A Crise Ariana e a controvérsia por Amoris Laetitia: um paralelo

sonho do papa liberio

Traduzido por Frei Zaqueu

Um renomado acadêmico compara ambas situações

PROF. CLAUDIO PIERANTONI

 

As reflexões que seguem derivam sua origem de uma coincidência bastante curiosa. Nos primeiros dias de abril deste ano, em efeito, na Faculdade de Teologia da Universidade Católica de Santiago do Chile se pôs em movimento um grupo de estudo sobre a controvérsia ariana.


Na primeira reunião do grupo refletiram sobre a extraordinária rapidez com a que a controvérsia suscitada pelo presbítero alexandrino Ario no ano 318 ou 319 [d. C.], aparentemente reprimida com a condenação deste por parte de Alexandre (o bispo da metrópole), se difundiu rapidamente na Palestina, e desde ali e em poucos anos incendiou todo o Oriente romano, obrigando inclusive o imperador Constantino a convocar um concílio ecumênico para resolvê-la. Aparentemente se trata só de um punhado de frases imprudentes sobre a relação do Filho com o Pai, mas que puseram a descoberto profundas diferenças doutrinais existentes no episcopado, e desencadearam uma polêmica evidentemente latente há muito já instalada.


Pois bem, justamente nesses mesmos dias de abril de 2016 se publicou a exortação apostólica “Amoris laetitia”, e pouco tempo depois […] apareceram as reações do cardeal Burke e as do cardeal Müller, e começou a polêmica. Não passou muito tempo para compreender que o incêndio que se estava propagando rapidamente, justamente como nos tempos de Ario, era de vastas proporções, apesar das modestas aparências de basear-se só em um par de notas imprudentes ao pé da página, das que o Papa afirmava que nem sequer as recordava.


Me pareceu então natural começar a fazer um paralelo entre as duas crises. […] Em efeito, os dois momentos podem ser vistos em analogia, porque em ambos casos muitos católicos percebem uma intervenção importante do magistério como em conflito com a doutrina anterior. E ademais, em ambos casos se percebe um silêncio ensurdecedor da hierarquia da Igreja Católica, naturalmente com suas exceções.


Quanto ao conteúdo, as duas crises são certamente diferentes. No primeiro caso, o tema da discórdia é estritamente teológico, referido ao fundamento da doutrina cristã sobre o Deus uno e trino, enquanto que no segundo caso é teológico-moral, referido principalmente ao tema do matrimônio.


Não obstante, me parece que o elemento principal que aproxima as duas crises é o fato que ambos afetam a um pilar da mensagem cristã, que se é destruído a mensagem mesma perde sua fisionomia fundamental. […]


  1. Paralelo entre as duas crises, nos documentos doutrinais 


Desde o ponto de vista dos documentos doutrinais, o elemento paralelo que maiormente chama a atenção é o carácter de ambiguidade presente nas fórmulas filo-arianas dos anos 357-360 d. C.


Em efeito, […] a minoria filo-ariana, ainda estando no poder, não se arriscou a propor uma posição que se opusesse muito claramente à visão tradicional. Não diz expressamente que o Filho é inferior ao Pai, mas utiliza uma expressão genérica, “semelhante” ao Pai, que podia prestar-se a diversos graus de subordinacionismo. Em síntese, ainda estando no poder, a minoria filo-ariana tenta esconder-se.


De modo análogo, a atual exortação apostólica “Amoris laetitia”, no famoso capítulo VIII, não nega abertamente a indissolubilidade do matrimônio, a afirma explicitamente. Mas na prática nega as consequências necessárias que se derivam da indissolubilidade matrimonial, e o faz através de um discurso sinuoso e enviesado, com formulações que abarcam uma gama de posições diferentes, algumas mais extremas, outras mais moderadas.


Por exemplo, diz que “em alguns casos” poderia dar-se a “ajuda dos sacramentos” às pessoas que vivem em uniões “chamadas irregulares”. Não se dizem quais são estes casos, por isso a partir do texto podem se dar ao menos quatro interpretações, das quais as mais restritivas são obviamente incompatíveis com as mais amplas. Por claridade interpretativa, é então útil classificá-las com base no distinto grau de amplitude, partindo da mais restritiva até a mais extensa:


  1. Sobre a base do princípio de continuidade hermenêutica, a expressão “em alguns casos” deveria interpretar-se como referidos aos casos especificados nos documentos do magistério vigente, como “Familiaris consortio”, a qual diz que se pode dar a absolvição e a comunhão eucarística nesses casos nos que os conviventes prometem conviver como irmão e irmã.


Esta interpretação tem desde já um princípio hermenêutico fundamental, o qual poderia parecer irrefutável, mas essa interpretação está refutada pela nota 329, que afirma de forma explícita que justamente este comportamento (isto é, a convivência como irmão e irmã) seria potencialmente daninho, por isso há que evitá-lo.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se em sentido mais amplo como referido à certeza subjetiva da nulidade do matrimônio anterior, supondo que por motivos particulares não é possível prová-la em um tribunal.


Em tais casos poderia dar-se certamente que em segredo de consciência não haja culpa na nova união: isto poderia ser visto, no plano da doutrina moral, de forma concorde com “Familiaris consortio”. Mas se mantém uma diferença fundamental no plano eclesiológico: a Eucaristia é um ato sacramental, público, não que não possa tomar-se em consideração uma realidade em si mesma invisível e publicamente incontrolável.


  1. “Em alguns casos” pode interpretar-se, mais amplamente ainda, como referido a uma responsabilidade subjetiva menor ou também nula, devido a ignorância da norma, ou bem à incapacidade de compreendê-la; ou também a uma “força maior”, na que alguma circunstância especial pode ser tão forte como para “forçar” a uma convivência “more uxorio”, que então não constituiria culpa grave; mais bem, inclusive, segundo o documento, o abandono da convivência poderia fazer incorrer em uma culpa mais grave.


Aqui temos já sérios problemas também de teologia moral. Ignorância e incapacidade de compreender podem limitar efetivamente a responsabilidade pessoal, mas parece incongruente, por não dizer contraditório, invocá-las neste discurso, no que se fala de um itinerário e de um discernimento “acompanhado”, os quais são processos que precisamente deveriam culminar na superação dessa ignorância e incapacidade de compreender.

Quanto à força maior, não é para nada obvio, mais ainda é contrário a toda a tradição e a importantes pronunciamentos dogmáticos que ela possa justificar o não cumprimento da lei divina. É verdade que não se pode excluir a priori que possa existir circunstâncias particulares, nas que a situação pode mudar a espécie moral de um ato externamente igual, também consciente e voluntário. Por exemplo, o ato de subtrair um bem de alguém não pode configurar-se como furto, mas como ato de um pronto socorro a uma pessoa ou como um ato direto para evitar um mal maior. Mas ainda supondo, sem concedê-lo, que isto possa aplicar-se ao adultério, o que aqui impede decididamente uma justificação deste gênero é o carácter de permanência do comportamento objetivamente negativo: o que é justificável em um momento pontual, de emergência, não pode sê-lo em uma situação estável, conscientemente elegida.


De todo modo, se mantém firme também o princípio eclesiológico pelo qual em nenhum caso pode fazer-se magicamente visível a nível público o que por sua natureza pertence ao segredo de consciência.


  1. Na interpretação mais extensa de todas, “em alguns casos” pode ampliar-se até incluir todos esses casos – que são além disso esses casos reais, concretos e frequentes que todos temos em mente – nos que se dá um matrimônio pouco feliz, que fracassa por uma série de mal-entendidos e incompatibilidades e aos quais lhes segue uma convivência feliz, estável no tempo, com fidelidade recíproca, etc. (cf. AL 298).


Nestes casos, pareceria que o resultado prático, em particular a duração e a felicidade da nova união contra a brevidade e infelicidade da anterior, pode interpretar-se como uma espécie de confirmação da bondade e, em consequência, legitimidade da nova união. Neste contexto (AL 298) se silencia qualquer consideração sobre a validez do matrimônio anterior e sobre a incapacidade de compreender e sobre a força maior. E em efeito, quando mais adiante (AL 300) se passa a considerar o tipo de discernimento que deverá fazer-se nestes casos, resulta ainda mais claro que os temas em discussão no exame de consciência e no arrependimento respectivo não serão outros que o bom ou mal comportamento frente ao fracasso matrimonial e o bom êxito da nova união.


É claro aqui que o “arrependimento” que há que considerar não se refere em absoluto à nova união em presença de uma união legítima anterior; pelo contrário, se refere ao comportamento durante a crise anterior e as consequências (no melhor dos casos) da nova união sobre a família e sobre a comunidade.


É então evidente que o documento tenta ir mais além, tanto dos casos nos que se tem certeza subjetiva da invalidez do vínculo anterior, como também dos casos de ignorância, de dificuldade para compreender e de força maior ou de suposta impossibilidade de cumprir a lei.


Agora bem, é suficientemente claro que se a medida válida para julgar a licitude da nova união é, em última instância, seu êxito prático, sua felicidade visível e empírica, contra o fracasso e a infelicidade do matrimônio anterior – licitude que obviamente se supõe para receber a absolvição sacramental e a Eucaristia –, a consequência inevitável é que agora o matrimônio anterior é considerado implicitamente, e também publicamente, sem efeito e, em consequência, dissolvido: isto é, o matrimônio é dissolúvel. Deste modo, na Igreja Católica se introduz de fato o divórcio, enquanto que se continua afirmando de palavra sua indissolubilidade.


É também suficientemente claro que se o êxito do novo matrimônio basta para estabelecer sua licitude, isto inclui a justificação praticamente de todos os casos de nova união. Em efeito, se se tivesse que demonstrar que a nova união carece de êxito, não subsistirá o estímulo para justificá-la e se passará ainda a uma união ulterior, na esperança de um êxito maior. Em suma, esta e não outra é precisamente a lógica do divórcio.

Disto se pode logo deduzir que a discussão sobre casos que poderíamos chamar “intermediários”, isto é, os situados entre a posição tradicional e a mais ampla – que como temos mostrado inclui de fato todos os casos –, se por uma parte permite a muitos, mais moderados, reconhecer-se em uma ou outra gradação e, em consequência, pode ter um valor “tranquilizador”, pelo contrário, desde o ponto de vista prático termina por ser muito pouco relevante. Em efeito, em essência e em linhas gerais, o documento outorga carta branca para resolver a grande maioria das situações reais com um critério muito mais simples e em linha com a mentalidade dominante em nossa civilização: em uma palavra, está perfeitamente em linha com a ideologia do divórcio.


*


Voltando ao nosso paralelo, tudo isto lembra muito proximamente a política do imperador Constâncio, ao buscar uma expressão suficientemente genérica que se propusesse manter contentes as muitas posições diferentes. Na controvérsia ariana, o caráter genérico da expressão “semelhante ao Pai segundo as Escrituras” encontra uma perfeita confirmação no carácter genérico da expressão “em alguns casos” que encontramos em “Amoris laetitia”. Em teoria, é possível reconhecê-lo em quase todas as posições.

Como consequência, as situações resultam análogas também quanto ao resultado prático. Da mesma maneira que quase todo o episcopado do império aceitou a fórmula de Rimini-Constantinopla do 359-60 d. C., assim também hoje a esmagadora maioria do episcopado tem aceitado sem queixar-se o novo documento, ainda sabendo que isto legitima de fato uma série de posições incompatíveis entre elas, algumas das quais é manifestamente herética.


Hoje em dia muitos bispos e teólogos acalmam sua própria consciência afirmando, tanto em público como a si mesmos, que dizer que “em certos casos” os divorciados que se “recasaram” podem receber os sacramentos não é em si errôneo e pode interpretar-se, em uma hermenêutica da continuidade, como em linha com o magistério anterior. Justamente da mesma maneira os antigos bispos pensavam que não era em si errôneo dizer que “o Filho é semelhante ao Pai segundo as Escrituras”.


Mas em ambos casos, se bem em uma e em outra fórmula tomada isoladamente se pode reconhecer uma ampla gama de posições, no contexto dos respectivos documentos é muito claro que a posição ortodoxa, verdadeiramente em linha com o magistério anterior, é precisamente a que é justamente excluída. […]


No caso de “Amoris laetitia”, isto se leva a cabo:


– com a negação da formulação de “Familiaris consortio” sobre a abstenção da convivência “more uxorio” como condição do acesso aos sacramentos;

– com a eliminação dos limites anteriores entre certeza da consciência e normas eclesiológicas sacramentais;

– com a instrumentalização dos preceitos evangélicos da misericórdia e do não julgar, usados para sustentar que na Igreja não seria possível a aplicação de censuras gerais a determinados comportamentos objetivamente ilícitos;

– e por último, ainda que não menos importante, censurando duramente a quem tivesse a “mesquinha” e “farisaica” pretensão de invocar normas jurídicas precisas para julgar qualquer caso individual, que pelo contrário deve ser rigorosamente deixado ao discernimento e ao acompanhamento pessoal.


Deste modo, ainda com a boa vontade de respeitar um princípio hermenêutico certamente válido – o da continuidade com os documentos anteriores -, se corre o risco de olvidar outro princípio ainda mais importante e evidente: o do contexto imediato no que se formula uma proposição.


Se se lê as afirmações particulares de “Amoris laetitia” não isoladamente, mas em seu contexto, e o documento por sua vez é lido em seu contexto histórico imediato, se descobre facilmente que a “mens” geral que o guia é essencialmente a ideia do divórcio, além da ideia hoje difundida de não colocar limites claros entre um matrimônio ilegítimo e uma união irregular. […]

  1. Paralelo entre as duas crises, no desenvolvimento histórico


Também se pode advertir um paralelo evidente desde o ponto de vista do desenvolvimento histórico da heresia ariana. Se assiste a sua preparação durante a segunda metade do século terceiro; ao fazer-se pública, é condenada pelo Concílio de Niceia, mas no Oriente, pelo contrário, recebe uma rejeição generalizada. Não obstante, a rejeição de Niceia é mais moderada em uma primeira fase, e o arianismo verdadeiro e genuíno é tolerado somente como um mal menor, mas pouco a pouco esta tolerância lhe permite retomar vigor, até que dadas as favoráveis circunstâncias políticas chega ao poder. Uma vez alcançado este, sente contudo a necessidade de camuflar-se: não se expressa de forma franca e direta, mas em uma forma indireta, apoiando-se sobre a pressão e a intimidação pública. Mas o fato mesmo de impor-se, ainda quando o arianismo era uma minoria, sobre uma maioria covarde e indecisa, o expõe de todos os modos a uma refutação muito mais forte e clara por parte do setor mais ortodoxo e consciente do episcopado que prepara, de forma gradual mas inexorável, a derrota definitiva nas duas décadas que seguem.


Analogamente, no caso da heresia atual, que a causa do nome de seu expoente principal podemos chamar “kasperiana”, temos assistido a uma lenta preparação, a partir da segunda metade do século XX. Se fez pública e foi condenada nos documentos de João Paulo II (sobretudo em “Veritatis splendor” e “Familiaris consortio”). Mas desde um setor do episcopado e da teologia culta estes documentos foram rejeitados de forma mais ou menos aberta e radical, e a práxis ortodoxa foi omitida em amplas e importantes zonas da catolicidade. Esta rejeição foi tolerada amplamente, tanto a nível teórico como prático, e desde ali adquiriu força, até que, dadas as circunstâncias favoráveis, políticas e eclesiásticas, chegou ao poder. Mas apesar de haver alcançado o poder, o erro não se expressa de forma franca e direta, senão melhor através das não de todo claras atividades sinodais (2014-2015), e desemboca logo em um documento apostólico exemplar por sua tortuosidade. Mas o fato mesmo de haver chegado a aparecer em um documento magisterial suscita uma indignação moral e uma reação intelectual muito mais forte e dinâmica, e obriga a todo aquele que tem os instrumentos intelectuais a repensar a doutrina ortodoxa, por uma formulação ainda mais profunda e clara de sua parte, para preparar uma condenação definitiva não só do erro pontual examinado, mas também de todos os erros vinculados a ele, que chegam a incidir sobre toda a doutrina sacramental e moral da Igreja. Ademais permite, e isto não é pouco, pôr a prova, reconhecer e também reunir os que aderem verdadeira e solidamente ao depósito da fé.


Podemos dizer que esta é justamente a fase na que nos encontramos neste momento. Recém começou e se preanuncia não privada de obstáculos. Não podemos prever quanto durará, mas devemos ter a certeza da fé de que Deus não permitiria esta gravíssima crise se não fosse para um bem superior das almas. Será certamente o Espírito Santo o que nos dê a solução, iluminando este Papa ou a seu sucessor, talvez também através da convocatória a um novo concílio ecumênico. Enquanto isso, cada um de nós está chamado, na humidade e na oração, a dar seu testemunho e sua contribuição. E a cada um de nós certamente o Senhor nos pedirá contas.

Fonte: Chiesa

Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/la-crise-ariana-y-la-controvérsia-por-amoris-laetitia-un-paralelo

Cardeal Burke explica como será a correção do Papa

Como indica o titulo desta postagem, e em claro contraste com as palavras ditas pelo Cardeal Muller no Programa de Televisão italiano “Stanze Vaticane”, do Canal TGCOM24 e comentado durante todo o dia em páginas católicas na Internet, o Cardeal Burke afirmou em uma recente entrevista, que a ”Amoris Laetitia” Se supõe como um perigo para a Fé e que se fará a correção do Papa. Ademais disse que não teme perder a Púrpura Cardinalicia, mas sim que teme o juízo de Deus. A entrevista se deu ao periódico The Remnant  publicada no dia 09 de Janeiro.
No Domingo passado(08 de Janeiro) o Cardeal Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista entrou em contradição com sua postura previa(A respeito das Dúbias). Assegurou que não se fará a correção do Papa a curto prazo porque no existe perigo para a fé “Uma correção fraterna ao Papa me parece muito distante, neste momento não é possível, por que não há nenhum perigo para a fé”.  
 
O Cardeal Burke, ademais, voltou a reiterar que a “Amoris Laetitia” não é um documento magisterial, como indica o mesmo Papa Francisco no documento. Segundo Burke, algumas afirmações confusas do documento embora não sejam heréticas materialmente necessitam ser esclarecidas, porque podem induzir os fieis ao erro em questões muito sérias. Para ele se não chegar um esclarecimento por parte do Papa o resultado será devastador.
E quanto ao medo de perder o Barrete Cardinalício, Burke assegurou que conhece qual seu dever e que não teme dizer a verdade. Disse temer estar defronte a Nosso Senhor no juízo final e ter que dizer: “Não te defendi quando estavas sendo atacado e a verdade que tu ensinastes estava sendo traída”.
Ao ser perguntado se a situação atual se parece com o tempo da heresia Ariana no Século IV, disse que de certo modo sim: “Agora está em jogo as verdades da fé: As que se refere ao Sacramento do Matrimonio e as que se refere ao Sacramento da Eucaristia. E se a confusão atual for preservada, chegará um momento que haverá setores amplos de fieis sem a Fé Católica, como  se encontrava quando Santo Ambrósio foi nomeado Arcebispo de Milão.
E em relação sobre quando e como seria essa correção formal, o Cardeal Burke declarou que não seria muito diferente das “Dubias”, em outras palavras aquelas verdades que parecem ser postas em questão pela Amoris Laetitia simplesmente se confrontaria com o que a Igreja tem ensinado, praticado e anunciado sempre em seu magistério oficial, desta maneira os ditos erros serão corrigidos.
 
 
Fonte: http://institutobentoxvi.blogspot.com.br/2017/01/cardeal-burke-explica-como-sera.html

Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos considera Lutero: ” Testemunha do Evangelho”

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Salve Maria!

Agora é o Pontifício Conselho para Unidade dos Cristãos que está ‘canonizando” o heresiarca Lutero. O material da semana de Oração para Unidade dos Cristãos, traz  Lutero como heroi e ” Testemunha do Evangelho”. Se esse infame é considerado assim pelos que deveriam condena-lo, então segue o enterro…

Contra uma total apostasia, nos escudemos nas palavras de Nossa Senhora em Fátima.

EM ESPANHOL

La Santa Sede ha publicado el material para la Semana de Oración por la unidad de los cristianos. En el texto oficial se vuelve a reconocer a Lutero como «testigo del evangelio». Habrá una conmemoración conjunta de la Reforma protestante.

(InfoCatólica) El material del Consejo Pontificio para la Unidad de los Cristianos incluye el siguiente texto:

En 1517 Martín Lutero levantó preocupaciones acerca de lo que él consideraba abusos en la Iglesia de su tiempo haciendo públicas sus 95 tesis. 2017 es el 500 aniversario de este acontecimiento crucial en el movimiento de la Reforma que ha marcado la vida de la Iglesia occidental a lo largo de muchos siglos. Este acontecimiento ha sido un tema controvertido en la historia de las relaciones intereclesiales en Alemania también en los últimos años. La Iglesia Evangélica de Alemania (EKD) ha estado preparando este aniversario desde 2008, centrándose cada año en un aspecto concreto de la Reforma, por ejemplo: la Reforma y la política o la Reforma y la educación. La EKD también ha invitado a sus interlocutores ecuménicos en varios niveles a que ayuden a conmemorar los acontecimientos de 1517.

Después de extensos y a veces difíciles debates, las Iglesias de Alemania han alcanzado el acuerdo de que la forma de conmemorar ecuménicamente la Reforma debía ser con una Christusfest, una celebración de Cristo. Si se pone el énfasis en Jesucristo y en su obra reconciliadora como centro de la fe cristiana, los interlocutores ecuménicos de la EKD (católicos romanos, ortodoxos, baptistas, metodistas, menonitas y otros) podrían participar en las celebraciones del aniversario.

Si se tiene en cuenta que la historia de la Reforma se ha caracterizado por una dolorosa división, este es un logro muy considerable. La Comisión Luterano-Católico Romana sobre la Unidad ha trabajado mucho para llegar a un entendimiento compartido de la conmemoración. Su importante informe Del conflicto a la comunión reconoce que las dos tradiciones se acercan a este aniversario en una época ecuménica, con los logros de 50 años de diálogo a sus espaldas y con una comprensión nueva de su propia historia y de la teología. Separando lo que es polémico de las cosas buenas de la Reforma, los católicos ahora son capaces de prestar sus oídos a los desafíos de Lutero para la Iglesia de hoy, reconociéndole como un «testigo del evangelio» (Del conflicto a la comunión, 29). Y así, después de siglos de mutuas condenas y vilipendios, los católicos y los luteranos en 2017 conmemorarán por primera vez juntos el comienzo de la Reforma.

Cabe recordar que el Catecismo de San Pío X, definía así la Reforma protestante:

129. El Protestantismo o religión reformada, como orgullosamente la llaman sus fundadores, es el compendio de todas las herejías que hubo antes de él, que ha habido después y que pueden aún nacer pira ruina de las almas.

Fonte: http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=28209

Créditos: Tiago Bana

Os quatro cardeais têm uma vantagem de 14 a 9. Mas também Leonardo Boff faz seu jogo

segundafeira

(Ilustração publicada em “The Remnant” em 30 de dezembro de 2016)

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Pouco antes do Natal eram dezoito os cardeais e bispos que se haviam pronunciado a favor ou contra às cinco dúvidas tornadas públicas em 14 de novembro por quatro cardeais em relação aos pontos controversos de “Amoris laetitia”, com a petição ao Papa Francisco de “trazer claridade”, petição que ainda não teve resposta.

Neste site de www.chiesa de 21 de dezembro havia uma resenha precisa de suas declarações:

> O Papa não responde aos quatro cardeais. Mas são poucos os que o justificam

Em um “Post Scriptum” se indicavam ademais outras três intervenções que elevavam o total a vinte e uma, das quais só oito eram contrárias à iniciativa dos quatro cardeais.

Mas depois disto outras duas vozes de cardeais e bispos se têm alçado, uma a favor e a outra contra.

A voz a favor dos quatro cardeais é a do bispo auxiliar de Salzburgo Andreas Laun, entrevistado em 23 de dezembro por Maike Hickson para o blog OnePeterFive:

> Bishop Andreas Laun on Amoris Laetitia and the Four Cardinals’ Dubia

A que apoia o Papa é a do cardeal Walter Kasper, em uma entrevista de 22 de dezembro à Radio Vaticana em língua alemã:

> Kardinal Kasper: “Amoris Laetitia ist klar”

Segundo Kasper, “naturalmente que se podem apresentar dúvidas e perguntas ao Papa, cada cardeal pode fazê-lo. Mas sobre o fato de que fosse uma boa ideia tornar pública esta petição de esclarecimento, tenho minhas dúvidas. Em minha opinião, a exortação apostólica é clara; há também declarações sucessivas do próprio Papa, a carta aos bispos argentinos, ou as declarações do cardeal vigário de Roma. Tem-se esclarecido o que o Papa diz e como o vê. Não há nenhuma contradição com as declarações de João Paulo II. É um desenvolvimento homogêneo. Esta é minha posição, tal como o vejo eu. A este propósito não existem dúvidas para mim”.

Portanto, no dia de hoje, entre os vinte e três cardeais e bispos que intervieram a pontuação é de 14 a 9 a favor dos quatro cardeais, sinal evidente de que suas “dubia” não são para nada consideradas inconsistentes e que a espera de um esclarecimento é cada vez mais firme e estendida.

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Há que assinalar também que um dos quatro cardeais subscritores das “dubia”, o alemão Walter Brandmüller, interpelado por Andrea Tornielli para Vatican Insider, tem precisado o sentido da “correção formal” do Papa que manifestou outro dos signatários, o cardeal Raymond L. Burke:

> Brandmüller: “Any fraternal correction proposed to the Pope must be presented in camera caritatis”

“O cardeal – pontualizou Brandmüller – não disse que a correção formal tenha que ser pública, nem indicou uma data limite e estou convencido de que, em primeira instância, a correção terá lugar ‘in camera caritatis’[1]. O cardeal Burke expressou com plena autonomia sua opinião, que poderia ser compartilhada por outros cardeais, que de todas as formas procederão ‘in solido’[2]“.

“A intenção das ‘dubia’ – continua Brandmüller – é promover na Igreja o debate, como está sucedendo, enquanto se espera uma resposta, a falta da qual é vista por amplos setores da Igreja como uma rejeição a aderir-se de maneira clara e coerente à doutrina definida”.

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E se se estende esta resenha para além dos cardeais e bispos, há pelo menos uma intervenção que se é obrigado assinalar.

É a ampla entrevista publicada na Alemanha, no dia de Natal, com o teólogo brasileiro Leonardo Boff no periódico “Kölner Stadt-Anzeiger”:

> Leonardo Boff im Interview: “Papst Franziskus ist einer von uns”

Passagens da entrevista estão disponíveis tanto em inglês como em italiano.

Boff dedica esta passagem às “dubia”:

“O Papa sente a dureza dos ventos contrários que procedem das altas hierarquias, sobretudo dos Estados Unidos. Este cardeal Burke que agora, junto ao seu cardeal jubilado Meisner de Colônia, escreveu uma carta ao Papa, é o Donald Trump da Igreja católica (risos). Mas à diferença de Trump, Burke tem sido neutralizado na cúria. Graças a Deus. Esta gente crê de verdade que lhes corresponde a eles corrigir o Papa, como se estivessem por cima do Papa. Algo assim é inusual, não tem precedentes na história da Igreja. Alguém pode criticar o Papa, pode ter uma discussão com ele. Isto é algo que eu tenho feito continuamente. Mas que uns cardeais acusem publicamente o Papa de difundir erros teológicos ou inclusive heresias, penso que é demasiado. É uma afronta que o Papa não pode permitir. O Papa não pode ser julgado, este é o ensinamento da Igreja”.

Salvo que depois, na mesma entrevista, é ele, Boff, quem acusa de “grave erro teológico” e de “terrorismo religioso” a declaração “Dominus Iesus” publicada no ano 2000 pelo então cardeal Joseph Ratzinger com a plena aprovação do Papa João Paulo II.

Mas há outras passagens interessantes na entrevista.

Por exemplo, essa onde Boff explica por que o Papa Francisco teve que cancelar a audiência que lhe havia concedido a princípios do sínodo de 2015:

“Havia recebido um convite e já havia aterrissado em Roma. Mas precisamente nesse dia, justo antes do início [dos trabalhos] do sínodo sobre a família de 2015, treze cardeais – entre os quais o cardeal alemão Gerhard Müller – organizaram uma revolta contra o Papa com uma carta dirigida a ele que depois foi publicada, que casualidade!, por um periódico. O Papa estava furioso e me disse: ‘Boff, não tenho tempo. Tenho que reestabelecer a calma antes de que comece o sínodo. Nos veremos em outro momento'”.

Ou também onde diz “ter ouvido que o Papa quer acolher a petição explícita dos bispos brasileiros e, sobretudo, de seu amigo cardeal Cláudio Hummes de utilizar de novo no serviço pastoral os sacerdotes casados, ao menos durante um certo período de prova”.

Sem que, por outra parte, Boff esteja esperando do Papa esta via livre. Na entrevista, de fato, ele conta que ainda que esteja casado e, portanto, seja formalmente proibido de exercer seu ministério, faz “o que tenho feito sempre e quando estou em uma paróquia onde não há sacerdote celebro eu a missa junto ao povo e nunca nenhum bispo tem contestado isto ou mesmo proibido. Pelo contrário, os bispos estão contentes e me dizem: ‘A gente tem direito à eucaristia. Siga assim!’. Meu mentor teológico, o cardeal Paulo Evaristo Arns – que faleceu faz poucos dias – era, por exemplo, muito aberto neste sentido. Até o ponto de que se via sacerdotes casados sentados na nave durante a missa, os fazia subir ao altar e concelebrava a eucaristia com eles”.

(Traducción en español de Helena Faccia Serrano, Alcalá de Henares, España)

(Tradução ao português de Frei Zaqueu, Brasília, Brasil)

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Fonte: http://magister.blogautore.espresso.repubblica.it/2017/01/03/los-quatro-cardeais-têm-una-vantagem-de-14-a-9-mas-tambien-leonardo-boff-faz-su-jogo/?refresh_ce

[1] No sigilo da intimidade. No sentido da discrição que pede inicialmente a caridade. (ndt)

[2] Solidariamente. (ndt)

Créditos: Fr Zaqueu

Francisco nomeia Pastor Protestante como Editor do L’Osservatore Romano

papanomeia

O Papa Francisco nomeou um amigo protestante de longa data como editor da versão Argentina do jornal da Santa Sé, o L’Osservatore Romano. Pela primeira vez na história, este jornal católico será encabeçado por um protestante.

Argentino, Marcelo Figueroa é um pastor da Igreja Presbiteriana e diretor da Sociedade Bíblica Argentina. Papa Francisco, Marcelo Figueroa e o Rabbi Abraão Skorka, fizeram juntos um programa de TV na emissora arquidiocesana de Buenos Aires, quando o Santo Padre era o Cardeal da referida arquidiocese.

Marcelo Figueroa falou ao Crux sobre como ele tornou-se o novo editor da versão argentina do L’Osservatore Romano:
“A ideia nasceu de um constante diálogo que tive com Francisco, como amigo. Nós queremos propagar o trabalho pastoral que Francisco vem fazendo, de modo que atinja toda a Argentina. Eu acredito que aqueles que quiserem ouvir a voz do Papa, seguir seu trabalho pastoral, com alguns comentários adicionais, será enriquecido por nossa edição. Eu acredito que isso será bom para as almas de todos os argentinos, para seguir cuidadosamente aquele que hoje é o mais relevante líder espiritual.”

Sandra Magister analisa a colaboração próxima entre o Santo Padre e Marcelo Figueroa:
“Hoje, Figueroa sente-se em casa na Casa Santa Marta. Na primavera de 2015, quando ele teve que se submeter a um delicado procedimento cirúrgico na Argentina, Francisco manteve contato constante com ele, telefonando e enviando cartas. Depois que recuperou-se, em setembro do mesmo ano, o papa lhe concedeu uma longa entrevista na estação de rádio Milennium FM 106,7, uma estação de rádio de Buenos Aires. E, um ano depois, ele não só o promoveu como diretor da edição semanal do L’Osservatore Romano para a Argentina, mas também, o fez “colunista” da edição diária.”

Fonte: EWTN

Tradução: Hamilton Carvalho

Teólogo da Libertação Boff: “Francisco é um de nós”

boff

Francisco é um de nós. Transformou a Teologia da Libertação em propriedade comum da Igreja. E ele a estendeu. Quem hoje fala dos pobres, também tem que falar da terra, porque ela também está agora sendo saqueada e abusada. ‘Ouvir o grito dos pobres’, ou seja, ouvir o grito dos animais, das florestas, de toda a criação torturada. Toda a terra grita”

Maike Hickson – OnePeterFive | Tradução Sensus fidei: Em 25 de dezembro de 2016, o brasileiro Leonardo Boff, um dos mais proeminentes teóricos e agentes da Teologia da Libertação latino-americana, deu uma entrevista francamente reveladora e muito informativa ao jornal regional alemão Kölner Stadt-Anzeiger. Em razão de sua confiante, se não presunçosa, abertura, Boff de 78 anos de idade (14 de dezembro de 1938) fala sobre vários assuntos do momento que de outra forma não ouviríamos tão facilmente.

ORDEM de MALTA “Barra” intervenção do Papa Francisco

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Resposta da Soberana Ordem de Malta à tentativa da Santa Sé de se “intrometer” nos seus assuntos internos.

“O Grande Magistério da Soberana Ordem de Malta soube da decisão tomada pela Santa Sé de nomear um grupo de cinco pessoas para esclarecer a substituição do antigo Grande Chanceler.

A substituição do antigo Grande Chanceler é um ato de administração governamental interna da Soberana Ordem de Malta e, conseqüentemente, cabe EXCLUSIVAMENTE à sua competência”.

Entenda o caso:

O antigo grande chanceler da Soberana Ordem Hospitalar e Militar de São João de Rodes e Malta utilizava das ações hospitalares da Ordem para distribuir contraceptivos e preservativos em Burma. Descoberto isso, o Grande Magistério da Ordem convocou um conselho, do qual o Cardeal Burke faz parte como Patrono da Ordem, e removeu o Grande Chanceler de seu cargo. O mesmo, muito amigo de um cardeal ligado ao Santo Padre, pediu “intercessão” da Santa Sé para seu caso. O Santo Padre com toda sua “misericórdia” atendeu aos pedidos e nomeou uma “comissão” de cinco pessoas para julgar o caso (a mesma “misericórdia” com os Franciscanos dá Imaculada e o Verbo Incarnado). Porém, a Ordem de Malta é autônoma a Santa Sé, um Estado, porém sem território, com um assento perante a ONU e diplomacia em mais de 90 países. Ou seja, o Papa não tem poder de governo nenhum perante a Ordem, apenas em questões religiosas, que para isso, também exerce através do Cardeal Patrono, que, advinhem, é seu adversário.

Hamilton Carvalho

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Matéria do Rorate Caeli:

It is no secret that Pope Francis’s removal of Raymond Leo Cardinal Burke from the tribunal of the Apostolic Signature and his installation as “Patron” of the Knights of Malta was intended to consign the trad-friendly Ur-canonist to an ecclesiastical backwater. No “promoveatur,” just “amoveatur,” and don’t let the door slam on your cappa magna on your way out.
How much trouble, Bergoglio and his entourage probably figured, could Burke possibly cause heading a charitable organization that now specializes in disaster relief?
Well plenty, it seems. Rorate readers are well aware of the cardinal’s strenuous efforts to defend the traditional Catholic teachings on marriage and the reception of the sacraments, especially in the affair of the “dubia,” which has yet to play out completely.

Apart from this, though, readers should be ready to watch how Francis’ plan to neutralize the cardinal is about to blow up in his face.
On Tuesday, December 22, the Knights of Malta’s council, with the concurrence of Cardinal Burke, dismissed the Order’s Grand Chancellor (and as Health superior, responsible for the Malteser charity activities), Albrecht von Boesinger, in connection with the distribution of condoms under the aegis of the Order in Burma.
One can see why this would cause agitation in the buffet line at the Casa S. Marta. If every case of divorce, remarriage and reception of the sacraments is somehow “unique” and requires “accompaniment,” if morality is not “black and white,” and if nothing is now “malum in se,” why fire a religious who adopts a “merciful” approach towards condoms?
Pope Bergoglio immediately established a five-man Vatican commission to investigate whether the Order’s council had acted correctly with regard to Boesinger’s dismissal – the hidden goal of the inquiry being, of course, to discredit or remove Burke.
The method is a variant on the one Francis employed in order to destroy the traditionally-oriented Franciscan Friars of the Immaculate.
But the Sovereign Order of Malta cannot be so easily picked off. It is an ancient religious order whose members profess solemn vows, its government is regulated by a thicket of previous papal legislation and it is, to boot, a sovereign entity.
The Order’s response to Pope Bergoglio’s appointment of the five-man commission was curt and to the point:
“The Grand Magistry of the Sovereign Order of Malta has learnt of the decision made by the Holy See to appoint a group of five persons to shed light on the replacement of the former Grand Chancellor.
“The replacement of the former Grand Chancellor is an act of internal governmental administration of the Sovereign Order of Malta and consequently falls solely within its competence.”
“Drop dead,” in other words. None of your business.
You can be sure that before the council of the Order issued this response, His Eminence Cardinal Burke did his canonical homework.
So if Francis decides to pursue his vendetta, he will have a real battle on his hands with a formidable, intelligent and articulate opponent.
And we can savor the irony of how Francis, as a result of his attempt to neutralize Burke, will have brought all this mischief down upon himself: Convertetur dolor ejus in caput ejus, et in verticem ipsius iniquitas ejus descendet!

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A Casa Varrida pelos Ventos

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Até o ano seguinte ao da morte de Evan, quando Cessi percebia uma mudança no ar, era sempre uma questão de vagas sensações interiores. Mas o primeiro presságio de mudança nos anos sessenta foi diferente. Foi específico, e suficientemente inquietante e significativo como para que não só ela o reconhecesse como um primeiro tremor que prognosticava terremotos vindouros.

Posto que os famosos mandatos de Fátima ordenavam ao «papa de 1960» revelar ao mundo o terceiro segredo de Fátima, e dirigir os bispos da Igreja universal na consagração da Rússia a Santa Maria, sob seu título de Imaculada Conceição, todo o mundo esperava que isso fizesse o papa João. Mas este se negou a obedecer dito mandato. Não se levou a cabo a consagração da Rússia. Não se revelou o famoso terceiro segredo a milhões de católicos expectantes. Cessi estava acossada de pressentimentos.

-Pode ser que o chamem bom papa. Mas nem sequer o papa pode negar-se a obedecer o mandato da rainha dos céus e esperar sair-se bem -advertiu.

Cessi e Declan aperceberam-se da lamentável e inaceitável realidade da decisão do bom papa quando, na qualidade de privilegiati di Stato, assistiram à inauguração oficial do Concílio Vaticano II em 11 de outubro de 1962, e ocuparam seus assentos na tribuna da basílica de São Pedro.

Os dois Gladstone ouviram como o sumo pontífice declarava ante os bispos reunidos de todas as dioceses, a Igreja universal e o mundo em geral, os objetivos que seu concílio se propunha alcançar. Falou de modernizar e atualizar sua organização eclesiástica, de abrir a Igreja aos que não compartilhavam a fé católica e a fé cristã, e da necessidade de relaxar as rigorosas normas que castigavam a quem quebrantava a lei da Igreja ou rejeitava sua sagrada doutrina.

Para Cessi e Declan, com isso a Igreja não só renunciava à forte posição que sempre havia mantido, senão que o bom papa parecia desculpar-se, em lugar de sentir-se orgulhoso, pelo que a

Igreja havia feito e sido até aquele momento. Mas o pior era que o bom papa parecia estar convencido de que a Igreja atual devia recorrer ao mundo, para aprender a ser uma verdadeira Igreja.

Não havia tido forma de apaziguar a ira de Cessi, nem de mitigar seu desprezo. Se pôs furiosa inclusive antes de que ela e seu pai abandonassem a basílica, sem preocupar sequer de não levantar a voz.

-Não sei o que o senhor opina, papai, mas a meu parecer se nos concederam assentos de primeira fila para presenciar a declaração pública da execução da Igreja. Esse velho papa gordo esbofeteou na cara a todos os católicos, bispos, padres e fieis incluídos!

O melhor que podiam fazer, disse, era marchar-se de Roma e regressar quanto antes a «A casa varrida pelos ventos».

Cessi havia observado as inovações introduzidas pelos bispos do concílio com uma desconfiança que calava até sua medula. Como Gladstone que era, possuía um profundo instinto arraigado em sua família desde seus primeiros tempos em Cornualha, quando seus antepassados reconheceram o inimigo que fustigava sua fé, seus valores mais queridos e a eles como pessoas. Não obstante, em 1962, ninguém antecipou com precisão até que ponto Roma, seus bispos e

seus papas, abraçariam a quem mais adiante seriam caracterizados como lobos com pele de clérigo, cujos objetivos eram nefastos para a doutrina e a moral católicas.

A princípio o concílio introduziu inovações isoladas. Entretanto, não tardaram em

converter-se em um pequeno fluxo sistemático e logo em uma inundação. Sem o consentimento nem a aprovação sequer do papa nem dos bispos do concílio, começaram a trabalhar novos exércitos de autodeterminados «expertos litúrgicos», «mestres catequistas» e «especialistas arquitetônicos» da Igreja. Todas as dioceses dos Estados Unidos, Galveston incluída, se viram impregnadas do que Cessi e Declan interpretavam como moral liberal, liturgia anticatólica, Igrejas adulteradas e crenças aguadas. Inclusive as missas celebradas na catedral de Santa Maria, agora em inglês, se convertiam, com bastante frequência, em manifestações folclóricas de costumes locais e causas políticas, em lugar da profissão e celebração da cerimônia central da fé católica. Em Galveston, como em outros lugares, se ordenava aos fiéis sentar-se, levantar-se e dar-se a mão. Já somente se ajoelhavam raramente na presença de Deus.

Cessi compreendeu que as mudanças procedentes de Roma transformariam de tal modo a sociedade em geral que, apesar das medidas que tomaram seus filhos, se veriam mui afetados.

Por conseguinte, de forma engenhosa e devota, mudou o ritmo da vida cotidiana n’«A casa varrida pelos ventos». Ela e Declan participavam de modo muito menos frequente na vida social de Galveston. Cessi dedicava agora a vida inteira à educação de seus filhos, a defesa da fé católica em sua vida como fieis papistas que eram, e a cultivar sua própria vocação como professora de dança.

Quando começaram a multiplicar-se os efeitos do Concílio Vaticano II, os Gladstone só assistiam a missa na capela da torre d’«A casa varrida pelos ventos». Os três filhos receberam instrução religiosa privada, em lugar das novas «classes de catecismo». Quando deixou de ser prático educar às crianças em casa, Cessi se assegurou de que tanto a madre superiora da escola à que assistia Tricia como os irmãos da escola que havia escolhido para Christian e Paul compreenderam que seus generosos aportes financeiros só continuariam enquanto conservassem um alto nível acadêmico e uma sólida doutrina católica.

A fins dos anos sessenta, as profundas mudanças na vida secular que Cessi havia antecipado começaram a converter-se em realidade. A vida privada e pública da sociedade se desprendia de seus princípios morais, e não havia forma de isolar seus filhos de ditas mudanças. O melhor que podia fazer, segundo lhe disse a Declan, era advertir a Christian, Paul e Tricia dos perigos da nova conformidade secular, que emergia como o que Cessi considerava uma nova religião estatal, seguir facilitando-lhes uma ampla compreensão de sua fé católica, apostólica e romana, e alentar a independência intelectual que constituiria uma característica permanente da vida e personalidade de cada um deles.

Tão completa, autocontida e autossuficiente era a vida que Cessi e Declan haviam organizado n’«A casa varrida pelos ventos», que em 1969 quase parecia que nada lograria transformá-la. Não obstante, teve então lugar algo rotineiro que adquiriu dimensões críticas e reforçou ainda mais a atitude de Cessi a respeito das difundidas consequências do Concílio Vaticano II do bom papa.

Havia sido solicitado a presença de Cessi e Declan em Washington para celebrar uma reunião com funcionários da tesouraria sobre certas propriedades dos Gladstone, em zonas muito

delicadas da América do Sul. Apesar de haver reservado suas habitações com muita antecipação no hotel Hay Adams, descobriram à sua chegada que todavia não estavam prontas. O problema, ao que parecia, se devia a uma populosa assembleia de sacerdotes a favor de um clérigo casado.

Um clérigo casado era uma contradição tão absurda e disparatada para Cessi e Declan como um neurocirurgião paraplégico ou Satanás livre de pecado. Contudo, enquanto esperavam no vestíbulo do hotel, estavam rodeados de sacerdotes de todas as idades e descrições. Uns poucos de barba grisalha vestiam roupa clerical, mas a maioria levava calças e camisas esportivas. Nas mãos dos presentes se viam alguns breviários, mas eram muito mais numerosas as mulheres que assistiam em qualidade de ajudantes ou, como comentou um recepcionista depois de piscar o olho, de «donas de chaves». Várias centenas de delegados trintões e quarentões não mostravam indício externo algum de sua condição sacerdotal, e nada parecia dar-lhes mais gosto como alternar no bar, enquanto outros ainda mais jovens, provavelmente recém saídos do seminário, deambulavam pelo vestíbulo do hotel como estudantes depois de um campeonato universitário de basquete. Ataviados com grande diversidade de roupa desportiva, parecia que lhes apetecia formar grupos que desafinavam cantando O sonho impossível, acompanhados de violões.

Presas de uma mistura de curiosidade e horror, Cessi e Declan consultaram a tabela de anúncios no vestíbulo, onde se exibia o programa de atividades para aquela assembleia de sacerdotes. Uma das conferências trataria d’«a antropologia do sacerdócio», outra exploraria «o papel das mulheres na vida da redenção», o resto examinaria temas como «a sexualidade ao serviço de Deus» e «a androgenia do amor humano como se descreve na Bíblia» que enfureceram Declan.

A fúria lhe impediu dormir aquela noite. Pela manhã, Cessi encontrou seu pai, temendo e pálido como a cera, sentado ainda junto ao escritório. As explorações médicas de urgência levadas a cabo em Washington não permitiram chegar a nenhuma conclusão. Mas os especialistas chamados por Cessi para que acudissem a Galveston depois de seu regresso descobriram que Declan havia sofrido um pequeno infarto.

Ainda que prontamente privado da robusta saúde que havia desfrutado toda sua vida, e incapaz de ocupar-se como costumava fazê-lo dos negócios, ou de galopar pelo campo com os filhos de Cessi, Declan se contentava em passar a maior parte do tempo sem sair da casa. Na sua idade, dizia com um humor um tanto amargo, era de esperar que as rodas e polias de sua maquinaria precisassem certo ajuste.

Declan nunca se recuperou. Sobreviveu uns oito meses, mas a avalanche das denominadas «reformas» que manavam da burocracia pós-conciliar foi excessivo para ele. Faleceu pacificamente e rodeado de sua família. Francesca Gladstone se converteu então na dona d’«A casa varrida pelos ventos». E do mesmo modo que havia defendido seus filhos dos abusos de seu marido, se defenderia agora a si mesma, a seus filhos e a todas as pessoas vinculadas com «A casa varrida pelos ventos» dos desaforos perpetrados na missa católica imemorial. O novus ordo nunca se celebraria na capela da torre. Agora mais que nunca, Cessi se converteu na personificação do lema de sua família: lutaria «sem quartel» ao largo de sua vida para permanecer fiel ao catolicismo romano de seus antepassados papistas.

“A Casa Varrida pelos Ventos” – Malachi Martin. Tradução não oficial do espanhol “El ultimo Papa”, edição digital, por Frei Zaqueu (freizaqueu@gmail.com)

Créditos: Fr. Zaqueu

ESCÂNDALO: Roma, a diocese do Papa, autoriza comunhão aos adúlteros

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EM ESPANHOL

por Miguel Ángel Yáñez

Ha pasado bastante desapercibido un lance gravísimo, a pesar de que hace ya tiempo fue señalado por Sandro Magister y, muy recientemente, por el profesor Roberto de Mattei. No es sino el hecho de que en la diócesis de Roma, es decir la que depende directamente del papa Francisco, se está fomentando de forma oficial y por escritola comunión a los divorciados vueltos a casar, que siguen cohabitando y manteniendo relaciones. Dejando de lado todo este lenguaje eufemístico modernista, en resumen se permite que dos adúlteros pecadores públicos, que no están arrepentidos y quieren seguir pecando, puedan recibir la absolución y la sagrada comunión en dicho estado sin propósito de enmienda alguna.

Como es habitual en la prédica modernista, todo viene disperso con una pincelada por aquí, una nota por allá, adornado bajo un envoltorio “pastoral” que trata de dulcificar la idea: “acompañamiento espiritual”, “caso a caso”, “en camino a”…. No olvidemos nunca que esta forma de exponer es deliberada, puesto que el modernismo odia la exposición sistemática y ordenada de sus ideas, como nos advertía San Pío X en Pascendi:

“su táctica es la más insidiosa y pérfida… consiste en no exponer jamás sus doctrinas de un modo metódico y en su conjunto, sino dándolas en cierto modo por fragmentos y esparcidas acá y allá, lo cual contribuye a que se les juzgue fluctuantes e indecisos en sus ideas, cuando en realidad éstas son perfectamente fijas y consistentes;”

Este hecho, en la propia diócesis controlada personalmente por el papa, apoyado por los vicarios a sus órdenes, representa ya fuera de cualquier duda una prueba del algodón palmaria de la verdadera intención en todo este affaire. No puede haber nadie con un mínimo de honestidad intelectual que continúe afirmando que Amoris laetitia, y la intención del firmante de la misma, no autoriza la comunión a los adúlteros “vueltos a casar”, porque su propio autor la ha ejecutado en ese sentido en su propia diócesis. Y por si aún existiera alguien con voluntad de mantener semejante disparate, les ofrecemos a continuación un pormenorizado análisis  realizado por el padre Marianus, colaborador de esta web, del documento de la diócesis de Roma que estimula y fomenta a los párrocos y sacerdotes diocesanos a administrar la confesión y comunión sacrílega.

En estas circunstancias, es una obligación absoluta e imperativa de todos hacer lo que esté en nuestras manos por defender la Fe denunciando la situación. Igual que en una guerra un padre de familia no puede evadir su obligación de defender la patria bajo el pretexto cobarde de “yo sólo quiero ser un simple padre de familia”, mientras a su alrededor caen los muertos y se derrama la sangre de su pueblo, en la hora actual nadie puede refugiarse bajo excusas interesadas, comodidades, carrerismos y miedo a las consecuencias. Sí, me refiero especialmente a los “conservadores” que permanecen callados con un silencio sepulcral, como si nada pasara, porque lo que nos jugamos, todos -usted también que cree puede escurrir el bulto bajo el manto de la papolatría-, es nuestra propia salvación eterna.

Roguemos a Dios porque las voces que aún callan alcen su voz, y que aquellas que recién han despertado no tiemblen y mantengan la batalla por la Fe hasta las últimas consecuencias. Dios pedirá cuenta a cada uno de nosotros por nuestros obras… y omisiones.

Miguel Ángel Yáñez Continue lendo