A Casa Varrida pelos Ventos

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Até o ano seguinte ao da morte de Evan, quando Cessi percebia uma mudança no ar, era sempre uma questão de vagas sensações interiores. Mas o primeiro presságio de mudança nos anos sessenta foi diferente. Foi específico, e suficientemente inquietante e significativo como para que não só ela o reconhecesse como um primeiro tremor que prognosticava terremotos vindouros.

O Papa disse ou não disse? E..quem foi que disse?

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Caríssimos,

Salve Maria!

Triste dias em que vivemos onde a Verdade objetiva foi posta de lado e instaurou-se um “disse-que-me-disse”, gerando confusão e perplexidade. Bons tempos aqueles em que a Igreja falava  e ecoava, sendo entendida de forma clara, sem deixar brechas. O ódio dos inimigos à Igreja e ao Papado consistia justamente na força e transparência de sua Verdade que condenava o erro e exaltava as virtudes.

O CONSELHO DE D. HELDER A PAULO VI, SEU AMIGO

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No livro “Dom Helder – misticismo e santidade”, do jornalista Marcos de Castro (admirador de Dom Helder Câmara), o escritor relata quais eram, segundo o próprio Dom Helder Câmara, as mudanças que o Arcebispo desejava para a Igreja. São 3 sugestões que Dom Helder fizera ao própria Papa Paulo VI, seu amigo de longa data, em uma das muitas conversas particulares que tiveram. A mais chocante de todas, é a terceira sugestão, que transcrevo a seguir:

AGORA É OFICIAL: PAULO VI SERÁ BEATO EM 19 DE OUTUBRO






O papa Paulo VI será beatificado no dia 19 de outubro deste ano no Vaticano. O papa Francisco autorizou, em audiência particular, sexta-feira (9) à tarde, o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, a divulgar a promulgação do decreto de aprovação de um milagre atribuído ao futuro beato e a anunciar a data da beatificação.

Giovanni Batistta Montini, que foi arcebispo de Milão e, em 1963, foi eleito sucessor de São João XXIII, canonizado em 27 de abril, governou a Igreja durante 15 anos, até 1978. Ele deu continuidade ao Concílio Ecumênino Vaticano II, encerrado em dezembro de 1965 e escreveu encíclicas de grande repercussão, entre elas a Populorum Progressio (O Desenvolvimento dos Povos) e a Evangelium Vitae (O Evangelho da Vida).
Na encíclica Evagelium Vitae, Paulo VI manteve a proibição da Igreja ao controle de natalidade, vetando o uso da pílula e outros métodos anticoncepcionais não naturais. A decisão foi um momento de grande angústia para o papa, porque ele assumiu uma posição tradicional e conservadora, apesar de uma comissão de teólogos ter se manifestado a favor da liberação.
Duas semanas atrás, informava-se em Roma que Paulo VI seria beatificado em Milão, provavelmente pelo arcebispo Angelo Scola, seu sucessor na arquidiocese. O fato de a cerimônia de beatificação ser marcada para o Vaticano significa que o papa Francisco, que presidirá o ato, pretende dar maior destaque à figura de Montini. 

CARDEAL AVIZ: " BEATIFICAÇÃO DE PAULO VI SERÁ POSITIVA PARA AMÉRICA LATINA"






A beatificação e posterior canonização de Paulo VI será importante para a Igreja e especialmente importante para a América Latina, por causa de sua atuação no Concílio Vaticano II, ao qual deu continuidade após a morte de João XXIII”, declarou ao Estado o cardeal brasileiro d. João Brás Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, mais conhecida como Congregação para os Religiosos.

BISPO PORTUGUÊS EXPRESSA SEU CONTENTAMENTO PELA BEATIFICAÇÃO DE PAULO VI





Angra do Heroísmo, Açores, 07 mai 2014 (Ecclesia) – O bispo da Diocese Angra, D. António Sousa Braga, saudou as notícias que dão conta da próxima beatificação de Paulo VI, o Papa que o ordenou como padre.

“Estou muito contente com a canonização de São João XXIII porque teve a coragem de convocar o Concílio; estou igualmente contente com a canonização de São João Paulo II porque teve um longo pontificado e veio três vezes a Portugal, inclusive aos Açores; estou contentíssimo com a notícia da beatificação de Paulo VI”, disse o prelado açoriano em declarações ao portal da diocese.

D. António Sousa Braga destaca a importância do pontífice italiano, Papa entre 1963 e 1978, na implementação do Concilio Vaticano II (1962-1965), e diz que esta beatificação era a peça “que faltava” para completar o ciclo dos Papas que foram decisivos na abertura da Igreja ao mundo.

O bispo de Angra destaca a ação de Paulo VI na condução da Igreja, num momento particularmente “difícil” e de “de grande resistência à abertura” proposta pelo Concilio, sublinhando, para além das questões “afetivas”, a “enorme importância e atualidade” dos documentos assinados pelo futuro beato.

“Paulo VI é o meu Papa pois foi ele que me ordenou em 1970 e eu estudei a Teologia nos anos do seu pontificado. Os seus documentos são de uma enorme profundidade, extraordinários para a época e são textos literários da língua italiana”, conclui.

A Congregação para a Causa dos Santos, da Santa Sé, aprovou esta quarta-feira por unanimidade um milagre atribuído à intercessão do Papa Paulo VI, anunciou o portal de notícias do Vaticano.

O prefeito deste dicastério, cardeal Angelo Amato, deverá encontrar-se com o Papa Francisco para a promulgação do decreto, o que poderá ocorrer ainda esta sexta-feira, acrescenta o ‘news.va’.

O mesmo portal adianta como data possível para a beatificação o dia 19 de outubro, data da conclusão do Sínodo Extraordinário sobre a Família.


Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini nasceu a 26 de setembro de 1897 na Lombardia, Itália, e foi ordenado padre em 1920, tendo entrado ao serviço diplomático da Santa Sé.

Nomeado arcebispo de Milão em 1953, foi criado cardeal em dezembro de 1958, por João XXIII, a quem viria a suceder, cinco anos depois, já com o Concílio Vaticano II (1962-1965) em andamento, tendo-lhe dado continuidade.

Entre 1964 e 1970, Paulo VI fez nove viagens internacionais, as primeiras de um Papa moderno, incluindo a passagem por Fátima a 13 de maio de 1967.

O Papa italiano escreveu sete encíclicas, entre as quais a ‘Humanae vitae’ (1968), sobre a regulação da natalidade, e a ‘Populorum progressio’ (1967), sobre o desenvolvimento dos povos; assinou ainda a exortação apostólica ‘Evangelii nuntiandi’ (1975), sobre a evangelização no mundo contemporâneo, e discursou na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, a 4 de outubro de 1965.

Paulo VI morreu no dia 6 de agosto de 1978.

PAULO VI, BEATIFICADO AINDA ESTE ANO





A Congregação para a Causa dos Santos aprovou a existência de um milagre por intercessão do papa Paulo VI que servirá para sua beatificação, segundo informou a agência de notícias italiana Ansa. A beatificação de Giovanni Battista Montini, o papa que concluiu o Concílio Vaticano 2.º, será em 19 de outubro, quanto terminará o Sínodo dos Bispos sobre a família previsto para esse mês. O papa Francisco deve aprovar o decreto sobre o milagre para que seja efetiva a beatificação.

Paulo VI, Beato? – por Mgr. Marcel Lefèbvre






Em 20 de dezembro de 2012, Bento XVI autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar um decreto reconhecendo as “virtudes heróicas” de Paulo VI, papa de 1963 a 1978. Agora basta um milagre obtido por intercessão de Paulo VI para proceder à sua beatificação. 

Aparentemente, o postulador de sua causa, Pe. Antonio Marrazzo, já escolheu um caso para apresentar à comissão médica: a cura de uma criança em gestação diagnosticada com uma grave má-formação. De acordo com Andrea Tornielli, do Vatican Insider de La Stampa, a beatificação poderia ocorrer em 2013.

       Paulo VI é o papa que encerrou o Concílio Vaticano II, aberto por seu predecessor João XXIII. Foi durante o pontificado de Paulo VI que o Novus Ordo Missae foi desenvolvido. Em 1976 ele escreveu sem hesitação a Dom Marcel Lefebvre: “O Concílio Vaticano II não tem menos autoritadade do que o Concílio de Nicéia, mas é até mais importante em alguns aspectos.”

       Dom Lefebvre, que foi suspenso a divinis durante o pontificado de Paulo VI, deu sua opinião sobre Paulo VI aos seminaristas de Ecône na série de palestras que fez sobre o Magistério e que forneceu material para o seu livro Do Liberalismo à Apostasia (Ed. Permanência, 1991). 

O capítulo 31, “Paulo VI – Papa Liberal”, oferece uma forte indicação do que o fundador da Fraternidade São Pio X teria dito sobre essa beatificação. 

DICI introduziu subtítulos na forma de perguntas ao texto de Dom Lefebvre, para melhor seguir a sua análise.

Como Paulo VI será julgado pela Igreja no futuro?

       É evidente que a Igreja, um dia, julgará este Concílio, julgará estes Papas. E em especial, como será julgado o Papa Paulo VI? Alguns afirmam que foi herege, cismático e apóstata; outros crêem poder demonstrar que Paulo VI não tinha em vista o bem da Igreja, e portanto não foi papa, é a tese dos “Sedes Vacans” (sedevacantistas). Não nego que estas opiniões tenham algum argumento a seu favor. Poderão dizer que em trinta anos se descobrirão coisas que estavam ocultas ou se verão melhor elementos que deveriam ter sido mais claros para os contemporâneos, como afirmações deste Papa absolutamente contrárias à tradição da Igreja etc. Pode ser, mas não creio necessário recorrer a estas explicações; penso inclusive que é um erro seguir certas hipóteses.

       Outros pensam, de modo simplista, que havia então dois papas: um, o verdadeiro, estava prisioneiro nos porões do Vaticano, enquanto o outro, o impostor, o sósia, ocupava o trono de São Pedro, para a infelicidade da Igreja. Livros foram escritos sobre “os dois papas”, baseados em “revelações” de uma pessoa possuída pelo demônio e em argumentos pseudocientíficos que afirmam, por exemplo, que a voz do sósia não é a do verdadeiro Paulo VI!
Qual é a sua própria explicação sobre o pontificado de Paulo VI?

        A solução real me parece que é outra, muito mais complexa, penosa e dolorosa. O caminho nos é dado por um amigo de Paulo VI, o Cardeal Daniélou: em suas “Memórias” publicadas por um membro de sua família, o Cardeal diz explicitamente: “É evidente que Paulo VI é um papa liberal”.

       Essa é a solução que parece ser a mais provável, historicamente, porque este papa foi ele próprio um fruto do liberalismo. Toda a sua vida foi permeada com a influência dos homens que ele escolheu para cercá-lo ou que tomou por mestres, e que eram liberais.

       Paulo não escondeu suas simpatias liberais: no Concílio, em lugar dos presidentes designados por João XXIII, colocou homens que chamou de moderadores. Estes moderadores foram: Cardeal Agagianian, cardeal da Cúria sem personalidade, e os Cardeais Lercaro, Suenens e Dopfner; estes três últimos, liberais e seus amigos pessoais. Os antigos presidentes foram relegados a uma mesa de honra e foram os três moderadores que dirigiram os debates do Concílio. Da mesma maneira, Paulo VI sustentou durante todo o Concílio a facção liberal que se opunha à tradição da Igreja, isto é um fato conhecido. Como já lhes d

A PROFECIA DAS TIARAS






Pe. Marcélo Tenorio
A tiara papal não é simplesmente um adorno nem tão pouco uma ostentação de poder, de império e de domínio político. Seu significado é bem mais profundo e grave, de forma que, hoje em dia, um papa já não pode usá-la sem causar grande impacto. Se existe um símbolo eclesiástico temido e rejeitado é, justamente, a tiara papal: osinimigos entendem muito bem o que ela evoca.
A tiara possui três coroas sobrepostas, conhecida mais como “tríplice coroa”, ou triregnum. Isso quer dizer que o Vigário de Cristo detém o poder pleno, supremo e absoluto sobre os três reinos:
–a primeira coroa, “Pai dos Reis”;
–a segunda  coroa, “Pastor Universal”;
–a terceira, “Vigário de Jesus Cristo”.
O último papa a fazer uso da tiara foi o Papa Paulo VI, em 1963. Ele usou de uma tiara nova, presente dos fiéis de Milão, onde foi arcebispo e cardeal. 
A nova tiara de Paulo VI tinha algo de profética. Era essencialmente feia, sem expressão alguma. Os adornos tinham sido retirados e a tríplice coroa não era tão visível: a impressão era de que se desmoronava de cima para baixo..Seu formato não era agradável e, segundo alguns críticos parecia uma “ogiva nuclear”.
No final da II Sessão do Concílio Vaticano II, em 1963, Paulo VI desceu os degraus de seu trono, na Basílica de S. Pedro, e depositou a tiara sobre o altar.
Muitos atribuíram àquela atitude um gesto de humildade.
A verdade é que, depois disso, a tiara não voltou mais a ser usada, a não ser nas ornamentações dos brasões papais ou na cabeça da imagem de São Pedro, na basílica vaticana, pela solenidade dos apóstolos.
Paulo VI manteve na Constituição Apostólica Romano Pontifici Eligendo (1975), sobre as Eleições dos Papas, menções à coroação dos seus sucessores:
“Finalmente, o Pontífice será coroado pelo Cardeal Protodiácono e, dentro de um momento oportuno, irá tomar posse na Arquibasílica Patriarcal de Latrão, de acordo com o ritual prescrito”.
João Paulo I não quis a coroação. Houve apenas uma cerimônia chamada de “inauguração do Sumo Pontífice”, embora tenha usado a Sedia Gestatoria (trono móvel, ricamente adornado, utilizado para transportar o Papa).
Seu sucessor, João Paulo II, não só recusou a coroação como retirou qualquer menção à coroação dos pontífices na Constituição Apostólica de 1996, Universi Dominici Gregis. Assim ele se pronunciou em sua “Inauguração”:
“O último Papa que foi coroado foi Paulo VI em 1963, mas após a cerimônia de coroação solene ele nunca usou a tiara novamente e deixou seus sucessores livres para decidirem a esse respeito. O Papa João Paulo I, cuja memória é tão viva em nossos corações, não gostaria de usar a tiara, nem o seu sucessor deseja hoje. Este não é o momento de voltar a uma cerimônia e um objeto considerado, erradamente, como um símbolo do poder temporal dos papas. Nosso tempo nos chama, nos exorta, nos obriga a olhar para o Senhor e mergulhar na meditação humilde e devota sobre o mistério do poder supremo do próprio Cristo”.
O Papa Bento XVI inicia o seu pontificado com um brasão que não mais apresenta a tiara papal. Em seu lugar uma mitra, embora com três linhas, fazendo uma discretíssima menção à tríplice coroa.
“O Santo Padre Bento XVI decidiu não usar mais a tiara no seu brasão oficial pessoal, mas colocar só uma simples mitra, que não é portanto encimada por uma pequena esfera e por uma cruz como era a tiara”. 
Todavia, inesperadamente – e esse papa sempre nos surpreende -, a tiara papal reaparece, a la Gregório XVI, no brasão papal da nova flâmula da sacada da Basílica de São Pedro .
O problema central da tiara não são as pedras preciosas nela contidas, pois isso poderia ser bem resolvido e não é a questão fundamental. O antigo argumento de que a Igreja deveria “vender” tudo que possui e dar aos pobres, “porque é muito rica”, já não se encaixa mais nas mentes inteligentes. Tudo ali é patrimônio da humanidade e sabe-se que mais gastos provoca que rentabilidade. Basta pensarmos no valor incalculável da restauração de um pequeno pedaço da Capela Sistina e em quem deve pagar essa conta.
Logo, a questão da tiara é teológica! Ela representa o império de Nosso Senhor Jesus Cristo sobre a humanidade inteira: sobre a Igreja, sobre os Estados, sobre toda a sociedade. Eis aqui o tríplice reino, o tríplice múnus.
Era comum de se ver nas belas igrejas antigas e centenárias, como um marco da passagem de um século para outro, uma cruz, colocada na parede da Igreja, no pórtico de entrada com as seguintes frases: “Cristo vence – Reina – Impera. A Ele o Poder, a Glória, o Domínio e o Império, pelos Séculos dos Séculos”.
A supremacia de Cristo Rei deve resplandecer na face da Igreja e, sobretudo, na pessoa de seu Vigário, o Papa.
A tiara papal na verdade anuncia a Supremacia de Deus sobre os três reinos: Igreja, Estado e Sociedade.
Ao iniciar um novo tempo, a modernidade, onde a “deusa razão” inaugura a época do antropocentrismo, do homem livre, do livre pensamento, da libertação das cadeias de todo e qualquer dogma ou verdade absoluta; onde o triunfo da Revolução Francesa, com seus princípios maçônicos, é amplamente assumido em todas, sobretudo na filosofia e teologia, devastando tudo e destruindo por toda parte o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, a tiara simplificada, lisa, sem adornos, oval, de Paulo VI, nos anuncia o “desmoronamento” da Igreja pelo que viria depois…
E hoje, assistimos a toda essa derrocada que começou com a separação oficial da Igreja e do Estado. 
Ora, o Estado existe pelas pessoas que o compõem, de maneira que a ideia da laicidade do Estado é, no mínimo, absurda, visto que, sendo a Lei Divina superior à lei humana positiva, esta existe, com legitimidade, apenas quando em perfeita conformidade e submissa à Lei Divina. 
Incentivando a laicidade do Estado, colaboramos com a destronização de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei e Senhor dos Exércitos e, ao invés de servirmos à Verdade plena, que sempre aponta à Verdade Católica, terminamos como humanistas e doutores do “amor fraterno universal”, oco, visto que desprovido da perfeita caridade que somente existe fundamentada na Verdade, que é Cristo.
A laicidade gera a pluralidade religiosa, que por sua vez, gera o subjetivismo religioso, pai do indiferentismo e avô do ateísmo prático.
Leão XIII, considerava esta questão de extrema importância, tanto que se dedicou ao assunto em sua Encíclica“Immortale Dei”:
“Deus dividiu o governo de toda sociedade humana entre dois poderes: o eclesiástico e o civil; o primeiro, que cuida das coisas divinas e o outro que cuida das humanas. Cada qual na sua esfera é soberano, cada um tem seus limites perfeitamente determinados e traçados conforme a sua natureza e seu fim determinado. Ha assim como que uma esfera de atuação onde cada um exerce sua ação ‘jure’ próprio”.
E ainda:
“Gregório XVI, em sua Carta-Encíclica“Mirare Vos”, de 15 de agosto de 1832, (…) sobre a separação da Igreja e do Estado, dizia o seguinte: ‘Não poderíamos esperar situação mais favorável para a Religião e o Estado, se atendêssemos os desejos daqueles que anseiam por separar a Igreja do Estado e romper a concórdia mútua entre o sacerdócio e o império; pois se vê quanto os que gostam de uma liberdade desenfreada temem esta concórdia, pois ela sempre produziu bons e saudáveis frutos para a causa eclesiástica e civil”.
A laicização do Estado destrona Nosso Senhor. As leis já não se pautam mais na Lei divina, a Igreja, possuidora da Verdade plena e com vinte séculos de existência, é posta ao lado das seitas mais bizarras: Cristo e Baal em pé de igualdade.
Um exemplo claro acontece em nosso dias: a aprovação da lei nazista de extermínio de indefesos. Na fala dos ministros estava estampada essa idéia de calar a voz da Igreja, neutralizá-la. O sucesso do STF advém de outro: o princípio maçônico de igualdade, liberdade e fraternidade.
Não se pode negar a grande dificuldade que a Igreja enfrenta hoje diante de um mundo que odeia a Verdade e que não aceita mais o “jugo” de Deus.
Como insistir no Reinado Social de Nosso Senhor e na Supremacia da Verdade e da Fé? Como fazer com que Ele reine, quando seu trono foi retirado do Estado e, em muitos casos, com  beneplácitos eclesiástico? 
Era um cardeal quem dizia: “O reinado de Nosso Senhor é praticamente impossível em nossos dias!” – uma afirmação terrível!
“Eu sou Rei e para isso vim ao mundo!”, retrucou Jesus a Pilatos.
O Reinado Social de Nosso Senhor é vital! A Europa começa a despencar moralmente, numa crise jamais vista, justamente porque Nosso Senhor foi retirado de seu trono. E as consequências são vistas a olho nu: famílias acabadas, jovens perdidos, sem sentido algum, liberação e supremacia das vontades mais diabólicas do homem. Eis a separação de todo o equilíbrio social, quando se exclui Nosso Senhor Jesus Cristo.
A humanidade caminhando para um paganismo pr
ático encontrará, no fim da linha, apenas o caos, o nada, o “não ser”.
Bento XVI, em sete anos de pontificado, tem surpreendido, positivamente, em muitos pontos, sobretudo na reafirmação de valores já esquecidos pela sociedade cristã. Mesmo pagando um alto preço, não tem se omitido em relação à proclamação da Verdade sobre Deus, sobre o homem e sobre o mundo.
Há pouco tempo, Sua Santidade recebeu no México um presente típico, um chapéu e, imediatamente, o pôs sobre a cabeça. Isto também fizera noutras vezes, com outros estilos. Tempos atrás recebeu de presente dos católicos húngaros uma bela tiara, mas ponderou, olhou, olhou, agradeceu e… a entregou ao secretário.
No auge das invasões de terra pelo MST, aqui, nas terras tupiniquins, Lula pôs em sua cabeça um boné do movimento vermelho. Como falou aquele boné em sua cabeça! Falou-nos muito mais que suas atrapalhadas palavras.
Como ressoou alto aquele gesto de Paulo VI, retirando de sua cabeça a tiara…
Como ecoaria “urbi et orbi” a tiara de volta à cabeça do Vigário de Cristo?
Nós sabemos como.
Esperemos, pois não está tão distante: ela já se encontra em suas mãos.
Como tenho tanta certeza?
As fontes em Roma são falantes..jorram para todos os lados…
Più non ti dico… pìu non ti dico!