Villar Mir: «O mais importante na vida tem que ser Deus, em seguida a família e depois o trabalho»

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Tradução Frei Zaqueu – Juan Miguel Villar Mir tem 85 anos e uma longa trajetória no âmbito educativo, político e empresarial. Com duas cátedras foi vice-presidente de Assuntos Econômicos do primeiro governo após a ditadura e de repente decidiu se lançar ao mundo empresarial comprando empresas em quebra. Assim criou a OHL, na atualidade um dos maiores conglomerados empresariais

da Espanha e Europa. Além disso, o marquês de Villar Mir é uma pessoa religiosa e defensora da família. Uma das torres mais altas de Madri é de sua propriedade e nela ordenou instalar uma capela na que se encontra o Santíssimo exposto e cuja luz se pode ver a quilômetros de distância. Em uma entrevista para a Revista Misión fala também da importância de Deus e da oração em sua vida assim como do papel da família:

-Seu grupo é um dos maiores holdings empresariais da Europa, com presença em trinta países, mas o senhor provém de uma família que nunca teve experiência nem no âmbito político nem no empresarial. Como o conseguiu?

– A receita é muito simples: trabalhar, trabalhar e trabalhar. E começar sendo bom estudante [obteve menção de honra em todas as disciplinas de Bacharelado e foi número um de sua promoção em Direito e em Engenharia Civil, que cursou simultaneamente]. Até os vinte e tantos anos, o mais importante que pode fazer uma pessoa que quer triunfar na vida é estudar e quanto mais, melhor. Além disso, tratei de cultivar sempre a estabilidade emocional, que é a segunda condição da receita.

-E como se mantém essa estabilidade na tormenta… e também na euforia?

– Com vontade. A condição de ser emocionalmente estável, de nascimento, ninguém a tem. Há que criá-la dia a dia, compreendendo que nenhum colaborador nosso tem a culpa de que um dia surja um problema de saúde, familiar ou econômico. Para ser um executivo eficaz, há que ser eficaz nos momentos fáceis e nos difíceis. E isso exige trabalhar com continuidade, e também com regularidade de caráter. Um colaborador frustrado, ainda que queira, não faz as coisas bem; para isso, é necessário que as pessoas que nos rodeiam estejam felizes. Todos temos a obrigação de servir aos demais e fazê-los felizes.

– E isso como se concretiza?

– Servir aos demais supõe portar-se sempre bem com os demais, ser atento, tratá-los como querem ser tratados. Com isso os fazemos felizes. Com a sorte de que felicidade e eficácia vão de mãos dadas.

– Isto não se aplica só à empresa…

– Isto vale também para nosso matrimônio, para nossos filhos e netos, para nossos amigos… Uma pessoa que só pensasse em si mesma seria a mais desgraçada, porque o que produz satisfação é ser útil para os demais. É o que te faz dormir bem e ter saúde. O que não serve aos demais tem que viver muito amargurado, porque quem não se porta bem com o resto, não pode esperar que se portem bem com ele. Tudo é recíproco, assim que o mais rentável na vida é ser bom.

-Quando se alcançam êxitos como os seus, também se experimentam mais tentações (avareza, soberba…)?

– Na vida é fundamental não equivocar-se. E o que, porque algo lhe saiu bem, se põe presunçoso, pior ainda, altivo, está cometendo um grave erro. O êxito exige cada dia atitude de trabalho, serenidade, atenção aos demais e, o que é mais importante, humildade. O sensato é atuar de forma humilde e querer fazer as coisas bem, sabendo que tudo o podemos fazer melhor. A presunção é um dos defeitos mais graves, especialmente no âmbito das relações laborais. Villar Mir é muito amigo do Rei Juan Carlos

-Fizeram-lhe alguma vez propostas para corromper-se?

– Infelizmente, a corrupção existe e nisto também há que ter as ideias muito claras. As pessoas que aceitam participar em um entranhado de corrupção estão cometendo um erro fundamental, análogo ao de não cumprir um compromisso: se perde o prestígio e o respeito dos demais. Claro que na vida, e mais estando em trinta países, surgem oferecimentos e tentações vinculados com a corrupção. Mas esse erro não se pode cometer. De nenhuma maneira.

– Seu nome saiu no caso “dos papéis de Bárcenas”. Como encara uma acusação deste calibre?

– Confiando na verdade e em que tudo sempre se acaba esclarecendo. Há que raciocinar com rapidez e contratar o advogado necessário para que defenda a verdade, mas depois há que esquecê-lo para não perder tempo.

-E como vê o fato de que seu genro, Javier López Madrid, apareça vinculado à trama Púnica?

– O primeiro é inteirar-se, de verdade, do que passou. Em nosso caso, se vemos que se imputam falsidades viramos a página. O que suporia um verdadeiro problema é se, efetivamente, alguma dessas acusações encobrisse um comportamento daninho para os demais. Isso sim afetaria à família, ainda que, quando se tem uma família que se quer e cuida, não nascem esses comportamentos.

– De que forma influencia sua esposa em seu êxito profissional e nessa felicidade de que antes falava?

– Tenho a sorte de ter a meu lado uma esposa encantadora, Silvia. Coloquei um busto seu no despacho para tê-la sempre presente. Somos casados “só” a 57 anos, e nesse tempo, falando com propriedade, não temos tido nem uma discussão séria. Nos queremos muito, somos muito felizes juntos e temos três filhos e sete netos que nos dão muitas satisfações. Para trabalhar com eficácia, é necessário ter paz no lar. De fato, no mundo das grandes responsabilidades –salvo exceções–, os solteiros e os divorciados estão menos valorizados. Ter um matrimônio estável ajuda a ter um comportamento estável. Há que ser feliz na família para poder ser eficaz fora de casa.

– Seu filho acaba de receber a presidência da OHL, mas qual é a maior herança que vai deixar a sus filhos?

– Isso eles terão que responder. Em meu caso, do meu pai não recebi herança econômica, mas sim um exemplo excelente de boa educação, respeito à palavra dada, cumprimento dos compromissos, honradez… e de minha mãe, o carinho, o afeto e a ternura que devem dedicar-se aos demais. Esse legado de honorabilidade, de honradez e de carinho é a herança que mais servirá aos filhos na vida. Se há bens econômicos, bendito seja Deus, mas o fundamental é o caráter.

– É mais difícil reerguer uma empresa em quebra ou manter uma família unida?

– Manter uma família feliz e contente é simples, o incômodo e difícil é manter uma família desgostada. Se não se dedica tempo a tua família para que seja feliz, nunca o será. Tem que contribuir. Se o faz, o resto dos membros responderão da mesma forma.

– Estamos no andar 52. No 33 foi construída uma capela. O senhor a visita?

– Sim. Não diariamente, mas sim com frequência.

Assim está a luz que indica que o Santíssimo está exposto na capela do arranha-céus de Villar Mir

– E como é sua relação com Deus?

– O mais importante na vida tem que ser Deus. Em seguida, a família e, depois, o trabalho. Mas quanto ao tempo dedicado, a ordem costuma ser a inversa: dedicamos muito tempo ao trabalho, bastante à família e menos do que deveríamos a Deus.

-Como reza Juan Miguel Villar Mir?

– A verdade é que rezo menos do que deveria, ainda que trato de ser todos os dias boa pessoa e não ofender a ninguém. E me lembro muito do “perdoa nossas ofensas como também nós perdoamos aos que nos ofendem”.

– Como empresário está acostumado a render contas. Tem pensado como será o “balanço de resultados” que apresentará no dia de amanhã ante Deus?

– Sim. Eu confio muito na misericórdia e na grande caridade de Deus! E confio em que receba uma certa bem-vinda quando me apresente ante são Pedro. Nesse balanço, creio que em minha atenção direta a Deus e em minhas orações tiraria uma nota aceitável, não brilhante, mas considero que, nesse sentido, me ajudará o fato de ter me esforçado durante toda minha vida por querer aos demais.

– Como deseja terminar esta entrevista?

-Com a satisfação de haver cumprido outro dever mais.

 Fonte: http://www.religionenlibertad.com/villar-mir-mas-importante-vida-tem-que-ser-

Crédito: Frei Zaqueu

‘Não arrependo’, diz prefeito que quer tirar páginas didáticas com união gay

Segundo executivo, medida foi para resolver problema em Ariquemes (RO).

‘Fui pautado pela vontade dos ariquemenses’, explica Thiago Flores.

Ana Claudia Ferreira e Jeferson CarlosDo G1 Ariquemes e Vale do Jamari

Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)Prefeito Thiago Flores diz que decisão foi feita com apoio de moradores (Foto: Ana Claudia Ferreira/G1)

O prefeito Thiago Flores (PMDB), que determinou a retirada de páginas de livros didáticoscom casamento entre homossexuais, disse que não se arrependeu da decisão em Ariquemes (RO), no Vale do Jamari. Em entrevista ao G1, Flores afirma que a medida adotada é para resolver um problema criado na administração passada, quando os livros foram totalmente recolhidos e proibidos nas escolas.

“Na minha gestão, a prefeitura adotou a medida de distribuir o material didático, após a supressão das páginas com ideologia de gênero e evitar mais prejuízo no aprendizado dos alunos. Não me arrependo dessa atitude. Fui pautado pela vontade dos ariquemenses. O assunto foi discutido amplamente pela população, que pediu a retirada do conteúdo sobre diversidade familiar, como casamento e adoção de crianças por homossexuais dos livros escolares do ensino fundamental. Minha decisão foi participada com todos e não tomada dentro do meu gabinete”, esclarece.

Após o anúncio da supressão de páginas com conteúdos envolvendo diversidade familiar, o caso ganhou repercussão nacional e dividiu opinião dos internautas. Alguns usuários aprovaram a medida do executivo, enquanto outros afirmaram se tratar de homofobia.

Livro vetado mostra foto de 1° casal gay a adotar criança no  Brasil (Foto: Ana Claudia Ferreira/ G1)
NOTA DO “SENSUS FIDEI”:
Ressaltamos, com relação à matéria em pauta, um detalhe não menos relevante apesar de diminuto. Nos referimos à estratégia da manipulação da linguagem. A nós católicos – porque às leis natural e divina – não existem “casais homossexuais”, uma vez que não há casamento além do de um homem e uma mulher cientes e concordes de sua condição natural. Como não existe ainda a suposta “diversidade familiar”, dado que a Família, instituição divina derivada do Matrimônio, comporta um único modelo, a ratificar, o de um pai, uma mãe e filhos, biológicos ou adotivos. O que passar disto é usurpação. Assim que advertimos a que estejamos atentos, ao nos pronunciarmos por quaisquer meios, evitando a incorreção de conceitos, ainda que seja por uma simples palavra.
Créditos: Frei Zaqueu

“O que tenhas que fazer, faze-o logo”

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MARCELO GONZÁLEZ

tradução frei zaqueu

 

E após o bocado (a Eucaristia), nesse momento, entrou nele Satanás.

Jesus então lhe disse: “O que tenhas que fazer, faze-o logo”.

João XIII, 27

Estamos vivendo um tempo de esperança.

O leitor habitual talvez possa surpreender-se. A Esperança é uma virtude sobrenatural que sustenta nosso desejo de ir ao céu e alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, todos os momentos da história são de esperança.

Mas afastando-nos de certo modo da definição estritamente teológica, ainda que sustentados por ela, se pode falar da esperança em sentido mais humano: há etapas da cristandade de grandes triunfos. Para nós tudo isso pertence ao passado. Há séculos, a Igreja e a ordem social cristã vão retrocedendo, até chegar, nas últimas décadas à beira do abismo.

Sempre nos sustenta a Esperança sobrenatural, mas uma coisa é essa Esperança em si e outra encarnada nos fatos históricos, como por exemplo antes e depois da batalha de Lepanto. Antes era, talvez mais puramente, sobrenatural. Em seguida se converteu na prova tangível do poder de Deus para dirigir a história em um sentido contrário ao que todos previam, normalmente concedendo estes triunfos quando as causas segundas, isto é, o que o homem faz para alcançá-los, movem sua Misericórdia e lhe dão a vitória.

Aprofundando o vastíssimo tema que expõe Fátima, nestas vésperas do centenário, se tem a impressão de que os católicos em geral, os bons e fiéis, conhecem somente de um modo superficial o que ali se iniciou. E para muitos é uma devoção a mais. Mas não é assim.

Quanto mais se aprofunda, mais se adverte que Fátima é a inauguração dos tempos finais da história. Inclusive se em La Salette as profecias foram cruéis e explícitas: “Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo”. Fátima, cuja mensagem pode suspeitar-se hoje com fundamentos não ter sido completamente revelada, foi, sim, ratificada pela santidade extraordinária dos videntes (extraordinária inclusive se se a compara com os santos de toda a história no caso das crianças), pela certeza de suas profecias, pelo papel que tem tido como advertência para evitar a crise final da Igreja (a mensagem devia revelar-se em 1960) e pelo que ainda não se cumpriu, mas que no texto que irmã Lúcia nos deixou fica em forma assertiva: “Finalmente meu Coração Imaculado Triunfará”.

Promessa não condicionada. Como não foi condicionada a promessa de realizar o grande milagre, o do Sol, em outubro de 1917, ante crentes e incrédulos, piedosos e ímpios. Visto por dezenas de milhares de pessoas, em um raio de mais de 50 kms. Em torno da Cova da Iria.

Certamente, os milagres devem merecer-se. Nosso Senhor os realizou somente a pedido dos que humildemente podiam recebê-los ou por sua própria vontade, quando as multidões de pecadores punham sua esperança nesse extraordinário profeta que logo descobriram era o Messias, o Filho de Deus Vivo. “Tua fé te salvou”. “Vai e não peques mais”. Não realizou milagres ante Herodes, nem ante Pilatos nem muito menos ante os fariseus ao pé da Cruz.

Vivemos a Crucificação da Igreja. Se espera sua Ressurreição ainda que exista muitos momentos terríveis, sem dúvida, pelos que temos de atravessar.

Hoje, os planos de destruição da Igreja estão postos em xeque por diversas circunstâncias que pareciam impensáveis há alguns anos atrás. Tão impensável como que chegasse ao pontificado um personagem tão particular como Bergoglio. A quem curiosamente, em Buenos Aires, muitos católicos apodavam “Judas”, para escândalo de outros muitos.

Hoje esta impressão de um Bergoglio-Judas se tem estendido a todo o mundo. Não é só o pânico que reina na Santa Sé entre os membros dos dicastérios e comissões, de alto e de baixo nível. É também a espionagem (já praticada com frequência em Buenos Aires) dos professores das distintas universidades de Roma que devem alinhar-se sem reservas com a orientação de Amoris Laetitia, a grande pedra com a que tem tropeçado Francisco.

Os mesmos jornalistas, até as agências internacionais, que costumam guardar notável silêncio sobre estes temas, lamentam o destrato e a censura das preguntas que “não são amigáveis”, ou seja, as que se referem ao katejon, ao grande obstáculo para o triunfo da doutrina kasperiana com a que Francisco se tem embandeirado, exposto tão simplesmente por uns cardeais.

Que causou esta soçobra em Francisco e em seu entorno de confiança que o levou a dizer coisas impensáveis, como que os que se empenham em manter a doutrina tradicional e quem os apoiam são espiritualmente “coprófagos”. Sim, já o sabemos: as dubia dos quatro (ou seis, ou trinta segundo os últimos dados) cardeais que apoiam o direito de colocá-las e a necessidade de respondê-las.

Por que não respondê-las e já? Para que gastar tanta energia em insultar a quatro cardeais que pedem esclarecimentos doutrinais? Para que assinalar-lhes tão grosseiramente na imprensa mundial? Para que dedicar-lhes todo o discurso do Papa à Cúria Romana destes dias com motivo do fim de ano, que nesta ocasião se centrou exclusivamente na “resistência” a suas mudanças definida como uma tentação do Demônio?

O motivo é simplíssimo, como o é o Evangelho. Se Francisco responde no sentido kasperiano, fica exposto a ser declarado herege formal. Se responde em sentido tradicional, seus promotores e mantenedores o abandonariam à sua sorte. Os poderes do mundo, com os que tão bem se leva, não lhe perdoariam um passo atrás, nem por razões estratégicas. Talvez ele mesmo, ainda que pudesse, não estaria disposto a dá-lo.

Francisco está entre a espada e a parede.

Quanto mais demore em responder, maior será o poder da oposição a seus desvarios doutrinais. Mais tempo terão as forças conservadoras e tradicionais para articular uma pressão insuportável. O Card. Burke, com sua habitual serenidade, tem dito que considera conveniente fazer uma “correção fraterna” (apresentar um documento assinado por – quantos? – cardeais e bispos corrigindo os erros doutrinais de sua Exortação Apostólica e convidando-o a retratar-se deles. E também que o tempo adequado seria o de Epifania. Isto é, se lhe sugeriu um ultimatum.

A rejeição desta correção produziria um efeito jurídico. O papa Francisco passaria da heresia material à heresia formal, segundo a opinião dos mais respeitados doutores da Igreja através da história. Em seguida vem uma instância ainda discutida. Deve ser deposto? Deve se declarar sua renúncia ao ofício petrino por causa de sua heresia e como tal estabelecer que a Sede ficou vacante e proceder à eleição de outro papa? São as opiniões mais comuns dos doutores. O Card. Burke tem dado a entender que apoia a segunda opinião: deve se deixar o governo da Igreja em mãos de quem habitualmente substitui o Papa durante a transição da Sede Vacante.

Quem podia imaginar um conjunto de cardeais dizendo publicamente estas coisas apenas uns meses atrás? Esta novidadeira intrepidez –bendita seja!- se faz presente apenas a poucos meses do centenário de Fátima. Os tradicionalistas tem reclamado, ao menos a correção fraterna, desde há décadas, sobre matérias doutrinais gravíssimas.

A visão do Segredo de Fátima nos fala de dois bispos. Um que parecia ser o papa, outro que o era. Um deles é morto pelos inimigos da Igreja enquanto caminha pelas ruínas de uma cidade, em meio de cadáveres de clérigos e fiéis. Dois anjos proclamam a necessidade de “Penitência” três vezes, enquanto recolhem em distintos cálices o sangue dos mártires que procede dos braços de uma tosca cruz.

“Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará. O papa consagrará a Rússia, que se converterá. Será dado ao mundo um certo tempo de paz”.

Estamos entrando por fim nesse momento? Eu creio que sim. E isso é um motivo de alegria e esperança. Se para chegar a ele, como para chegar à Redenção, é necessário que alguém entregue Cristo às mãos de seus inimigos (algo que vem sucedendo há muito, mas mais claramente agora), e esse agente do mal é Francisco, “o que deva fazer, que o faça logo”. Se pelo contrário, sua retratação e seu retorno ao caminho da fé fosse um milagroso desígnio de Deus, e o motivo para que sofresse o martírio, também rogamos que faça logo o que deva fazer.

Esclarecimento. Os leitores inadvertidos podem pensar que estes fatos referidos são vaticanofição. Cada afirmação tem fundamento em notícias comprovadas. A imprensa em geral e a TV em particular, formadora da agenda das “coisas que passam”, tem guardado astuto silêncio sobre estes temas, ou os trata superficialmente com um olhar ignorante ou tendencioso. Os fatos, não obstante, parecem iminentes.

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Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/lo-que-tengas-que-hacer-hazlo-pronto

Tradução: Fr. Zaqueu

CAFÉ TEOLÓGICO – 02: Orlando Fedeli e o Terrivel Seminarista de III ano de Teologia

 

café teologico

Caríssimos,

Salve Maria!

Mais um Café Teológico , relembrando o Prof. Orlando Fedeli

Transcrevo aqui o encontro virtual do querido Professor Orlando Fedeli com um estudante de III ano de Teologia que repetia asneiras modernistas que são ensinadas nos institutos teológicos por professores que macaqueiam a Fé. Um de seus argumentos “fatais” é sobretudo o fato de que esses “mestres” eram graduados nas universidades romanas… Vale a pena a leitura. É muito divertido. Vale também um bom Café…. e com Torradas!

Bom Apetite!…Ah…Desculpe-me…Boa Leitura!

Pe. Marcélo Tenorio

  • Consulente: Richard J. Souza
  • Idade: 42
  • Localizaçao: São Paulo – SP – Brasil
  • Escolaridade: Superior em andamento
  • Religião: Católica

Meus irmãos,

Li resposta de uma carta que questionava sobre a existência de Adão e Eva, onde a pessoa obiteve uma esplanação do Padre Cleodon, através da católicanet.

Mais horrorizado do que vocês, fiquei eu ao ver que a pessoa que respondeu e criticou o padre, chamando-o até de herege, não tem conhelcimento nenhum de teologia.

Como pode uma pessoa sem formação teológica ministrada pelas pontifícias, com grade curricular chancelada pelo Vaticano, até pelo atual Papa Bento XVI, na época, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, dizer que o que o padre falou é heresia? Se não tem formaçãop teológica apropriada, não deve deturpar os ensinamentos da nossa igreja, pregando conceitos pessoais.

Hamuitos anos que a igreja não atribuí mais os primeiros livros da Bíblia a Moisés, pois já se tem conhecimento que elenão escreveu nada.

Acaso não acompanham a evolução das ciências, as quais a igreja se baseia também como auxílio para interpretar os escritos sagrados.

Como poderia Moisés ter escrito a Torá em hebraico se na época não havia ainda se formado o alfabeto escrito do povo, se nem sabiam escrever ainda, se após centenas de anos vivendo no Egito, o povo falava egipicio? Até Moisés falava egipicio. Centenas de anos após a saída do povo da escravidão é que se formou o alfabeto e a escrita hebraica, que ainda no decorrer dos anos, foi se modificando. Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus.

Quem descobriu isto? Foram a arqueologia, a antropologia, com o auxílio da física, quimica, biologia etc., e depois de muito analisar, com anuência da igreja católica.

Antes de responder às perguntas, vocês deveriam procurar se aprofundar mais nos fundamentos teológicos da nossa igreja para não transmitirem inverdades, que estas sim, podem ser chamadas de heresias. Estão cometendo algumas sem conhecimento.

Paz e bem,

Richard
Estudante 3° ano graduação teologia
Ponltifícia Faculdade de Toologia Nª Sª Assunção.

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
Infelizmente devo dizer-lhe que você está completamente enganado e quem o enganou foi algum padre modernista. Aliás não poderia ser diferente, sendo você aluno de uma faculdade de teologia onde ensinam muitos hereges defensores do Modernismo. Lá lhe contam fábulas.
    Foram os hereges modernistas que negaram que Moisés foi o autor do Gênesis. Sua afirmação de que Moisés não escreveu nada contraria frontalmente a doutrina católica, e o que determinou a Comissão Bíblica sobre a autoria do Gênesis.
    Quando os hereges modernistas – como você – negaram que Moisés fosse o autor do Pentatêuco, consultou-se a Pontifícia Comissão Bíblica fazendo a seguinte dúvida e pergunta:
“Dúvida I: Se os argumentos, acumulados pelos críticos para combater a autenticidade mosaica dos livros sagrados que se designam com o nome de Pentatêuco são de tanto peso que, sem ter em conta os muitos testemunhos de um e outro Testamento considerados em seu conjunto, o perpétuo consentimento do povo judeu, a tradição constante da Igreja, assim como os indícios internos que se tiram do próprio texto, dêem direito a afirmar que tais livros não têm a Moisés por autor, mas que foram compostos de fontes, na maior parte, posteriores à época mosaica.
Resposta:negativamente”.
(Resposta da Comissâo Bíblica em 27 de Junho de 1906. Cfr. Denzinger, 1996).
E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.
    E você, cheio de empáfia, me escreve:“Só para se ter idéia, as vogais do alfabeto hebraico só foram criadas centenas de anos após o nascimento de Jesus”.

E na escrita egípica você garante que se escreviam vogais?
    Pior que a empáfia de ignorantes é a soberba de hereges. Você, infelizmente, juntou as duas.

In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli

Replica

Caro Orlando,

Continuo impressionado com suas respostas que são evasivas e sem fundamentos.
Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica.
Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista.
Esta história de modernista é uma maneira de tentar desqualificar as pessoas.
Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização.
Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, na linguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo.
REPITO: não podemos modernizar a PALAVRA DE DEUS mas sim RELER esta PALAVRA na linguágem de hoje.
Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média.
Você se fundamenta em uma resposta da Pontifícia Comissão Bíblia de 1.906, portanto fazendo 100 anos. Só que a igreja vive hoje à luz do Concílio Vaticano II e talvez ja caminhando para o terceiro (Só Deus sabe quando será necessário). Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados.
Se Moisés escreveu realmente o livro de Gênesis, porque narrou duas vezes a criação, de forma literária completamente diferênte?
Porque encontramos vários textos redigidos de formas diferêntes em todo o Pentatêuco?
Se foi Moisés quem escrevem, é lógico que o tipo de escrita, de narrativa, estilo lliterário seriam iguais, o que não acontece no Pentatêuco.
E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?
Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caim, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?
Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?
E é sobe a luz do Concílio Vaticano II, com base nos documentos elaborados nele pelos bispos da igreja do mundo todo é que se formulou e se ensina a doutrina da igreja.
REPITO: NÃO É NOVA DOUTRINA, POIS NOS FOI PASSADA POR JESUS, MAS SIM A ATUALIZAÇÃO CONFORME A REALIDADE QUE VIVEMOS.
Quem realmente está completamente enganado é você, que fala aquilo que acha e não o que a igreja ensina.
Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais.

Richard José de Souza
3° ano teologia Assunção

Muito prezado Richard,

Salve Maria.
     Sua carta coloca uma pergunta perplexitante: como um aluno que defende tais heresias, e de modo tão incompetente, pode ter chegado ao 30 ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo?
Sua carta desabona qualquer instituição escolar superior.
Pior: um herege que nem distingue a sua heresia, e um incompetente que nem percebe sua incompetência.
Um teólogo, como você indica que vai ser, será, normalmente, um cego que pretenderá guiar cegos. Com um título visionário.
Certamente você vai colocar seu futuro diploma de Teologia num quadro, em uma parede de seu escritório. Porque, assim como você assina seu nome orgulhosamente, ostentando-se como “aluno do Terceiro ano de Teologia”, mais ainda você ostentará seu diploma e seu título…vazio.
Sem perceber que sua ignorância monumental não honra a Faculdade que você freqüenta.
Como você chegou ao terceiro ano de Teologia, escrevendo o que escreve? Escrevendo como escreve?
Certamente, você, com a competência que demonstra, poderá vir a ser um sucessor do Lula.
Aliás, ele também, é um “católico à sua maneira”, como o definiu de modo perplexitante o Cardeal Hummes.
Contaram-me — e quase não acreditei — que professores dessa sua Faculdade ufanamente proclamam que querem produzir crises de Fé em seus alunos. Sua carta me faz crer que, de fato, seus professores podem ter dito isso.
E dos alunos, em crise de Fé, fizeram “católicos à sua maneira“, isto é, hereges modernistas.
Você deve ter tido na infância formação católica. A senhora sua mãe, se lesse sua carta, ou ouvisse seus delírios teológicos, deveria ficar estarrecida com a destruição da Fé que a Faculdade de Teologia produziu em você. Certamente ela lamentaria o fato de você ter entrado em uma Faculdade onde “Doutores de dúvidas”, que se pejam de criar crises de Fé, envenenaram a sua alma.
Analisemos, então, a sua pobre carta.
Já em sua segunda frase, você comete uma imprecisão, pois me diz:

“Herético é todo aquele que fala e age de forma contrária à doutrina da Igreja Católica”.

Não é assim. Herege é aquele que nega de modoconsciente e obstinadamente um dogma da Igreja.
Por exemplo, aquele que afirma pertinazmente que a doutrina da Igreja deve se adaptar aos tempos, mudando seus dogmas, de acordo com os novos dados das Ciências, é herege modernista, pois São Pio X condenou essa doutrina na encíclica Pascendi e no Decreto Lamentabili.
Claro que você nunca leu esses documentos solenes de um Papa Santo. Por isso, vou citá-los para você, para que aprenda, pois tenho pena de você, pobre vítima dos “Doutores de Dúvidas”.
O Decreto Lamentabili condenou os seguintes erros da heresia Modernista que você professa em sua pobre carta:

“53—“A constituição orgânica da Igreja não é imutável,senão que a sociedade cristã, da mesma forma que a sociedade humana, está sujeita a perpétua evolução”
“64- O progresso das ciências exige que se reformem os conceitos da doutrina cristã sobre Deus, a criação, a revelação, a pessoa do Verbo Encarnado e a Redenção”
“65 –O Catolicismo atual não pode conciliar-se com a verdadeira ciência, se não se transforma em um cristianismo não dogmático, isto é, em um protestantismo amplo e liberal”.
“Censura: Sua Santidade aprovou e confirmou o decreto dos Eminentíssimos Padres e mandou que todas e cada uma das proposições acima enumeradas fossem por todos tidas como reprovadas e proscritas”
(São Pio X, Decreto Lamentabili, de 3 de Julho de 1907, in Denzinger, 2.053- 2.064- 2.065- 2.065 a).
     Reparou você, meu caro Richard, como essas condenações de São Pio X caem sobre as teses que lhe ensinam na sua Faculdade de Teologia Modernista?
Reparou você como essas condenações de São Pio X reprovam o que você colocou em sua carta para mim, repetindo as idéias heréticas que lhe incutiram de uma igreja em perpétua evolução de acordo com os progressos da ciência?
Não é a Ciência a fonte da Verdade, mas Jesus Cristo. E o Divino Mestre nos ensinou:“Passarão os céus e a terra, mas minhas palavras não passarão” (São Mateus XXIV, 35)

E o Salmo CXVI, 2 afirma contra o que lhe ensinaram:

“Veritas Domini manet in aeternum” – “A Verdade de Deus permanece eternamente”

E que você não crê mais na Igreja ,– como modernista que é — não crê em sua doutrina imutável, mas nas Ciências (que você certamente desconhece), fica provado na seguinte frase sua:

“Muitas dúvidas que a igreja não conseguia responder e consequentemente impunha o que achava verdade, foram revistas e sanadas com a ajuda das ciências, ou elas são ruins? São coisas do mal?”

Para você, então, a Igreja Católica não é mestra infalível de verdades. Ele tinha dúvidas, e, quando não sabia responder, impunha tiranicamente a “sua” verdade.
Para você mestras da verdade são “as ciências”.
Você sabe o que escreveu São Paulo: “Cientia inflat”?- “A ciência incha” (ICor. VIII, 1). Incha de orgulho.
E veja como você argumenta mal, quando me escreve o seguinte parágrafo:

“Chamar de modernista um padre que teve sua tese de doutorado chancelada pelo hoje Papa Bento XVI, vários professores que defenderam suas teses de mestrado e doutorado nas Pontificias em Roma (Itália), que tem seus diplomas chancelados pelo Vaticano, professores doutores em Bíblia, considerados por muitos e pela igreja como entre os maiores exegetas e hermenêutas do mundo, que são chamados para ensinar bispos no Vaticano, então é chamar a igreja de modernista”. (Os destaques são meus para deixar claro o seu erro).

Meu caro, um padre pode ter se diplomado em Roma, e ter tido seu diploma chancelado pelo Papa, e, entretanto, ele pode ser modernista. O Papa não é infalível quando chancela um diploma. E se um padre ou Cardeal é modernista, nem por isso a Igreja fica Modernista.
O Cardeal Kasper é Doutor em Teologia e é herege modernista, pois nega a Ressurreição de Cristo e seus milagres, e nem por isso a Igreja ficou modernista.
O Cardeal Martini, também ele Doutor em Sagrada Escritura, ainda há pouco, defendeu o aborto e outros horrores, como herege modernista que quer atualizar a moral de acordo com a Ciência moderna. E, contudo, ele não é a Igreja. O Cardeal Martini é modernista. A Igreja, não. Um Cardeal ou um teólogo não são a Igreja. E as Faculdades romanas não são a Igreja infalível.
Parece que em sua Faculdade não lhe ensinaram lógica.
Depois você me diz:

“Não se moderniza a Palavra de Deus, mas a atualiza, contextualizando o ensinamento passado, primeiro via oral, e depois escrito, nos dias de hoje. É necessário se fazer a atualização da revelação, não sua modernização” (O destaque é meu. A heresia é sua).

Que diferença há entre modernização e atualização da revelação?
Explique essa diferença sutil entre atualizar e modernizar. As duas significam uma mudança no entendimento da revelação.
Essa troca de palavras foi imaginada por você mesmo? Ou você a ouviu, talvez, de “doutores de dúvidas”, que a fazem só para escapar da condenação explícita de suas heresias
Então, para tentar fazer-lhe bem, e ver se a graça de Deus lhe abre os olhos, cito-lhe como São Pio X, na encíclica Pascendi, condenou a tese herética da evolução ou adaptação dos dogmas ao tempo:

”Logo também as fórmulas que chamamos dogmas tem que estar sujeitas às mesmas vicissitudes e, conseqüentemente, sujeitas a variação. E assim, em verdade, fica aberto o caminho para a íntima evolução do dogma. Por certo este é um amontoado infinito de sofismas que arruínam e aniquilam a religião” (São Pio X, Pascendi, in Denzinger, 2.079. Os destaques são meus)

E você, sem continuidade lógica em seu pensamento, depois de falar da “atualização da revelação” solta um slogan – tão repetido — que é típico de professores sofistas:
“Mas também não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média. Temos que enchergar a palavra de Deus como se falada hoje, nalinguágem de hoje, senão cairemos no fanatismo, no fundamentalismo” (O destaque é meu. Os erros de português, de ortografia e de acentuação são seus. E eu só chamo sua atenção sobre eles para lhe fazer ver como você não conhece nem português, quanto mais Teologia! Abra os olhos, ó cego Richard!).
     Ora, o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, afirmou no discurso de abertura do Conclave que o elegeu Supremo Pontífice, que os hereges logo lançam a pecha de fundamentalista sobre aqueles que defendem a Fé.

“Quantos ventos de doutrina conhecemos nestes últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantas modas do pensamento… A pequena barca do pensamento de muitos cristãos foi muitas vezes agitada por estas ondas lançadas de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, ao coletivismo radical; do ateísmo a um vago misticismo religioso; do agnosticismo ao sincretismo e por aí adiante. Cada dia surgem novas seitas e realiza-se quanto diz São Paulo acerca do engano dos homens, da astúcia que tende a levar ao erro (cf. Ef 4, 14). Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo. Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar “aqui e além por qualquer vento de doutrina”, aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos. Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades.” svsv
(Cardeal Joseph Ratzinger, Decano do Colégio Cardinalício, Homilia na Missa Pro Eligendo Romano Pontifice (pela eleição do Papa), celebrada no Vaticano antes de começar o conclave. Cidade do Vaticano, segunda-feira, 18 de abril de 2005,
http://www.vatican.va/gpII/documents/homily-pro-eligendo-pontifice_20050418_po.html).

O Cardeal Ratzinger afirmou então que as heresias dos últimos decênios – 4 decênios desde o Concílio Vaticano II — agitaram a barca da Igreja, e que os hereges logo chamam de fundamentalistas quem defende a Fé contra o relativismo da evolução doutrinária. Até pareceria que o Papa havia lido a sua carta
E que quer você dizer com a frase “não podemos continuar vivendo como se vivia na idade média”., frase que você ouviu sem analisar, de algum sofista, quem sabe até de sua Faculdade de Teologia ?
Claro que não podemos mais andar de armadura, e nem morar em castelos. Mas os católicos de hoje tem que viver seguindo a mesma doutrina católica e obedecendo os mesmos mandamentos que seguiam e obedeciam os católicos medievais. Veritas Domini Manet in aeternum.
Uma religião moderninha, adaptada aos tempos, uma religião aggiornata como queria João XXIII em 1962, estará superada continuamente em cada amanhã. A religião do      Para que seguir, hoje, o que amanhã não valerá mais?
Depois lá me vem você com outro slogan sofístico: Concílio Vaticano II, um Catolicismo aggiornato, é uma religião descartável, uma religião que vale só hoje e que amanhã estará superada.
“Jesus nos fala hoje, sobre os problemas atuais, sobre nossa realidade e não sobre a realidade de Israel de 2.000 anos atráz ou da idade média”.

Meu caro, Nosso Senhor nos deu a solução dos problemas do homem. E os problemas trazidos pela natureza humana são os mesmos em todos os tempos. Cristo não veio trazer a solução para o problema do trânsito nas avenidas marginais. Ele veio trazer a solução dos problemas religiosos e morais, que são sempre os mesmos, pois a natureza humana não muda. O orgulho dos falsos teólogos atuais é o mesmo que o dos teólogos do farisaísmo. A Gnose dos fariseus é a mesma que a gnose dos modernistas de hoje.
A seguir você me sai com a seguinte afirmação:

“Nâo que o CVII veio abolir tudo o que foi dito antes, mas atualizou a doutrina conforme o momento que vivemos e reviu muita coisa que, como disse na carta enterior, as ciências mostraram estarem errados”.

Veja a loucura doutrinária que você afirmou: “as ciências mostraram estarem errados”  certos pontos da doutrina católica, e que, então, “o CVII”(…) “reviu muita coisa” (…) “conforme o momento que vivemos”.
Portanto, segundo você, ilustre aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Assunção, o Vaticano II admitiu que a Igreja tivera erros, e que, seguindo as ciências, e não segundo a doutrina dos Papas, o Vaticano II reviu os pontos que estavam errados na Igreja.
Logo, você não é mais Católico Apostólico Romano, mas é católico científico teologuento.
Vade retro!
Esta carta está ficando longa e chata. Mas se não responder a todos os seus pseudo argumentos, mostrando dolorosamente seus sofismas, você vai dizer que minhas repostas “são evasivas e sem fundamento”.
Você me obriga a esse trabalho duro de analisar todas as suas teologais besteiras.
E veja a seguinte:

“E porque não há relato sobre Moisés desenrolando um pergaminho e lendo a lei, só relatos dele dizendo?”

O verbo dizer, no caso de sua frase, é transitivo direto. Exige um complemento direto. “Só relatos dele dizendo” o quê?
Sua frase é sem sentido, como sua doutrina é sem cabimento.
E depois você vem com um argumento infantil:

“Se Adão e Eva foram os primeiros humanos na terra, como, Caím, depois de ter matado Abel e sido expulso de junto dos pais, encontrou uma mulher, casou e teve descendência? Acaso a humanidade começou com um incesto?”.

Sua pergunta deixa clara sua crença: a Sagrada Escritura não disse a verdade.
Ou Caim casou com sua irmã, praticando incesto, ou não houve um só casal original.
Você crê no poligenismo, doutrina condenada por Pio XII na encíclica Humani Generis, doutrina que acaba, por conseqüência, em negar o pecado original e a Redenção de Cristo.
Que queria você?
Quereria que Caim casasse com a filha do português da esquina?
Meu caro, não havia esquina! E não havia português. E não existia então a filha do português da esquina.
Caim, então, só podia casar-se com uma sua irmã, e isso não foi incesto, porque o que é de necessidade não tem lei.
Essa duvida ridícula mostra o nível de ensino que você recebeu na sua Faculdade de Teologia.

    Para concluir, você me desafia;

“Sugiro que você leia todos os documentos do CONCÍLIO VATICANO II. Talvez consiga dar respostas com mais fundamentos teológicos para as pessoas, e não idéias pessoais”.

Pobrezinho!…
Claro que li todos os documentos do Vaticano II. Li, analisei, estudei e anotei.
Meu caro, eu nunca fui estudante de Teologia. Por isso, antes de afirmar alguma coisa, leio, releio e estudo.
Estudante de Teologia, normalmente, nem estuda e nem analisa — como mostrado por sua cartinha.
Repete slogans e sofismas. E estadeia contradições…
Sem Fé.

In Corde Jesu, semper,

Orlando Fedeli

Replica

Deixei de comentar outra colocação sua:

“E fique sabendo que a Igreja não tem que acompanhar a Ciência pois Cristo não deu as chaves do reino dos céus a Darwin mas a São Pedro e a seus legítimos sucessores. Portanto, você está completamente errado.”

Em nenhum momento afirmei que o cientista Darwin é que está certo com relação à criação do mundo. Vou explicar melhor e mais detalhado para que possa entender:

O começo das atividades científicas, como arquelologia e antropologia, trouxe para o homem moderno o entendimento de como funcionavem as sociedades antigas, tanto no campo social, econômico, político e religioso. E muito se descobriu sobre os povos que relata a Bíblia, legitimando muitos escritos e conseguindo compor uma ordem cronológica aos dados relatados nela.
O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados.
o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação.
Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar quea terra girava em torno do sol.
Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas.
Isto não quer dizer que a igreja aceita ou deva aceitar tudo o que as ciências dizem.
Tudo é analisado, estudade e depois dado uma resposta positiva ou negativa.
É só olharmos as encíclicas papais e veremos uma mudança ou melhor, uma adaptação a verdade descoberta dos fatos antigos.
Mesmo se adaptando à realidade, não deixa nunca de professar os ensinamentos que Jesus ministrou aos apóstolos e foi passado a frente até os dias de hoje.
A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela.
Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado.
Aí entramos em um outro tema que é longo e não há como discuti-lo neste momento.

Outra coisa que queria falar é sobre uma colocação minha que você colocou na sua resposta.
É muito esperto este método de tirar do contexto uma frase apenas e lançá-la no ar.
O mais correto era ter reescrito todo o parágrafo e não apenas uma frase, pois a deixa sem sentido ou deturpa o seu entendimento. A mesma coisa acontece com quem usa apenas um versículo da Bíblia para fundamentar uma idéia. Acaba caindo no fundamentalismo barato e fúril.
Para seu conhelcimento, também não existem vogais no alfabeto egípcio antigo. Eles desenhavam símbolos e cada um significava uma consoante, ou palavra, ou objeto, ou forma, e até uma frase. Isto a arqueologia e a antropologia descobriram depois de muito estudar e pesquisar.
O alfabeto hebraico, até os primeiro séculos de nossa era, não tinham vogais e o que determinava o som das vogais era o som da consoante.
Como exemplo, o nome de Deus escrito em hebraico e transliterado para o nosso alfabeto é YHWH. Porteriormente foram atribuídas as vogais ficando YHAWEH. As traduções latinas já trazem como JAVE e numa junnção de YHWH e ADONAI, alguns traduzem como JEOVÁ.
Este entendimento não é fruto da minha imaginação ou minha vontada, mas de estudos que muitos doutoresno assunto fizeram e que a igreja aceita como correto.
Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo eque tudo gira em torno dela.
Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos.

Leia os documentos da igreja:
Os do Concílio Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica, as Encíclicas Papais, os documentos da Congregação da Doutrina da Fé, muitos escritos pelo Papa Bento XVI, quando preifeto da congregação, entre outros.

Serão grandes subsídios para suas respostas.

PS.: Quando citar algum documento, indique onde se encontra acitação para que as pessoas possam ler otexto todo e entender o contexto do escrito.

“Em tudo seja Cristo o centro”
(são Bento de Núrcia)

Richard José de Souza
Estudante de Teologia 3° ano
Pontifícia Faculdade de Teologia Nª Sª Assunção

Muito prezado Richard,
Salve Maria.
     Você me manda mais uma carta, tentando explicar o que disse e justificar-se de alguma maneira. Ficou ainda pior.
Meu caro, seu mal é ser pretensioso.
     Esse defeito é próprio de quem faz uma Faculdade ruim. Pensa que sabe, e nem sabe o quanto ignora.`     Para “explicar melhor” o que você pensa que pensa, você me escreveu;
“O aprofundamento das ciências humanas possibilitou que a igreja revisse vários entendimentos de fatos descritos nos Escritos Sagrados. o que por muito tempo se tinha como verdade, descobriu-se que eram enganos, não erros, mas enganos de interpretação“.
     Para você — muito vazio candidato a teólogo — a Igreja só descobriu que ensinara como verdades coisas erradas, depois que a ciência fez grandes descobertas.
     Se fosse assim, você confessa que segue a “Ciência” e não à Igreja.
     Portanto, você não é católico. E não é cientista.
     Como também não é teólogo, e nunca o será, ainda que lhe dêem um diploma de Teologia. Você pensa que vai ser teólogo…
Realmente você é só um herege, e com um nível de conhecimentos menos que ginasiano. Quer a prova disso? Veja a besteira que você escreveu:
“Como exemplo, voltemos à idade média, onde Galileu Galilei quase foi morto na fogueira da inquisição por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Galileu não viveu na Idade Média!
     Galileu nasceu em 1564 e morreu em 1642, em plena Idade Moderna!
     Marca-se o fim da Idade Média em 1453, com a queda de Constantinopla.
     E o problema de Galileu não foi “por declarar que a terra girava em torno do sol“.
     Quem defendeu isso foi Copérnico. Galileu defendia que a terra girava em torno de seu eixo, e queria provar isso pelas marés. Meu caro, o carro de sua ignorância é puxado por parelhas de sofismas e de mentiras.
     Estou sendo duro com você?
     Sua presunção não permite outra saída.
     Ou você compreende, hoje, seus defeitos, ou nunca mais.
     Se fazer o “Curso de Teologia” já o cegou tanto, imagine a cegeira que lhe produzirá o diploma desse curso!
E você me diz:
“Agora, se não aceita as descobertas científicas, creio então que continua acreditando que a terra é o centro do universo e que tudo gira em torno dela“.
     Você nem tem idéia do que seja centro.
     Será que você pensa, realmente, que tudo gira em torno do sol?
     E julga você que o sol é o centro do universo?
     Coitadinho!…
     O sol é apenas o centro de um sistema planetário no interior de uma galáxia.
Possivelmente você considera que o universo material é infinito.
     E, só para argumentar ad hominem, lhe pergunto: se o universo é infinito como pode ter centro?
A palavra centro tem vários sentidos. Um deles é o de centro geométrico ou físico. E desse modo o sol não é centro do universo.
     Outro sentido é o de centro de importância. São Paulo é o centro mais importante de nossa pátria, mas não é o centro geográfico do Brasil.
     Sem dúvida, a Terra é o centro do universo, porque nela habita o homem, para quem Deus fez o sol e as estrelas, a fim de que o homem compreendesse, pelas qualidades visíveis do universo, as qualidades invisíveis do Criador (Cfr. Rom. I , 20).
     O centro de tudo é Deus. O centro de tudo é Cristo. Tudo gira em torno de Cristo.
     E essa foi a única coisa que você escreveu de certo, no fim de sua carta:
“Em tudo seja Cristo o centro“
(são Bento de Núrcia)
     Mas, se isso é certo, — e isso é certíssimo! — jogue seus slogans sobre Galileu no lixo.
     E se o Galileu for junto, nada se perderá.
     E sua frase seguinte é inadequada, e absolutamente fora de contexto:
“Outro exemplo que a igreja caminha junto com as ciências é que a cidade de Roma, incluindo o Vaticano, é local constante de pesquisas arqueológicas“.
     O fato de que haja pesquisas arqueológicas em Roma nada prova sobre a posição da Igreja. Isso é bobagem.
     Pesquisas arqueológicas são feitas em inúmeros lugares da Terra. Talvez você quisesse dizer que a Igreja comprovou muito do que diz de seu passado histórico com provas arqueológicas. Mas a frase tal como você a escreveu é completamente inadequada.
Além de aprender a escrever, você teria que começar a aprender a pensar. E a começar a rezar pedindo a Deus humildade…
Veja outra prova de que você não sabe nem pensar,e nem escrever:
“A excência não mudou e nunca mudará. O que muda é o entendimento que se tem dela“.
     Que é a “excência“?
Vai ver que você quis escrever essência!
Esse seu erro de ortografia revela o nível filosófico de um aluno do Terceiro ano de Teologia da Faculdade Nossa Senhora da Assunção.
     Uma vergonha! “Excência“!!! Que vergonha!
[Mas você deveria se envergonhar mais dos erros contra a Fé do que com esse erro crasso de ortografia, que, afinal, é de somenos importância. Ninguém perde a alma por erros ortográficos. Mas, os erros contra a Fé ofendem muito a Nosso senhor e perdem almas.
Tenho pena de você! E gostaria de ajudá-lo. E somente continuo esta dura análise de sua carta porque tenho esperança de lhe abrir os olhos para seu estado lamentável].
     Quer outra prova de que você não sabe pensar, e que não sabe o que escreve?
     Veja aí esta outra frase sua:
“Saber quem esta certo, o Criacionismo ou a Teoria da Evolução, não é o mais importante. O importante é que a Sagrada Escritura nos mostra que foi pelo AMOR de Deus que tudo existe, que tudo foi criado“.
     Se pouco importa quem disse o certo, se a Bíblia ensinando o criacionismo ou se Darwin, mentindo sobre a evolução, se nada disso importa, como afirma você que a criação foi por “AMOR“?
     Mas então você aceita o criacionismo? E rejeita o “científico” Darwin?
“AMOR” é palavra coringa — ou mágica — usada em sermões bem vazios de pensamento. Quando num sermão, ou numa entrevista, um padre não sabe mais o que dizer, começa a tagarelar sobre o “AMOR“.
     É o que dá, ser viciado em telenovela.
     Pobrezinho!
     Muito provavelmente, você nem sabe o que significa a palavra “AMOR“.
     Por fim, agradeço-lhe sua preocupação com minha ignorância, pois que me dá um conselho que venho pondo em prática há muitos anos, pois que me diz:
“Aconselho-o a se instruir melhor para responder com mais clareza e entendimento às perguntas que lhe fazem, para não dar resposta como a que deu a mim, chamando-me de uma pessoa cheia de empáfia de ignorante e soberba. Apenas expressei minha opinião diante de colocações que são feitas nas suas respostas, que são fracas de sustentação e fundamentos, tanto teológicos como históricos“.
     E você não tem vergonha de me escrever isso?!
     ”Teólogo, cura-te a ti mesmo”.
Meu caro, coloque-se diante de Deus, peça-lhe que Ele lhe faça ver o que você mais precisa. E você precisa de muita coisa!
     Se eu puder ajudá-lo, conte comigo, que, desde já, peço a Deus que lhe abra os olhos, para que veja sua imensa presunção.
     Todos devemos — quer eu, quer você — ver bem como somos sem valor, como em nós nascem tendências para o erro e para o mal, e compreendermos que só Deus é fonte de Sabedoria.
     Somente Nossa Senhora, meu caro, pode retirá-lo do abismo em que você jaz.
     Rogo a Ela que o ajude.
     Um abraço, ainda com alguma esperança, pela ação da Virgem Maria em sua alma.
In Corde Jesu, semper,
Orlando Fedeli
Fonte: http://www.montfort.org.br/heresias-de-um-estudante-de-teologia/

SÃO PIO X: “RESPONDO PONTO POR PONTO”

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaai

[Original italiano: < http://www.sisinono.org/j3/anteprime-2012/52-anno-2014/236-anno-xxxx-n%C2%B020.html >]

Em 14 de outubro de 1911, São Pio X escreveu carta intitulada “Respondo ponto por ponto” [em italiano: “Rispondo punto per punto”, n.d.t.] ao Bispo de Cremona, Dom Geremia Bonomelli [1]. Na passagem dos 80 anos de idade do Bispo, este enviara ao Papa, junto com carta, recente opúsculo [2] sobre três senadores italianos, a saber, Thaon di Revel, Tancredi Canonico e Antonio Fogazzaro, este já condenado por modernismo pelo próprio São Pio X.

Na sua carta de resposta, o Papa Sarto [Giuseppe Melchiorre Sarto, nome de nascimento do Santo, n.d.t.] mostrou estupor e desapontamento pelo fato de o Bispo de Cremona apresentar a vida e obra de três indivíduos suspeitos de modernismo, dos quais um já formalmente condenado, sem exprimir juízo crítico algum sobre a ortodoxia doutrinal deles. Assim, São Pio X renova a condenação do modernismo com palavras muito fortes, respondendo à acusação que Bonomelli lhe dirigia de ser demasiado severo com relação ao modernismo e aos modernistas. Enfim, trata do problema da “Questão Romana”, levantado por Bonomelli na sua carta.

Vejamos o texto da carta de São Pio X.

* * *

Primeiramente, o Papa lamentou que, no escrito de Bonomelli sobre os três senadores, conhecidos na opinião pública e na história pelas suas teorias liberais, pró-ressurgimentais e modernistas, “não se tenha querido avaliar os seus escritos e obras” [3]. O Papa justamente observa: “Parece-me que especialmente um Bispo deveria dizer algo mais” [4]. Ou seja, é dever do bispo tomar posição sobre a ortodoxia ou heterodoxia dos indivíduos que apresenta ao público, do contrário leva os fiéis a crerem que nada de incorreto exista nos seus escritos e obras, ao passo que a Santa Sé já se pronunciou sobre eles (particularmente sobre Fogazzaro), condenando-os devido a um forte teor de modernismo.

* * *

São Pio X responderia ainda a Bonomelli, o qual teve a audácia de lhe recomendar “moderação nas disposições contra o modernismo” [5].

O Pontífice distingue “o moderno, como fonte de estudos rigorosos, do modernismo” [6], que é a cloaca de todas as heresias (Encíclica Pascendi, 8 de setembro de 1907); daí que “me admiro” – continua o Papa Sarto – “que considereis excessivas as medidas tomadas pela Santa Sé para deter uma torrente que ameaça alagar, enquanto o erro modernista que se quer difundir nos nossos dias é bem mais mortal que nos tempos de Lutero, porque tende diretamente não só à destruição da Igreja (como Lutero queria), mas à do cristianismo” [7].

Note-se, desde logo, o verbo “deter” [em italiano: “trattenere”, n.d.t.], usado por São Pio X, que é o mesmo empregado por São Paulo na 2ª Epístola aos Tessalonicenses para indicar o obstáculo, aquele que detém, ou “katéchon”, a força que detém o Anticristo final de reinar sobre o mundo inteiro: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus” (2Ts 2,3-4).

[Prossegue São Paulo em 2Ts 2,5-7: “Não vos lembrais de que vos dizia estas coisas, quando estava ainda convosco? Agora, sabeis perfeitamente que algo o detém, de modo que ele só se manifestará a seu tempo. Porque o mistério da iniquidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém”, n.d.t.].

Santo Agostinho diz que a apostasia é a separação entre Roma e os povos que lhe eram submetidos, e Santo Tomás de Aquino (Comentário à 2ª Epístola aos Tessalonicenses 2,3-4 – capítulo 2, lição 1, n. 34-35) esclarece que, como dizia o Papa Leão no Sermão“De Apostolis”, “o Império Romano não morreu, mas se transformou de temporal em espiritual. Portanto, é preciso dizer que a apostasia com relação ao Império Romano se deve entender não somente no sentido temporal, mas também no espiritual, ou seja, com relação à fé católica da Igreja Romana”. Santo Tomás de Aquino (Opúsculo 68, “De Antichristo”, na edição de Parma, 1864) ainda reafirma que “o obstáculo” à manifestação do Anticristo é a submissão à Igreja Romana e que “aquele que o detém” é o Papado.

Ademais, São Pio X enfoca bem a gravidade da apostasia modernista, que: 1º) destrói de maneira subjetivística a própria natureza da religião cristã; 2º) faz de Cristo um mito dos primeiros cristãos; 3º) faz do cristianismo uma ideologia inventada por Paulo de Tarso e pelas primeiras comunidades por ele fundadas; 4) faz de Deus um ente lógico, ou seja, uma ideia produzida pela necessidade do senso religioso do homem, ao passo que Ele é o Ser perfeitíssimo, real e objetivamente existente fora da mente humana.

“Perante um mal tão grave” – retoma São Pio X – “nunca são excessivas as precauções, que, prevenindo, alertam sem fazer mal a ninguém e que aplicam, ainda, as penas devidas com indulgência e benignidade” [8].

Em síntese, a Santa Sé avisa aos fiéis que não sigam certas teorias, previne-os e alerta-os, de maneira que será condenado somente quem ainda quiser desprezar as admoestações da Igreja; as disposições contra o modernismo, em si, “não fazem mal a ninguém”; somente os batizados que aderem ao modernismo são condenados, por própria culpa e não por excessiva severidade da Igreja.

* * *

Bonomelli escreve ao Papa Sarto: “Com as vossas disposições tão severas, fareis ou apóstatas ou hipócritas” [9].

São Pio X rebate: “Temos, infelizmente, apóstatas [os modernistas voluntários e, portanto, culpados, n.d.r.], mas não por causa das leis contra o modernismo, e temos pena deles; teremos hipócritas, o que é lamentável; mas não teremos, pelo menos no clero, mestres e pregadores do erro modernista, que conduziriam em breve todo o mundo à apostasia” [10].

Aquele que cria o apóstata e o hipócrita, portanto, não é São Pio X, mas a má vontade do batizado que abraça abertamente o modernismo e deserta, ou então é aquele que interiormente é modernista, mas não o manifesta em público para permanecer dentro da Igreja e para torná-la modernista a partir de dentro. São Pio X somente cuida em vetar ao clero que ensine a apostasia modernista e, assim, desvirtuar a todos os fiéis.

* * *

O Papa responde a uma pergunta sutil de Bonomelli, que magoa São Pio X. O Bispo de Cremona pediu para “pôr fim ao conflito que existe na Itália, à luta entre Estado e Igreja [após o dia 20 de setembro de 1870, n.d.r.], acrescentando que bastaria uma palavra do Papa para salvar muitas almas” [11].

São Pio enfrenta Dom Bonomelli e desmascara-o, escrevendo-lhe: “Que palavra prodigiosa é essa que esperais de mim? […]. Falando abertamente: [Esperais] a renúncia ao poder temporal da Igreja?” [12].

E aqui recorda a doutrina da Igreja sobre o poder temporal, confirmada constantemente por Pio IX e Leão XIII em numerosíssimas encíclicas. O poder temporal é um meio que a Providência quis conferir à Igreja para que pudesse manter a sua independência espiritual, doutrinal e moral em face dos poderes humanos que se sucederam nos séculos. Como o homem tem necessidade de uma casa própria para não depender dos outros, assim a Igreja tem necessidade de um Estado próprio para ser senhora “na sua própria casa”. Assim, Pio X, como Pio IX, “não pode, não deve e não quer” renunciar àquilo que Deus deu “por tantos séculos como defesa da liberdade da Igreja. […] Isso porque não é combatido o poder temporal, mas o espiritual” [13]. É o que ensinou constantemente o magistério pontifício, ao qual também Dom Bonomelli deve dar o seu assentimento [14].

Ao apelo de Bonomelli para confiar nas garantias que o governo italiano prometeu à Igreja, Pio X responde que não se pode confiar em garantias “asseguradas por um governo escravo da seita [a maçonaria, n.d.r.] e que muda todo mês” [15].

Logo, é o Papa que faz uma pergunta explícita a Bonomelli: “Agora vos pergunto se é possível pronunciar a palavra que vós sugeris nas presentes circunstâncias, após uma provação de quarenta anos, durante os quais todos os governos da Itália que se sucederam trataram a Santa Sé e o Papa muito pior do que teria feito o mais pertinaz adversário” [16].

Em conclusão, São Pio X recorda a Bonomelli que “ninguém mais do que o Papa ama verdadeiramente a Itália, mas a Itália que não seja escrava das seitas, a Itália que responde à missão que a Providência lhe deu de ser a primeira Nação do mundo, porque sabe apreciar como merece o privilégio de ter no seu seio o Papado” [17].

A questão, para São Pio X, não é a Itália, mas o governo saboiano, que é escravo da seita maçônica e procura destruir não somente o Estado do Papa, mas, se fosse possível, também a própria Igreja de Cristo.

* * *

No fim desta leitura, todos poderão constatar quanta razão teve São Pio X para lamentar, antes de morrer, não ter sido ajudado pelos bispos na sua luta contra o modernismo. Os bispos, de fato, eram ou modernistas ou filomodernistas, ou, ainda, como depois confessou de si mesmo Bento XV, não percebiam a gravidade do perigo (vide a Disquisitio do franciscano Ferdinando Antonello, encarregado por Pio XII de esclarecer a atividade “repressiva” da qual São Pio X foi acusado também durante o processo de beatificação e de canonização). É esse episcopado modernista ou indócil e inconsciente que preparou o triunfo do Vaticano II.

Basilius

[1] Nascido em 1831 e morto em 1914, foi Bispo de Cremona [Itália, n.d.t.]. Em 1904, enviou a São Pio X um memorial no qual propugnava a aproximação entre ciência e fé, entre governo italiano e Igreja. Em 1889, escrevera artigo intitulado Roma e a Itália, naRassegna Nazionale, no qual se declarava a favor de uma pacificação entre Igreja e Estado mediante a renúncia da Igreja ao poder temporal. Em 13 de abril de 1889, o seu artigo foi colocado no Index, e Dom Bonomelli se submeteu (mas só exteriormente, como demonstram as cartas posteriormente enviadas a São Pio X). Vide G. Astori, San Pio X e il vescovo Geremia Bonomelli, in “Rivista di Storia della Chiesa in Italia”, n. X, 1956, pp. 255-259.

[2] G. Bonomelli, Profilo di tre personaggi italiani e moderni, Milano, Cogliati, 1911.

[3] Tutte le Encicliche e i principali Documenti pontifici emanati dal 1740, ed. Bellocchi, vol. VII, Pio X (1903-1914), Città del Vaticano, LEV, 1999, p. 467.

[4] Idem.

[5] Idem.

[6] Idem.

[7] Idem.

[8] Idem.

[9] Idem.

[10] Idem.

[11] Idem.

[12] Ibidem, p. 468.

[13] Idem.

[14] Vide Pio IX, Carta Tuas libenter, de 1863, sobre a obrigatoriedade do magistério constantemente ensinado.

[15] Idem.

[16] Ibidem, p. 469.

[17] Idem.

Fonte: http://santamariadasvitorias.org/sao-pio-x-respondo-ponto-por-ponto/

Aproximação do Papa Francisco?

 

 

 

Francisco I beija patiarca russo no aeroporto de Havana

 

O súbito e “milagroso” gesto do líder moscovita, empurrado por trás e por cima pelo seu patrão Vladimir Putin, foi repentino demais para não deixar de levantar agudas perguntas, logo depois do desconcertante encontro de Havana.

Alguns chegaram a supor a realização de obscuras profecias apocalípticas, inclusive de místicos cismáticos como Nicolai Berdaiev, sobre uma reconciliação das religiões monoteístas na iminência do Fim do Mundo e da segunda vinda de Cristo em pompa e majestade para encerrar a História e julgar vivos e mortos.

Mas, pondo de lado essas aplicações fantasiosas para o presente caso, o que se passou em Moscou para adoçar tão repentinamente a beligerância cismática contra Roma, vigente durante séculos?

O comentador nacionalista russo Yegor Kholmogorov, conhecido pelos seus posicionamentos afins com gestos gritantes de Putin, apresentou considerações muito mais próximas dos interesses do Kremlin. Elas foram reproduzidas pela agência EuromaidanPress.

Moscou, que pretende ser a Terceira Roma, quereria uma aliança com Roma. A Primeira Roma, segundo sua arbitrária qualificação teria sido o Vaticano antes de ser abandonada pelo Espírito Santo no século XI, e a segunda Roma teria sido Constantinopla antes de ter sido desprezada pelo Espírito Santo após cair nas mãos dos turcos em 1453.

A terceira Roma ,e o correspondente Patriarcado de Moscou, são meras ficções forjadas pelos czares para dar um fundamento religioso ao seu expansionismo militar para o sul.

Yegor Kholmogorov
Yegor Kholmogorov

Hoje, o patriarca grego de Constantinopla, Bartolomeu, está reduzido à última insignificância espiritual e material.

Embora revestido de um título histórico pomposo, ele mal consegue reunir um milhar de fiéis na grande festa da Páscoa, a mais importante no Oriente. E, ainda assim, fretando ônibus provenientes da Grécia.

Constantinopla, ou Istambul segundo o nome turco, é uma cidade maciçamente muçulmana. Nela, os cristãos de qualquer denominação são ferozmente perseguidos e até assassinados. Como aconteceu, aliás, com o Núncio da Santa Sé, Dom Luigi Padovese, apunhalado em junho de 2010 na cidade de Iskenderun.

Na Grécia, o patriarca de Constantinopla é detestado pelo Sínodo dos bispos gregos pelo fato de residir em território do inimigo ancestral: a Turquia.

Mas Kirill quer de Francisco algo muito mais importante para o Kremlin nas circunstâncias atuais. Algo perto do qual a lendária e desaparecida Constantinopla cristã vale bem pouca coisa.

Trata-se, para a Rússia, de abafar o dinâmico surto de catolicismo hostil ao comunismo, e portanto patrioticamente anti-russo, que se verifica na Europa Oriental, e muito especialmente na Ucrânia.

Segundo Kholmogorov, o Papa latino-americano sente uma consonância profunda com o cisma ortodoxo em muitas questões. Além do mais, sempre segundo o comentarista, Francisco I não se importaria com os problemas doutrinários, teológicos ou sociais, como faziam seus predecessores.

Desse Papa assim próximo, Moscou quer obter o abafamento dos ucranianos de rito greco-católico, aos quais se refere com menosprezo como “uniatas”.

Os greco-católicos ucranianos saíram das catacumbas da perseguição soviética em 1991 e, desde então, vêm progredindo velozmente no país. Aliás, eles atraem um número sempre crescente de fiéis que até há pouco se diziam “ortodoxos”.

Igreja greco-católica da Santíssima Ressurreição, Ivano-Frankivsk, Ucrânia. Os católicos estão em constante aumento e Moscou quer abafá-los.
Igreja greco-católica da Santíssima Ressurreição, Ivano-Frankivsk, Ucrânia.
Os católicos estão em constante aumento e Moscou quer abafá-los.

De fato, a Igreja Católica, e especialmente seu rito greco-católico, foi a única que não se vergou à opressão comunista russa. E voltou à luz aureolada com o prestígio da resistência genuína, religiosa e nacional, ao invasor anticristão e inimigo da pátria.

Stalin havia confiscado todos os bens católicos e assimilado ditatorialmente todas as igrejas cristãs ao Patriarcado de Moscou. Esse Patriarcado funcionou interesseiramente à sombra da ditadura marxista como mais um instrumento de opressão.

Assim que cessou a opressão, a parte ucraniana da igreja ortodoxa dependente do Patriarcado de Moscou literalmente explodiu. É difícil dizer quantos, quais e quão grande são seus fragmentos, mas nem entre eles conseguem contabilizá-los.

Baste mencionar que o chefe supremo na Ucrânia do cisma russo separou-se de Moscou e se autoproclamou patriarca de Kiev em luta contra o patriarca de Moscou, apontado como agente da potência materialista que chacinou milhões de ucranianos no genocídio conhecido como Holodomor.

Longe dessa liquefação material, moral e religiosa do cisma russo e de seus incontáveis subdivisões igualmente cismáticas, os greco-católicos progridem velozmente, bafejados pela graça divina.

Então, não podendo opor uma proposta religiosa sincera ou crível, Moscou quer que o Vaticano abafe esses “uniatas”, que ameaçam conquistar as bases populares de Moscou e daqueles que considera seus súbditos.

Se o patriarca russo não conseguir de imediato uma medida tão drástica da parte da Santa Sé, ele quereria pelo menos, escreve Kholmogorov, “obter do Vaticano uma garantia de um mínimo de neutralidade na guerra contra a igreja ortodoxa na Ucrânia” tocada pelos patriotas ucranianos.

Há um outro problema encostado no anterior A perspectiva de Kirill, fiel eco de Putin, é de que na Ucrânia há uma guerra religiosa e que os piores inimigos são os greco-católicos. Mas, nessa guerra, que tira o sono dos lideres da “nova Rússia”, pesa muito a anarquia instalada entre os cismáticos ditos “ortodoxos”.

O rito greco-católico (na foto seu arcebispo-mor D. Sviatoslav Shevchuk) está determinado a continuar inabalavelmente unido a Roma quaisquer sejam as adversidades.
O rito greco-católico (na foto: seu arcebispo-mor D. Sviatoslav Shevchuk) está decidido
a continuar inabalavelmente unido a Roma quaisquer sejam as adversidades.

Kirill e Putin também querem que o Vaticano intervenha para fazer o que Moscou não consegue: reunificar os cismáticos, como afirma a Declaração de Havana. Ou, pelo menos, que os greco-católicos fiquem “neutros” enquanto os agentes de Moscou procedem à “unificação”.

Essa “unificação” está sendo levada a cabo na Crimeia e no leste ucraniano ocupado. Mas é feita na ponta do revólver: quem não se filiar de novo ao Patriarcado de Moscou – seja católico ou cismático dissidente – sofre pesadas punições.

Muitos padres tiveram que fugir, suas igrejas foram confiscadas, e até alguns pastores protestantes apareceram mortos numa vala comum no leste ucraniano.

Para Kholmogorov, na reunião de Cuba, Kirill teria sugerido que a diplomacia vaticana assuma Moscou como o principal parceiro do diálogo com o Oriente, deixando num segundo plano os demais cristãos – greco-católicos, católicos latinos e os incontáveis estilhaços da “ortodoxia” oriental.

Segundo a proposta, o Vaticano deveria inaugurar “conversações imediatas com o cisma de Moscou, considerado como a maior das igrejas ortodoxas do mundo, que opera em sinfonia sincera com a Grande Rússia” [de Vladimir Putin].

Mas os ucranianos católicos e patriotas não querem saber disto. Eles já passaram por outras talvez piores, sob o sopro da graça divina emergiram vitoriosos da ditadura comunista-mocovita, e estão determinados a ficarem fiéis a seu glorioso passado patriótico e/ou católico.

Fonte: http://flagelorusso.blogspot.com.br/2016/03/kholmogorov-proposta-secreta-de-kirill.html

Arcebispo de Maringá critica documento da CNBB por não fazer referência à corrupção

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Caríssimos,

Salve Maria

Se a CNBB não se posicionar, de forma clara e sem apadrinhamentos, sobre a grave situação política do Brasil, estará cometendo um grande erro histórico imperdoável. Se nos lembrarmos da atuação da CNBB em falas e em documentos, pronunciamentos na década de 80, é por demais estranho o seu silencio na conjuntura hodierna. Onde  se encontram as chamadas “vozes proféticas”?

Há de se fazer um “Mea Culpa”, pois se estamos numa quase Venezuela ( graças a Deus é um país continental, o que impediu a ditadura de esquerda) deve-se a atuação de grande parte do clero e episcopado da época.

Rezemos pelo Brasil.

****

Dom Anuar observa que o documento é bem redigido, mas em momento algum fala sobre a corrupção. “Falar de uma conjuntura nacional sem apontar a corrupção é uma falha tremenda”, disparou o arcebispo, e completou: “mais de 60 políticos já foram presos, todos por causa de roubo”.

Ao citar o livro do Papa “O nome de Deus é misericórdia”, em que Francisco diferencia corruptos de pecadores – assim como também havia refletido na Casa Santa Marta – o arcebispo disse que vai lutar para que o documento conclusivo dos bispos ao final da Assembleia sobre a conjuntura nacional considere esta distinção, porque a “corrupção está sangrando o Brasil”, informa o noticiário da Rádio Vaticano em seu site.

Fonte: http://blog.opovo.com.br/ancoradouro/radio-vaticano-arcebispo-de-maringa-critica-documento-da-cnbb-por-nao-fazer-referencia-a-corrupcao/

O CONSELHO DE D. HELDER A PAULO VI, SEU AMIGO

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No livro “Dom Helder – misticismo e santidade”, do jornalista Marcos de Castro (admirador de Dom Helder Câmara), o escritor relata quais eram, segundo o próprio Dom Helder Câmara, as mudanças que o Arcebispo desejava para a Igreja. São 3 sugestões que Dom Helder fizera ao própria Papa Paulo VI, seu amigo de longa data, em uma das muitas conversas particulares que tiveram. A mais chocante de todas, é a terceira sugestão, que transcrevo a seguir:


” o fim do Vaticano tal como existe hoje.
Sobre o último dos três gestos Dom Helder faz a explanação mais longa:


– Com razão ou sem razão, o Vaticano se tornou um contra-sinal, sobretudo para os jovens. Ah, como seria bom se o senhor pudesse doar o Vaticano à Unesco, a serviço da cultura mundial! O Vaticano com os seus jardins, a sua biblioteca, a sua pinacoteca, que maravilha! Santo Padre, o senhor conhece Roma palmo a palmo. Ah, como seria bom – eu sei que por enquanto o senhor não pode -, o senhor, que conhece cada recanto de Roma, descobrir uma casa pequena, uma casa de dimensão humana, que passasse a ser sua nova casa! Uma casa abrindo para uma praça, de tal maneira que o senhor pudesse receber os peregrinos do mundo, mas recebê-los como gente. Santo Padre, o senhor sabe do respeito imenso que eu tenho por Pedro. Pedro, que tem de fato um papel em nome de Cristo, no seio da colegialidade episcopal, um papel no seio de toda a comunidade cristã universal. E o senhor sabe a amizade pessoal, a devoção pessoal que lhe tenho. Mas eu lhe digo, me perdoe, eu já não posso participar daquelas assembléias de domingo, quando o senhor aparece naquela janela e fica ali tão longe, fazendo aqueles gestos…Ah, me perdoe, mas me dá a impressão de uma marionete! Como eu gostaria de vê-lo no meio do povo! O povo segurando o papa, empurrando o papa, todo mundo dando a mão ao papa, como com certeza faziam com o Cristo. Naturalmente, seus conselheiros dirão que não pode ser, que há o perigo até de um atentado. Me perdoe, Santo Padre, mas todas as noites eu peço para que o papa um dia seja morto. Há tanto tempo que um pastor não morre pelas suas ovelhas…


– Me escreva tudo isso, me escreva tudo isso – foi a reação imediata e pressurosa de Paulo VI.


E, naquele momento, ele mesmo ensinou a Dom Helder como fazer a carta chegar diretamente às mãos dele.”
(Dom Helder, Misticismo e Santidade, páginas 206 e 207, do jornalista Marcos de Castro).

O que diz Medjugorje? A sua mensagem prova que esta é também uma falsa aparição

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por Ir. Miguel Dimond e Ir. Pedro Dimond

www.igrejacatolica.pt

“A Nossa Senhora enfatiza sempre que existe um só Deus, e que as pessoas forçaram uma separação não-natural. Uma pessoa não pode verdadeiramente crer, ser um verdadeiro cristão, se não respeitar de igual modo as outras religiões.”1 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

“A Nossa Senhora disse que as religiões encontram-se separadas na terra, mas as pessoas de todas as religiões são aceites por seu Filho.”2 — “Vidente” Ivanka Ivankovic

Pergunta: “Está a Santa Mãe a chamar todos os povos a serem católicos?” Resposta: “Não. A Santa Mãe diz que todas as religiões são prezadas por ela e pelo seu Filho.”3— “Vidente” Ivanka Ivankovic

Isto é apostasia total na Mensagem de Medjugorje. É uma rejeição do dogma católico; é uma rejeição do dogma Fora da Igreja Não Há Salvação; e é uma rejeição total do ensinamento claro do Evangelho sobre a necessidade de crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus, para a salvação. Isto prova que Medjugorje, como o resto das falsas aparições modernas, é um embuste do Demónio. Aqueles que estão a par destes factos e recusam-se a repudiar Medjugorje como uma falsa aparição rejeitam a fé católica.

Notas finais:

1  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.

2  The Apparitions of Our Lady of Medjugorje, Franciscan Herald Press, 1984.

3  Janice T. Connell, The Visions of the Children, The Apparitions of the Blessed Mother at Medjugorje, St. Martin’s Press, Agosto de 1992.

 

Cardeal enaltece Francisco e desvaloriza Bento XVI

Palavras de D. João Braz de Avis , cardeal Prefeito para os Religiosos à Revista VEJA. Lamentável.

Rezemos pela Igreja em seu ocaso:

 

braz

 

 

SOBRE AS REFORMAS DE FRANCISCO

“Existe, no entanto, uma reforma muito mais profunda já em curso. Trata-se de uma mudança de base — simples e complexa ao mesmo tempo. A de fazer com que a Igreja seja mais fraterna, que se abra para valores autênticos — amor, justiça e paz. Nós, católicos, fomos sempre muito fechados. Convivemos por séculos com a ideia de que é preciso converter as pessoas para trazê-las para perto. Não podemos agir como se fôssemos donos da moral”.

 

A PASTORALIDADE ACIMA DA DOUTRINA

Há duas maneiras de ler o Evangelho. Uma, de forma puramente doutrinal, racional. A outra é ver a mensagem de Jesus nas palavras do Evangelho. A mensagem de amor e de acolhimento de Jesus […] O Papa se justifica para essas pessoas. Pessoas que veem o Evangelho de forma restrita, puramente doutrinal. São os tradicionalitas da Igreja. Aos eclesiásticos e aos fiéis não tradicionalistas, ele certamente não precisa se explicar”.

UMA CRISE  “RATZINGERIANA”

“Digamos que eu passei por uma crise pessoal muito grande. Em 2012, o então secretário da congregação que eu coordeno, o arcebispo Joseph Tobin, foi destituído por Bento XVI sob acusação de ter tomado o partido das freiras americanas responsabilizadas por desvios de disciplina e doutrina. A acusação era injusta. Posso dizer isso porque ele era meu braço-direito. Eu sempre achei que fazer a vontade de Deus por meio do caminho da Igreja é essencial. Mas, no momento em que passo a pensar que a vontade de Deus pode ser mentirosa, como eu fico? Simplesmente, calei-me diante daquela injustiça”.

ELOGIO A FRANCISCO

“Vejo o Papa Francisco pelo menos a cada duas semanas […] Quanto a Bento XVI, na última vez que pedi para falar com ele, o encontro foi marcado para dali a quatro meses. Ele é extremamente tímido, e essa timidez causou uma dificuldade de comunicação muito grande”.