitui por si mesmo um grande escândalo e exige das almas fieis um ato de reparação.

Lutero foi um herege, maldito e desobediente. Autor de divisão e um demônio feroz contra o papado.

Mas as tentativas de fazer deste herege um “bom moço” não vêm de agora. Já no passado, João Paulo II, dentro de uma igreja luterana, elogiava o que segundo ele chamava de ” profunda espiritualidade de Lutero”. Mas que “espiritualidade profunda” este cão raivoso possuía?

Eis aqui a ” Profunda espiritualidade de Lutero”:

Lutero ensina que Cristo cometeu adultério:

Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de fornicar antes de morrer.” (Martinho Lutero: Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.

Lutero ensina  a deixar-se conduzir pelo pecado:

“Seja um pecador, e deixe os que vossos pecados sejam fortes, mas deixe que vossa confiança em Cristo também seja forte, e nos glorificamos em Cristo que é a vitória sobre a morte, o pecado e o mundo. Nós cometemos pecados enquanto estamos aqui, pois esta vida não é um lugar onde resida a justiça … Nenhum pecado pode nos separar d’Ele, mesmo se estivéssemos a matar ou cometer adultério milhares de vezes por dia.” (“Que os vossos pecados sejam fortes, a partir de “O Projeto Wittenberg, ‘O Segmento Wartburg”, traduzido por Erika Flores, de Saemmtliche Dr. Martinho Lutero Schriften, Carta n º 99, 1 de agosto de 1521).

Lutero condena as almas piedosas:

“Estas almas piedosas que fazem o bem para ganhar o Reino dos Céus, não só nunca terão sucesso, mas devem mesmo ser contadas entre os ímpios, é mais importante preservá-las contra as boas obras do que contra o pecado.” (Wittenberg, VI, 160, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 122.)

Para Lutero o homem não tem livre arbítrio:

“… No que diz respeito a Deus, e em tudo o que traz a salvação ou condenação, (o homem) não tem ‘livre arbítrio’, mas é um prisioneiro, cativo e escravo, quer da vontade de Deus, ou da vontade de Satanás. ” (Da redação, “Escravidão da Vontade”, “Martin Luther:.. As seleções de seus escritos, ed por Dillenberger, Anchor Books, 1962 p. 190)

Lutero prega tortura aos camponeses:

“Assim como as mulas, que não se moverá a menos que você perpetuamente chicoteá-los com varas, de modo que o poder civil deve conduzir as pessoas comuns, chicote decapitar, estrangular, enforcar, queimar, e torturá-los, para que possam aprender a temer os poderes constituídos. ” (El. ed. 15, 276, citado por O’Hare, em “Os fatos sobre Lutero, TAN Books, 1987, p. 235.)

Lutero defende a poligamia:

“Confesso que não posso proibir uma pessoa de casar com várias esposas, pois isso não contradiz a Escritura. Se um homem deseja se casar com mais de uma esposa que ele deveria ser perguntado se ele está satisfeito em sua consciência de que  o faz em conformidade com a palavra de Deus. Nesse caso, a autoridade civil não tem nada a fazer sobre o assunto. ” (De Wette II, 459, ibid., Pp 329-330).

Muitas outras heresias vomitou Lutero  sobretudo contra o Santo Sacrifício da Missa

Hoje vemos, com pesar, a sua estátua dentro do Vaticano, ao lado de  um Papa.

Perdão, Santo Padre, mas nisso, em consciência, não poderemos segui-lo. Não podemos, não queremos e não iremos segui-lo.

Antes morrer que comemorar esta injúria ao Coração Imaculado de Maria e à Glória de Cristo que foi a diabólica Reforma Protestante.

 “Pestis eram vivus; moriens ero mors tua, Papa! – Papa, minha vida era a tua peste; minha morte será a tua morte!” ( Martinho Lutero, verso escrito em Schmalkalde durante grave enfermidade)

 

Que a Virgem de Fátima, que esmaga todas as heresias, possa cumprir o quanto antes o que nos predisse em Fátima:

“POR FIM , O MEU IMACULADO CORAÇÃO, TRIUNFARÁ!”

 

Pe. MarcéloTenorio

Fonte :

 

Mons. Marcel Lefèbvre e sua Posição sobre o Papa

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Passemos à segunda parte não menos importante. Temos realmente um Papa ou um intruso na sede de Pedro?
Felizes os que viveram e morreram antes de fazer-se essa pergunta! Há que reconhecer que o Papa Paulo VI causou e ocasionou um sério problema à consciência das católicos. Sem indagar nem conhecer sua culpabilidade na terrível demolição da Igreja sob seu Pontificado, não se pode deixar de reconhecer que acelerou as causas em todas as ordens. Alguém pode se perguntar como um sucessor de Pedro pôde em tão pouco tempo causar mais males à Igreja que a revolução de 1789?
Fatos precisos como as assinaturas estampadas no artigo VII da Instrução concernente ao Novus Ordo Missae, como também o documento da “Liberdade Religiosa” são escandalosos e dão ocasião para que algumas pessoas afirmem que esse Papa era herético e que por sua heresia deixou de ser Papa.
A consequência deste fato seria que a maioria dos cardeais atuais não o seriam e além disso seriam inaptos para a eleição de outro Papa. Os Papas João Paulo I e João Paulo II não teriam sido então eleitos legitimamente.
É então inadmissível rezar por um Papa que não o é e conversar com aquele que não tem nenhum título para sentar na cadeira de Pedro. Como diante do problema da invalidez da nova missa, aqueles que afirmam que não há Papa simplificam demasiado os problemas. A realidade é mais complexa.

Se alguém se põe a perguntar se um Papa pode ser herege descobre que o problema não é tão simples como se crê. Sobre este tema, o estudo muito objetivo feito por Xavier da Silveira mostra que um bom número de teólogos pensa que o Papa pode ser herege como doutor privado, mas não como doutor da Igreja Universal. É necessário, então, examinar em que medida o Papa Paulo VI quis empenhar sua infalibilidade nesses casos diversos onde ele firmou textos próximos da heresia, senão heréticos.

Pudemos pois observar nesses dois casos, como em muitos outros, que o Papa Paulo VI atuou muito mais como liberal que aderindo à heresia. Já que, quando se assinalava-lhe o perigo que corria, entregava um texto contraditório, agregando uma fórmula contrária ao que ele afirmava na anterior, ou escrevendo uma fórmula equívoca, o que é próprio do liberal, o qual é incoerente por natureza.
O liberalismo de Paulo VI, reconhecido por seu amigo o cardeal Daniélou, é suficiente para explicar os desastres de seu Pontificado. O Papa Pio IX, particularmente, falou muito sobre o católico liberal, que ele considerava como destruidor da Igreja. O católico liberal é uma pessoa de dupla face, em contínua contradição. Quer manter-se católico e ao mesmo tempo tem o afã de agradar ao mundo. Afirma sua fé com medo de parecer demasiado dogmático e atua de fato como os inimigos da fé católica.
Um Papa pode ser liberal e permanecer Papa? A Igreja sempre admoestou severamente os católicos liberais. Não excomungou a todos. Também aqui devemos permanecer dentro do espírito da Igreja. Devemos rejeitar o liberalismo, venha de onde venha, porque a Igreja sempre o condenou com severidade por ser contrário ao Reinado de Nosso Senhor e em particular ao Reinado Social.
O afastamento dos cardeais de mais de 80 anos e as convençõezinhas que prepararam os dois últimos Conclaves não tornam inválida a eleição desses Papas: inválida, é afirmar muito, mas, eventualmente duvidosa. Mas a aceitação de fato posterior à eleição e unânime dos cardeais e do clero romano basta para convalidar a eleição. Esse é a opinião dos teólogos.
A questão da visibilidade da Igreja é em demasia necessária para sua existência, como para que Deus possa omiti-la durante décadas.
O argumento dos que afirmam a inexistência do Papa põe a Igreja numa situação confusa. Quem nos dirá onde está o futuro Papa? Como poderia ser designado Papa onde não há cardeais? Este espírito é um espírito cismático, ao menos para a maioria dos fiéis que se afiliaram a seitas verdadeiramente cismáticas como a do Palmar de Tróia, a da Igreja Latina de Toulouse, etc.
Nossa Fraternidade rejeita absolutamente compartilhar esses raciocínios. Queremos permanecer aderidos a Roma, ao sucessor de Pedro, mas rejeitamos seu liberalismo por fidelidade a seus Antecessores. Não temos medo de dizer-lo respeitosamente mas firmemente, como São Paulo diante de São Pedro.
Por isso, longe de rejeitar as orações pelo Papa, aumentamos nossas rezas e suplicamos para que o Espírito Santo o ilumine e o fortaleça na manutenção e defesa da fé.
Por isso jamais rejeitei ir a Roma a seu chamado ou ao chamado de seus representantes. A Verdade deve afirmar-se em Roma mais que em qualquer outro lugar. Pertence a Deus quem a fará triunfar.
Como consequência, não se pode tolerar nos membros, sacerdotes, irmãos, irmãs, oblatos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que recusem rezar pelo Papa e que afirmem que todas as Missas do Novus Ordo Missae são inválidas.
Certamente sofremos por esta incoerência contínua, que consiste em elogiar todas as orientações liberais do Vaticano II e ao mesmo tempo tratar de atenuar seus efeitos.
Mas isto nos deve incitar a rogar e a manter firmemente a Tradição, mas nem por isso afirmar que o Papa não é Papa.
Para terminar devemos ter o espírito missionário que é o verdadeiro espírito da Igreja, fazer tudo pelo Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a divisa de nosso Santo Patrono São Pio X: “Instaurare omnia in Christo”, restaurar tudo em Cristo, e sofrer como Nosso Senhor em sua Paixão para a salvação das almas, para o triunfo da Verdade.
“In hoc natus sum, disse Nosso Senhor a Pilatos, ut testimonium perhibeam veritati”. “Eu nasci para dar testemunho da Verdade”.
8 de novembro de 1979
Retirado do Livro “La Misa Nueva – Mons. Marcel Lefebvre” Editora ICTION, Buenos Aires 1983.
Fonte: http://rainhaddosmartires.blogspot.com.br/2014/07/posicao-do-arcebispo-marcel-lefebvre.html

Aproximação do Papa Francisco?

 

 

 

Francisco I beija patiarca russo no aeroporto de Havana

 

O súbito e “milagroso” gesto do líder moscovita, empurrado por trás e por cima pelo seu patrão Vladimir Putin, foi repentino demais para não deixar de levantar agudas perguntas, logo depois do desconcertante encontro de Havana.

Alguns chegaram a supor a realização de obscuras profecias apocalípticas, inclusive de místicos cismáticos como Nicolai Berdaiev, sobre uma reconciliação das religiões monoteístas na iminência do Fim do Mundo e da segunda vinda de Cristo em pompa e majestade para encerrar a História e julgar vivos e mortos.

Mas, pondo de lado essas aplicações fantasiosas para o presente caso, o que se passou em Moscou para adoçar tão repentinamente a beligerância cismática contra Roma, vigente durante séculos?

O comentador nacionalista russo Yegor Kholmogorov, conhecido pelos seus posicionamentos afins com gestos gritantes de Putin, apresentou considerações muito mais próximas dos interesses do Kremlin. Elas foram reproduzidas pela agência EuromaidanPress.

Moscou, que pretende ser a Terceira Roma, quereria uma aliança com Roma. A Primeira Roma, segundo sua arbitrária qualificação teria sido o Vaticano antes de ser abandonada pelo Espírito Santo no século XI, e a segunda Roma teria sido Constantinopla antes de ter sido desprezada pelo Espírito Santo após cair nas mãos dos turcos em 1453.

A terceira Roma ,e o correspondente Patriarcado de Moscou, são meras ficções forjadas pelos czares para dar um fundamento religioso ao seu expansionismo militar para o sul.

Yegor Kholmogorov
Yegor Kholmogorov

Hoje, o patriarca grego de Constantinopla, Bartolomeu, está reduzido à última insignificância espiritual e material.

Embora revestido de um título histórico pomposo, ele mal consegue reunir um milhar de fiéis na grande festa da Páscoa, a mais importante no Oriente. E, ainda assim, fretando ônibus provenientes da Grécia.

Constantinopla, ou Istambul segundo o nome turco, é uma cidade maciçamente muçulmana. Nela, os cristãos de qualquer denominação são ferozmente perseguidos e até assassinados. Como aconteceu, aliás, com o Núncio da Santa Sé, Dom Luigi Padovese, apunhalado em junho de 2010 na cidade de Iskenderun.

Na Grécia, o patriarca de Constantinopla é detestado pelo Sínodo dos bispos gregos pelo fato de residir em território do inimigo ancestral: a Turquia.

Mas Kirill quer de Francisco algo muito mais importante para o Kremlin nas circunstâncias atuais. Algo perto do qual a lendária e desaparecida Constantinopla cristã vale bem pouca coisa.

Trata-se, para a Rússia, de abafar o dinâmico surto de catolicismo hostil ao comunismo, e portanto patrioticamente anti-russo, que se verifica na Europa Oriental, e muito especialmente na Ucrânia.

Segundo Kholmogorov, o Papa latino-americano sente uma consonância profunda com o cisma ortodoxo em muitas questões. Além do mais, sempre segundo o comentarista, Francisco I não se importaria com os problemas doutrinários, teológicos ou sociais, como faziam seus predecessores.

Desse Papa assim próximo, Moscou quer obter o abafamento dos ucranianos de rito greco-católico, aos quais se refere com menosprezo como “uniatas”.

Os greco-católicos ucranianos saíram das catacumbas da perseguição soviética em 1991 e, desde então, vêm progredindo velozmente no país. Aliás, eles atraem um número sempre crescente de fiéis que até há pouco se diziam “ortodoxos”.

Igreja greco-católica da Santíssima Ressurreição, Ivano-Frankivsk, Ucrânia. Os católicos estão em constante aumento e Moscou quer abafá-los.
Igreja greco-católica da Santíssima Ressurreição, Ivano-Frankivsk, Ucrânia.
Os católicos estão em constante aumento e Moscou quer abafá-los.

De fato, a Igreja Católica, e especialmente seu rito greco-católico, foi a única que não se vergou à opressão comunista russa. E voltou à luz aureolada com o prestígio da resistência genuína, religiosa e nacional, ao invasor anticristão e inimigo da pátria.

Stalin havia confiscado todos os bens católicos e assimilado ditatorialmente todas as igrejas cristãs ao Patriarcado de Moscou. Esse Patriarcado funcionou interesseiramente à sombra da ditadura marxista como mais um instrumento de opressão.

Assim que cessou a opressão, a parte ucraniana da igreja ortodoxa dependente do Patriarcado de Moscou literalmente explodiu. É difícil dizer quantos, quais e quão grande são seus fragmentos, mas nem entre eles conseguem contabilizá-los.

Baste mencionar que o chefe supremo na Ucrânia do cisma russo separou-se de Moscou e se autoproclamou patriarca de Kiev em luta contra o patriarca de Moscou, apontado como agente da potência materialista que chacinou milhões de ucranianos no genocídio conhecido como Holodomor.

Longe dessa liquefação material, moral e religiosa do cisma russo e de seus incontáveis subdivisões igualmente cismáticas, os greco-católicos progridem velozmente, bafejados pela graça divina.

Então, não podendo opor uma proposta religiosa sincera ou crível, Moscou quer que o Vaticano abafe esses “uniatas”, que ameaçam conquistar as bases populares de Moscou e daqueles que considera seus súbditos.

Se o patriarca russo não conseguir de imediato uma medida tão drástica da parte da Santa Sé, ele quereria pelo menos, escreve Kholmogorov, “obter do Vaticano uma garantia de um mínimo de neutralidade na guerra contra a igreja ortodoxa na Ucrânia” tocada pelos patriotas ucranianos.

Há um outro problema encostado no anterior A perspectiva de Kirill, fiel eco de Putin, é de que na Ucrânia há uma guerra religiosa e que os piores inimigos são os greco-católicos. Mas, nessa guerra, que tira o sono dos lideres da “nova Rússia”, pesa muito a anarquia instalada entre os cismáticos ditos “ortodoxos”.

O rito greco-católico (na foto seu arcebispo-mor D. Sviatoslav Shevchuk) está determinado a continuar inabalavelmente unido a Roma quaisquer sejam as adversidades.
O rito greco-católico (na foto: seu arcebispo-mor D. Sviatoslav Shevchuk) está decidido
a continuar inabalavelmente unido a Roma quaisquer sejam as adversidades.

Kirill e Putin também querem que o Vaticano intervenha para fazer o que Moscou não consegue: reunificar os cismáticos, como afirma a Declaração de Havana. Ou, pelo menos, que os greco-católicos fiquem “neutros” enquanto os agentes de Moscou procedem à “unificação”.

Essa “unificação” está sendo levada a cabo na Crimeia e no leste ucraniano ocupado. Mas é feita na ponta do revólver: quem não se filiar de novo ao Patriarcado de Moscou – seja católico ou cismático dissidente – sofre pesadas punições.

Muitos padres tiveram que fugir, suas igrejas foram confiscadas, e até alguns pastores protestantes apareceram mortos numa vala comum no leste ucraniano.

Para Kholmogorov, na reunião de Cuba, Kirill teria sugerido que a diplomacia vaticana assuma Moscou como o principal parceiro do diálogo com o Oriente, deixando num segundo plano os demais cristãos – greco-católicos, católicos latinos e os incontáveis estilhaços da “ortodoxia” oriental.

Segundo a proposta, o Vaticano deveria inaugurar “conversações imediatas com o cisma de Moscou, considerado como a maior das igrejas ortodoxas do mundo, que opera em sinfonia sincera com a Grande Rússia” [de Vladimir Putin].

Mas os ucranianos católicos e patriotas não querem saber disto. Eles já passaram por outras talvez piores, sob o sopro da graça divina emergiram vitoriosos da ditadura comunista-mocovita, e estão determinados a ficarem fiéis a seu glorioso passado patriótico e/ou católico.

Fonte: http://flagelorusso.blogspot.com.br/2016/03/kholmogorov-proposta-secreta-de-kirill.html