EM CLIMA DE “MISERICORDIA” , GAROTO DA PUC-GOIÁS É AMEAÇADO DE EXCOMUNHÃO

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Caríssimos, Salve Maria!

Colocamos aqui um pouco da polêmica envolvendo um estudante da Pontifícia Universidade Católica de Goiás,  Marco Rossi. Numa conferência dentro da Instituição, o jovem se pronunciou contrário ao pensamento comum dos que estavam à mesa, sendo retirado em seguida.

Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

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DENVER, 07 Mar. 16 / 08:00 pm (ACI).- O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

Arcebispo iraquiano chora: Pela primeira vez em 1500 anos não podem celebrar o dia da santa padroeira

 

 

 

ROMA, 13 Nov. 14 / 03:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo Siro Ortodoxo de Mossul, Mar Nicodemus Dawod Sharaf, começou a chorar durante uma entrevista ao recordar que em 1500 anos de história, essa é a primeira vez que os cristãos do norte do Iraque não puderam celebrar a padroeira na igreja devido à perseguição do Estado Islâmico; um fato que nunca tinha acontecido, nem mesmo durante as invasões mongólicas ou tártaras do passado.

O fato ocorreu durante uma entrevista com um jornal estrangeiro, na qual o arcebispo também denunciou a passividade dos organismos de direitos humanos. Entretanto, assegurou que em meio ao sofrimento, os cristãos do Iraque estão orgulhosos porque as perseguições são consequência de sua fidelidade a Cristo.

“Todos no Egito aguardavam as palavras do Papa Francisco”






No Egito martirizado pelas violências e pelos temores de uma guerra civil, as palavras do Papa no Angelus de ontem, quinta-feira, chegaram como um pequeno raio de esperança. Um apelo em favor da paz e do diálogo que foi apreciado pelos cristãos, mas também pelos muçulmanos do país. Foi o que ressaltou o porta-voz dos bispos católicos egípcios, Pe. Rafiq Greiche, entrevistado pela Rádio Vaticano:

ASIA BIBI – CONDENADA À MORTE POR SER CRISTÃ



“Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas fiquem tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços”, afirma. 

Esta é a frase de Asia Bibi, condenada por ser cristã, deve servir para todos como incentivo ao testemunho que devemos dar a cada dia, mesmo a preço de sangue.

Que Deus nos conceda a têmpera dos mártires.

Abaixo toda a sua história retirada da Wikipédia.

Boa leitura.

Pe. Marcélo Tenorio


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Asia Noreen (urdu: آسیہ نو رین), mais conhecida como Asia Bibi (urdu: آسیہ بی بی), nascida entre 1964 e1971, e casada com Ashiq Masih, é uma mulher católica paquistanesa com cinco filhos. Foi condenada em 8 de Novembro de 2010 à forca, por uma corte Nankana Sahib, pelo delito deblasfêmia contra o profeta Maomé, ainda que o veredito precise ser confirmado por um tribunal superior. Ela tem recebido atenção mundial, já que é condenada por ser cristã e não quer converter-se ao Islão. No Paquistão, assim como em outros países islâmicos, a lei sobre a blasfêmia é utilizada “para resolver questões que são pessoais”.

 

O caso

O caso Asia Bibi apareceu na mídia em Novembro de 2009. No mês de Junho daquele ano, Bibi, que é uma camponesa, foi enviada para buscar água, enquanto trabalhava em um campo. Diante disso, outras mulheres, muçulmanas, protestaram. Por ela não ser muçulmana, ela contaminaria o recipiente da água e o tornaria impuro. Exigiram que ela abandonasse sua fé cristã e se convertesse ao Islão. Ela se negou.
Em sua defesa, respondeu a suas companheiras de trabalho que “Cristo morreu na cruz pelospecados da humanidade“; e perguntou àquelas mulheres o que Maomé havia feito por elas. Ao ouvirem tais palavras, recorreram ao imame local, esposo de uma delas, quem a denunciou à polícia pelo delito de blasfêmia. O artigo 295 do Código Penal do Paquistão determina pena de morte para quem blasfemar contra o Profeta do Islão.
O juiz, Naveed Iqbal, quem a condenou à morte, ofereceu-lhe a liberdade em troca dela se converter ao Islão. Asia respondeu que preferiria morrer como cristã a sair da prisão como uma mulçumana. E ainda disse a seu advogado: “Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e em seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele”.
Medidas de segurança foram tomadas para proteger Asia Bibi na prisão de Shekhupura. O cerco deLahore foi reforçado depois da operação militar que matou Osama bin Laden. Asia permanece isolada e cozinha sua própria comida para evitar ser envenenada.

 

Resposta internacional

Grupos cristãos, católicos e evangélicos (protestantes), trabalham para tentar evitar a morte da inocente. Os bispos do Paquistão pediram ao Papa que ele intermediasse o conflito. Bento XVI pediu o indulto para Noreen. Ela reconheceu e declarou se sentir “honrada“, que “é um privilégio saber que ele falou por ela, e que ele tem acompanhado seu caso pessoalmente” e que espera “viver o suficiente para agradece-lo em pessoa”.

 

Possível perdão


É possível que o ped
ido de clemência seja acatado pelo Supremo Tribunal. Contudo, o imame local ameaçou dizendo que se ela for perdoada ou posta em liberdade, algumas pessoas “farão justiça com as próprias mãos”. A jovem cristã sublinhou que, mesmo se o Tribunal declarasse sua inocência, ela “não sobreviveria”, por que “os extremistas não a deixariam em paz nunca” (nem a ela nem à sua família).

 

Bhatti e Taseer deram a vida


Em 4 de Janeiro de 2011, no Mercado Kohsar de Islamabad, o Governador de PunjabSalman Taseer, foi assassinado por membro de seu time de segurança, Malik Mumtaz Hussein Qadri, por que defendia Noreen e era contra a lei de blasfêmia. Taseer havia exposto sua crítica à lei e ao veredicto do caso Asia Bibi. No outro dia, milhares de pessoas estavam em seu funeral, em Lahore, apesar das advertências do Talibã e de alguns clérigos. Milhares de muçulmanos também se reuniram em apoio à lei blasfêmia, após o assassinato.
O Ministro dos Negócios das Minorias, Shahbaz Bhatti, único cristão membro do gabinete do Paquistão, também foi assassinado, em 2 de Março de 2011, por causa de sua posição a respeito das leis de blasfêmia. Ele foi morto a tiros, por homens armados que emboscaram seu automóvel perto de sua residência, em Islamabad.

Síria expulsa padre jesuíta que pediu mudanças

Padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, expulso da Síria por ter criticado mudanças

Grossas ripas de madeira estavam pregadas às portas da Igreja de São Cirilo, em Damasco, fechando-as, quando amigos de Bassel Shahade chegaram para uma missa em sua memória. Shahade era um jovem cineasta de oposição morto em Homs no final de maio. De acordo com ativistas, homens armados a serviço do governo arrastaram alguns dos fiéis para a prisão e expulsaram os outros.

Ainda de acordo com os ativistas, a liderança da Igreja Greco-Católica Melquita não interveio. Mas o padre jesuíta italiano Paolo Dall’Oglio convidou os amigos de Shahade a orarem em Deir Mar Musa, um mosteiro antigo no deserto.

“Ninguém estava deixando que rezassem por seu amigo morto”, disse o jesuíta em Beirute, ressaltando que a missa teve a presença de cristãos e muçulmanos.

PROFANAÇÃO:”Deus é gay” e outras frases foram pichadas em igreja

 
 
Ação aconteceu na noite de quinta-feira e causou indignação para grande parte da população da cidade de 23 mil habitantes…
Publicado em 22 de Abril de 2012 | Alexandre Moura | CGN/Correio do Lago |



Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”. As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.

A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.

Segundo o Portal Correio do Lago, “L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja”, publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.

A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.
Leia a carta pública na íntegra.

“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

Cartaz da parada gay usa imagem da Catedral de Maringá e causa polêmica

Um cartaz informando da realização da parada de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), que acontecerá no dia 20 de maio em Maringá, está causando polêmica. Há diversas opiniões circulando na internet em torno do cartaz, que mostra a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória atingida por um raio de luz e “explodindo” em um arco-íris.
A assessoria de imprensa da Arquidiocese de Maringá informou, no final da manhã desta segunda-feira (16), que o departamento jurídico da cúria arquidiocesana foi acionado e vai tomar providências jurídicas sobre o caso. A Arquidiocese deve se pronunciar oficialmente ainda hoje (16).
De acordo com o editor do site Maringay, Luiz Modesto, a responsável pelo desenvolvimento foi uma das colunistas do site,  Elisa Riemer. “A ideia de fazer esse convite veio justamente, como se pode reparar na imagem, do conceito da catedral como um prisma em que, ao ser injetado um foco de luz solar de um lado, do outro desponta em todas as cores possíveis”, diz. “Como a catedral é o primeiro simbolo de Maringá, é um convite a chamar para o diálogo todas as pessoas, para maior aceitação e respeito. Nós aprovamos e gostamos do conceito”.
Capa do CD do Pink Floyd
A inspiração veio da capa do álbum “The Dark Side of the Moon” da banda de rock britânica Pink Floyd. “Se alguém tomou como afronta, no fundo, foi uma relação com a mensagem do álbum do Pink Floyd. Se alguém se sentiu agredido, a gente pede desculpa. No entanto, a ideia é jogar luz em cima desse foco: de uma Maringá que cresce, aceita e quer trazer todas as pessoas para ajudar a construir essa cidade, com todo respeito nas relações pessoais”, expli
ca o editor do Maringay. “Particularmente, acho que a ideia foi muito feliz. Não é o cartaz oficial, mas teve meu voto favorável. Acho que faltou uma divulgação maior”.
Reprodução

ABSURDA DECISÃO DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO RS


 


Por   Ovídio Rocha Barros Sandoval



O Migalhas do último dia 7 de março noticia que o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, acatar requerimento da Liga Brasileira das Lésbicas e entidades afins para a retirada de crucifixos das dependências do Tribunal e dos Fóruns daquele Estado, sob o fundamento de que “o julgamento em sala com expressivo símbolo de uma igreja e sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-Juiz equidistante dos valores em conflito”.
Cumpre recordar, inicialmente, que há 185 anos, no dia 11 de agosto de 1827, foram criados os Cursos Jurídicos no Brasil em Olinda-Recife e em São Paulo. Com a instalação das duas Escolas de Direito tinha início a formação jurídica dos brasileiros no território nacional.
A Escola do Recife foi instalada no Convento de Santo Antônio, enquanto a de São Paulo no Convento de São Francisco.
Se instaladas foram em dois Conventos da Igreja Católica, receberam, à evidência, a proteção de Nosso Senhor Jesus Cristo e sob a égide da Cruz passaram a ser conhecidas e respeitadas. Jesus Cristo tornou-se o Patrono Eterno das Escolas de Direito, então criadas, que vieram a ter, a partir do ano de 1827, influência fantástica na formação cultural, social e jurídica do Estado brasileiro.
A formação nacional do Brasil, desde o Descobrimento, foi forjada sob o signo da fé cristã e católica. A colonização foi obra da catequese, da incorporação do Novo Mundo ao Cristianismo. A luta pela unidade e a conquista do imenso território brasileiro só se explica pela fé cristã. J. F. Almeida Prado, reconhecidamente não católico, por exemplo, “atribui à fé a resistência aos holandeses e sua expulsão do Brasil”.1
Todo povoado que surgia era habitado em torno de uma igreja ou capela. Daí porque são inúmeras as cidades que têm nomes de santos católicos, um Estado ostenta o nome de Espírito Santo, o Estado do Pará tem por capital Belém e o Rio Grande do Norte celebra o Natal de Jesus Cristo em sua capital.
Foi nesse quadro que o Brasil nasceu, cresceu, conseguiu sua Independência e forjou sua nacionalidade, cultura, formação e sob a égide de Cristo foi sedimentada a Nação brasileira.
Trata-se de uma realidade histórica, social e cultural inconteste. Negá-la seria abraçar o absurdo da ignorância e opor-se à verdade.
De outra parte, o sistema político do Estado brasileiro, em nenhum momento, chegou perto de uma teocracia abominável existentes em outros países.
A Constituição de 1891, por influência do Positivismo de Augusto Comte, tão em voga entre os militares daquela época, impôs a separação do Estado e Igreja e instituiu o chamado Estado laico, mas em momento algum negou a influência decisiva do Cristianismo na formação nacional do povo brasileiro, pois estaria se contrapondo ao óbvio. Bem por isso, o chamado Estado laico não pode significar a rejeição, pura e simples, dos valores cristãos presentes na Nação brasileira.
Todas as Constituições brasileiras, excetuadas a Constituição de 1891 e a Carta Política de 1937, invocam em seus preâmbulos, de forma expressa, que são promulgadas “sob a proteção de Deus”. A Constituição Imperial de 1824, que deu início à História Constitucional do Brasil foi jurada em nome da Santíssima Trindade.
A invocação feita da “proteção de Deus”, como está no preâmbulo da vigente Constituição, “significa que o Estado que se organiza e estrutura mediante sua lei maior reconhece um fundamento metafísico anterior e superior ao direito positivo”.2
Se o preâmbulo da Constituição invoca a “proteção de Deus”, somente pode referir-se à proteção do Deus dos cristãos – Jesus Cristo – pois sob sua proteção e dentro dos ensinamentos evangélicos foi construída a Nação brasileira.
Logo, conforme observa o eminente e brilhante Procurador de Justiça e Conselheiro do Conselho Superior do Ministério Público paulista dr. Walter Paulo Sabella, “pretender que da exposição do crucifixo” em prédios públicos “se possa inferir relação de dependência ou aliança com organizações religiosas”, semelhante raciocínio levaria, “simetricamente, à mesma conclusão em face do fato de aceitar-se a estátua do Cristo Redentor em terras públicas, no Rio de Janeiro”3. Depois de recordar que “as religiões são fatos sociais”, por isso mesmo, “a ostentação do crucifixo num prédio público não tornará, o Estado menos laico, nem a sua retirada lhe dará maior laicidade”.
Do fato mesmo “de ser a religião um fato social, emerge, ‘ipso facto’, a ingente dificuldade de distinguir, em fronteiras nítidas, se as coisas tidas como da religião, como seus símbolos, pertencem apenas aos domínios do campo religioso ou se amalgamam e difundem pelos domínios da cultura, da tradição, do costume”. E tanto “as coisas são assim que Arnold Toynbee, o grande historiador inglês, chegou a sustentar que as próprias civilizações se desenvolvem nas linhas conceptuais de uma religião fundamental e entram em agonia quando se esvai o poder vital dessas religiões”.4
Há três anos, aturdido e estupefato, tomei conhecimento de que o então Presidente Desembargador Luiz Zwitter do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mandou retirar das salas e dependências do prédio daquela Corte os crucifixos que ali se encontravam. Sua Excelência confessa-se judeu, maçom e espírita. Com todo o respeito, uma estranha mistura de posições diante da vida… Em razão disso escrevi um artigo publicado pelo nosso Migalhas sob o título “O 11 de agosto e a Cruz de Cristo”.
Tratava-se de uma infeliz deliberação unilateral e solitária do seu Presidente e tão contrária à formação nacional, social, cultural e religiosa do povo brasileiro sedimentada em cinco séculos. Não poderia acreditar que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não tivesse em seus quadros homens que professassem a fé cristã e conhecessem a História brasileira. Recordo-me que, alguns anos atrás, o pai daquele Desembargador, ministro Waldemar Zweitter, no Superior Tribunal de Justiça, propôs a retirada da Cruz de Cristo das salas e dependências daquele Tribunal. Houve a reação, como não poderia deixar de ser, de várias vozes e entre elas se encontrava a do meu querido e saudoso Amigo Ministro Domingos Franciulli Netto com o testemunho de sua coragem de verdadeiro cristão e defensor da fé que animou a formação nacional do povo brasileiro. Parecia ser de família (pai e filho), a revolta contra a Cruz – um dos símbolos mais antigos da civilização humana.
A deliberação solitária e absurda do antigo Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro repete-se agora em uma decisão colegiada do Conselho Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul. Pergunta-se, pelo Regimento Interno daquele Tribunal, tão despropositada e absurda decisão não terá que passar pelo crivo do seu Órgão Especial?
Os desembargadores que integram o Conselho Superior da Magistratura são brasileiros e homens que se dedicam ao estudo. Logo, não podem desconhecer a realidade da formação cristã da Nação em que nasceram.
Suas Excelências não podem desconhecer a fundamental importância de Jesus Cristo na História da Humanidade que se divide em dois períodos: antes e depois de seu Nascimento, muito embora haja nascido em uma pequena vila da Judéia e não tenha se afastado mais do que trezentos quilômetros do lugar onde nasceu.
O insuspeito Benedetto Croce teve a oportunidade de constatar: “O Cristianismo foi a maior revolução que a humanidade jamais realizou”, enquanto Hegel, ao tratar da realidade histórica de Jesus Cristo afirma: “Até aqui chega a história e daqui recomeça”.6
Com efeito, “todos encalham no momento de lançar a passarela entre o obscuro Jesus da História e o deslumbrante Cristo da fé”.7
Queiram ou não os senhores Desembargadores do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a Cruz será o eterno símbolo da Morte e Ressurreição em Jesus Cristo. Sob esse símbolo eterno nasceu, evoluiu e se formou a Nação brasileira.
Com rara felicidade, o eminente Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho observa: “No caso da Magistratura, os valores cristãos se tornam ainda mais fortemente ‘fonte de inspiração’ para as decisões, uma vez que ‘fazer justiça’ é, de certo modo, exercer um atributo divino. A justiça humana será tão menos falha quanto mais se inspirar na justiça divina”.8
Após o início de minha conversão – antes fui ateu e depois agnóstico – aprendi que “quando a fé em Deus começa a desaparecer, também o espírito de união fraterna perde sua base, abrindo-se o caminho para a luta de todos contra todos, luta que só conhece o direito do mais forte”.
Com efeito, “quando se perde a dimensão vertical da filiação divina, torna-se mais difícil vivenciar a dimensão horizontal da fraternidade humana” e “só podemos nos chamar realmente irmãos, porque temos um Pai Comum” e, por outro lado, “Cristo mostrou a dignidade imensa do mais humilde dos homens, fazendo-se trabalhador manual e, sendo mestre, lavando os pés dos seus discípulos”.9
Estado laico não é sinônimo de Estado ateu ou agnóstico, mas sim de um Estado que adota a liberdade de todas as crenças religiosas e garante sua prática, como também respeita, como não poderia deixar de respeitar, os valores cristãos que deram base à formação da Nação brasileira.
O nome de Deus, para o cardeal Sebastião Leme, arcebispo do Rio de Janeiro, em homilia de 31/5/1931, “está cristalizado na alma do povo brasileiro. Ou o Estado, deixando de ser ateu e agnóstico reconhece o Deus do povo, ou o povo não reconhecerá o Estado”.
Não se há de olvidar, para possível espanto de alguns, que a religião cristã foi a base moral na qual as instituições do Estado brasileiro se estabeleceram.
Para o Papa Bento XVI, “a tendência que, por assim dizer, admite Deus como opinião privada, mas lhe recusa o domínio público, a realidade do mundo e a nossa vida, não é tolerância, mas hipocrisia”.10
O consagrado escritor Graham Greene, em bela página de uma de suas obras, termina por dizer: “Se eu tivesse de partir esta noite e me perguntassem o que mais me comove neste mundo, responderia talvez que é a passagem de Deus pelo coração dos homens. Tudo se perde no amor, e embora seja verdade que seremos julgados segundo o amor, é igualmente fora de dúvida que seremos julgados pelo amor, que outro não é senão Deus”.11
Com razão afirma o Papa PAULO VI, “uma concepção do mundo, segundo a qual esse mundo se explicaria por si mesmo, sem ser necessário recorrer a Deus; de tal sorte que Deus se torna supérfluo e embaraçante” está a representar um secularismo que “para reconhecer o poder do homem, acaba por privar-se de Deus e mesmo por O renegar”. 12
A Justiça é obra do homem como colaborador de Deus e RUI BARBOSA dizia “sem Deus não pode haver justiça”.
Portanto a presença da Cruz de Cristo nas salas dos Juízes e Tribunais é confirmação da realidade da formação cristã da Nação brasileira e serve para relembrar, com Rui Barbosa, que “sem Deus não pode haver justiça”. Dizer-se que “o julgamento em sala com expressivo símbolo de uma igreja e sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-Juiz equidistante dos valores em conflito” nada mais representa do que uma afirmação vazia, como se o símbolo da Cruz tivesse a possibilidade de influir o Estado-Juiz em dirimir os “valores em conflito”. Aceitar-se tão estapafúrdia afirmativa, como o símbolo da Cruz sempre esteve presente em todas as salas dos Juízes e dos Tribunais, especialmente, a partir da Constituição Imperial de 1824, o “Estado-Juiz”, há mais de 187 anos, nunca esteve equidistante dos valores em conflito…
O Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao mandar retirar das salas e dependências do prédio daquele Tribunal a Cruz de Cristo, nada mais fez do que negar nossas origens e a formação nacional do povo brasileiro, além de lançar às urtigas a realidade de que a nossa Constituição foi promulgada “sob a proteção de Deus” e diante de nossa história queira ou não aquele Conselho, “sob a proteção do Filho de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo”.
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1 “Apud” JOÃO SCATIMBURGO, “Tratado Geral do Brasil”, Companhia Editora Nacional, S. Paulo, 1ª. Ed., 1973, pg. 31.
“Se a fazenda del-rei fornecia recursos à Igreja, não era menos certo que o sentido missionário obedecia à densa fidelidade de Portugal à religião católica” (idem).
2 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO, Jornal “O Globo” de 14.4.2009.
3 Parecer no Pt. n. 48723/07, de 27.8.2007.
4 Idem.
5 Revista “Isto É”, edição de 12.8.2009, pg. 33.
6 VITTORIO MESSORI, ob. cit., pgs 100 e 101.
7 Idem, pg, 185.
8 Artigo citado.
9 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO, artigo citado.
10 Homilia de Abertura do Sínodo dos Bispos em 21.10.2005.
11 “Apud” CHARLES MOELLER, “Literatura do Século XX e Cristianismo”, Ed. Flamboyant, São Paulo, 1958, vol. I, pg. 420.
12 Idem, n. 55, pg. 58.



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*Ovídio Rocha Barros Sandoval é advogado do escritório Advocacia Rocha Barros Sandoval & Costa, Ronaldo Marzagão e Abrahão Issa Neto Advogados Associados.
Agradecemos ao Dr. Luíz Eduardo Silva Parreira ,pela indicação.