DIA dos SANTOS INOCENTES: Interessante Tradição

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Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a Festa dos Inocentes ficou sendo a destes.

Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte.

Tendo escolhido entre si um “bispo”, os cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles.

A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas.

Depois, o “derrubado” oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos.

Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas”
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Sobre “Modinhas Liturgicas” da CNBB, D. Henrique desabafa em seu face…

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Lamentável que a Liturgia no Brasil continue sendo sequestrada por “liturgistas” que se acham no direito de inventar pantomimas que nada têm a ver com o rito romano e a liturgia no seu sentido autêntico!

O folheto O Domingo traz um aberrante anúncio de Natal, que mete arbitrariamente elementos estranhos ao texto original… Elementos de elaboração teológica discutível…
O livreto das Edições da CNBB propõe arbitrariamente para a Missa da Noite do Natal que esteja na igreja o Círio Pascal!

Nada disso é legítimo! É invenção! O Povo de Deus não precisa dessas arbitrariedades para bem celebrar o Mistério!

Este pessoal tem que compreender que não cabe a qualquer um inventar modinhas litúrgicas!

Lamentável!
Depois se reclama das reações exageradas do lado oposto…

Fonte: https://www.facebook.com/domhenrique.dacosta?fref=nf

Edições Paulus adultera as KALENDAS de Natal, introduzindo “BUDA, o iluminado”

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Caríssimos,

Salve Maria!

Não é de hoje que as edições da Paulus editam livros nada católicos. As doutrinas mais heterodoxas e heréticas mesmo, podem ser encontradas em suas livrarias. Agora resolveram atacar contra a sagrada Liturgia. Nas Kalendas,  encontramos a citação de Buda, o iluminado e de Lao-Tse.

Fiquem tranquilos, talvez no próximo ano apareça também Lutero, o Pai da Reforma.

 

Créditos: Lendro Monteiro

“FRATRES IN UNUM” : ecce quam bonum et quam jucundum habitare fratres in unum

Seminaristas e Padres da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, em convivência ” fraterna” com os seminaristas e padres do Seminário Diocesano Maria Imaculada

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Fonte: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=927052444093980&set=a.927049300760961.1073741863.100003676980353&type=3&theater

Pe. Zezinho: Postando , cantando e seguindo a canção

Salve Maria!

Padre Zezinho, o padre  iê, iê , iê ,amigo de Huguinho e Luizinho,  posta em seu faceboock  essas fotos abaixo. Não só posta, mas escreve dizendo que postou e que postaria de novo. Claro que não deveríamos esperar mais que isso do padre Pop dos anos 70. Quem tem onus para cantar uma Música como ” Alô, meu Deus!”, não teria para postar isso? A criatividade dele continua a mesma, mas já seus cabelos…

Pe. Marcélo Tenorio

 

 

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Mons. Marcel Lefèbvre e sua Posição sobre o Papa

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Passemos à segunda parte não menos importante. Temos realmente um Papa ou um intruso na sede de Pedro?
Felizes os que viveram e morreram antes de fazer-se essa pergunta! Há que reconhecer que o Papa Paulo VI causou e ocasionou um sério problema à consciência das católicos. Sem indagar nem conhecer sua culpabilidade na terrível demolição da Igreja sob seu Pontificado, não se pode deixar de reconhecer que acelerou as causas em todas as ordens. Alguém pode se perguntar como um sucessor de Pedro pôde em tão pouco tempo causar mais males à Igreja que a revolução de 1789?
Fatos precisos como as assinaturas estampadas no artigo VII da Instrução concernente ao Novus Ordo Missae, como também o documento da “Liberdade Religiosa” são escandalosos e dão ocasião para que algumas pessoas afirmem que esse Papa era herético e que por sua heresia deixou de ser Papa.
A consequência deste fato seria que a maioria dos cardeais atuais não o seriam e além disso seriam inaptos para a eleição de outro Papa. Os Papas João Paulo I e João Paulo II não teriam sido então eleitos legitimamente.
É então inadmissível rezar por um Papa que não o é e conversar com aquele que não tem nenhum título para sentar na cadeira de Pedro. Como diante do problema da invalidez da nova missa, aqueles que afirmam que não há Papa simplificam demasiado os problemas. A realidade é mais complexa.

Se alguém se põe a perguntar se um Papa pode ser herege descobre que o problema não é tão simples como se crê. Sobre este tema, o estudo muito objetivo feito por Xavier da Silveira mostra que um bom número de teólogos pensa que o Papa pode ser herege como doutor privado, mas não como doutor da Igreja Universal. É necessário, então, examinar em que medida o Papa Paulo VI quis empenhar sua infalibilidade nesses casos diversos onde ele firmou textos próximos da heresia, senão heréticos.

Pudemos pois observar nesses dois casos, como em muitos outros, que o Papa Paulo VI atuou muito mais como liberal que aderindo à heresia. Já que, quando se assinalava-lhe o perigo que corria, entregava um texto contraditório, agregando uma fórmula contrária ao que ele afirmava na anterior, ou escrevendo uma fórmula equívoca, o que é próprio do liberal, o qual é incoerente por natureza.
O liberalismo de Paulo VI, reconhecido por seu amigo o cardeal Daniélou, é suficiente para explicar os desastres de seu Pontificado. O Papa Pio IX, particularmente, falou muito sobre o católico liberal, que ele considerava como destruidor da Igreja. O católico liberal é uma pessoa de dupla face, em contínua contradição. Quer manter-se católico e ao mesmo tempo tem o afã de agradar ao mundo. Afirma sua fé com medo de parecer demasiado dogmático e atua de fato como os inimigos da fé católica.
Um Papa pode ser liberal e permanecer Papa? A Igreja sempre admoestou severamente os católicos liberais. Não excomungou a todos. Também aqui devemos permanecer dentro do espírito da Igreja. Devemos rejeitar o liberalismo, venha de onde venha, porque a Igreja sempre o condenou com severidade por ser contrário ao Reinado de Nosso Senhor e em particular ao Reinado Social.
O afastamento dos cardeais de mais de 80 anos e as convençõezinhas que prepararam os dois últimos Conclaves não tornam inválida a eleição desses Papas: inválida, é afirmar muito, mas, eventualmente duvidosa. Mas a aceitação de fato posterior à eleição e unânime dos cardeais e do clero romano basta para convalidar a eleição. Esse é a opinião dos teólogos.
A questão da visibilidade da Igreja é em demasia necessária para sua existência, como para que Deus possa omiti-la durante décadas.
O argumento dos que afirmam a inexistência do Papa põe a Igreja numa situação confusa. Quem nos dirá onde está o futuro Papa? Como poderia ser designado Papa onde não há cardeais? Este espírito é um espírito cismático, ao menos para a maioria dos fiéis que se afiliaram a seitas verdadeiramente cismáticas como a do Palmar de Tróia, a da Igreja Latina de Toulouse, etc.
Nossa Fraternidade rejeita absolutamente compartilhar esses raciocínios. Queremos permanecer aderidos a Roma, ao sucessor de Pedro, mas rejeitamos seu liberalismo por fidelidade a seus Antecessores. Não temos medo de dizer-lo respeitosamente mas firmemente, como São Paulo diante de São Pedro.
Por isso, longe de rejeitar as orações pelo Papa, aumentamos nossas rezas e suplicamos para que o Espírito Santo o ilumine e o fortaleça na manutenção e defesa da fé.
Por isso jamais rejeitei ir a Roma a seu chamado ou ao chamado de seus representantes. A Verdade deve afirmar-se em Roma mais que em qualquer outro lugar. Pertence a Deus quem a fará triunfar.
Como consequência, não se pode tolerar nos membros, sacerdotes, irmãos, irmãs, oblatos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que recusem rezar pelo Papa e que afirmem que todas as Missas do Novus Ordo Missae são inválidas.
Certamente sofremos por esta incoerência contínua, que consiste em elogiar todas as orientações liberais do Vaticano II e ao mesmo tempo tratar de atenuar seus efeitos.
Mas isto nos deve incitar a rogar e a manter firmemente a Tradição, mas nem por isso afirmar que o Papa não é Papa.
Para terminar devemos ter o espírito missionário que é o verdadeiro espírito da Igreja, fazer tudo pelo Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a divisa de nosso Santo Patrono São Pio X: “Instaurare omnia in Christo”, restaurar tudo em Cristo, e sofrer como Nosso Senhor em sua Paixão para a salvação das almas, para o triunfo da Verdade.
“In hoc natus sum, disse Nosso Senhor a Pilatos, ut testimonium perhibeam veritati”. “Eu nasci para dar testemunho da Verdade”.
8 de novembro de 1979
Retirado do Livro “La Misa Nueva – Mons. Marcel Lefebvre” Editora ICTION, Buenos Aires 1983.
Fonte: http://rainhaddosmartires.blogspot.com.br/2014/07/posicao-do-arcebispo-marcel-lefebvre.html

Prefeito da Liturgia do Vaticano pede neste Advento que todos sacerdotes e bispos celebrem a missa “ad orientem” e fiéis ajoelhem-se para a Comunhão por Sensus Fidei

 

CS

Cortesia de Sacra Liturgia

John-Henry Westen – LifeSiteNews | Tradução Sensus fidei: LONDRES, 05 de julho de 2016 (LifeSiteNews) – Falando em uma conferência sobre a liturgia em Londres ontem (dia 4 de julho de 2016), o Cardeal Robert Sarah, a mais alta autoridade sobre o assunto na Igreja Católica sob o Papa Francisco, pediu a todos os bispos e sacerdotes para que adotem a antiga postura na Missa, onde o sacerdote se volta para o tabernáculo, juntamente com a congregação, em vez de permanecer de frente para o povo. Ele pediu que a postura seja adotada para o Advento deste ano, que começa em 27 de novembro. Durante o mesmo discurso, Cardeal Sarah encorajou todos os católicos para que recebam a Comunhão de joelhos. Durante sua conferência, o prefeito da liturgia do Vaticano revelou que o Papa Francisco lhe pediu para “continuar o trabalho litúrgico iniciado pelo Papa Bento.”

O anúncio foi imediatamente reconhecido pelo vice-editor Dan Hitchens do Catholic Herald como “o maior anúncio litúrgico desde o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI em 2007, dando maior liberdade para os sacerdotes para celebrar a Missa Tradicional em latim.”

Observadores do Vaticano estão particularmente chocados de que o Papa Francisco, considerado por muitos como um liberal, tenha incentivado uma abordagem mais litúrgica tradicional. No entanto, o cardeal Sarah disse: “Nosso Santo Padre Francisco tem o maior respeito pela visão litúrgica e medidas do Papa Bento”.

O bispo francês Dominique Rey, presente na conferência, assumiu o pedido do Cardeal Sarah sem hesitação, prometendo, pelo menos, começar a implementar a mudança em sua diocese para o Advento. Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, dirigiu-se ao Cardeal Sarah na conferência, dizendo: “Em resposta ao seu apelo gostaria de anunciar, agora, que, certamente, no último domingo do Advento deste ano em minha celebração da Santa Eucaristia na minha catedral, e em outras ocasiões, conforme apropriado, deverei celebrar ‘ad orientem’ — voltado para o Senhor que vem”. Dom Rey acrescentou: “Antes do advento eu enviarei uma carta aos meus sacerdotes e fiéis sobre esta questão para explicar a minha ação. Devo incentivá-los a seguir o meu exemplo.”

Cardeal Sarah usou o seu patrimônio africano para conduzir as coisas ao ponto certo. “Eu sou um africano”, disse ele. “Deixe-me dizer claramente: a liturgia não é o lugar para promover a minha cultura. Pelo contrário, é o lugar onde minha cultura é batizada, onde minha cultura é levada para o divino.”

Sarah sugeriu que os Padres do Concílio Vaticano II pretenderam trazer mais fiéis para a missa, no entanto, a maior parte do esforço falhou. “Meus irmãos e irmãs, onde estão os fiéis dos quais os Padres do Concílio falaram?”, Perguntou.

O cardeal continuou:

Muitos dos fiéis são agora infiéis: eles não participam todos na liturgia. Para usar as palavras de S. João Paulo II: muitos cristãos estão vivendo em um estado de “apostasia silenciosa” e eles “vivem como se Deus não existisse” (Exortação Apostólica Ecclesia in Europa, 28 de junho de 2003, 9). Onde está a unidade que o Concílio espera alcançar? Nós ainda não chegamos a ela. Fizemos um progresso real em chamar toda a humanidade para o seu lugar na Igreja? Eu não acho. E, contudo, já fizemos muitíssimo pela liturgia!

Ele expressou “profundo pesar” pelas “muitas distorções da liturgia em toda a Igreja de hoje”, e propôs que a “Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções.”

Um tal abuso que mencionado por ele é quando os padres “se afastam para permitir que os ministros extraordinários distribuam a sagrada Comunhão”, desde que muitos sacerdotes pensaram ser uma maneira de permitir uma maior participação dos leigos de maneira mais substancial na missa. Em vez disso, disse o cardeal Sarah, “isso é errado, é uma negação do ministério sacerdotal, bem como uma clericalização dos leigos.”

“Quando isso acontece, é um sinal de que a formação foi muito errada, e que precisa ser corrigida”, acrescentou.

Ele incentivou uma recepção generosa da Missa tradicional em latim e também incentivou as práticas tradicionais propostas anteriormente pelo Papa Bento, incluindo o uso do latim na Missa nova, ajoelhando-se para a Santa Comunhão, bem como o canto gregoriano. “Devemos cantar música sacra litúrgica não apenas música religiosa, ou pior, canções profanas”, disse ele. “O Concílio nunca teve a intenção de que o rito romano fosse exclusivamente celebrado em língua vernácula. Mas tinha a intenção de permitir a sua maior utilização, em particular para as leituras.”

Falando de ajoelhar-se para a Santa Comunhão, o prefeito da liturgia do Vaticano lembrou os sacerdotes de que eles estão proibidos de negar a comunhão aos fiéis que se ajoelham para a recepção do Sacramento. Além disso, ele encorajou todos a receber a Comunhão ajoelhados, sempre que possível. “Ajoelhar-se na consagração (a menos que estejam doentes) é essencial. No Ocidente, esse é um ato de adoração corporal que nos humilha diante de nosso Senhor e Deus. É um ato próprio de oração. Onde essa reverência e genuflexão desapareceram da liturgia, é necessário que sejam restauradas, em particular no momento da nossa recepção a Nosso Santíssimo Senhor na Sagrada Comunhão.”

Uma longa seção de sua palestra foi dedicada a conclamar os sacerdotes e bispos a celebrar a missa “ad orientem” ou, seja, com as pessoas voltadas para Nosso Senhor. Aqui estão os trechos principais:

Mesmo que eu sirva como o Prefeito da Congregação para o Culto Divino, faço-o com toda a humildade, como um padre e um bispo, na esperança de que se promova uma reflexão madura, boa formação e boas práticas litúrgicas em toda a Igreja.

Eu quero fazer um apelo a todos os sacerdotes… Eu acredito que é muito importante que nós retornemos o mais rapidamente possível para uma orientação comum, dos sacerdotes e dos fiéis voltados juntos na mesma direção — para o Leste, na direção do Senhor que vem— naquelas partes dos ritos litúrgicos quando estamos nos dirigindo a Deus… Eu acho que é um passo muito importante no sentido de garantir que, em nossas celebrações o Senhor esteja verdadeiramente no centro.

E então, queridos padres, peço-lhe para que implementem essa prática sempre que possível, com prudência e com a catequese necessária, certamente, mas também com a confiança pastoral de que isso é algo bom para a Igreja, algo bom para o nosso povo.

Vosso próprio julgamento pastoral irá determinar como e quando isso é possível, mas, talvez, a partir do primeiro domingo do Advento deste ano… pode ser um bom momento para se fazer isso. Queridos padres, devemos ouvir novamente o lamento de Deus proclamado pelo profeta Jeremias: “eles voltaram suas costas para mim” (2:27). Voltemo-nos novamente para o Senhor!

Gostaria de apelar também aos meus irmãos bispos: por favor, levem os seus sacerdotes e o povo para o Senhor, desta forma, especialmente em grandes celebrações em suas dioceses e na sua catedral. Por favor, formem seus seminaristas na realidade de que não são chamados ao sacerdócio para ser o centro de um culto litúrgico voltados para nós mesmos, mas para levar os fiéis de Cristo até Ele, como companheiros de adoração. Por favor, facilitem esta reforma tão simples, mas profunda em suas dioceses, em suas catedrais, em suas paróquias e em seus seminários.

Durante todo o discurso, Cardeal Sarah destacou a grave responsabilidade dos sacerdotes em relação a Eucaristia. “Nós sacerdotes, nós bispos temos uma grande responsabilidade”, disse ele. “Com o nosso bom exemplo construímos uma boa prática litúrgica; com o nosso descuido ou má conduta prejudicamos a Igreja e a sua Sagrada Liturgia! “

Ele advertiu seus colegas sacerdotes, “Tenhamos cuidado com a tentação da preguiça litúrgica, porque é uma tentação satânica.”

Homilia de Natal

Pe. Marcelo grande

“Nasceu-vos um Salvador, o Cristo Senhor”. ( Lc 2,11)

Caríssimos Paroquianos,

 Aqui reunidos em torno da manjedoura, ao lado de José e da Virgem Mãe, contemplemos o Menino nascido por nós e para nós.

O Mistério  se encontra com a miséria que somos.

E nós, os miseráveis, podemos olhar Aquele que nos é igual na carne, semelhante nosso. Carne de nossa Carne.

Nós, com mácula e vergonha; Ele sem mácula e sem vergonha. Divinamente Humanado. Humanamente  Divino.

No início de tudo, cantamos as Kalendas que trata-se  do antigo calendário romano que conta o primeiro dia de cada mês. Com ela faz-se uma retrospectiva desde a criação do mundo, passando por Abraão, pelos anos da criação de Roma, até à Plenitude dos Tempos, no Império de Cesar Otaviano Augusto, quando nos nasce o Messias, Salvador do Mundo.

Estamos nesta Noite Santa. Podemos escutar o anúncio dos anjos aos pastores e os seus celestes cânticos: “ Paz na Terra aos Homens de boa vontade”

A grande mensagem da Noite Santa é a Mensagem da Paz. “ Paz na terra” aos homens de Boa Vontade.

Sabemos que a Paz não trata-se de um sentimento do coração do homem, mas uma Pessoa mesma. A Pessoa do Verbo que vem ao mundo para se dá a nós, pois “ Ele é a Nossa Paz”

Ora, se Cristo é a nossa Paz, todas as portas devem ser abertas para Ele, sobretudo onde há situações gritantes de dor, desespero, guerras e ódio entre os homens.

O grande papa Pio XI, ( 1922-1939), já nos lembrava na Urbi Arcano, que era evidente que nem os indivíduos, nem a sociedade, nem os povos encontraram ainda a paz tão desejada.

Estamos no século 21, e a situação não melhorou, mas muito pelo contrário, caminhamos na iminência de nova guerra, já que é testemunhado, por todos, os grandes conflitos que afundam o mundo, a sociedade, até mesma a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ao mundo que esperava a paz, parafraseamos o profeta Jeremias: “ Esperamos a paz e  nada de bom obtivemos; o tempo do remédio, e aí está o terror, o tempo de cura, e aí está a perturbação” ( Jr 59, 9-11)

Ao clero que cantava a chegada de uma bela primavera nos anos 60, lembramos o que Paulo VI mesmo falou: “ Esperamos uma primavera e eis que nos veio uma tempestade!” Nesse mesmo discurso, Paulo VI chegou a falar sobre uma “autodemolição” da Igreja..palavras graves, saídas da boca de um pontífice!

O que vemos hoje, em todas as esferas, mostra o drama no qual se encontra a humanidade inteira.

Há guerras  entre os povos, nações. Há guerras na sociedade, na família. Guerras ideológicas, guerras religiosas, guerras teológicas, políticas, filosóficas.. Homem contra homem, nação contra nação, filho contra pai, pai contra filho…

A questão é que esquecemos Aquele que nos veio trazer a paz e, da sua paz fizemos pouco caso.

Lembra o Papa Pio XI na “Urbi Arcano”’, de 1922:

“No dia em que os Estados e os governos regulamentarem a sua vida política quer interna quer externa, com base nos ensinamentos e nos preceitos de Jesus Cristo, então, e só então, poderão usufruir de uma verdadeira paz, manterão relações de mútua confiança e conseguirão resolver pacificamente os seus problemas”.

Esse mesmo Papa nos lembra que só pode haver a verdadeira Paz que Cristo no Reino de Cristo e esse Reino já deve começar aqui, por isso o Estado, toda sociedade, a Família, tudo e todos devem ter como centro o Ensinamento de Nosso Senhor que veio trazer Luz para o mundo envolto em trevas.

Queres a paz em tua família¿ Promova ali o Reino de Cristo! Queres a paz na Sociedade¿ Que ela se deixe conduzir por Cristo! Queres a paz nos Estados¿ Que se estabeleça neles o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Voltemos ao presépio. Nele está a nossa Paz. Olhemos a criança com sua Mãe. Neles nossa essencial vitória. A encarnação atinge, em cheio, o dragão maldito que nos traz a guerra.

Aqui também somos encarnados, pacificados.

Aqui também está a tua glória, oh Mãe Celestial, que foge ao todo nosso entendimento. Por isso basta-nos dizer que és a Mãe de Deus !

Pelo teu “SIM” tudo aconteceu. O céu se uniu a nós, de novo.

Há uma bela canção do século XVIII, chamada de Cachua Serranita, ela relata a alegria das almas em purgatório quando, aos sábados, lá desce a Mãe de Deus, levando  socorro imediato, apagando, com sua presença maternal todo fogo devorador, concedendo refrigério e alívio.

Neste mundo, Ó Mãe, desce com teu Menino nesta noite Santa, Senhora.

Daí-nos, neste vale de lágrimas, a Paz por nós perdida e tão desejada.

Por ti hoje nos é dada, Senhora

Toda a alegria do céu!

O Menino deitado

No monte Carmelo sem igual!

Deus conosco,

Para nós, Emanuel!

Homilia de Natal, 2015

Pe. Marcélo Tenorio

Cônego de Santa Maria