VITÓRIA CATÓLICA: FIM DA MISSA DO “GALO”


 
Com o apelido capcioso “Missa do Galo”, em Belo Horizonte, realizava-se anualmente um evento não ligado à sagrada liturgia da Noite de Natal, mas ao aniversário de fundação de um clube esportivo. É louvável, segundo a doutrina católica,  que se comemore os eventos sociais com a celebração da Santa Missa. Mas não era disso que se estava tratando: a “Missa” era, na verdade, um culto ecumênico e ocasião de inúmeros desrespeitos e profanações na Catedral de Nossa Senhora da Boa Viagem, aliás, também Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua.
A notícia não diz, e nos apraz frisar, que nossos amigos de Belo Horizonte tem protestado há anos contra esse abuso inaceitável e foram atendidos agora com o chamado ao respeito, por parte da Arquidiocese. O qual redundou no despeitado cancelamento do evento pela diretoria do clube.
Lição do fato: não devemos desanimar de protestar, junto à autoridade, contra os abusos. Ao invés de choramingar pelo mal que é feito e o bem que é desprezado. Esse é o legítimo espírito da Montfort!
Abaixo as notas do clube e da Arquidiocese.
Sem tradicional ‘Missa do Galo’, 104 anos do clube não terá evento comemorativo
O Atlético comemorará 104 anos no próximo domingo, dia 25 de março. Mas, diferentemente do que acontece desde 1999, este ano não terá a tradicional missa em ação de graças na Catedral da Nossa Senhora da Boa Viagem.
Segundo o Atlético, a Arquidiocese de Belo Horizonte proibiu o clube de realizar o culto ecumênico no local. A justificativa enviada para o Galo foi: “Buscar preservar o espaço sagrado para o qual ela foi constituída”. A Arquidiocese nega essa versão – veja nota ao final.
De acordo com a assessoria de imprensa do Galo, o clube não está planejando nada para comemorar a data. O Atlético divulgou uma nota oficial lamentando a não realização no culto ecumênico.
Confira a nota na íntegra:
O Clube Atlético Mineiro, desde 1999, comemora o seu aniversário com uma missa em ação de graças na Catedral da Nossa Senhora da Boa Viagem, escolhida por ser o templo católico de Belo Horizonte.