Os acontecimentos da Véspera de Ano Novo europeia que a imprensa não contou

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Nota do tradutor: Ontem falávamos, ao traduzir a matéria sobre um incidente na Áustria envolvendo uma senhora cristã e um muçulmano, em um centro de refugiados, que o emblemático fato era a “ponta do iceberg”. Vemos por esta outra notícia que, não só a “ponta” já não é mais tão pequena como seus efeitos já se fazem sentir em diversas “embarcações”. O que, do conjunto, seja talvez a maior causa de indignação é o cinismo de uns guiando a (por demais) ignorância de outros. Neste e em muitos atos hodiernos já se faz nítida a cegueira e completa deturpação da realidade. Parece que os anjos nos cegaram e poucos, cada vez menos, são os que ainda conseguem ver a porta de saída.

Gaceta.es

5 janeiro, 2017

Gritos de ‘Alá é grande’ nas imediações da igreja mais antiga de Dortmund, incidentes e presença policial… A grande notícia é que não tenha sido notícia: isso diz mais do estado da Europa que cem capas nos periódicos mais prestigiosos do continente. 

Carlos Esteban/ La Gaceta

Tradução Frei Zaqueu

A primeira vez, o ano passado, Governo, polícia e grandes meios se conjuraram na Alemanha em uma intensão de ocultar que, durante as celebrações de rua de Véspera de Ano Novo em várias grandes cidades do país, tinham sido cometidos centenas de delitos sexuais protagonizados pelos recém chegados -os supostos ‘refugiados’ procedentes do Oriente Médio e da Alemanha que tão amavelmente havia convidado Ângela Merkel a instalar-se na Alemanha- e sofridos por mulheres nativas. Só a insistência de inumeráveis testemunhas nas redes sociais obrigou a imprensa e polícia, dias depois, a reconhecer o deslize e pedir perdão.

Este ano não fez falta nenhuma censura ou complô: informou, o meio que o fez, como an passant e com certa indiferença, sem semear a universal indignação do ano passado. Como queria o primeiro ministro francês, Manuel Valls, com o terrorismo, a Europa parece estar crendo na ideia de que esta explosão de assaltos sexuais por parte dos imigrantes recentes é ‘a nova normalidade’, uma tradição a mais destas entranháveis festas.

Falando da França, a notícia oficial sobre a noite foi que “transcorreu sem incidentes dignos de menção” (Ministério dol Interior: “La nuit de la Saint-Sylvestre s’est déroulée sans incident majeur”), uma forma que há pouco soaria irônica para descrever uma madrugada na que se queimaram mais de mil carros e se detiveram 454 pessoas, apesar de uma presença militar -100.000 soldados nas ruas- própria de um país ocupado.

Mas o prato forte da noite se serviu na Alemanha e em sua vizinha Áustria, em que pese os precedentes e o estado de alerta das autoridades.  Em Viena, a cidade que se decantou pelo pró-imigracionista Alexander van Bellen na recente repetição das eleições presidenciais, os serviços de emergência se viram colapsados por chamadas de todo o país informando de numerosos assaltos sexuais cometidos, em repetida descrição, por homens de cor escura e frequentemente barbados.

A celebração mais animada se deu na cidade alemã de Dortmund, onde, relata Breitbart uma multidão de mais de uma centena de homens, ao repetido grito de “Alahu Akbar!”, lançaram foguetes de pirotecnia à polícia e queimaram o teto da igreja mais antiga da Alemanha, São Reinaldo. Uma vez mais, a noite foi descrita como “tranquila” no informe policial e como “normal” por um porta-voz da Prefeitura. E isso resulta mais alarmante que se tivessem exagerado a gravidade.

« #Silvester in #Dortmund: Syrer feiern den Waffenstillstand in ihrem Land. pic.twitter.com/Yxom6nY5QC

— Peter Bandermann (@RN_Bandermann) 31 de dezembro de 2016 »

O diário local Ruhr Nachrichten informou que um grupo de “ao menos cem jovens homens” começaram a lançar foguetes contra uma multidão de visitantes entre as que se encontravam famílias com crianças. Quando a polícia lhes advertiu que deixassem de fazê-lo, os alegres celebrantes dirigiram seus projéteis contra as próprias forças da ordem. Mas o politicamente correto ficava a salvo. O citado cabeçalho falava, ao mesmo tempo, postava na rede social Twitter um vídeo com o título “Sírios celebram a trégua em seu país”, ainda que qualquer que o visse poderia comprovar se tratar de um grupo que portava bandeiras da Al Qaeda e de guerrilhas aliadas ao ISIS na zona ao repetido grito de “Alahu Akbar!”.

Não deixa de ser curioso que a igreja atacada e parcialmente incendiada pelo grupo de imigrantes citados, São Reinaldo, foi protagonista de uma recente notícia que, esta sim, suscitou a indignação da opinião pública ao ser ocupada por um grupo identitário em protesto contra a islamização do país no mês passado. Seu pastor, Friedrich Stiller, denunciou o ato como “uma clara provocação dos neonazistas”, o que ocasionou que os responsáveis do programa de ‘desradicalização’ da cidade, com um saldo de 50.000 euros anuais, exigissem mais fundos.

Em Colônia, protagonista do grosso dos ataques do ano passado, esta Véspera de Ano Novo conseguiu reduzir significativamente o número de assaltos graças a uma enorme presença policial, que realizou numerosas detenções, só para ser atacados na imprensa por representantes políticos por “discriminação”.

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Fonte: http://infovaticana.com/2017/01/05/los-sucesos-la-noitevieja-europeia-la-prensa-no-ha-contado/

Tradução: Fr Zaqueu

EM CLIMA DE “MISERICORDIA” , GAROTO DA PUC-GOIÁS É AMEAÇADO DE EXCOMUNHÃO

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Caríssimos, Salve Maria!

Colocamos aqui um pouco da polêmica envolvendo um estudante da Pontifícia Universidade Católica de Goiás,  Marco Rossi. Numa conferência dentro da Instituição, o jovem se pronunciou contrário ao pensamento comum dos que estavam à mesa, sendo retirado em seguida.

É claro que jovem protesta como jovem. Rebeldia faz parte do jeito da juventude. Ou não há rebeldia nos jovens da PJ, abertamente contrários à doutrina da Igreja, ora pois!?

Diante disso, saiu uma nota assinada pelo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Goiania,  na qual condenava a atitude do estudante  e ao mesmo tempo lembrava da possibilidade de uma excomunhão” Latae Sententiae” para o garoto, por provocar rupturas na Igreja.

Ora, ora, por que tanta polêmica neste caso? Apenas devido a  um estudante que discordou do pensamento, considerado marxista por ele, dos demais pensadores desta instituição? Não é a Igreja a primeira a conclamar a liberdade de pensamento? Ou isso só vale quando o pensamento não vai contra à ideologia reinante?

Assisti o vídeo. Nele nada há contra a Fé Católica. Alguém poderia argumentar: ” mas agiu contra a unidade, quebrou a unidade, buscou ruptura, etc…e pode ser excomungado”. Isso aqui é querer forçar por demais uma Excomunhão deste nível?

Observem o vídeo e verão que, bem mais da argumentação do garoto, foi a agressão verbal e física dos opostos.

Leonardo Boff, por exemplo, recebeu alguma nota e ameaça parecida? Alguém já viu alguma PUC proibi-lo à entrada? Ou ele entrava pela porta da frente, com tapinhas nas costas dos reitores também pontifícios?…

Não sei se a PUC – mais católica do mundo- a de Goiás, já fez o que todos deveriam ter feito: barrar Leonardo Boff, mas pelo andar da carruagem, acredito que não.

Citei Boff, mas poderia citar uma infinitude de heresiarcas aplaudidos pelas PuCs emais PUCs

Querer dar um “cala-a-boca” num jovem estudante com ameaças de Excomunhão, nesse estilo é a mesma coisa que dizer a uma criacinha: ” não entre ali, pois há bicho papão!”. E o mais incrível, é que excomunhão, para muitos modernistas, trata-se de ferramentas ultrapassadas da Idade Média…Isso quer dizer que a guilhotina só tem valor do lado francês de ver o mundo?

Seria engraçado uma excomunhão como esta em tempos de enormes misericórdias Bergolianas…

Excomunhão não é virus que pega ‘automaticamente”. Há critérios para que seja Válida. Se foi verdade isso, pelo que vi, trata-se de Excomunhão Nula. Bento XVI anulou as excomunhões contra Mgr Lefebvre e Mgr de Castro Mayer.. Note-se que uma coisa é ANULAR outra é CANCELAR. Anulou simplesmente pq nunca existiu,por falta de critério canônico. No caso acima deve-se forçar bem o “critério canônico” para se ter linguiça do cachorro-quente..

Eu estive, várias vezes, em aulas  e semanas teológicas com assessores da CNBB, todos contrários abertamente ao papa Bento XVI, todos! Um , entre eles, chegou a chamar  o papa de ” Esse Pastor Alemão”!… Eu vi, eu estava lá. Não estou falando da CNBB como um todo, mas de seus assessores, sim.

Já que se preza tanto pela Unidade da Igreja, acredito que assessores assim jamais entrariam da PUC-Goiás.

Nunca vi tanta romanidade  misturada com Buenosairismos.

Confira, abaixo

 

O comunicado oficial

Em razão dos posicionamentos públicos de Marco Rossi  Medeiros contra a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e vários irmãos no episcopado, bem como, recentemente, contra a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, seu reitor, reitoria e corpo docente, no cumprimento da responsabilidade de nosso ministério, tornamos pública nossa reprovação a suas palavras, atitudes e métodos difamatórios, que intentam macular instituições, organizações e vidas de pessoas.

Em suas investidas, embora se declare católico, Marco Rossi  Medeiros não fala e nem age em nome da Igreja Católica. Lembramos oportunamente que ao bispo da Igreja arquidiocesana – e somente a ele, dentro de sua circunscrição eclesiástica -, compete a responsabilidade canônica de promover e garantir a unidade e a retidão da doutrina e da fé. Somente do arcebispo é a competência para discernir, decidir, nomear, destituir e acompanhar o governo das instituições eclesiais da Arquidiocese de Goiânia.

Todo e qualquer católico que se outorga ilegítimos direitos de suscitar rupturas na unidade da Igreja, está por isso mesmo atentando contra a comunhão e se colocando fora dela ‘latae sententiae’.

Reiteramos nosso apoio, solidariedade e gratidão à PUC Goiás, ao reitor e à reitoria, aos gestores, professores e funcionários, pelo serviço e pelo bem que prestam à Educação Superior, à nossa querida Pontifícia Universidade Católica e à Arquidiocese de Goiânia.

No Ano da Misericórdia, oremos ardentemente pela paz e pela harmonia do povo brasileiro. Recusemos e reprovemos, com firmeza, qualquer prática acusatória e ofensiva que incite ao ódio e à divisão, na família, na Igreja e na sociedade.

No fiel discipulado missionário, unidos à paixão de Cristo, como Igreja, continuemos perseverantes, rumo ao Reino definitivo.

Rezemos por este irmão, para que seja tocado pela ação do Espírito Santo e tenha a proteção da Santa Mãe de Deus.

 

Dom Levi Bonatto, bispo auxiliar da Arquidiocese de Goiânia

Fonte:

Esclarecimento Oficial

Goiânia,29 de Março de 2016, às 13h15.

Esclarecimento Oficial

Em razão das polêmicas envolvendo o Comunicado da Arquidiocese de Goiânia com relação ao Sr. Marco Rossi Medeiros, publicado nas plataformas digitais, esclarecemos:

Nosso objetivo é, antes de tudo, dirimir dúvidas de maneira fraterna e com o espírito da Páscoa que deve estar presente neste tempo litúrgico que estamos vivendo.

Diante do tom agressivo e difamatório do Sr. Marco Rossi Medeiros, a Arquidiocese, dentro das suas atribuições canônicas e administrativas, resolveu pronunciar-se, para o bem da verdade e para preservar pessoas envolvidas.

Com relação ao parágrafo que cita a excomunhão latae sententiae, tal texto foi citado devido à possibilidade de incorrer nela as pessoas que atentem contra a unidade da Igreja. O texto não é, de forma alguma, um decreto de excomunhão, portanto o Sr. Marco Rossi não está excomungado.

A contragosto nosso, no site e em rede social da Puc- Goiás, a postagem feita pelo departamento de imprensa da Universidade apresentou uma conotação indesejada, não sendo percebido que o comunicado se tratava de um posicionamento e não de uma questão canônica.

A Arquidiocese de Goiânia reitera o seu posicionamento, lamenta a postura agressiva e radical do Sr. Marco Rossi Medeiros e espera que, com este esclarecimento, a paz volte a reinar em nosso meio e se reestabeleça a unidade, atendendo ao apelo do Santo Padre que diz que cada cristão é chamado a trabalhar pela unidade da Igreja sob a condução do Espírito Santo.

Não estamos contra ninguém, respeitamos, como mostra o histórico da Arquidiocese, todas as opiniões e posicionamentos políticos enquanto prática humana que leva ao bem comum.

Assessoria de Comunicação

Arquidiocese de Goiânia

Fonte:http://www.arquidiocesedegoiania.org.br/comunicacao/noticias/arquidiocese/destaques/2199-esclarecimento-oficial.html

Pio XII apoiou planos para derrubar o regime nazista, revela novo livro

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DENVER, 07 Mar. 16 / 08:00 pm (ACI).- O apoio secreto do Papa Pio XII a tentativas de derrocar o ditador nazista Adolf Hitler é o tema de um novo livro, que aborda documentos de guerra e entrevistas com o agente de inteligência americana que os escreveu. O título do livro (tradução livre) é “A Igreja dos Espiões: A guerra secreta do Papa contra Hitler”, do historiador Mark Riebling.

“Este livro é a verdade –o melhor que pude expô-la após vários anos de investigação– sobre as operações secretas do Papa na Segunda guerra mundial”, assegurou a ACI Digital o autor.

A principal premissa do livro, explicou Riebling, “é que Pio decidiu resistir a Hitler com uma ação encoberta em vez de protestar abertamente. Como resultado, envolveu-se em três diferentes complôs dos dissidentes alemães para eliminar Hitler”.

“Pensei que esta ideia –que a Igreja esteja envolvida em operações secretas durante os anos mais sangrentos da história, na parte mais controvertida de sua história recente– não era só uma nota ao pé de página, era algo que valia a pena investigar”, disse.

No final da década de 1990, o debate sobre Pio XII e se ele fez o suficiente para combater os nazistas alcançou o ponto mais alto com a publicação do livro profundamente controvertido chamado “O Papa de Hitler”, do jornalista britânico John Cornwell.

Esse texto foi muito crítico com Pio XII, acusando-o de sustentar um silêncio culpado –ou até mesmo cúmplice– durante o auge do nazismo, quando na verdade ajudou a salvar a mais de 800 mil judeus neste período.

“Até os maiores críticos da Igreja na época nazista, ao menos os principais deles, admitem que Pio XII odiava Hitler e trabalhou secretamente para derrocá-lo”, disse Riebling. Durante sua investigação para um livro prévio, sobre a “guerra secreta entre o FBI e a CIA”, o historiador descobriu documentos de guerra que relacionavam o Papa Pio XII com tentativas de derrocar Hitler.

“Havia ao menos dez documentos implicando Pio XII e seus conselheiros mais próximos em não só um, mas três complôs para eliminar a Hitler –que se estendem de 1939 até 1944.

De acordo com Riebling, seu livro não denuncia que o Papa “tentou matar Hitler”. As ações do Papa foram mais sutis.

“Pio se converte em uma peça chave nas conspirações para eliminar um governante que é uma sorte de anticristo, porque as boas pessoas pedem sua ajuda, e ele procura em sua consciência, e aceita converter-se em um intermediário para os conspiradores –um tipo de agente estrangeiro–, e portanto se converte em um cúmplice de seus complôs”.

Pio XII teve conexões com três complôs contra Hitler. O primeiro, de outubro de 1939 a maio de 1940, envolveu a conspiradores militares alemães. De fins de 1941 à a primavera de 1943, uma série de complôs que envolveram a jesuítas alemães culminaram em uma bomba plantada no avião de Hitler que não explodiu.

O terceiro complô envolveu jesuítas alemães e também o coronel militar alemão Claus von Stauffenberg. Embora o coronel tenha colocado com sucesso uma bomba perto do ditador nazista, não conseguiu matar Hitler. Os sacerdotes tiveram que escapar depois do atentado fracassado.

Em um ponto, Hitler planejou invadir o Vaticano, sequestrar ao Papa e levá-lo a Alemanha. O líder nazista Heinrich Himmler “queria realizar uma execução pública do Santo Padre para a inauguração de um novo estádio de futebol”, disse Riebling.

“Pio se deu conta destes planos, através de seus agentes papais secretos; e, em minha opinião, isso influenciou a decisão do Santo Padre de envolver-se com a resistência anti-nazista”.

“Sabendo o que sei sobre Pio XII, e havendo-o investigado durante muitos anos, acredito que ele queria ser santo. Queria que o povo da Alemanha fosse santo”, acrescentou.

“Quando ele escutava que um sacerdote foi detido por rezar pelos judeus e enviado a um campo de concentração, dizia ‘quisera que todos fizessem o mesmo”. Esta frase, jamais foi dita em público, reconheceu o historiador, mas deixou por escrito em uma carta secreta aos  bispos alemães.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/pio-xii-apoiou-planos-para-derrubar-o-regime-nazista-revela-novo-livro-40270/#.Vt8sm1di0Ag.facebook

Arcebispo iraquiano chora: Pela primeira vez em 1500 anos não podem celebrar o dia da santa padroeira

 

 

 

ROMA, 13 Nov. 14 / 03:37 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Arcebispo Siro Ortodoxo de Mossul, Mar Nicodemus Dawod Sharaf, começou a chorar durante uma entrevista ao recordar que em 1500 anos de história, essa é a primeira vez que os cristãos do norte do Iraque não puderam celebrar a padroeira na igreja devido à perseguição do Estado Islâmico; um fato que nunca tinha acontecido, nem mesmo durante as invasões mongólicas ou tártaras do passado.

O fato ocorreu durante uma entrevista com um jornal estrangeiro, na qual o arcebispo também denunciou a passividade dos organismos de direitos humanos. Entretanto, assegurou que em meio ao sofrimento, os cristãos do Iraque estão orgulhosos porque as perseguições são consequência de sua fidelidade a Cristo. Continue lendo

“Todos no Egito aguardavam as palavras do Papa Francisco”






No Egito martirizado pelas violências e pelos temores de uma guerra civil, as palavras do Papa no Angelus de ontem, quinta-feira, chegaram como um pequeno raio de esperança. Um apelo em favor da paz e do diálogo que foi apreciado pelos cristãos, mas também pelos muçulmanos do país. Foi o que ressaltou o porta-voz dos bispos católicos egípcios, Pe. Rafiq Greiche, entrevistado pela Rádio Vaticano:


Pe. Rafiq Greiche:- “Assim que o Papa concluiu o Angelus, as pessoas, os católicos, bem como os ortodoxos e até mesmo os muçulmanos, publicaram em todos os lugares as suas palavras: nos jornais, em todos os sites web, como se todos estivessem esperando que o Papa falasse! Em particular, os católicos sentiram que o Papa se faz próximo deles, que reza por eles e que busca infundir-lhes esperança: é aquilo de que verdadeiramente precisam.”


RV: Como está a situação hoje? Há o temor, infelizmente, de um novo derramamento de sangue…


Pe. Rafiq Greiche:- “Ontem à noite houve muitas manifestações da Irmandade muçulmana; houve violência não somente nas igrejas, mas também nas instituições: foram também incendiados postos policiais, 40 igrejas – das quais 10 católicas e 30 entre ortodoxas, protestantes e greco-ortodoxas – foram saqueadas ou incendiadas, quando não totalmente destruídas…”


RV: A seu ver, como se poderá encontrar um caminho para a reconciliação?


Pe. Rafiq Greiche:- “Sinto muito ter que dizer que não será nada fácil alcançar a reconciliação, porque a Irmandade muçulmana e todos os partidos muçulmanos não estão comprometidos com a busca de uma solução política… O povo quer um Egito pacífico, enquanto um pequeno grupo está difundindo violência e terror até mesmo nos vilarejos do Alto Egito.” (RL)

ASIA BIBI – CONDENADA À MORTE POR SER CRISTÃ



“Somos cristãos e pobres, mas nossa família é um sol (…). Não sei ainda quando me enforcam, mas fiquem tranqüilos meus amores, irei com a cabeça bem alta, sem medo, porque estarei em companhia de Nosso Senhor e com a Virgem Maria, que me acolherão em seus braços”, afirma. 

Esta é a frase de Asia Bibi, condenada por ser cristã, deve servir para todos como incentivo ao testemunho que devemos dar a cada dia, mesmo a preço de sangue.

Que Deus nos conceda a têmpera dos mártires.

Abaixo toda a sua história retirada da Wikipédia.

Boa leitura.

Pe. Marcélo Tenorio


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Asia Noreen (urdu: آسیہ نو رین), mais conhecida como Asia Bibi (urdu: آسیہ بی بی), nascida entre 1964 e1971, e casada com Ashiq Masih, é uma mulher católica paquistanesa com cinco filhos. Foi condenada em 8 de Novembro de 2010 à forca, por uma corte Nankana Sahib, pelo delito deblasfêmia contra o profeta Maomé, ainda que o veredito precise ser confirmado por um tribunal superior. Ela tem recebido atenção mundial, já que é condenada por ser cristã e não quer converter-se ao Islão. No Paquistão, assim como em outros países islâmicos, a lei sobre a blasfêmia é utilizada “para resolver questões que são pessoais”.

 

O caso

O caso Asia Bibi apareceu na mídia em Novembro de 2009. No mês de Junho daquele ano, Bibi, que é uma camponesa, foi enviada para buscar água, enquanto trabalhava em um campo. Diante disso, outras mulheres, muçulmanas, protestaram. Por ela não ser muçulmana, ela contaminaria o recipiente da água e o tornaria impuro. Exigiram que ela abandonasse sua fé cristã e se convertesse ao Islão. Ela se negou.
Em sua defesa, respondeu a suas companheiras de trabalho que “Cristo morreu na cruz pelospecados da humanidade“; e perguntou àquelas mulheres o que Maomé havia feito por elas. Ao ouvirem tais palavras, recorreram ao imame local, esposo de uma delas, quem a denunciou à polícia pelo delito de blasfêmia. O artigo 295 do Código Penal do Paquistão determina pena de morte para quem blasfemar contra o Profeta do Islão.
O juiz, Naveed Iqbal, quem a condenou à morte, ofereceu-lhe a liberdade em troca dela se converter ao Islão. Asia respondeu que preferiria morrer como cristã a sair da prisão como uma mulçumana. E ainda disse a seu advogado: “Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e em seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele”.
Medidas de segurança foram tomadas para proteger Asia Bibi na prisão de Shekhupura. O cerco deLahore foi reforçado depois da operação militar que matou Osama bin Laden. Asia permanece isolada e cozinha sua própria comida para evitar ser envenenada.

 

Resposta internacional

Grupos cristãos, católicos e evangélicos (protestantes), trabalham para tentar evitar a morte da inocente. Os bispos do Paquistão pediram ao Papa que ele intermediasse o conflito. Bento XVI pediu o indulto para Noreen. Ela reconheceu e declarou se sentir “honrada“, que “é um privilégio saber que ele falou por ela, e que ele tem acompanhado seu caso pessoalmente” e que espera “viver o suficiente para agradece-lo em pessoa”.

 

Possível perdão


É possível que o ped
ido de clemência seja acatado pelo Supremo Tribunal. Contudo, o imame local ameaçou dizendo que se ela for perdoada ou posta em liberdade, algumas pessoas “farão justiça com as próprias mãos”. A jovem cristã sublinhou que, mesmo se o Tribunal declarasse sua inocência, ela “não sobreviveria”, por que “os extremistas não a deixariam em paz nunca” (nem a ela nem à sua família).

 

Bhatti e Taseer deram a vida


Em 4 de Janeiro de 2011, no Mercado Kohsar de Islamabad, o Governador de PunjabSalman Taseer, foi assassinado por membro de seu time de segurança, Malik Mumtaz Hussein Qadri, por que defendia Noreen e era contra a lei de blasfêmia. Taseer havia exposto sua crítica à lei e ao veredicto do caso Asia Bibi. No outro dia, milhares de pessoas estavam em seu funeral, em Lahore, apesar das advertências do Talibã e de alguns clérigos. Milhares de muçulmanos também se reuniram em apoio à lei blasfêmia, após o assassinato.
O Ministro dos Negócios das Minorias, Shahbaz Bhatti, único cristão membro do gabinete do Paquistão, também foi assassinado, em 2 de Março de 2011, por causa de sua posição a respeito das leis de blasfêmia. Ele foi morto a tiros, por homens armados que emboscaram seu automóvel perto de sua residência, em Islamabad.

Síria expulsa padre jesuíta que pediu mudanças

Padre jesuíta italiano Paolo Dall'Oglio, expulso da Síria por ter criticado mudanças

Grossas ripas de madeira estavam pregadas às portas da Igreja de São Cirilo, em Damasco, fechando-as, quando amigos de Bassel Shahade chegaram para uma missa em sua memória. Shahade era um jovem cineasta de oposição morto em Homs no final de maio. De acordo com ativistas, homens armados a serviço do governo arrastaram alguns dos fiéis para a prisão e expulsaram os outros.

Ainda de acordo com os ativistas, a liderança da Igreja Greco-Católica Melquita não interveio. Mas o padre jesuíta italiano Paolo Dall’Oglio convidou os amigos de Shahade a orarem em Deir Mar Musa, um mosteiro antigo no deserto.

“Ninguém estava deixando que rezassem por seu amigo morto”, disse o jesuíta em Beirute, ressaltando que a missa teve a presença de cristãos e muçulmanos.

Sua oferta foi vista como a última gota d’água pelo governo sírio, que vinha buscando expulsar o padre desde o ano passado e finalmente o fez. Dall’Ogllio partiu no sábado, deixando para trás o mosteiro que nos últimos 30 anos reconstruiu e recriou como centro do diálogo interfés.

“O próprio fato de eu ser a favor das mudanças, da democracia, dos direitos humanos e da dignidade é muito provocativo”, disse Paolo, 57 anos, homem enérgico com cabelos grisalhos curtos e barba também grisalha, trajando terno cinza escuro e camiseta azul. “Recebi um visto só de saída.”

Há anos o governo do presidente Bashar Assad, dominado pela seita minoritária alauíta, se descreve como guardião das minorias sírias e do pluralismo. Mas, segundo adversários dele, isso é uma miragem; as minorias só são bem tratadas quando se curvam diante do poder.
“Há 40 anos o governo vem levando os cristãos a sentir medo, fazendo-os acreditar que o regime os protege e protege as minorias, mas é mentira”, falou Sarjoun al-Akkadi, chefe do Comitê de Coordenação Cristã em Latakia. O comitê é uma das poucas organizações cristãs a opor-se abertamente ao governo.

Akkadi disse que o padre Paolo foi punido por apoiar grupos como o dele. “Ele se opunha à repressão e falava em prol das reivindicações do povo”, falou Akkadi em entrevista concedida através do Skype. “Se não fosse italiano, teria sido preso ou até mesmo morto.”

POPULAÇÃO CRISTÃ

A população cristã é estimada em menos de 2 milhões entre os 23 milhões de habitantes da Síria, ou seja, cerca de 8% da população. O medo de uma tomada do poder por muçulmanos fundamentalistas leva a maioria dos cristãos a apoiar Assad ou pelo menos ficar em cima do muro, segundo o jesuíta.

“O medo do islã é um fato de peso enorme”, disse ele, acrescentando que os cristão sírios têm experiência democrática zero, assim como o resto da população. “O sistema democrático ainda é algo que vem do Ocidente, com interesses sionistas.”

A Síria tem mais de meia dúzia de seitas cristãs, refletindo os cismas dos primórdios da religião. Seus patriarcas, sem exceção, endossam o governo.

Depois de votar nas eleições parlamentares de 7 de maio, o patriarca de Antioquia, Alexandria, Jerusalém e todo o Oriente da Igreja Greco-Católica Melquita, Gregório 3º Laham, descreveu a eleição como um passo em direção à reforma, algo que reflete a “imagem verdadeira e positiva” da Síria. A maior parte da oposição considerou a eleição uma farsa.

O padre Dall’Oglio disse que evitar fazer oposição é uma coisa, mas que não entende os líderes das igrejas na Síria e no exterior que deixaram de criticar os bombardeios de bairros civis.

Os ataques expulsaram a maioria dos civis da cidade de Homs, por exemplo, incluindo cerca de 150 mil cristãos.

“Como podemos ficar em silêncio?” ele falou. “Estamos em solidariedade com a repressão, não apenas porque não a denunciamos mas porque negamos que haja repressão.”

Ele disse que tem alguma simpatia pelas igrejas com sede em Damasco, porque, como todas as organizações sírias, são infiltradas pela polícia secreta. Mas as igrejas que estão no exterior não têm desculpa, para ele.

“Fiquei realmente espantado pelo fato de o patriarca de Moscou não poder pedir à Rússia, parceira do poder sírio, para proteger os cristãos de Homs”, ele ponderou. “A presença cristã antiga em Homs foi destruída.”

Numa visita a Assad em Damasco no final do ano passado, o patriarca Kirill 1º, da Igreja Ortodoxa Russa, elogiou o tratamento dado pela Síria aos cristãos e não mencionou o número crescente de mortes.

Em Bkirki, sede da Igreja Maronita do Líbano, o patriarca Bechara Peter Rai disse que, na história recente do Oriente Médio, os cristãos têm sido protegidos desde que permaneçam leais ao Estado. 

Na Síria, os cristãos “obedecem às leis impostas por esse regime e não interferem em questões políticas”, disse Rai em entrevista.

CHEGADA NA SÍRIA

O padre Dall’Oglio chegou ao Oriente Médio no final dos anos 1970, vindo de Roma, com a esperança de melhorar o diálogo entre muçulmanos e cristãos. Em 1982 ele encontrou as ruínas de um mosteiro bizantino numa encosta rochosa a cerca de 80 km de Damasco. Seus afrescos do século 11 tinham sido desgastados pelos séculos de sol e chuva.

“Foi como se apaixonar”, disse o jesuíta, recordando os dez primeiros dias que passou orando no deserto. O lugar parecia carregado de simbolismo e espiritualidade.

Depois do início da revolta, em março de 2011, Dall’Oglio organizou debates sobre formas de protesto não-violento, com isso suscitando o ódio do governo. Este, em novembro, pressionou o bispo católico local a expulsá-lo do país, mas o jesuíta fez uma concessão e guardou silêncio por algum tempo.

O cerco contínuo a Homs o levou a voltar ao ativismo, especialmente depois de a Síria ter aceitado um plano de paz mediado pela ONU que incluía o direito à manifestação.

“A revolução está fazendo um esforço para continuar democrática e pluralista”, ele disse. Mas, segundo ele, quanto mais tempo se arrasta a disputa, maior o espaço para o “jihadismo radical”.

O que é necessário, ele argumentou, é uma resposta internacional maior, com uma presença maior de forças da ONU e organizações capazes de construir uma sociedade civil.

Quanto a ele próprio, Dall’Oglio lamenta ter sido afastado de um país que considera seu. Ele reflete que talvez tivesse sido melhor morrer entre os manifestantes que deixá-los entregues a um destino incerto.

“Sou monge”, ele disse. “Meu país real é o reino de Deus. Meu país real é um pertencer moral, não é um lugar.”

Tradução de CLARA ALLAIN

 

PROFANAÇÃO:”Deus é gay” e outras frases foram pichadas em igreja

 
 
Ação aconteceu na noite de quinta-feira e causou indignação para grande parte da população da cidade de 23 mil habitantes…
Publicado em 22 de Abril de 2012 | Alexandre Moura | CGN/Correio do Lago |



Três frases escritas de vermelho na parede da Matriz da Igreja Católica chamaram a atenção da população de Santa Helena, cidade localizada na região Oeste do Paraná e que tem pouco mais de 23 mil habitantes: “Deus é gay”, “Pequenas Igrejas, Grandes Negócios” e “fuck the religions”. As pichações foram feitas na porta de entrada, o local onde centenas de católicos do município celebram e fazem suas orações. Os vândalos também fizeram o símbolo da cruz de ponta cabeça, e um símbolo do anarquismo.

A ação dos vândalos ocorreu na noite da última quinta-feira (19). Com a ajuda da população, a Polícia Militar local agiu rápido e prendeu os três suspeitos de terem praticado o ato de vandalismo.

Segundo o Portal Correio do Lago, “L.A.S., 19 anos, foi o primeiro detido e depois foram detidos M.J.O. e E.R.S. Segundo informou o sargento Botini, comandante local da PM, no depoimento eles alegaram consumo de bebida alcoólica, influência disso e insatisfação com a vida para praticar o ato de blasfêmia contra a igreja”, publicou o site. Os três foram ouvidos e liberados, pois responderão a acusação em liberdade.

A Paróquia Santo Antônio se manifestou através de uma carta pública.
Leia a carta pública na íntegra.

“Ame o Senhor, seu Deus, com todo o seu coração, com toda a sua alma, com toda a sua força e com toda a sua mente; e ao seu próximo como a si mesmo”. (Lc 10,27)

A legislação brasileira dá o direito de expressão a todos os cidadãos, mas também exige respeito pelo patrimônio alheio, inclusive criminalizando atos de vandalismo e pichação.

Nesta manhã de sexta-feira os católicos de Santa Helena e porque não dizer, todas as pessoas de boa vontade, ao passarem pela Igreja Matriz Santo Antonio manifestam profunda indignação, reprovação e sentem-se ofendidos pelos atos de vandalismo que aconteceram ao longo desta noite de quinta para sexta, quando alguns elementos picharam a parede lateral da Igreja com ofensas à religião e a Deus.

Esses atos são considerados uma blasfêmia (do dicionário):

1. Ultraje a algo considerado sagrado, a uma divindade ou religião;
2. Palavras ofensivas e insultantes contra uma pessoa ou um objeto dignos de respeito).

Portanto, como Igreja Católica afirmamos:

1. A atitude dessas pessoas foi uma blasfêmia contra Deus, o criador de todas as coisas, e contra os católicos que usam este templo sagrado para as celebrações sagradas da comunidade e para seu encontro pessoal com Deus;

2. Como crime previsto na legislação, exigimos que as autoridades competentes investiguem o caso e dêem respostas a toda comunidade santa-helenense;

3. Esses fatos, como vários outros que tem sido corriqueiros em nossa cidade, são as consequências de uma sociedade que deixou os valores fundamentais de lado: valores da vida, do respeito ao próximo, da família, do amor a Deus;

4. Quando o ser humano é desumanizado naquilo que lhe é mais precioso – “ser imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) qualquer ideologia: do poder, do dinheiro, da vaidade, do anárquico se avultam;

5.Por isso é urgente que a sociedade, a igreja, as famílias, os responsáveis pelos poderes públicos, os educadores de nossas instituições assumam esse papel de formadores da vida e das pessoas no cuidado dos valores que são fundamentais a todos: a vida, o ser humano em todas as suas dimensões, a liberdade religiosa e o respeito às manifestações de fé.



Indicação: Rafael Christiano

Cartaz da parada gay usa imagem da Catedral de Maringá e causa polêmica

Um cartaz informando da realização da parada de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBT), que acontecerá no dia 20 de maio em Maringá, está causando polêmica. Há diversas opiniões circulando na internet em torno do cartaz, que mostra a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória atingida por um raio de luz e “explodindo” em um arco-íris.
A assessoria de imprensa da Arquidiocese de Maringá informou, no final da manhã desta segunda-feira (16), que o departamento jurídico da cúria arquidiocesana foi acionado e vai tomar providências jurídicas sobre o caso. A Arquidiocese deve se pronunciar oficialmente ainda hoje (16).
De acordo com o editor do site Maringay, Luiz Modesto, a responsável pelo desenvolvimento foi uma das colunistas do site,  Elisa Riemer. “A ideia de fazer esse convite veio justamente, como se pode reparar na imagem, do conceito da catedral como um prisma em que, ao ser injetado um foco de luz solar de um lado, do outro desponta em todas as cores possíveis”, diz. “Como a catedral é o primeiro simbolo de Maringá, é um convite a chamar para o diálogo todas as pessoas, para maior aceitação e respeito. Nós aprovamos e gostamos do conceito”.
Capa do CD do Pink Floyd
A inspiração veio da capa do álbum “The Dark Side of the Moon” da banda de rock britânica Pink Floyd. “Se alguém tomou como afronta, no fundo, foi uma relação com a mensagem do álbum do Pink Floyd. Se alguém se sentiu agredido, a gente pede desculpa. No entanto, a ideia é jogar luz em cima desse foco: de uma Maringá que cresce, aceita e quer trazer todas as pessoas para ajudar a construir essa cidade, com todo respeito nas relações pessoais”, expli
ca o editor do Maringay. “Particularmente, acho que a ideia foi muito feliz. Não é o cartaz oficial, mas teve meu voto favorável. Acho que faltou uma divulgação maior”.
Reprodução

Convite gerou polêmica em Maringá
A ilustradora e designer Elisa Riemer conta que, durante seu processo de criação, costuma ouvir música e, por acaso, começou a tocar o “The Dark Side of the Moon”, quando criava o convite da parada LGBT. “Foi daí que foi fluindo a ideia, junto com a simbologia da catedral (não por religião), mas sim pelo formato do prisma”, explica. “Queria desenvolver algo criativo em cima do tema, não uma coisa que utilizasse só a tipografia e um fundo com a chamada, e sim algo que a gente consiga trabalhar com outro tipo de linguagem”.
A escolha da catedral se deu pela similaridade com a forma geométrica, explana Elisa. “No trabalho da simbologia, nada melhor que esse símbolo para usar como se fosse o prisma. O prisma tem vários lados e jogando uma luz conseguimos ver todos os caminhos. As sete cores. Imagine que para cada problema você tem sete respostas ou caminhos a tomar e se um estiver bloqueado… Procure a outra cor que lhe indicará outra coisa”, comenta.
“Acho que o impacto que as pessoas tiveram foi devido à falta de conhecimento que esse álbum causou na época”, opina a ilustradora e designer. “Roger Waters – um dos fundadores da banda – disse: ‘este disco era uma expressão de empatia política, filosófica e humanitária que estava louca pra sair'”, diz Elisa.
Imagem transforma catedral em prisma
A criadora do cartaz considera “desnecessária” a polêmica criada na sociedade maringaense em torno da obra. “Não estou ofendendo a religião de ninguém e jamais foi essa a intenção”, coloca. “Que símbolo usar para definir Maringá? Poderia ter sido usado pra qualquer outra coisa, poderia ter sido usado pra uma campanha de alguma rádio, de alguma banda, de qualquer outro segmento. Mas o que pegou foi justamente isso, foi porque foi usada pra uma campanha LGBT. Não vejo problema algum, e muito menos falta de respeito”.
Para Elisa, o uso do catedral foi exclusivamente pela similaridade com o prisma. . “Se as pessoas observassem bem, veriam o quanto escureci a catedral e retirei a cruz – para nada, exatamente nada, estar ligado à religião. Não tive a intenção de polemizar e sim de fazer as pessoas pensarem, refletirem”.
Fonte: http://maringa.odiario.com/maringa/noticia/562443/cartaz-da-parada-gay-usa-imagem-da-catedral-e-causa-polemica/
Indicação: Dr. Tiago Bana Franco

ABSURDA DECISÃO DO CONSELHO SUPERIOR DA MAGISTRATURA DO RS


 


Por   Ovídio Rocha Barros Sandoval



O Migalhas do último dia 7 de março noticia que o Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul decidiu, por unanimidade, acatar requerimento da Liga Brasileira das Lésbicas e entidades afins para a retirada de crucifixos das dependências do Tribunal e dos Fóruns daquele Estado, sob o fundamento de que “o julgamento em sala com expressivo símbolo de uma igreja e sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-Juiz equidistante dos valores em conflito”.
Cumpre recordar, inicialmente, que há 185 anos, no dia 11 de agosto de 1827, foram criados os Cursos Jurídicos no Brasil em Olinda-Recife e em São Paulo. Com a instalação das duas Escolas de Direito tinha início a formação jurídica dos brasileiros no território nacional.
A Escola do Recife foi instalada no Convento de Santo Antônio, enquanto a de São Paulo no Convento de São Francisco.
Se instaladas foram em dois Conventos da Igreja Católica, receberam, à evidência, a proteção de Nosso Senhor Jesus Cristo e sob a égide da Cruz passaram a ser conhecidas e respeitadas. Jesus Cristo tornou-se o Patrono Eterno das Escolas de Direito, então criadas, que vieram a ter, a partir do ano de 1827, influência fantástica na formação cultural, social e jurídica do Estado brasileiro.
A formação nacional do Brasil, desde o Descobrimento, foi forjada sob o signo da fé cristã e católica. A colonização foi obra da catequese, da incorporação do Novo Mundo ao Cristianismo. A luta pela unidade e a conquista do imenso território brasileiro só se explica pela fé cristã. J. F. Almeida Prado, reconhecidamente não católico, por exemplo, “atribui à fé a resistência aos holandeses e sua expulsão do Brasil”.1
Todo povoado que surgia era habitado em torno de uma igreja ou capela. Daí porque são inúmeras as cidades que têm nomes de santos católicos, um Estado ostenta o nome de Espírito Santo, o Estado do Pará tem por capital Belém e o Rio Grande do Norte celebra o Natal de Jesus Cristo em sua capital.
Foi nesse quadro que o Brasil nasceu, cresceu, conseguiu sua Independência e forjou sua nacionalidade, cultura, formação e sob a égide de Cristo foi sedimentada a Nação brasileira.
Trata-se de uma realidade histórica, social e cultural inconteste. Negá-la seria abraçar o absurdo da ignorância e opor-se à verdade.
De outra parte, o sistema político do Estado brasileiro, em nenhum momento, chegou perto de uma teocracia abominável existentes em outros países.
A Constituição de 1891, por influência do Positivismo de Augusto Comte, tão em voga entre os militares daquela época, impôs a separação do Estado e Igreja e instituiu o chamado Estado laico, mas em momento algum negou a influência decisiva do Cristianismo na formação nacional do povo brasileiro, pois estaria se contrapondo ao óbvio. Bem por isso, o chamado Estado laico não pode significar a rejeição, pura e simples, dos valores cristãos presentes na Nação brasileira.
Todas as Constituições brasileiras, excetuadas a Constituição de 1891 e a Carta Política de 1937, invocam em seus preâmbulos, de forma expressa, que são promulgadas “sob a proteção de Deus”. A Constituição Imperial de 1824, que deu início à História Constitucional do Brasil foi jurada em nome da Santíssima Trindade.
A invocação feita da “proteção de Deus”, como está no preâmbulo da vigente Constituição, “significa que o Estado que se organiza e estrutura mediante sua lei maior reconhece um fundamento metafísico anterior e superior ao direito positivo”.2
Se o preâmbulo da Constituição invoca a “proteção de Deus”, somente pode referir-se à proteção do Deus dos cristãos – Jesus Cristo – pois sob sua proteção e dentro dos ensinamentos evangélicos foi construída a Nação brasileira.
Logo, conforme observa o eminente e brilhante Procurador de Justiça e Conselheiro do Conselho Superior do Ministério Público paulista dr. Walter Paulo Sabella, “pretender que da exposição do crucifixo” em prédios públicos “se possa inferir relação de dependência ou aliança com organizações religiosas”, semelhante raciocínio levaria, “simetricamente, à mesma conclusão em face do fato de aceitar-se a estátua do Cristo Redentor em terras públicas, no Rio de Janeiro”3. Depois de recordar que “as religiões são fatos sociais”, por isso mesmo, “a ostentação do crucifixo num prédio público não tornará, o Estado menos laico, nem a sua retirada lhe dará maior laicidade”.
Do fato mesmo “de ser a religião um fato social, emerge, ‘ipso facto’, a ingente dificuldade de distinguir, em fronteiras nítidas, se as coisas tidas como da religião, como seus símbolos, pertencem apenas aos domínios do campo religioso ou se amalgamam e difundem pelos domínios da cultura, da tradição, do costume”. E tanto “as coisas são assim que Arnold Toynbee, o grande historiador inglês, chegou a sustentar que as próprias civilizações se desenvolvem nas linhas conceptuais de uma religião fundamental e entram em agonia quando se esvai o poder vital dessas religiões”.4
Há três anos, aturdido e estupefato, tomei conhecimento de que o então Presidente Desembargador Luiz Zwitter do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mandou retirar das salas e dependências do prédio daquela Corte os crucifixos que ali se encontravam. Sua Excelência confessa-se judeu, maçom e espírita. Com todo o respeito, uma estranha mistura de posições diante da vida… Em razão disso escrevi um artigo publicado pelo nosso Migalhas sob o título “O 11 de agosto e a Cruz de Cristo”.
Tratava-se de uma infeliz deliberação unilateral e solitária do seu Presidente e tão contrária à formação nacional, social, cultural e religiosa do povo brasileiro sedimentada em cinco séculos. Não poderia acreditar que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro não tivesse em seus quadros homens que professassem a fé cristã e conhecessem a História brasileira. Recordo-me que, alguns anos atrás, o pai daquele Desembargador, ministro Waldemar Zweitter, no Superior Tribunal de Justiça, propôs a retirada da Cruz de Cristo das salas e dependências daquele Tribunal. Houve a reação, como não poderia deixar de ser, de várias vozes e entre elas se encontrava a do meu querido e saudoso Amigo Ministro Domingos Franciulli Netto com o testemunho de sua coragem de verdadeiro cristão e defensor da fé que animou a formação nacional do povo brasileiro. Parecia ser de família (pai e filho), a revolta contra a Cruz – um dos símbolos mais antigos da civilização humana.
A deliberação solitária e absurda do antigo Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro repete-se agora em uma decisão colegiada do Conselho Superior da Magistratura do Rio Grande do Sul. Pergunta-se, pelo Regimento Interno daquele Tribunal, tão despropositada e absurda decisão não terá que passar pelo crivo do seu Órgão Especial?
Os desembargadores que integram o Conselho Superior da Magistratura são brasileiros e homens que se dedicam ao estudo. Logo, não podem desconhecer a realidade da formação cristã da Nação em que nasceram.
Suas Excelências não podem desconhecer a fundamental importância de Jesus Cristo na História da Humanidade que se divide em dois períodos: antes e depois de seu Nascimento, muito embora haja nascido em uma pequena vila da Judéia e não tenha se afastado mais do que trezentos quilômetros do lugar onde nasceu.
O insuspeito Benedetto Croce teve a oportunidade de constatar: “O Cristianismo foi a maior revolução que a humanidade jamais realizou”, enquanto Hegel, ao tratar da realidade histórica de Jesus Cristo afirma: “Até aqui chega a história e daqui recomeça”.6
Com efeito, “todos encalham no momento de lançar a passarela entre o obscuro Jesus da História e o deslumbrante Cristo da fé”.7
Queiram ou não os senhores Desembargadores do Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a Cruz será o eterno símbolo da Morte e Ressurreição em Jesus Cristo. Sob esse símbolo eterno nasceu, evoluiu e se formou a Nação brasileira.
Com rara felicidade, o eminente Ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho observa: “No caso da Magistratura, os valores cristãos se tornam ainda mais fortemente ‘fonte de inspiração’ para as decisões, uma vez que ‘fazer justiça’ é, de certo modo, exercer um atributo divino. A justiça humana será tão menos falha quanto mais se inspirar na justiça divina”.8
Após o início de minha conversão – antes fui ateu e depois agnóstico – aprendi que “quando a fé em Deus começa a desaparecer, também o espírito de união fraterna perde sua base, abrindo-se o caminho para a luta de todos contra todos, luta que só conhece o direito do mais forte”.
Com efeito, “quando se perde a dimensão vertical da filiação divina, torna-se mais difícil vivenciar a dimensão horizontal da fraternidade humana” e “só podemos nos chamar realmente irmãos, porque temos um Pai Comum” e, por outro lado, “Cristo mostrou a dignidade imensa do mais humilde dos homens, fazendo-se trabalhador manual e, sendo mestre, lavando os pés dos seus discípulos”.9
Estado laico não é sinônimo de Estado ateu ou agnóstico, mas sim de um Estado que adota a liberdade de todas as crenças religiosas e garante sua prática, como também respeita, como não poderia deixar de respeitar, os valores cristãos que deram base à formação da Nação brasileira.
O nome de Deus, para o cardeal Sebastião Leme, arcebispo do Rio de Janeiro, em homilia de 31/5/1931, “está cristalizado na alma do povo brasileiro. Ou o Estado, deixando de ser ateu e agnóstico reconhece o Deus do povo, ou o povo não reconhecerá o Estado”.
Não se há de olvidar, para possível espanto de alguns, que a religião cristã foi a base moral na qual as instituições do Estado brasileiro se estabeleceram.
Para o Papa Bento XVI, “a tendência que, por assim dizer, admite Deus como opinião privada, mas lhe recusa o domínio público, a realidade do mundo e a nossa vida, não é tolerância, mas hipocrisia”.10
O consagrado escritor Graham Greene, em bela página de uma de suas obras, termina por dizer: “Se eu tivesse de partir esta noite e me perguntassem o que mais me comove neste mundo, responderia talvez que é a passagem de Deus pelo coração dos homens. Tudo se perde no amor, e embora seja verdade que seremos julgados segundo o amor, é igualmente fora de dúvida que seremos julgados pelo amor, que outro não é senão Deus”.11
Com razão afirma o Papa PAULO VI, “uma concepção do mundo, segundo a qual esse mundo se explicaria por si mesmo, sem ser necessário recorrer a Deus; de tal sorte que Deus se torna supérfluo e embaraçante” está a representar um secularismo que “para reconhecer o poder do homem, acaba por privar-se de Deus e mesmo por O renegar”. 12
A Justiça é obra do homem como colaborador de Deus e RUI BARBOSA dizia “sem Deus não pode haver justiça”.
Portanto a presença da Cruz de Cristo nas salas dos Juízes e Tribunais é confirmação da realidade da formação cristã da Nação brasileira e serve para relembrar, com Rui Barbosa, que “sem Deus não pode haver justiça”. Dizer-se que “o julgamento em sala com expressivo símbolo de uma igreja e sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-Juiz equidistante dos valores em conflito” nada mais representa do que uma afirmação vazia, como se o símbolo da Cruz tivesse a possibilidade de influir o Estado-Juiz em dirimir os “valores em conflito”. Aceitar-se tão estapafúrdia afirmativa, como o símbolo da Cruz sempre esteve presente em todas as salas dos Juízes e dos Tribunais, especialmente, a partir da Constituição Imperial de 1824, o “Estado-Juiz”, há mais de 187 anos, nunca esteve equidistante dos valores em conflito…
O Conselho Superior da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao mandar retirar das salas e dependências do prédio daquele Tribunal a Cruz de Cristo, nada mais fez do que negar nossas origens e a formação nacional do povo brasileiro, além de lançar às urtigas a realidade de que a nossa Constituição foi promulgada “sob a proteção de Deus” e diante de nossa história queira ou não aquele Conselho, “sob a proteção do Filho de Deus Nosso Senhor Jesus Cristo”.
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1 “Apud” JOÃO SCATIMBURGO, “Tratado Geral do Brasil”, Companhia Editora Nacional, S. Paulo, 1ª. Ed., 1973, pg. 31.
“Se a fazenda del-rei fornecia recursos à Igreja, não era menos certo que o sentido missionário obedecia à densa fidelidade de Portugal à religião católica” (idem).
2 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO, Jornal “O Globo” de 14.4.2009.
3 Parecer no Pt. n. 48723/07, de 27.8.2007.
4 Idem.
5 Revista “Isto É”, edição de 12.8.2009, pg. 33.
6 VITTORIO MESSORI, ob. cit., pgs 100 e 101.
7 Idem, pg, 185.
8 Artigo citado.
9 IVES GANDRA DA SILVA MARTINS FILHO, artigo citado.
10 Homilia de Abertura do Sínodo dos Bispos em 21.10.2005.
11 “Apud” CHARLES MOELLER, “Literatura do Século XX e Cristianismo”, Ed. Flamboyant, São Paulo, 1958, vol. I, pg. 420.
12 Idem, n. 55, pg. 58.



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*Ovídio Rocha Barros Sandoval é advogado do escritório Advocacia Rocha Barros Sandoval & Costa, Ronaldo Marzagão e Abrahão Issa Neto Advogados Associados.
Agradecemos ao Dr. Luíz Eduardo Silva Parreira ,pela indicação.