Mais uma vez Aparições de Medjugorje Condenada pelo Bispo Diocesano

Med

ROMA, 01 Mar. 17 / 07:00 pm (ACI).- Dom Ratko Peric, Bispo de Mostar-Duvno, a Diocese na Bósnia-Herzegovina que inclui Medjugorje, manifestou em um artigo a sua opinião sobre o que está acontecendo em sua jurisdição, escreveu que “a Virgem Maria não apareceu em Medjugorje” e explicou uma série de pontos para justificar a sua afirmação.

O Prelado fez esta declaração duas semanas depois que o Papa Francisco nomeou Dom Henryk Hoser, Arcebispo-Bispo de Warszawa-Praga (Polônia), como “enviado especial” a Medjugorje com um objetivo pastoral.

Em um longo artigo, Dom Peric falou sobre as supostas aparições, não reconhecidas oficialmente pela Igreja Católica e cuja história começou em 1981neste povoado da antiga Iugoslávia, onde seis crianças disseram que viram a Virgem Maria.

O então sacerdote Tomislav Vlasic, atualmente retirado do estado clerical, se apresentou como o diretor espiritual dos “videntes” e assinalou que a Virgem os visitou pelo menos 40 mil vezes.

O Bispo de Mostar-Duvno, que em 2009 proibiu os párocos de promover estas “aparições”, recordou as investigações realizadas pela Igreja local e pela Santa Sé, desde o principio, entre 1982 e 1984 por uma comissão diocesana de Mostar, até o estudo encomendado pela Comissão da Congregação para a Doutrina da Fé entre 2010 e 2014 e a valorização da mesma congregação entre 2014 e 2016, estabelecida por Bento XVI.

“Acreditamos que tudo foi entregue nas mãos do Papa Francisco”, expressou e acrescentou que “a posição da cúria ao longo deste período foi clara e firme: não se tratam de verdadeiras aparições da Santíssima Virgem Maria”.

O Prelado indicou que, “embora muitas vezes se tenha dito que as aparições dos primeiros dias poderiam ter sido autênticas e que mais tarde seria acrescentada uma superestrutura por outras razões, na prevalência de não religioso, esta Cúria também promoveu a verdade a respeito destes primeiros dias” . Além disso, sempre procurou “informar à Santa Sé, especialmente aos Sumos Pontífices João Paulo II, Bento XVI e Francisco”.

Nesse sentido, a fim de apoiar a sua posição, o Bispo de Mostar-Duvno apresentou no texto “sucintamente uma série de pontos inerentes aos primeiros dias das ‘aparições’, pelas quais estamos profundamente convencidos do que afirmamos”.

Em relação ao primeiro ponto, o texto advertiu que era “uma figura ambígua”; uma figura feminina que “se comporta de maneira muito diferente da verdadeira Virgem”. “Ri de maneira estranha, desaparece diante de certas perguntas e depois volta; obedece aos ‘videntes’” e “não se sabe exatamente por quanto tempo aparecerá”, indicou.

Além disso, um dos videntes, Ivan Dragicevic, disse que percebeu no primeiro dia “um tremor” nas mãos da aparição. “Qual tremor? Tal percepção pode suscitar não só uma forte suspeita, como também uma profunda convicção de que não se trata de uma aparição verdadeira da Virgem Maria, mesmo que algumas pessoas digam que apareceu como tal no quarto dia”, indicou.

O Bispo também disse que as mensagens de Medjugorje são “estranhas”, porque “não há um objetivo nestas aparições, não se justifica a aparição, não foi deixada alguma mensagem específica para os ‘videntes’ e para os frades, além do convite a acreditar em toda a aparição, nem para os fiéis da paróquia ou para o mundo”.

Além disso, Dom Peric critica que tenha dito aos “videntes” que aparecerá quantas vezes eles quiserem.

Do mesmo modo, disse que, de acordo com investigações, ocorreu uma “coisa muito inusitada e grave: a aparição permite não só que alguns da multidão pisoteiem o seu véu estendido na terra, mas também que toquem o seu corpo”.

“Tais histórias de tocar o corpo da Virgem, seu vestido, de poder pisar no seu véu geram em nós uma sensação e convicção de que se trata de algo indigno, inautêntico e escandaloso. Aqui não entra a Virgem Católica!”, expressou.

Dom Peric disse que, “tendo em conta tudo o que foi examinado e estudado por esta Cúria diocesana, inclusive o estudo dos primeiros sete dias das pressupostas aparições, pode-se afirmar pacificamente: A Vigem não apareceu em Medjugorje! Esta é a verdade que sustentamos e cremos na palavra de Jesus, segundo a qual a verdade nos fará livres”.

Em uma carta de maio de 1998, a Congregação para a Doutrina da Fé, o então secretário Cardeal Tarcisio Bertone, respondeu algumas perguntas de Dom Gilbert Aubry, Bispo de Saint-Denis de la Réunion (França), a respeito da posição da Santa Sé e de Dom Peric sobre as aparições, peregrinações e trabalho pastoral com os fiéis que vão à Medjugorje.

O Purpurado disse que, em relação à credibilidade das aparições, o dicastério respeita o que disseram os bispos da antiga Iugoslávia na Declaração de Zadar, em 1991, de que “com base na investigação realizada, não é possível estabelecer que houve aparições ou revelações sobrenaturais”.

Do mesmo modo, sobre a posição de Dom Peric contrária às supostas aparições em Medjugorje, o Cardeal Bertone disse que “deveria ser considerada a expressão da convicção pessoal do Bispo de Mostar, que tem o direito de expressar como Ordinário do lugar, mas que é e continua sendo a sua opinião”.

Atualmente, o Papa tem em suas mãos o relatório da Comissão de Investigação sobre Medjugorje presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, nomeada durante o pontificado de Bento XVI para investigar este assunto. O relatório concluiu seu processo na Congregação para a Doutrina da Fé e agora aguarda a decisão de Francisco.

Fonte: https://www.aciprensa.com/noticias/obispo-local-se-pronuncia-sobre-autenticidad-de-apariciones-de-la-virgen-en-medjugorje-1119

‘Não arrependo’, diz prefeito que quer tirar páginas didáticas com união gay

Segundo executivo, medida foi para resolver problema em Ariquemes (RO).

‘Fui pautado pela vontade dos ariquemenses’, explica Thiago Flores.

Ana Claudia Ferreira e Jeferson CarlosDo G1 Ariquemes e Vale do Jamari

Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)

O prefeito Thiago Flores (PMDB), que determinou a retirada de páginas de livros didáticoscom casamento entre homossexuais, disse que não se arrependeu da decisão em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Em entrevista ao G1, Flores afirma que a medida adotada é para resolver um problema criado na administração passada, quando os livros foram totalmente recolhidos e proibidos nas escolas.

“Na minha gestão, a prefeitura adotou a medida de distribuir o material didático, após a supressão das páginas com ideologia de gênero e evitar mais prejuízo no aprendizado dos alunos. Não me arrependo dessa atitude. Fui pautado pela vontade dos ariquemenses. O assunto foi discutido amplamente pela população, que pediu a retirada do conteúdo sobre diversidade familiar, como casamento e adoção de crianças por homossexuais dos livros escolares do ensino fundamental. Minha decisão foi participada com todos e não tomada dentro do meu gabinete”, esclarece.

Após o anúncio da supressão de páginas com conteúdos envolvendo diversidade familiar, o caso ganhou repercussão nacional e dividiu opinião dos internautas. Alguns usuários aprovaram a medida do executivo, enquanto outros afirmaram se tratar de homofobia.

Livro vetado mostra foto de 1° casal gay a adotar criança no  Brasil (Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)
NOTA DO “SENSUS FIDEI”:
Ressaltamos, com relação à matéria em pauta, um detalhe não menos relevante apesar de diminuto. Nos referimos à estratégia da manipulação da linguagem. A nós católicos – porque às leis natural e divina – não existem “casais homossexuais”, uma vez que não há casamento além do de um homem e uma mulher cientes e concordes de sua condição natural. Como não existe ainda a suposta “diversidade familiar”, dado que a Família, instituição divina derivada do Matrimônio, comporta um único modelo, a ratificar, o de um pai, uma mãe e filhos, biológicos ou adotivos. O que passar disto é usurpação. Assim que advertimos a que estejamos atentos, ao nos pronunciarmos por quaisquer meios, evitando a incorreção de conceitos, ainda que seja por uma simples palavra.
Créditos: Frei Zaqueu

“O que tenhas que fazer, faze-o logo”

pope-fatima-1

MARCELO GONZÁLEZ

tradução frei zaqueu

 

E após o bocado (a Eucaristia), nesse momento, entrou nele Satanás.

Jesus então lhe disse: “O que tenhas que fazer, faze-o logo”.

João XIII, 27

Estamos vivendo um tempo de esperança.

O leitor habitual talvez possa surpreender-se. A Esperança é uma virtude sobrenatural que sustenta nosso desejo de ir ao céu e alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, todos os momentos da história são de esperança.

Mas afastando-nos de certo modo da definição estritamente teológica, ainda que sustentados por ela, se pode falar da esperança em sentido mais humano: há etapas da cristandade de grandes triunfos. Para nós tudo isso pertence ao passado. Há séculos, a Igreja e a ordem social cristã vão retrocedendo, até chegar, nas últimas décadas à beira do abismo.

Sempre nos sustenta a Esperança sobrenatural, mas uma coisa é essa Esperança em si e outra encarnada nos fatos históricos, como por exemplo antes e depois da batalha de Lepanto. Antes era, talvez mais puramente, sobrenatural. Em seguida se converteu na prova tangível do poder de Deus para dirigir a história em um sentido contrário ao que todos previam, normalmente concedendo estes triunfos quando as causas segundas, isto é, o que o homem faz para alcançá-los, movem sua Misericórdia e lhe dão a vitória.

Aprofundando o vastíssimo tema que expõe Fátima, nestas vésperas do centenário, se tem a impressão de que os católicos em geral, os bons e fiéis, conhecem somente de um modo superficial o que ali se iniciou. E para muitos é uma devoção a mais. Mas não é assim.

Quanto mais se aprofunda, mais se adverte que Fátima é a inauguração dos tempos finais da história. Inclusive se em La Salette as profecias foram cruéis e explícitas: “Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo”. Fátima, cuja mensagem pode suspeitar-se hoje com fundamentos não ter sido completamente revelada, foi, sim, ratificada pela santidade extraordinária dos videntes (extraordinária inclusive se se a compara com os santos de toda a história no caso das crianças), pela certeza de suas profecias, pelo papel que tem tido como advertência para evitar a crise final da Igreja (a mensagem devia revelar-se em 1960) e pelo que ainda não se cumpriu, mas que no texto que irmã Lúcia nos deixou fica em forma assertiva: “Finalmente meu Coração Imaculado Triunfará”.

Promessa não condicionada. Como não foi condicionada a promessa de realizar o grande milagre, o do Sol, em outubro de 1917, ante crentes e incrédulos, piedosos e ímpios. Visto por dezenas de milhares de pessoas, em um raio de mais de 50 kms. Em torno da Cova da Iria.

Certamente, os milagres devem merecer-se. Nosso Senhor os realizou somente a pedido dos que humildemente podiam recebê-los ou por sua própria vontade, quando as multidões de pecadores punham sua esperança nesse extraordinário profeta que logo descobriram era o Messias, o Filho de Deus Vivo. “Tua fé te salvou”. “Vai e não peques mais”. Não realizou milagres ante Herodes, nem ante Pilatos nem muito menos ante os fariseus ao pé da Cruz.

Vivemos a Crucificação da Igreja. Se espera sua Ressurreição ainda que exista muitos momentos terríveis, sem dúvida, pelos que temos de atravessar.

Hoje, os planos de destruição da Igreja estão postos em xeque por diversas circunstâncias que pareciam impensáveis há alguns anos atrás. Tão impensável como que chegasse ao pontificado um personagem tão particular como Bergoglio. A quem curiosamente, em Buenos Aires, muitos católicos apodavam “Judas”, para escândalo de outros muitos.

Hoje esta impressão de um Bergoglio-Judas se tem estendido a todo o mundo. Não é só o pânico que reina na Santa Sé entre os membros dos dicastérios e comissões, de alto e de baixo nível. É também a espionagem (já praticada com frequência em Buenos Aires) dos professores das distintas universidades de Roma que devem alinhar-se sem reservas com a orientação de Amoris Laetitia, a grande pedra com a que tem tropeçado Francisco.

Os mesmos jornalistas, até as agências internacionais, que costumam guardar notável silêncio sobre estes temas, lamentam o destrato e a censura das preguntas que “não são amigáveis”, ou seja, as que se referem ao katejon, ao grande obstáculo para o triunfo da doutrina kasperiana com a que Francisco se tem embandeirado, exposto tão simplesmente por uns cardeais.

Que causou esta soçobra em Francisco e em seu entorno de confiança que o levou a dizer coisas impensáveis, como que os que se empenham em manter a doutrina tradicional e quem os apoiam são espiritualmente “coprófagos”. Sim, já o sabemos: as dubia dos quatro (ou seis, ou trinta segundo os últimos dados) cardeais que apoiam o direito de colocá-las e a necessidade de respondê-las.

Por que não respondê-las e já? Para que gastar tanta energia em insultar a quatro cardeais que pedem esclarecimentos doutrinais? Para que assinalar-lhes tão grosseiramente na imprensa mundial? Para que dedicar-lhes todo o discurso do Papa à Cúria Romana destes dias com motivo do fim de ano, que nesta ocasião se centrou exclusivamente na “resistência” a suas mudanças definida como uma tentação do Demônio?

O motivo é simplíssimo, como o é o Evangelho. Se Francisco responde no sentido kasperiano, fica exposto a ser declarado herege formal. Se responde em sentido tradicional, seus promotores e mantenedores o abandonariam à sua sorte. Os poderes do mundo, com os que tão bem se leva, não lhe perdoariam um passo atrás, nem por razões estratégicas. Talvez ele mesmo, ainda que pudesse, não estaria disposto a dá-lo.

Francisco está entre a espada e a parede.

Quanto mais demore em responder, maior será o poder da oposição a seus desvarios doutrinais. Mais tempo terão as forças conservadoras e tradicionais para articular uma pressão insuportável. O Card. Burke, com sua habitual serenidade, tem dito que considera conveniente fazer uma “correção fraterna” (apresentar um documento assinado por – quantos? – cardeais e bispos corrigindo os erros doutrinais de sua Exortação Apostólica e convidando-o a retratar-se deles. E também que o tempo adequado seria o de Epifania. Isto é, se lhe sugeriu um ultimatum.

A rejeição desta correção produziria um efeito jurídico. O papa Francisco passaria da heresia material à heresia formal, segundo a opinião dos mais respeitados doutores da Igreja através da história. Em seguida vem uma instância ainda discutida. Deve ser deposto? Deve se declarar sua renúncia ao ofício petrino por causa de sua heresia e como tal estabelecer que a Sede ficou vacante e proceder à eleição de outro papa? São as opiniões mais comuns dos doutores. O Card. Burke tem dado a entender que apoia a segunda opinião: deve se deixar o governo da Igreja em mãos de quem habitualmente substitui o Papa durante a transição da Sede Vacante.

Quem podia imaginar um conjunto de cardeais dizendo publicamente estas coisas apenas uns meses atrás? Esta novidadeira intrepidez –bendita seja!- se faz presente apenas a poucos meses do centenário de Fátima. Os tradicionalistas tem reclamado, ao menos a correção fraterna, desde há décadas, sobre matérias doutrinais gravíssimas.

A visão do Segredo de Fátima nos fala de dois bispos. Um que parecia ser o papa, outro que o era. Um deles é morto pelos inimigos da Igreja enquanto caminha pelas ruínas de uma cidade, em meio de cadáveres de clérigos e fiéis. Dois anjos proclamam a necessidade de “Penitência” três vezes, enquanto recolhem em distintos cálices o sangue dos mártires que procede dos braços de uma tosca cruz.

“Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará. O papa consagrará a Rússia, que se converterá. Será dado ao mundo um certo tempo de paz”.

Estamos entrando por fim nesse momento? Eu creio que sim. E isso é um motivo de alegria e esperança. Se para chegar a ele, como para chegar à Redenção, é necessário que alguém entregue Cristo às mãos de seus inimigos (algo que vem sucedendo há muito, mas mais claramente agora), e esse agente do mal é Francisco, “o que deva fazer, que o faça logo”. Se pelo contrário, sua retratação e seu retorno ao caminho da fé fosse um milagroso desígnio de Deus, e o motivo para que sofresse o martírio, também rogamos que faça logo o que deva fazer.

Esclarecimento. Os leitores inadvertidos podem pensar que estes fatos referidos são vaticanofição. Cada afirmação tem fundamento em notícias comprovadas. A imprensa em geral e a TV em particular, formadora da agenda das “coisas que passam”, tem guardado astuto silêncio sobre estes temas, ou os trata superficialmente com um olhar ignorante ou tendencioso. Os fatos, não obstante, parecem iminentes.

_______________

Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/lo-que-tengas-que-hacer-hazlo-pronto

Tradução: Fr. Zaqueu

Os acontecimentos da Véspera de Ano Novo europeia que a imprensa não contou

choque-muslima-no-metro

Nota do tradutor: Ontem falávamos, ao traduzir a matéria sobre um incidente na Áustria envolvendo uma senhora cristã e um muçulmano, em um centro de refugiados, que o emblemático fato era a “ponta do iceberg”. Vemos por esta outra notícia que, não só a “ponta” já não é mais tão pequena como seus efeitos já se fazem sentir em diversas “embarcações”. O que, do conjunto, seja talvez a maior causa de indignação é o cinismo de uns guiando a (por demais) ignorância de outros. Neste e em muitos atos hodiernos já se faz nítida a cegueira e completa deturpação da realidade. Parece que os anjos nos cegaram e poucos, cada vez menos, são os que ainda conseguem ver a porta de saída.

Gaceta.es

5 janeiro, 2017

Gritos de ‘Alá é grande’ nas imediações da igreja mais antiga de Dortmund, incidentes e presença policial… A grande notícia é que não tenha sido notícia: isso diz mais do estado da Europa que cem capas nos periódicos mais prestigiosos do continente. 

Carlos Esteban/ La Gaceta

Tradução Frei Zaqueu

A primeira vez, o ano passado, Governo, polícia e grandes meios se conjuraram na Alemanha em uma intensão de ocultar que, durante as celebrações de rua de Véspera de Ano Novo em várias grandes cidades do país, tinham sido cometidos centenas de delitos sexuais protagonizados pelos recém chegados -os supostos ‘refugiados’ procedentes do Oriente Médio e da Alemanha que tão amavelmente havia convidado Ângela Merkel a instalar-se na Alemanha- e sofridos por mulheres nativas. Só a insistência de inumeráveis testemunhas nas redes sociais obrigou a imprensa e polícia, dias depois, a reconhecer o deslize e pedir perdão.

Este ano não fez falta nenhuma censura ou complô: informou, o meio que o fez, como an passant e com certa indiferença, sem semear a universal indignação do ano passado. Como queria o primeiro ministro francês, Manuel Valls, com o terrorismo, a Europa parece estar crendo na ideia de que esta explosão de assaltos sexuais por parte dos imigrantes recentes é ‘a nova normalidade’, uma tradição a mais destas entranháveis festas.

Falando da França, a notícia oficial sobre a noite foi que “transcorreu sem incidentes dignos de menção” (Ministério dol Interior: “La nuit de la Saint-Sylvestre s’est déroulée sans incident majeur”), uma forma que há pouco soaria irônica para descrever uma madrugada na que se queimaram mais de mil carros e se detiveram 454 pessoas, apesar de uma presença militar -100.000 soldados nas ruas- própria de um país ocupado.

Mas o prato forte da noite se serviu na Alemanha e em sua vizinha Áustria, em que pese os precedentes e o estado de alerta das autoridades.  Em Viena, a cidade que se decantou pelo pró-imigracionista Alexander van Bellen na recente repetição das eleições presidenciais, os serviços de emergência se viram colapsados por chamadas de todo o país informando de numerosos assaltos sexuais cometidos, em repetida descrição, por homens de cor escura e frequentemente barbados.

A celebração mais animada se deu na cidade alemã de Dortmund, onde, relata Breitbart uma multidão de mais de uma centena de homens, ao repetido grito de “Alahu Akbar!”, lançaram foguetes de pirotecnia à polícia e queimaram o teto da igreja mais antiga da Alemanha, São Reinaldo. Uma vez mais, a noite foi descrita como “tranquila” no informe policial e como “normal” por um porta-voz da Prefeitura. E isso resulta mais alarmante que se tivessem exagerado a gravidade.

« #Silvester in #Dortmund: Syrer feiern den Waffenstillstand in ihrem Land. pic.twitter.com/Yxom6nY5QC

— Peter Bandermann (@RN_Bandermann) 31 de dezembro de 2016 »

O diário local Ruhr Nachrichten informou que um grupo de “ao menos cem jovens homens” começaram a lançar foguetes contra uma multidão de visitantes entre as que se encontravam famílias com crianças. Quando a polícia lhes advertiu que deixassem de fazê-lo, os alegres celebrantes dirigiram seus projéteis contra as próprias forças da ordem. Mas o politicamente correto ficava a salvo. O citado cabeçalho falava, ao mesmo tempo, postava na rede social Twitter um vídeo com o título “Sírios celebram a trégua em seu país”, ainda que qualquer que o visse poderia comprovar se tratar de um grupo que portava bandeiras da Al Qaeda e de guerrilhas aliadas ao ISIS na zona ao repetido grito de “Alahu Akbar!”.

Não deixa de ser curioso que a igreja atacada e parcialmente incendiada pelo grupo de imigrantes citados, São Reinaldo, foi protagonista de uma recente notícia que, esta sim, suscitou a indignação da opinião pública ao ser ocupada por um grupo identitário em protesto contra a islamização do país no mês passado. Seu pastor, Friedrich Stiller, denunciou o ato como “uma clara provocação dos neonazistas”, o que ocasionou que os responsáveis do programa de ‘desradicalização’ da cidade, com um saldo de 50.000 euros anuais, exigissem mais fundos.

Em Colônia, protagonista do grosso dos ataques do ano passado, esta Véspera de Ano Novo conseguiu reduzir significativamente o número de assaltos graças a uma enorme presença policial, que realizou numerosas detenções, só para ser atacados na imprensa por representantes políticos por “discriminação”.

__________

Fonte: http://infovaticana.com/2017/01/05/los-sucesos-la-noitevieja-europeia-la-prensa-no-ha-contado/

Tradução: Fr Zaqueu

O Cardeal Burke está fora da Congregação para o Culto Divino na nova composição de seus membros

Misericordiae Vultus aplicada

burke

Roma – 23 nov, 2016 – O ofício do Vaticano que lida com assuntos relacionados com as práticas litúrgicas da Igreja Católica confirmou que o Papa Francisco decidiu não renovar os termos de vários de seus bispos-membros, muitos dos quais são conhecidos por inclinar-se a uma prática mais tradicionalista da liturgia.

O Papa Francisco tinha nomeado 27 novos bispos para servir como membros da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em 28 de outubro. Mas o anúncio das nomeações não deixou claro se os termos dos membros anteriores tinham sido renovados.

A congregação já postou uma lista completa de seus membros atuais em seu site . A lista deixa claro que o papa não quis renovar os termos de 16 membros da congregação, incluindo o do EUA, Cardeal Raymond Burke, o cardeal australiano George Pell, e o chefe da Congregação do Vaticano para os Bispos, cardeal canadense Marc Ouellet.

Cada uma das congregações do Vaticano é composta por membros Cardeais e Bispos, que viajam frequentemente a Roma para ajudar nos ofícios em seu trabalho.

A confirmação da congregação sobre a composição de seus membros atual foi relatada pela primeira vez por The Tablet . De acordo com a lista on-line, a congregação tem agora 40 membros. Ele já tinha tido 31.

Fonte: https://augustobezerra.wordpress.com/2016/11/23/o-cardeal-burke-esta-fora-da-congregacao-para-o-culto-divino-ed1/

E a Carruagem não voltou a ser Abóbora

abobora

“…No Ano do Jubileu, aos fiéis que por variados motivos frequentam as igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X, tinha-lhes concedido receber válida e licitamente a absolvição sacramental dos seus pecados.[16] Para o bem pastoral destes fiéis e confiando na boa vontade dos seus sacerdotes para que se possa recuperar, com a ajuda de Deus, a plena comunhão na Igreja Católica, estabeleço por minha própria decisão de estender esta faculdade para além do período jubilar, até novas disposições sobre o assunto, a fim de que a ninguém falte jamais o sinal sacramental da reconciliação através do perdão da Igreja.”

( Papa Francisco, na Carta Apostólica Misericordia et Misera )

****

Também, nesta mesma Carta, o papa resolve deixar permanente o privilégio concedido no jubileu dos padres darem absolvição em casos de Aborto, sempre, em tempo comum, reservado aos bispos:

Cidade do Vaticano, 21 nov 2016 (Ecclesia) – O Papa Francisco anunciou hoje a decisão de alargar definitivamente a faculdade de absolvição de quem praticou o aborto a todos os sacerdotes, mantendo assim a prática do Ano Jubilar da Misericórdia que se concluiu este domingo.

“Para que nenhum obstáculo exista entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto”, escreve, no número 12 da carta apostólica ‘Misericórdia e Mísera’, divulgada esta manhã pelo Vaticano.

Francisco precisa que aquilo que concedera a todos os padres, de forma limitada ao período jubilar, fica agora “alargado no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário”.

“Quero reiterar com todas as minhas forças que o aborto é um grave pecado, porque põe fim a uma vida inocente; mas, com igual força, posso e devo afirmar que não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir, quando encontra um coração arrependido que pede para se reconciliar com o Pai”, explica.

O Papa espera que os sacerdotes católicos sejam “guia, apoio e conforto no acompanhamento dos penitentes neste caminho de especial reconciliação”.

A prática do aborto implica, segundo o Direito Canónico, a excomunhão ‘latae sententiae’ (automática), exigindo até agora a confissão ao bispo (ou os padres a quem o bispo desse essa faculdade) para a remissão da pena.

Francisco decidiu ainda manter o serviço dos “Missionários da Misericórdia”, mais de mil sacerdotes de vários países, incluindo Portugal, que foram enviados no ano santo extraordinário (dezembro 2015-novembro 2016) para promover o perdão dos pecados.

“Desejo que permaneça ainda, até novas ordens, como sinal concreto de que a graça do Jubileu continua a ser viva e eficaz nas várias partes do mundo”, adianta o Papa.

A carta anuncia também que os fiéis que assim o desejarem podem continuar a confessar-se nas igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X, um gesto explicado com o desejo de restabelecer “a plena comunhão na Igreja Católica”.

O pontífice argentino pede a todos os padres que se preparem com “grande cuidado” para o ministério da Confissão, acolhendo cada pessoa com misericórdia e comunicando o amor de Deus.

“Isto requer, sobretudo por parte do sacerdote, um discernimento espiritual atento, profundo e clarividente, para que toda a pessoa sem exceção, em qualquer situação que viva, possa sentir-se concretamente acolhida por Deus”, escreve.

Francisco deseja uma redescoberta do “ministério da reconciliação”, particularmente valorizada em iniciativas como as ‘24 horas para o Senhor’, na Quaresma.

“Que a ninguém sinceramente arrependido seja impedido de aceder ao amor do Pai que espera o seu regresso e, ao mesmo tempo, a todos seja oferecida a possibilidade de experimentar a força libertadora do perdão”, apela.

A nova carta apostólica propõe ainda iniciativas para a valorização da Bíblia na vida dos católicos, sugerindo às comunidades que escolham um domingo do ano litúrgico para “renovar o compromisso em prol da difusão, conhecimento e aprofundamento da Sagrada Escritura”.

‘Misericordia et misera’ foi assinada publicamente este domingo, na Praça de São Pedro, após o final da Missa que encerrou o Jubileu da Misericórdia, 29.º Ano Santo na história da Igreja Católica.

Dalai Lama para o “Grito dos Excluídos”, 2017, Que Tal?

1znaj3p

Dalai Lama não é convidado para Assis: “Uma pena, eu teria ido de bom grado”

O espírito de Assis é sempre inclusivo, mas, desta vez, excluiu o Tibete. A 30 anos exatos da intuição profética de Wojtyla, que reuniu por primeiro na cidadezinha daÚmbria os maiores líderes religiosos do mundo, incluindo o Dalai Lama, foi celebrada, na manhã dessa terça-feira, uma iniciativa semelhante pela paz. Desta vez, porém, o homem que encarna o líder espiritual do budismo tibetano não esteve lá.

A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada no jornal Il Messaggero, 20-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ele não foi convidado. O Dalai Lama, nestes dias envolvido em um ciclo de conferências entre Paris e Estrasburgo, anunciou que “teria ido de bom grado”, mas que ninguém, nem da Comunidade de Santo Egídio, promotora da iniciativa, nem do Vaticano, fez qualquer convite. Desatenção? O monge budista Tseten Chhoekyapa, estreito colaborador do Dalai Lama para a Europa, desfez a questão com poucas palavras e muita amargura. “As razões? Peçam as explicações ao Vaticano ou à Santo Egídio.”

Sim, porque a presença do Dalai Lama teria sido bastante complicada, enquanto a diplomacia do papa está envolvida em uma negociação muito delicada com o governo dePequim para a normalização das relações com a Igreja Católica clandestina.

O processo

Um dossiê emaranhado aberto desde que Mao tomou o poder e rompeu as relações com a Santa Sé, provocando, progressivamente, um enrijecimento das posições, até verdadeiras perseguições contra os católicos. Com o tempo, a situação melhorou, e agora, com o Papa Francisco, entreveem-se frestas concretas de distensão e de diálogo com o governo chinês.

O convite ao Dalai Lama provavelmente teria explodido o banco das negociações. Arealpolitik só podia prevalecer, e assim, na tarde dessa terça-feira, em Assis, o papa, diante do túmulo de São Francisco, assinou uma declaração de paz com islâmicos, xintoístas, ortodoxos, anglicanos, budistas (japoneses), mas não com os tibetanos.

Não importa se as relações da Anistia Internacional não deixam dúvidas sobre o assédio que sofre esse povo por parte da ocupação chinesa em diante. Números de dar calafrios. Desde 2009, 200 monges puseram fogo em si mesmos em protesto. A Anistia Internacional fala de “genocídio tibetano”, também por causa do um milhão de pessoas desaparecidas em décadas de ocupação.

O Dalai Lama, nestes dias, lançou um apelo às instituições europeias, implorando uma maior proteção (provocando imediatamente a reação de Pequim, que ameaçou retaliações à União Europeia) e pedindo apoio para um Tibete com um alto grau de autonomia dentro da China.

Mas, em Assis, a Comunidade de Santo Egídio convidou apenas o venerávelMorikawa Koei, líder dos budistas japoneses, recentemente recebido também em audiência pelo Papa Francisco.

No entanto, “eu sempre acolhi de bom grado os convites do papa, começando em 1973”, comentou o Dalai Lama. Paulo VI foi o primeiro a recebê-lo no Vaticano. Em 2014, em Roma, foi organizado um encontro de todos os prêmios Nobel da Paz, mas, também naquela ocasião, não chegou nenhum convite ao Dalai Lama.

O Papa Francisco, no entanto, algum tempo depois, disse que o admirava muito, mas que não era habitual para o protocolo receber os chefes de Estado ou os líderes daquele nível quando participam de uma reunião internacional em Roma.

“De qualquer forma – acrescentou Francisco, respondendo aos jornalistas – não é verdade que eu não recebi o Dalai Lama porque tenho medo da China. Nós estamos abertos e queremos a paz com todos. O governo chinês é educado, nós somos educados. Fazemos as coisas passo a passo. Eles sabem que estou disposto a recebê-los ou a ir lá, na China. Eles sabem disso.”

Pequim vale uma missa, sim.

Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/560270-dalai-lama-nao-e-convidado-para-assis-uma-pena-eu-teria-ido-de-bom-grado

Governando por Decreto? Mais um, entre tantos, Motu Proprio de Francisco

papa-francisco-2

Secretum Meum Mihi, 15 de setembro de 2016

Tradução: Carlos Wolkartt – Renitencia.com

O Papa Francisco publicou hoje um novo Motu Proprio, De concordia inter Codices, com o qual são alteradas algumas normas do Código de Direito Canônico. Os meios de comunicação em massa estão destacando sobretudo o artigo 9º do documento, que introduz a reforma do cânon 1112, permitindo aos bispos, com voto prévio favorável da Conferência Episcopal e obtenção de licença da Santa Sé, delegar a leigos a assistência dos matrimônios.

A nós, o que chamou a atenção foi o abundante número de cartas em forma de Motu Proprio que Francisco publicou em seus 3 anos e meio de pontificado. Seu antecessor, Bento XVI, para servir de comparação, emitiu apenas 13 Motu Proprios, ao passo que Francisco publicou 17 até agora, o que mostra uma circunstância um pouco incompreensível tendo em conta a “sinodalidade” enfatizada desde o início de seu pontificado (para não ir muito longe, a última página da edição diária em italiano de L’Osservatore Romano de hoje apresenta um artigo sobre o “primado e a sinodalidade” no diálogo entre católicos e ortodoxos).

A definição de Motu Proprio, segundo a Enciclopédia Católica, diz o seguinte (grifos nossos):

“Nome dado a certos escritos papais devido à cláusula motu proprio (por sua própria vontade) usada no documento. Essas palavras significam que as provisões do escrito foram decididas pessoalmente pelo Papa, ou seja, sem o conselho dos cardeais ou outro, por razões que ele mesmo considerou suficientes. Geralmente, o documento tem a forma de um decreto; em seu estilo, assemelha-se mais a um Breve do que a uma Bula, mas difere de ambos especialmente por não ser selado ou referendado.”

Advogada revela quem são os padres que teriam ‘armado’ contra Dom Aldo

allldoooo

A advogada Laura Berquó apontou ontem (17) os padres Luiz Antônio de Oliveira, Marcondes Meneses e outros três que não nominou como responsáveis pela “armação” que teria levado Dom Aldo Pagotto a renunciar ao cargo de Arcebispo da Paraíba. A ‘armação’ dos padres, todos de João Pessoa, consistiria em montar denúncias ou espalhar boatos nos quais o ex-arcebispo é acusado, entre outros atos, de proteger padres pedófilos, perseguir movimentos sociais, maltratar pessoas pobres e bajular ricos e poderosos do Estado.

“Padre Luiz Antônio, Padre Marcondes e mais três pelo menos deveriam assumir para a comunidade católica a armação contra Dom Aldo. Seria mais digno e mais másculo, digamos assim”, escreveu Laura no blog Epa Hey! (epahey2015.blogspot.com.br), sugerindo ainda que um deles seria o verdadeiro autor de carta – já publicizada – na qual uma paroquiana revela episódios de assédio sexual e envolvimento homossexual de Dom Aldo durante o período em que esteve à frente da Arquidiocese.

“Padre que diz ter feito opção pelos pobres não é homem em assumir que manda os outros assinarem cartas (pessoas que nem sabem direito do que se trata)”, afirma a advogada, presumivelmente referindo-se ao documento assinado por Mariana José Araújo da Silva, que está sendo processada por Dom Aldo na Justiça por ter feito a carta onde constam acusações ao ex-arcebispo de assediar jovens e manter relacionamentos homossexuais. A carta, já conhecida do público, seria peça importante do processo interno e sigiloso instaurado pelo Vaticano para investigar Dom Aldo.

“Eu fiquei chocada como a Igreja que se diz tão aberta sob o papado de Francisco, preocupado com a opinião pública, é incapaz de mudar o processo canônico e permitir que sacerdotes tenham direito à defesa. Papa Francisco, o senhor subiu muitos pontos com a renúncia de Dom Aldo. A mídia internacional, já preparada para divulgar a renúncia de Dom Aldo (como pedófilo e homossexual) já aguardava a ‘grande limpeza’ que seu heroico papado preparava. Só que o senhor deveria era se envergonhar de usar uma pessoa que não teve defesa como boi de piranha”, disse Laura Berquó em outra postagem sobre o mesmo assunto.

Padre nega complô, mas admite e explica divergências

Procurado por este blogueiro, o Padre Luiz Antônio negou veementemente que ele, o Padre Marcondes e outros tenham planejado, participado ou executado qualquer trama, complô ou conspiração contra Dom Aldo. Admitiu, contudo, que ele e a maioria dos componentes tanto do Colégio de Consultores quanto do Conselho Presbiteral bem como vários outros padres de toda a Arquidiocese abriram sérias divergências com o então arcebispo. Principalmente a partir do momento em que o chefe da Igreja Católica na Paraíba, segundo o padre, passou a desconsiderar critérios estabelecidos pela própria Igreja para acolher candidatos à formação pelo Seminário Arquidiocesano.

Além de não ter observado tais critérios (que primavam pelo rigor na análise da vida pessoal e religiosa dos candidatos ao seminário), Dom Aldo teria enviado a outras dioceses, para serem ordenados, seminaristas que não foram aprovados pelo Conselho Presbiteral da Arquidiocese da Paraíba e no ano seguinte teria ordenado diáconos sem escutar aquele colegiado, pois sabia que alguns candidatos não seriam aprovados no escrutínio do Conselho. Esse fato gerou grande tensão, observa Padre Luiz Antônio.

Ele assegura ainda que os problemas com Dom Aldo não se resumem às denúncias sobre pretensas questões de conduta moral, como foi propalado. Lembrou que desde a chegada à Paraíba no ano de 2004, Dom Aldo protagonizou diversos episódios de maus-tratos a padres, a pessoas humildes, entrou em conflito com movimentos pastorais e sociais, defendeu publicamente o trabalho infantil e, ao mesmo tempo, expoentes políticos que estivessem no exercício do poder.

Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, do Altiplano, Padre Luiz Antônio acredita que as denúncias contra o agora Arcebispo Emérito avolumaram-se com as Visitas Canônicas à Arquidiocese da Paraíba, feitas por um bispo e um arcebispo, ocorridas em agosto de 2013 e março deste ano. As visitas canônicas são uma espécie de sindicância ordenada pelo Vaticano para apurar fatos suscitados em denúncias ou queixas que podem comprometer a missão da Igreja Católica ou atentar contra as suas normas internas.

Durante essas visitas, informou Padre Luiz Antonio, mais de 40 pessoas – entre padres, religiosos e leigos – foram ouvidas pelos representantes do Vaticano. Tal quantidade de depoentes, argumentou, contradiz a ideia de que um pequeno grupo de padres tenha feito alguma “armação” para se chegar a tal desfecho, qual seja, a renúncia do Arcebispo da Paraíba.

Indignado, Padre Luiz Antônio considera injusta a imputação da responsabilidade que lhe é feita, e a outros padres, pelos últimos acontecimentos na Igreja da Paraíba. Afirma ainda que “armação” contraria, radicalmente, seus princípios e os mais de quarenta anos de absoluta dedicação à Igreja.

Fonte: http://blogs.jornaldaparaiba.com.br/rubensnobrega/2016/07/18/advogada-revela-quem-sao-os-padres-que-teriam-armado-contra-dom-aldo/

D. Aldo Pagoto Renuncia. Papa nomeia um Administrador Apostólico.

Dom-Aldo-Pagotto-2-1

Carta aberta aos Irmãos Bispos do Regional NE 2 da CNBB, ao Clero e ao Povo de Deus da Igreja Particular da Paraíba.

Invocando o santo nome de Deus Uno e Trino, coloco-me sob a proteção da Imaculada Virgem Maria e, em espírito de oração, discernimento e obediência, apresentei ao Santo Padre, o Papa Francisco, o meu pedido de renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese da Paraíba. Cito sumariamente alguns fatores que me obrigam a tal atitude.

1. Ao longo de 12 anos, preposto ao governo pastoral desta Arquidiocese, tentei desenvolver a missão evangelizadora e pastoral que o Senhor me confiou junto ao Clero, aos cristãos fieis, às autoridades constitucionais e às lideranças institucionais, seguindo o lema: “Há um só Corpo e um só Espírito” (Ef 4, 4).

– Minha intenção sempre se voltou à promoção da comunhão na caridade, tentando participar de forma proativa na edificação da Igreja fraterna e solidária, e da construção da sociedade com inclusão e justiça social.

– Tentei doar o melhor de mim mesmo, não obstante as sérias limitações de saúde, ademais das repercussões no equilíbrio emocional, causadas pela constante necessidade de superar conflitos inevitáveis, advindos de reações ao meu modo de ser e de agir.

2. Tomei decisões enérgicas e inadiáveis em relação à reorganização da administração, finanças e recuperação do patrimônio da Arquidiocese, sempre em sintonia com o nosso ecônomo. Embora tenha sido exitoso, desinstalei e desagradei muita gente, por razões facilmente presumíveis.

– Acolhi padres e seminaristas, no intuito de lhes oferecer novas chances na vida. Entre outros, alguns egressos, posteriormente suspeitos de cometer graves defecções, contrárias à idoneidade exigida no sagrado ministério. Cometi erros por confiar demais, numa ingênua misericórdia.

– Tomei posições assertivas diante de políticas públicas estruturais em vista do desenvolvimento integral de nossa gente e de nossa terra. Evitei “ficar em cima de muro”. Foi inevitável acolher reações e interpretações diferentes, independente de minha reta intenção de não me imiscuir na esfera político-partidária, e jamais almejar algum poder de ordem temporal.

3. Não tardaram retaliações internas e externas, ademais da instauração de um clima de desestabilização urdida por grupos de pressão, incluindo os que se denominaram “padres anônimos”, escudados no sigilo da fonte de informações, obtendo ampla cobertura num jornal. Matérias sobre a vida da Igreja da Paraíba, descritas em forma unilateral, distorcida, provocatória, foram periodicamente veiculadas, seguidas de comentários arbitrários por várias redes sociais.

– A exemplo, um blog divulgou carta difamatória, envolvendo o arcebispo e vários sacerdotes, arbitrariamente expostos ao escárnio público. As redes sociais encarregaram-se de espalhar comentários peregrinos e duvidosos. A presumida autora da carta responde em foro criminal.

4. A ideia obsessiva espalhada intenciona afirmar à fina força que o clero esteja dividido, que o governo da Arquidiocese esteja desestabilizado, e que, nesse contexto, o arcebispo perdeu a capacidade de coordenação e, por fim, não vale à pena ordenar padres numa igreja dividida.

5. Esse sucinto relato sobre fatos amplia-se em relatórios que eu enviei à Nunciatura Apostólica no Brasil e às demais instâncias da Santa Sé, como pedido de compreensão e ajuda, porquanto eu não tenha nada a esconder. Sabe-se que outro dossiê foi enviado às mesmas instâncias, por parte de membros do Clero e de leigos.

6. Por tanto tumulto, embora eu esteja sofrendo muito, permito-me afirmar que conservo a minha consciência em paz. Sempre estarei disposto a corrigir rumos, a reorientar passos, a confirmar êxitos alcançados, contando com a graça de Deus e também com a efetiva presença de bons padres, religiosos presbíteros e de bons leigos e leigas, qualificados como forças vivas de nossa amada Igreja Particular da Paraíba.

7. Auto-elogio e passividade não fazem parte do meu feitio. Deus sabe o que faz e o tempo é juiz da história. Minha nonna (avó) dizia: “quando alguém te caluniar e tentar destruir tua vida, tua resposta seja o silêncio e mais trabalho, não se rebaixando ao nível mesquinho do espírito da treva”.

8. Passo por duras provações, sentindo a frustração de alguns sonhos que, entanto, entrego nas mãos de Deus. Que a minha vida seja para a maior glória de Deus, não para a busca de mim mesmo e de outros interesses que não provenham do Senhor. Comigo sofrem muitas pessoas e comunidades. Todos esperam em Deus que tem saídas inesperadas para os impasses criados. Não há mal do qual Deus não tire um bem maior!

– Penso que eu não tenha o direito de provocar ou de prolongar sofrimentos ainda maiores, especialmente aos jovens que esperam servir a Deus na vida sacerdotal nesta Igreja da Paraíba que tanto nós todos amamos.

9. Creio que o melhor, pelo momento, para a Igreja Universal e para a Igreja Particular da Paraíba, seja a minha renúncia. Ante o desgaste enfrentado, sinto-me no dever de evitar comprometer a Unidade na Caridade, a expressão característica e essencial da Igreja de Jesus Cristo.

– Sinto-me fortalecido na fé, cultivando a espiritualidade eucarística e marial. O Senhor é meu Pastor. Ele não me faltará (Sl 23). Ele me dará forças, sustentar-me-á ao longo das provações, impulsionando-me a fazer o dom de mim mesmo para a continuidade da missão que Ele ainda me confia. Há muitos espaços e oportunidades. Estou disposto a buscá-los, pedindo a Deus que me mostre o lugar onde eu possa ser útil, a começar pela minha Congregação do Santíssimo Sacramento, que eu tanto amo.

10. Deixo registrado o meu pedido sincero de perdão às pessoas a quem eu tenha feito sofrer, voluntária ou involuntariamente. Cometi erros, acertei passos, estou disposto a caminhar com quem queira caminhar, construindo dias melhores para todos, superando o apego a cargos, títulos, privilégios.

– Peço perdão a Deus e perdôo os que me fizeram sofrer muito. Não há nada de oculto que um dia não venha a ser revelado e proclamado pelos tetos. Nem devemos temer quem mata o corpo, mas não o espírito (Lc 12, 1-4).

11. Passo, em obediência, o comando da Arquidiocese para um Irmão mais jovem, com forças, coragem e capacidade para tomar rumos acertados, mostrados pelo Pai de amor e misericórdia, o Senhor da vida!

– Sigo o exemplo de SS. o Papa Bento XVI, dando o espaço àquele que Deus enviar para o bem de sua Igreja.

12. Sirvo-me, pois, da 2ª Carta de Paulo aos Coríntios (2 Cor. 4, 1 ss) para expressar meus sentimentos e auspícios: “Detentores desse ministério, nós não perdemos a coragem. Dissemos não aos procedimentos secretos e vergonhosos. Conduzimo-nos sem duplicidade e não falsificamos a Palavra de Deus” (…) “Não é a nós mesmos, mas a Jesus Cristo Senhor que nós proclamamos. Mas este tesouro nós o guardamos em vasos de argila, para que o poder incomparável seja de Deus e não nosso. Pressionados de todos os lados, não somos esmagados; em impasses, nós conseguimos passar; perseguidos, mas não alcançados; prostrados por terra, mas não liquidados. Sem cessar trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus, a fim de que a vida de Jesus seja manifestada em nosso corpo”.

13. Oro e desejo de todo o meu coração que a Igreja Particular da Paraíba prospere na ação evangelizadora e pastoral, seja fecunda na promoção da unidade interna e das obras de apostolado externo, abençoado por Nosso Senhor e por Nossa Senhora das Neves, nossa padroeira.

– Que cresça sempre mais em qualidade e em número de cristãos fiéis, que dêem testemunho do Evangelho de Jesus, pela palavra e pelos exemplos de vida, vivida na unidade e no amor. Em tudo, amar e servir, unidos a Nosso Senhor, qual ramos à videira, para que se produzam muitos frutos (cf. Jo 15, 1s).

– Deixo o território material da Paraíba. Espiritualmente, porém, a pequenina gigante, a Paraíba, nunca sairá do meu coração, agradecido pelo muito que aprendi com o espírito guerreiro, hospitaleiro e amoroso de nossa gente.

– Deixo a todos e todas, além de minha constante prece, um forte abraço, um beijo no coração e as saudades jamais saciadas, na esperança de quando em vez voltar para visitar as mil amizades sinceras e fraternas, a quem agradeço e a quem eu quero bem de verdade.

João Pessoa (PB), 6 de julho de 2016

+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Emérito da Paraíba

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Arquidiocese da Paraíba

 http://arquidiocesedaparaiba.org.br/index.php?arqui=pages%2FshowNoticiasArquidiocese&id=588