CAMINHO NEOCATECUMENAL: Juízos doutrinários de Padre Enrico Zoffoli à “teologia” de Kiko- Carmem




“Relembrado tudo isso, posso declarar, contra a teologia de Kiko-Carmem:

1° É falso que o homem, mesmo sofrendo as conseqüências do pecado original, não seja mais capaz de resistir ao mal e de fazer o bem: a sua liberdade e responsabilidade moral é indiscutível, contra o pessimismo luterano.

2° É falso que o demônio, por mais malvado e insidioso que ele seja, possa dominar a vontade humana a ponto de constrangê-la ao pecado, pelo que a culpa não recaísse principalmente sobre o homem.

3° É falso que o homem, com o socorro da graça, não possa nem deva lutar contra as próprias paixões, ou seja esforçar-se por corrigir-se e tender positivamente à santidade de seu estado.

4° É falso que uma verdadeira conversão comporte apenas o reconhescimento e a acusação dos próprios pecados com a esperança do perdão de Deus; e não exija, portanto, também, a contrição e o firme propósito de não pecar mais.

5° É falso que a recuperação da graça não implique aquela «justificação» que, junto, é espiaçãio do pecado, reconciliação com Deus e real regeneração da alma, que torna a gozar de sua amizade e merecer a vida eterna.

6° É falso que o homem, pecando, não ofenda verdadeiramente a Deus e não seja por isso obrigado a expiar a sua culpa, satisfazendo um grave dever de justiça.

7° É falso que Deus, exigindo tal satisfação mediante o sacrifício, seja «cruel»: Como é falso dizer que Ele não visa recuperar alguma coisa que o homem, pecando, Lhe tenha subtraído; como é falso que o homem pode prejudicar apenas a si mesmo, recusando o seu único Bem. É falso dizer que a «satisfação» a que o homem está obrigado consiste no re-afirmar o absoluto primado de Deus e a radical dependência da criatura com relação a Ele. Somente assim ela dá a Deus aquilo que é de Deus, e a si aquilo que é seu. O dever da justiça coincide com o do respeito devido à verdade ontológica de Deus e do homem.

8° É falso que la «religiosidade», fundada sobre a natureza e a razão, não seja um verdadeiro e digno culto devido a Deus qual Criador e Providência, e não seja por isso a legítima e obrigatória etapa a alcançar, necessária para que o homem chegue a adorar o «Deus vivo» da Revelação hebraica-cristã.

9° É falso que, na Igreja Católica, o sacrifício seja um resíduo da mentalidade pagã. Ela seria isso somente se Deus, a quem se o oferece, fosse um ídolo qual era concepido pela mitologia clássica: ciumento e vingativo A lei mosaica prescrevia um «sacrifício de expiação» além de outros, que para os c
elebrar Deus instituiu o «sacerdócio». Porque a Igreja não deveria tê-lo como supremo ato de culto?

10° É falso e blasfemo afirmar que Jesus, Verbo encarnado, não tenha redemido a Humanidade pecadora, expiando as suas culpas com o Sacrifício da Cruz.

11° É falso e ofensivo negar que Ele se tenha apresentado com o único e supremo Modelo de vida, e que a salvação seja possível somente para aqueles que se esforçam por imitar o seu exempio.

12° É falso ensinar que Jesus para continuar nla terra a sua mediazção salvífica e aplicar às futuras gerações os méritos de seu Sacrifício de expiação e redenção, não tenha istituído a Igreja como sociedadeà também hierárquica, ou seja visível e juridicamente organizada.

13° É falso considerar que os poderes por Ele conferidos à Igreja não sejam fundados unicamente sobre o sacramento da Ordem Sacra, ou seja, sobre o sacerdócio ministerial, essencialmente distinto do sacerdócio comum a todos os batizados.

14° É falso sobretudo pensar que o mais sublime e caraterístico ato do culto católico não seja a celebração do sacrifício eucarístico como renovação incruenta do único, perfeito e irripetível Sacrifício da Cruz. Somente morrendo Cristo redimiu il mundo, e não ressurorgindo, como apenas pela participação em sua morte o homem pode merecer a vida da alma (= a graça) hoje, e, amanhã, a rssurreição da carne.

15° É falso que a Missa não seja «O» sacrifício pr excelência, mas que seja apenas um «banquete fraterno»; é inegável em vez que este — ou seja, a Comunhão eucarística — deriva seu significato próprio e a eficácia santificante da partecipação dos fiéis no Sacrifício de Cristo, riepresentada na distinta consagraçãone do pão e do vinho, feita no altar pelo sacerdote-ministro, não pela comunidade, cuja eventual ausência não torna inválida la celebração eucarística.

16° É falso que a consagração do pão e do vinho limitam-se a conferir a estes elementos um novo significado, deixando-os essencialmente imutáveis; de fato, a consagração torna aqueles elementos o Corpo e o Sangue de Cristo em virtude do prodígio absolutamnete único da transubstanciação.

17° É falso que, após a consagração, sobre o altar teos somente sinais do Corpo e do Sangue de Cristo, e não um e outro verdadeiramente, realmente e substancialmente presentes, ou seja, a mesma Humanidade integral assumida pelo Verbo. Não adoramos “o sinal“, mas o Significado; não o “símbolo” de Cristo, mas a sua própria Pessoa divina.

18° É falso que a Comunhão eucarística não exija a Confissão sacramental dos pecados mortais ou que, ainda, seja suficiente um ato de contrição perfeita para recebê-la dignamente…; e é também falso afirmar que não é o sacerdote-confessor, mas a comunidade que reconcilia o pecador com Deus.

19° É falso que Deus per
doa e salva todos: perdoa somente a quem se arrepende de tê-lo ofendido; e se salva somente quem, correspondendo à sua graça, morre em paz com Ele. O inferno é realíssimo tanto quanto é possível a obstinação do pecador que morre no estado de impenitência final.

20° É falso que não devemos imitar as virtudes de Cristo e tender à santidade, possíveis através do exercício de uma ascese, prática voluntária dos conselhos evangélicos. A purificação interior que a segue é indispensável para evitar o purgatório.


Fonte:http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cartas&subsecao=neocatecumenato&artigo=20040802210016&lang=bra