Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

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DENVER, 07 Mar. 16 / 08:00 pm (ACI).- O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

“Este livro é a verdade –o melhor que pude expô-la após vários anos de investigação– sobre as operações secretas do Papa na Segunda guerra mundial”, assegurou a ACI Digital o autor.

A principal premissa do livro, explicou Riebling, “é que Pio decidiu resistir a Hitler com uma ação encoberta em vez de protestar abertamente. Como resultado, envolveu-se em três diferentes complôs dos dissidentes alemães para eliminar Hitler”.

“Pensei que esta ideia –que a Igreja esteja envolvida em operações secretas durante os anos mais sangrentos da história, na parte mais controvertida de sua história recente– não era só uma nota ao pé de página, era algo que valia a pena investigar”, disse.

No final da década de 1990, o debate sobre Pio XII e se ele fez o suficiente para combater os nazistas alcançou o ponto mais alto com a publicação do livro profundamente controvertido chamado “O Papa de Hitler”, do jornalista britânico John Cornwell.

Esse texto foi muito crítico com Pio XII, acusando-o de sustentar um silêncio culpado –ou até mesmo cúmplice– durante o auge do nazismo, quando na verdade ajudou a salvar a mais de 800 mil judeus neste período.

“Até os maiores críticos da Igreja na época nazista, ao menos os principais deles, admitem que Pio XII odiava Hitler e trabalhou secretamente para derrocá-lo”, disse Riebling. Durante sua investigação para um livro prévio, sobre a “guerra secreta entre o FBI e a CIA”, o historiador descobriu documentos de guerra que relacionavam o Papa Pio XII com tentativas de derrocar Hitler.

“Havia ao menos dez documentos implicando Pio XII e seus conselheiros mais próximos em não só um, mas três complôs para eliminar a Hitler –que se estendem de 1939 até 1944.

De acordo com Riebling, seu livro não denuncia que o Papa “tentou matar Hitler”. As ações do Papa foram mais sutis.

“Pio se converte em uma peça chave nas conspirações para eliminar um governante que é uma sorte de anticristo, porque as boas pessoas pedem sua ajuda, e ele procura em sua consciência, e aceita converter-se em um intermediário para os conspiradores –um tipo de agente estrangeiro–, e portanto se converte em um cúmplice de seus complôs”.

Pio XII teve conexões com três complôs contra Hitler. O primeiro, de outubro de 1939 a maio de 1940, envolveu a conspiradores militares alemães. De fins de 1941 à a primavera de 1943, uma série de complôs que envolveram a jesuítas alemães culminaram em uma bomba plantada no avião de Hitler que não explodiu.

O terceiro complô envolveu jesuítas alemães e também o coronel militar alemão Claus von Stauffenberg. Embora o coronel tenha colocado com sucesso uma bomba perto do ditador nazista, não conseguiu matar Hitler. Os sacerdotes tiveram que escapar depois do atentado fracassado.

Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar ao Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler “queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”, disse Riebling.

“Pio se deu conta destes planos, através de seus agentes papais secretos; e, em minha opinião, isso influenciou a decisão do Santo Padre de envolver-se com a resistência anti-nazista”.

“Sabendo o que sei sobre Pio XII, e havendo-o investigado durante muitos anos, acredito que ele queria ser santo. Queria que o povo da Alemanha fosse santo”, acrescentou.

“Quando ele escutava que um sacerdote foi detido por rezar pelos judeus e enviado a um campo de concentração, dizia ‘quisera que todos fizessem o mesmo”. Esta frase, jamais foi dita em público, reconheceu o historiador, mas deixou por escrito em uma carta secreta aos  bispos alemães.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/pio-xii-apoiou-planos-para-derrubar-o-regime-nazista-revela-novo-livro-40270/#.Vt8sm1di0Ag.facebook

O GRANDE PIO XII – O PASTOR "ANGELICUS"


Nossa homenagem ao Maior Papa dos tempos modernos:  Pio XII. O Grande! O Magno! Seu 

reinado dividiu a história da Igreja que deve ser contada antes e depois dele!










“…Não obstante a alegria de festejar o nascimento de tão grande Vigário de Cristo, celebra-

se 

também hoje o aniversário de sua eleição para o Trono de São Pedro, ocorrida no seu 63o 

aniversário, aos 2 de março de 1939.


Um dos pontificados mais turbulentos e, ao mesmo tempo, iluminados do século passado, 
o de Pio XII caracterizou-se pelas dificuldades resultantes da II Guerra Mundial e dos 
horrores do nazismo que o intrépido “Pastor Angelicus” não cessou de reprovar. Pio XII 
prodigalizou-se em favor dos judeus perseguidos, chegando a abrigá-los no Palácio 
Apostólico de Castel Gandolfo, sua residência de verão.

Foi o único Pontífice do século XX a valer-se da prerrogativa da infalibilidade papal ao 
declarar solenemente ser dogma de fé divinamente revelado que a Virgem Maria foi 
assunta 
em corpo e alma à glória celestial (1o de novembro de 1950). Em 1954 celebrou o 
centenário do dogma da Imaculada Conceição com o primeiro Ano Mariano da História.

Canonizou seu predecessor São Pio X e a “Inês do século XX”, a jovem Maria Goretti. 
Presidiu às cerimônias do Ano Santo de 1950 e ordenou as escavações que trouxeram à luz 
a necrópole vaticana que guarda, entre outros tesouros, o túmulo do Príncipe dos&

nbsp;

Apóstolos.

Pio XII imortalizou-se como o “último Príncipe de Deus”. Com sua morte, ocorrida aos 9 de
 outubro de 1958 fechou-se um ciclo importante da história do Papado. Sua passagem 
para 
o céu foi acompanhada pelo pranto universal dos fiéis que se despediam do seu Pastor.

Ao passo que celebramos o seu aniversário natalício, pedimos ao Senhor que apresse a sua 
canonização para que, em breve, possamos vê-lo no lugar que lhe é devido: a glória dos 
altares.”
( Texto do Sem. Thiago Fragoso – Arquidiocese de João Pessoa)

“Pio XII foi um santo!” afirma cardeal de 96 anos


 Ele tem agora 96 anos de idade, mas durante a Segunda Guerra Mundial, o Cardeal Fiorenzo Angelini era um jovem sacerdote de uma paróquia romana que ficou pela primeira vez face a face com o Papa Pio XII depois de um ataque aéreo dos Aliados.
“Eu tive a surpresa inimaginável em me encontrar, imediatamente após o bombardeio, perto do Papa, que foi ao local do desastre, onde eu estava entre os feridos, mortos e moribundos”, disse à CNA, em Roma.
Natural de Roma, o Cardeal Angelini é foi presidente do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde. Ele foi elevado ao Sacro Colégio dos Cardeais em 1991 pelo Papa João Paulo II.
Desde sua reunião juvenil com o Papa Pio XII, ele também tem sido um defensor ferrenho do registro do pontífice durante a guerra – particularmente contra aqueles que alegam que ele não fez o suficiente para ajudar a comunidade judaica em Roma.
“Pio XII ajudou a todos”, disse o cardeal Angelini, “o Papa deu uma ordem para abrir todos os conventos, seminários e mosteiros. O Papa fez o seu dever. ”
“Para aqueles que o conheceram e conheceram sua inteligência e santidade, e acusando-o de não ter agido em favor dos judeus, eles dizem mentiras sabendo muito bem o que estão fazendo.”
Apesar dos apelos do papa Pio XII às forças aéreas aliadas para que poupassem a cidade de Roma, capital italiana foi atingida por 60.000 toneladas de bombas nos 78 dias anteriores à libertação de Roma, em junho de 1944.
Cardeal Angelini recordou que o Papa Pio XII foi destemido durante aqueles dias sombrios ao confortar o povo romano, juntamente com seu Secretário de Estado Adjunto, monsenhor Giovanni Montini, futuro Papa Paulo VI.
“Eles vieram juntos, deixando o Vaticano antes que a sirene de ataque aéreo tivesse acabado de tocar, tomando as ruas após o bombardeio enorme dos aviões ingleses.”
“Nesses momentos de guerra”, disse ele, “não havia distinções. Eram todas as vidas que precisavam ser salvas. Nós, como a Igreja, precisávamos ajudá-los. ”
Por isso ele se encontrou “na linha de frente” com a idade de 24 anos, “e eu me vi ali, pela primeira vez, cara-a-cara com Pio XII. Eu não teria imaginado encontrar o Papa lá tão perto. ”
Apesar da passagem de quase 70 anos, o cardeal Angelini disse que é mais certo do que nunca de uma coisa – “Pio XII foi um santo!”
CNA/tradução Una Voce Brasil)

PIO XII SALVOU 11.000 JUDEUS ROMANOS





Dados publicados pela fundação Pave the Way


Por Jesús Colina
ROMA, sexta-feira, 29 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Conforme documentação descoberta recentemente por historiadores, a ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.000 judeus em Roma durante a II Guerra Mundial.
O representante da fundação Pave the Way na Alemanha, o historiador e pesquisador Michael Hesemann, descobriu muitos documentos originais de grande importância ao pesquisar os arquivos da igreja de Santa Maria dell’Anima, a igreja nacional da Alemanha em Roma.
Pave the Way, com sede nos Estados Unidos, fundada pelo judeu Gary Krupp, anunciou o achado em declaração enviada a ZENIT.
“Muitos criticaram Pio XII por guardar silêncio durante as prisões e quando os trens partiram de Roma com 1.007 judeus, que foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz”, declarou Krupp. “Os críticos não reconhecem nem sequer a intervenção direta de Pio XII para dar fim às prisões, em 16 de outubro de 1943”.
“Novos achados provam que Pio XII agiu diretamente nos bastidores para impedir as prisões às 2 horas da tarde do mesmo dia em que elas começaram, mas não conseguiu deter o trem que tinha aquele destino tão cruel”, acrescentou.
Segundo um estudo recente do pesquisador Dominiek Oversteyns, havia em Roma 12.428 judeus no dia 16 de outubro de 1943.
“A ação direta do papa Pio XII salvou a vida de mais de 11.400 judeus”, explica Krupp. “Na manhã de 16 de outubro de 1943, quando o papa soube da prisão dos judeus, enviou imediatamente um protesto oficial vaticano ao embaixador alemão, que sabia que não teria resultado algum. O pontífice mandou então seu sobrinho, o príncipe Carlo Pacelli, até o bispo austríaco Alois Hudal, cabeça da igreja nacional alemã em Roma, que, conforme relatos, tinha boas relações com os nazistas. O príncipe Pacelli disse a Hudal que tinha sido enviado pelo papa e que Hudal devia escrever uma carta ao governador alemão de Roma, o general Stahel, pedindo que as prisões fossem canceladas”.
A carta do bispo Hudal ao Generale Stahel dizia: “Precisamente agora, uma fonte vaticana […] me informou que nesta manhã começou a prisão dos judeus de nacionalidade italiana. No interesse de um diálogo pacífico entre o Vaticano e o comando militar alemão, peço-lhe urgentemente que dê ordem para parar imediatamente estas prisões em Roma e nas regiões circundantes. A reputação da Alemanha nos países estrangeiros exige esta medida, assim como o perigo de que o papa proteste abertamente”.
A carta foi entregue em mãos ao general Stahel por um emissário de confiança do papa Pio XII, o sacerdote alemão Pancratius Pfeiffer, superior geral da Sociedade do Divino Salvador, que conhecia Stahel pessoalmente.
Na manhã seguinte, o general respondeu ao telefone: “Transmiti imediatamente a questão à Gestapo local e a Himmler pessoalmente. E Himmler ordenou que, considerado o status especial de Roma, as prisões sejam interrompidas imediatamente”.
Estes fatos são confirmados também pelo testemunho obtido durante a pesquisa do relator da causa de beatificação de Pio XII, o padre jesuíta Peter Gumpel.
Gumpel declarou ter falado pessoalmente com o general Dietrich Beelitz, que era o oficial de ligação entre o escritório de Kesselring e o comando de Hitler. O general Beelitz ouviu a conversa telefônica entre Stahel e Himmler e confirmou que o general Stahel tinha usado com Himmler a ameaça de um fracasso militar se as prisões continuassem.
Institutos religiosos isentos de inspeções nazistas
Outro documento, “As ações para salvar inumeráveis pessoas da nação judaica”, afirma que o bispo Hudal conseguiu, através dos contatos com Stahel e com o coronel von Veltheim, que “550 instituições e colégios religiosos ficassem isentos de inspeções e visitas da polícia militar alemã”.
Só numa destas estruturas, o Instituto San Giuseppe, 80 judeus estavam escondidos.
A nota menciona também a participação “em grande medida” do príncipe Carlo Pacelli, sobrinho de Pio XII. “Os soldados alemães eram muito disciplinados e respeitavam a assinatura de um alto oficial alemão… Milhares de judeus locais em Roma, Assis, Loreto, Pádua e outras cidades foram salvos graças a esta declaração”.
Michael Hesemann afirma que é óbvio que qualquer protesto público do papa quando o trem partiu teria provocado o recomeço das prisões.
Ele ainda explica que a fundação Pave the Way tem no seu site a ordem original das SS de prender 8.000 judeus romanos, que deveriam ser enviados para o campo de trabalho de Mauthausen e ser retidos como reféns, e não para o campo de concentração de Auschwitz. Pode-se pensar que o Vaticano acreditasse em negociar a libertação deles.
Soube-se também que o Vaticano reconheceu que o bispo Hudal ajudou alguns criminosos de guerra nazistas a fugir da prisão no fim do conflito.
Por causa de sua postura política, o bispo era persona non grata no Vaticano, e foi repreendido por escrito pelo secretário de Estado vaticano, o cardeal Giovanni Battista Montini (futuro papa Paulo VI), por sugerir que o Vaticano ajudasse os nazistas a fugir.
Gary Krupp, diretor geral da Pave the Way, comentou que a fundação “investiu grandes recursos para obter e difundir publicamente todas estas informações para historiadores e peritos. Curiosamente, nenhum dos maiores críticos do papa Pio XII se deu ao trabalho de vir até os Arquivos Vaticanos abertos (e abertos completamente, desde 2006, até o ano de 1939) para fazer estudos originais. Também não consultaram o nosso site gratuito”.
Krupp afirma ter a sincera esperança de que os representantes dos peritos da comunidade judaica romana pesquisem o material original, que se encontra a poucos passos de sua casa.
“Creio que descobriram que mesma existência hoje da que o papa Pio XII chamava ‘esta vibrante comunidade’ deve-se aos esforços secretos deste papa para salvar cada vida”, disse. “Pio XII fez o que pôde, quando estava sob a ameaça de invasão, de morte, cercado por forças hostis e com espiões infiltrados”.
Elliot Hershberg, presidente da Pave the Way Foundation, acrescenta: “No serviço de nossa missão, nos empenhamos em tentar oferecer uma solução para esta controvérsia, que atinge mais de 1 bilhão de pessoas”.
“Temos usado nossos links internacionais para obter e inserir em nosso site 46.000 páginas de documentos originais, artigos originais, testemunhos oculares e entrevistas com especialistas para oferecer esta documentação pronta a historiadores e especialistas.”
“A publicidade internacional deste projeto tem levado, a cada semana, nova documentação, que mostra como estamos nos movendo para eliminar o bloqueio acadêmico que existe desde 1963.”