Cardeal Burke afirma: “Igreja feminilizada e meninas coroinhas contribuíram para a escassez de padres”

Garotos novos não querem fazer coisas de meninas. É algo natural. Eu acho que isso tem contribuído para uma perda de vocações sacerdotais”. E também: “Com exceção do padre, o santuário se encheu de mulheres. As atividades da paróquia e até da liturgia se tornaram tão femininas em diversos lugares que os homens não querem mais se envolver”.

Fonte: The Washington Post

Cardeal-Burke

Por David Gibson | Religion News Service

Tradução e comentário: Montfort

O Cardeal Raymond Burke, um importante clérigo americano em Roma, que tem sido um dos maiores críticos da pressão por reformas do Papa Francisco, está causando barulho mais uma vez, desta vez ao argumentar que a Igreja Católica tornou-se muito “feminilizada”. Continue lendo

O que há de comum entre o Papa Paulo VI e Eike Batista?





Alberto Zucchi

Tomei conhecimento através dos jornais do dia 30 de setembro que as empresas do chamado “Grupo X” estão à beira da falência. 

Seu principal proprietário e fundador, Eike Batista, até pouco tempo considerado um dos homens mais ricos do mundo, em uma gestão totalmente equivocada, uma vez que, era baseada em previsões otimistas e com conselheiros que não se dispunham a alertá-lo de seus erros, levou um enorme grupo econômico à bancarrota. 

O empresário, que ainda recentemente era festejado como um visionário e um gênio do mundo dos negócios, provavelmente causará um grande prejuízo a muitas pessoas que foram iludidas pelas suas promessas. A falência parece inevitável. Para aqueles que acreditam na boa vontade do empresário, seu erro foi se envolver em um ramo no qual ele tinha pouco conhecimento. 

Também neste dia 30 de setembro, recebi de um amigo algumas frases sobre a Missa Nova pronunciadas, na véspera de sua implantação, por um respeitável membro do clero: Em relação ao abandono do latim ele afirmou: “será certamente um grande sacrifício para aqueles que conhecem a beleza, a força e a expressiva sacralidade do latim” (…) “temos realmente razões para nos lamentarmos, razões que praticamente acarretam uma consternação pela sua perda” (…) “estamos renunciando a algo de valor incalculável”. 

Continuava este membro do clero afirmando que, com este abandono “ocorria um afastamento do modo de falar dos séculos cristãos [e os católicos estavam]se convertendo em intrusos profanos nos recintos literários da expressão sagrada” E mais, sobre as alterações estabelecidas na Missa Nova: “A mudança é algo que afeta nosso patrimônio religioso hereditário, o qual parecia trazer aos nossos lábios as orações de nossos antepassados e de nossos santos, e nos dava o conforto do sentimento de fidelidade ao nosso passado espiritual, que nós mantivemos vivo para transmiti-lo às gerações futuras”. 

O leitor poderá pensar que essas afirmações foram feitas por Dom Mayer, ou Dom Lefebvre. Alguns acreditarão que elas foram pronunciadas pelos Cardeais Otaviani e Bacci, autores do famoso “Breve Exame Critico” do Novus Ordus. Existiriam ainda outros candidatos a autores de tal texto, como por exemplo, alguns padres da Fraternidade São Pio X, o Padre Rifan, vejam que me referi ao padre Rifan, ou alguns dos chamados clérigos tradicionalistas. 

Entretanto, quem arriscou qualquer um dos palpites acima errou. O autor destas frases é o Papa Paulo VI. O texto foi publicado no L´Osservatore Romano de 4 de dezembro 1969, p.12, e transcreve as palavras do Papa na audiência realizada na quarta-feira, 26 de novembro de 1969. 

Quem poderia imaginar que algum dia o Papa Paulo VI tivesse feito afirmações, sobre a mudança da Missa, com as quais muitos tradicionalistas estariam plenamente de acordo? 

Entretanto, antes que a “turma da TL” da Unisinos ou os “tradis”do falecido Fórum FECIT venham me acusar de deturpar as palavras do Papa, esclareço que a alocução Papal não é uma defesa intransigente da Missa Antiga. 

De fato, Paulo VI faz em suas palavras lamenta a mudança ocorrida, mas de forma alguma estava disposto a voltar no caminho que ele havia traçado. E para justificar porque as alterações eram necessárias ele afirma: “Mas por quê? O que é mais precioso do que estes mais altos valores da nossa Igreja? A resposta parece banal e prosaica. No entanto, é uma resposta válida: porque é humana, porque é apostólica”. Ou seja, a Igreja abria mão de seu patrimônio e de sua história para atingir o homem e fazer apostolado. 

Não é necessário dizer que a afirmação de Paulo VI não continha o caráter de infalível. A história mostrou quanto otimista e equivocada foi a alteração realizada na Missa. Quem a executou, se esteve de boa vontade, certamente não conhecia a natureza humana, nem sabia fazer apostolado. 

A Igreja abriu mão do patrimônio que havia acumulado durante séculos e que seria transmitido às gerações futuras, reduzindo tudo praticamente a zero, e nada ganhou em matéria de apostolado. As igrejas se esvaziaram e os seminários quase desapareceram. Ficamos sem o patrimônio e sem as pessoas. 

Entretanto, apesar da atitude equivocada de Paulo VI, a Igreja certamente vencerá mais esta crise, pois ela tem a promessa de Cristo de que que as portas do inferno não prevalecerão. Já Eike Batista com as suas empresas X…

“V Ciclo de Palestras da Montfort em Campo Grande”.



Sábado, 11/05

14h – Princípios de Estética Musical: conceitos e análise prática
         Palestrante: Prof. Fernando Schlithler (Professor Regente do coral Flammula Chorus)
18h – Sessão de perguntas e respostas
20h – Jantar (local a confirmar)
 
Domingo, 12/05

8h – Fundação: um romance com exemplo de atuação da maçonaria
       Palestrante: Prof. Dr. Alberto Zucchi (Presidente da Montfort Associação Cultural)
11h – Sessão de perguntas e respostas 
12h – Almoço (local a confirmar)
14h – Consequência na sociedade da doutrina da origem do Poder
         Palestrante: Prof. Dr. Alberto Zucchi
17h – Santa Missa Tridentina
18h30 – Aula com tema a ser definido pelo grupo
20h30 – Jantar (local a confirmar)

Local: Centro Catequético Emaús na Paróquia São Sebastião
Entrada gratuita.

9169-1440 / 3204-2945 / 9276-8313)

Mensagem de Frei Tiago para o Advento‏

Fonte: http://www.montfort.org.br/frei-tiago-mensagem-de-advento-2012/
MENSAGEM DE ADVENTO – 2012
A todos os amigos e pessoas interessadas:
Desejo, primeiramente, deixar uma mensagem de Esperança para este tempo especial do Advento que estamos vivendo na Igreja. “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz… nada de contendas, nada de provocações, ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 13) Que dEle nos venha a Salvação!
Graças ao bom Deus, estamos sendo muito bem recebidos na Diocese de Ciudad del Este, Paraguai. Como se pode perceber na carta anexa, este Bispo nos acolheu com grande bondade paternal e sensibilidade de Pastor, aceitando a nossa opção de celebrarmos a missa no Rito Tradicional e reconhecendo a legitimidade do nosso Carisma Religioso. Sentimos, porém, a dor de termos que celebrar a última missa em nossa Capela de Atibaia no dia 25, Natal do Senhor, às 10 hs. Todos sejam bem-vindos.
Nestes últimos dias, tivemos notícias de muitos comentários a nosso respeito. Agradecemos profundamente a todas as pessoas que, sensibilizadas pelos nossos sofrimentos, se manifestaram com sentimentos de solidariedade e apoio. Prometemos retribuir com nossas incessantes orações. Agradecemos também aos reverendíssimos sacerdotes da Diocese de Bragança que também nos estenderam a mão e nos honraram com os préstimos de sua fiel amizade. Temos, entretanto, receio de que algumas pessoas nos considerem como rebeldes ou subversivos. Peço, encarecidamente, que revejam o seu julgamento. Obviamente é muito justo dizer que “todos devem obedecer ao Bispo”. Como é também muito razoável pensar que todos os Bispos devem obedecer ao Papa. Assim como não seria absurdo dizer que o Papa deve sempre obedecer a Deus… Sem obediência, não poderíamos jamais nos considerar discípulos daquele que obedeceu até a morte de Cruz. (FI.2) Nunca poderíamos pleitear na Igreja uma fundação religiosa e desejar que os noviços sejam obedientes, se não estamos, igualmente, participando deste mesmo propósito. Portanto, não analisa bem a questão aquele que diz que “este Mosteiro foi expulso por desobediência”. A verdade se resume no fato de que o Mosteiro não foi aceito em seu projeto de aprovação na Diocese de Bragança porque o Bispo atual, ignorando os passos de aprovação anteriores, exigiu que renunciássemos, não só à missa, mas também a qualquer postura “tradicional”. Diante disso, não somente eu, mas toda a nossa comunidade preferiu manter essa mesma linha por considerá-la inerente ao nosso carisma. A Carta que o Bispo recebeu de Roma é simplesmente uma orientação de como ele poderia, se realmente quisesse, completar esse processo de ereção canônica do Instituto. Não consigo ver onde estão essas “muitas irregularidades”… E quem quiser questionar, venha passar uma semana conosco e observe que o sino toca com regularidade, que os ofícios são rezados, que fica cada um na sua cela, na sua clausura e que nos esforçamos por cumprir a fielmente a nossa Regra, bem como todas as normas da Igreja… Estamos, sim, sofrendo tudo isso, mas, não estamos excluídos da Igreja, nem, tampouco, nos sentimos desamparados por Deus. Pode parecer pretensão da nossa parte, mas achamos que o nosso caso pode servir como denúncia proféticaem relação a tantos desmandos e abusos que vemos, em muitas partes, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Dom Sérgio é testemunha que nunca deixei de cumprimentá-lo com profunda reverência, osculando seu anel. Os Sacerdotes desta Diocese são testemunhas da minha atuação respeitosa e pacífica nestes quase 11 anos. Fico triste sim, por ter trabalhado como servente de pedreiro, carpinteiro, encanador, vidraceiro e outros serviços gerais, juntamente com outros irmãos durante todo este tempo, e agora nãotermos onde reclinar a cabeça… Quando se diz que “as doações devem ser para a Diocese de Bragança Paulista” pode se pensar que recebemos grande soma de dinheiro para construir estas casas. No entanto, se fizemos tudo isso não foi por termos muito dinheiro, mas porque trabalhamos assim, sem férias e sem salário, durante 10 anos! Todos que nos conhecem sabem que estou dizendo a verdade e que sempre tivemos o critério ético de nunca pedir nada e nunca promover nenhum tipo de festa ou qualquer outra coisa para arrecadar dinheiro. Mas, se acham que é justo, simplesmente nos tomar tudo, já que o “terreno é da Mitra”, que seja… Acredito que a mesma providência que nos sustentou até hoje vai continuar nos socorrendo…
Enfim, apesar de tudo isso, renovo o meu convite para a reconciliação, esperando a justiça apenas de Deus e procurando celebrar o Advento com sincera mística e busca do Senhor, que se revela aos que são verdadeiramente pobres de Coração. “No silêncio e na esperança estará a vossa força!” (Is. 30,15) Confiemos na sua palavra: “No deserto reinará a justiça e meu povo habitará em moradas seguras, em abrigos tranquilos… Bem-aventurados sereis por semear à margem dos cursos de água.” (Is. 32,16-20)
Aprendamos as lições do santo presépio de Belém!
+ Fr. Tiago de S. José

ORLANDO FEDELI: 2 ANOS DE SEU FALECIMENTO


Caríssimos,
Salve Maria!
No mês em que celebramos os 2 anos de falecimento do querido Prof. Orlando Fedeli, fica aqui nossa homenagem através da postagem de uma de suas belas aulas.
Pe. Marcélo Tenorio


Título da aula: Um introdução à Idade Média, Idade da Luz.
Exposição: Prof. Dr. Orlando Fedeli (Série Resgate).
Data de gravação: 2005
Data de publicação: 01/06/2012.
Duração:  64 minutos.
Pauta:
  1. Introdução – a Idade Média como:
    1. Uma época de luz;
    2. A época de maior influência da Igreja Católica, o Corpo Místico de Cristo.
  2. Feitos da Idade Média:
    1. As escolas e as universidades.
    2. Os hospitais.
    3. A dignificação da mulher.
    4. A eliminação da escravidão.
  3. A Igreja e suas riquezas na Idade Média.
  4. Outros feitos da Idade Média:
    1. A eliminação das castas e a instauração da mobilidade social.
    2. O estabelecimento do direito à honra.
    3. As artes românica e gótica.
  5. Conclusão: uma comparação entre a Idade Média e o mundo moderno.
  6. Conclusão: temas possíveis para outras aulas sobre a Idade Média.
Bibliografia básica:
  1. BRUYNE, Edgar de. Études d´esthétique médiévale. Tome I et II. Várias edições.
  2. ECO, Umberto. Arte e Beleza na Estética Medieval. Várias edições.
  3. NUNES, Ruy Afonso da Costa. História da Educação na Idade Média. São Paulo: EDUSP, 1979.
  4. PERNOUD, Regine. Beauté du Moyen Âge. Paris: Gautier Languereau, 1971.
  5. ____________. La Femme au temps des cathédrales. Paris: Stock, 1980.
  6. ____________. La Femme au temps des croisades. Paris: Stock, 1990.
  7. ____________. L’histoire racontée à mes neveux. Paris: Stock, 1969.
  8. ____________. Lumière du Moyen Âge. Paris: Grasset, 1944.
  9. ____________. Pour en finir avec le Moyen Âge. Paris: Seuil, 1977.
Vídeo:

Download:
Os downloads – tanto do vídeo, quanto de seu áudio apenas – podem ser facilmente realizados por meio do Glória TV, clicando-se no botão “SAVE” abaixo do vídeo:http://pt.gloria.tv/?media=296186

Nota sobre as cartas trocadas entre os Bispos da Fraternidade São Pio X

Alberto Zucchi
Decorridos apenas alguns dias da publicação da Carta de Monsenhor Pozzo ao Instituto do Bom Pastor – IBP, sem que ainda se tenha identificado o autor do “vazamento”, vêm a público duas novas cartas trocadas entre as principais personalidades da Fraternidade São Pio X. Novamente o autor da publicação se mantém no anonimato e novamente a publicação parece querer impedir, ou ao menos dificultar, a conclusão do acordo entre o Papa Bento XVI e Dom Fellay. A chamada “guerra do xerox” que tem atingido a Cúria Romana, se ampliou para o campo tradicionalista.
A primeira das cartas tem como autores três bispos da Fraternidade São Pio X, Dom Tissier de Mallerais, Dom Williamson  e Dom Galarreta, sendo dirigida ao Conselho Geral composto por Dom Bernard Fellay, Padre Nicklaus Pfluger e Padre Alain-Marc Nély. A segunda carta é a resposta aos Bispos apresentada pelo mesmo Conselho.
As cartas contêm posições antagônicas em relação às negociações com o Vaticano. Os três bispos se apresentam contrários a qualquer possibilidade de acordo com o que eles chamam de “Roma atual”. Já o Conselho Geral considera necessária a realização do acordo sob pena de ocorrer um cisma de fato.
A troca de cartas revela a amplitude e a complexidade da crise na Igreja, e antes de tudo, nos deixa claro como é importante, necessário e fundamental rezar, pedind
o a Nosso Senhor e a Sua Mãe Santíssima o auxílio neste grave momento.
Inicialmente, há de se notar que foi criada uma situação constrangedora para todos aqueles que defendem “a priori”, sem necessidade de qualquer exame, as posições adotadas pela Fraternidade São Pio X, uma vez que agora existem nela duas posições claramente divergentes.
A pergunta inevitável que surge para aqueles que têm este pensamento é: que Fraternidade seguir, a da maioria dos Bispos ou a do Conselho Geral? Infelizmente, do ponto de vista natural, a divisão parece irreconciliável, sobretudo quando se lê os últimos parágrafos da carta do Conselho Geral.
Para uma análise mais profunda e detalhada das cartas seria necessário conhecermos pormenores das negociações com o Vaticano, como também o debate que deve ter ocorrido “intra-muros” na FSSPX.  Entretanto, não há como deixar de constatar que é a posição adotada por Dom Fellay e pelo Conselho Geral que está de acordo com a doutrina e o espírito da Igreja Católica.
Para nós é com grande alegria que verificarmos que muitas das posições assumidas por Dom Fellay  estão próximas àquelas defendidas pelo nosso estimado professor Orlando Fedeli.
Dos muitos exemplos que poderíamos citar, destacamos apenas dois.
O primeiro deles é a necessidade de obediência ao Papa em tudo aquilo que ele nos manda e que não é contrário a lei de Deus: algo diferente desta posição redunda em sério risco de cisma. Neste sentido, afirma Dom Fellay:
“Para vocês [os três bispos da Fraternidade] Bento XIV é um Papa legítimo? Se é, Jesus Cristo pode, ainda, falar pela sua boca? Se o Papa expressa uma vontade legítima a nosso respeito que é boa, que não dá uma ordem que é contra os mandamentos, temos o direito de não atende-lo, de devolver um revés a esta vontade? Se não, em que princípio se baseiam para atuar  deste modo? Não crêem vocês que se Nosso Senhor nos ordena, Ele nos dará os meios para continuar nossa obra?”< /div>
O segundo exemplo refere-se às atitudes tomadas por Bento XVI em relação ao retorno que este promove na direção da doutrina católica tradicional. Ao tratar deste retorno, muitas vezes o Professor Orlando falava do Papa “cambaleante” e “vacilante” que é citado no terceiro segredo de Fátima.  Neste mesmo sentido, Dom Fellay afirma:
“Se quisermos aceitar que a Divina Providência conduz os assuntos dos homens, respeitando sua liberdade, então temos que aceitar que os gestos destes últimos anos a nosso favor estão sob Seu governo. Portanto, indicam uma linha – não muito direta – mas claramente a favor da tradição”
Causou-nos muita alegria também o reconhecimento de Dom Fellay de que existe no clero um grupo de padres, e mesmo de bispos jovens, que colaboram com o Papa na restauração. A Montfort, em seu trabalho de apoio ao Papa na restauração da Missa Antiga, em São Paulo e em todo o Brasil, através de  grupos amigos, tem encontrado, conhecido e mantido contato com muitos desses padres. Assim, a Missa Antiga que praticamente havia desaparecido das dioceses brasileiras, logo após a promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum, passou a ser celebrada em todas as principais capitais brasileiras, ao menos semanalmente.
Infelizmente alguns setores da Fraternidade chegavam a hostilizar esses mesmos padres e considerá-los traidores. A carta de Dom Fellay restaura a justiça reconhecendo a importância e o valor deste trabalho.
Assim, no Brasil, ao lado da cizânia, Dom Fellay encontrará um bom trigo – as vocações, citadas até mesmo na carta de Mosenhor Pozzo – e que certamente compensarão em grande medida os riscos que a Divina Providência pede à Fraternidade neste momento.
Ademais, como lembrou o Padre Nicola Bux, em carta dirigida ao superior da Fraternidade:
“Já aparecem e aparecerão cada vez mais, santas obras isoladas umas das outras, mas que uma estratégia divina liga à distância, e cuja ação constitui um desígnio ordenado, como aquele que ocorreu miraculosamente na época da dolorosa revolta de Lutero”.
Além de Padres e de numerosas vocações, Dom Fellay, passando a um “combate intra-muros” encontrará um grande número de leigos que estarão dispostos a colaborar em seu trabalho. Leigos que, como José de Artimathéia, apesar de todas as suas fraquezas, compareceram e comparecerão diante da autoridade romana para pedir o Corpo de Nosso Senhor.
Nosso Senhor, após sua Paixão e Morte, deixara então à vista dos discípulos, apenas o seu Corpo todo chagado. Parecia que tudo estava terminado e nada mais haveria a fazer. José de Arimathéia quis, dentro de todas as suas limitações, e apesar da fuga e das negações de São Pedro, cuidar, ao menos materialmente, do Corpo de Cristo. Ele não sabia, mas o que parecia o fim era apenas o começo. Não tardariam a Ressurreição e a confirmação da vocação de São Pedro.
A Montfort espera com total confiança, sobretudo neste dia em que se iniciaram as aparições em Fátima, em que Nossa Senhora predisse os graves acontecimentos que estamos vivendo, que nossos desejos sejam atendidos:
Crescem, portanto, nossas esperanças de que a FSSPX possa chegar a um entendimento com o Santo Padre, semelhante ao que ocorreu com os sacerdotes que fundaram o Instituto do Bom Pastor – IBP. Ou seja, sem que haja exigência de concessões doutrinárias que impliquem em aceitação de princípios contrários à doutrina tradicional da Igreja”.
Rezemos para que Deus proteja e guarde Dom Fellay e os padres que compõe o Conselho da FSSPX, na confiança de que eles tenha
m continuamente presentes as palavras de Moises aos israelitas, preocupados com a força daqueles que estavam na posse da Terra Prometida que precisava ser conquistada:
“Não desanimeis, não tenhais medo deles. O Senhor, vosso Deus que vai adiante de vós, pelejara pessoalmente por vós”.
Nós da Montfort temos absoluta certeza da vitória da Igreja, porque ela foi anunciada em Fátima por Nossa Senhora “por fim meu Imaculado Coração Triunfará” e por Nosso Senhor, “as portas do inferno não prevalecerão contra ti”.



“Disposta a ter 10 filhos, grávida coloca anúncio em busca de obstetra católico”

Recebemos de uma grande amiga da Montfort a reportagem publicada sobre ela, pela raríssima intenção de ter muitos filhos. Embora não pretendesse ver publicada em nosso site, ela nos mandou o texto com a seguinte observação:
Desculpe pelas palavras e adaptações da jornalista, que não é católica. Apenas um esclarecimento: eu não procurei a jornalista; publiquei um anúncio anônimo num site e coloquei meu celular para contato; a jornalista achou “curioso” e me ligou.
PS.: Bom, pelo menos não foi de todo ruim: uma médica “se indicou”. Amanhã vou procurá-la. Salve Maria!
Ângela Kempfer
“Gestante católica à procura de médica(o) obstetra católica(o) com a máxima urgência!!”, implora anúncio na internet.
A estratégia foi a última alternativa de uma grávida que leva a sério os ensinamentos da Igreja e só encontra pela frente médicos na trincheira do controle de natalidade.
No quinto mês de gestação, Aparecida Moreira só quer um profissional que não “tire sarro” ou desrespeite o modo de vida dela e do marido.
Os dois seguem à risca ensinamentos que aprenderam na Igreja Católica, como a proibição ao uso de anticoncepcionais, preservativos ou qualquer método “contraditório à vida”.
Aos 28 anos, ela já tem um filho de 3 anos e outro que acaba de completar um aninho. E ela não pretende parar por aí. “Vou ter quantos filhos Deus quiser dar. Se forem 10, vou adorar”, comenta. Mesmo assim ela prefere não mostrar o rosto porque tem medo que os médicos “fujam de vez”.
Hoje, na recepção do consultório da quinta profissional procurada até agora, ela conta que nem sequer conseguiu saber ainda o sexo do bebê porque “nenhum médico deu certo até agora”.
Aparecida já passou por quatro obstetras, todos com opiniões bem diferentes das dela e nesta quarta-feira faz mais uma tentativa, sem muita esperança. “Eu mal começo a falar e eles já fazem gracinha, saem com sarrinho. Um deles chegou a me chamar de louca”.
A médica que a atendeu nas duas primeiras gestações não é conveniada ao plano de saúde que a família mantém hoje e Aparecida ficou sem assistência. O marido, professor de História, apóia a esposa e acha absurdo ter de convencer os profissionais sobre a fé. Mas a briga do casal vai além da religião.
Aparecida aproveita a indisposição com a classe para reclamar do trabalho em geral. “Nunca consegui fazer parto normal, por exemplo, porque não tem médico que goste de fazer parto normal. Vivem falando de incentivo, mas isso é mentira. Só querem fazer cesariana”, esbraveja.
A peregrinação pelos consultórios de Campo Grande durante esta gravidez deixa a jovem mãe a um passo de desistir da busca pelo médico católico. “Vai ser minha última tentativa. Se não der certo hoje, vou procurar o menos pior. Vou ter de aceitar”.
Aparecida lembra que já discutiu várias vezes durante as consultas, mas teme que a coisa piore depois do parto.
“Vão querer impor um anticoncepcional. Já ouvi tanta coisa do tipo: deixa de ser besta, isso é coisa do passado, da época das cavernas. Só quero que respeitem o que eu acredito. Não é pedir demais, mas não existe diálogo.“Será que é esse povo que vai pagar as fraldas dos meus filhos?”, ironiza.