Bênção da Epifania.

 2017
Caríssimos,
Salve Maria!
Na Festa da Epifania é o momento para a Bênção de nossas casas, com a tradicional Bênção da Epifania, ou a ” Bênção dos Reis Magos”. O giz deve ser abençoado pelo padre, mas o próprio Pai de Familia, ao redor dos seus, levando o giz para casa, pode fazer as inscrições nas portas, como o texto abaixo ensina. Essas inscrições sagradas de proteção devem ficar até o primeiro domingo do advento, quando é apagada, para esperar a nova bênção.
Aos Sacerdotes, segue o texto da Bênção:
A Bênção:
 
Benedictio cretae  
 
in Festo Epiphaniae 
 
V/. Adjutorium nostrum in nomine Domini. 
 
R/. Qui fecit caelum et terram.  
 
V/. Dominus vobiscum.  
 
R/. Et cum spiritu tuo. 
 
Bene + dic, Domine Deus, creaturam istam cretae : ut 
sit salutaris humano generi; et praesta per 
invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea 
sumpserint, vel in ea in domus suae portis scripserint 
nomina sanctorum tuorum  Gasparis, Melchioris et 
Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis 
sanitatem, et animae tutelam percipiant. Per Christum 
Dominum nostrum.  R/.  Amen. 
 
 
Et aspergatur aqua benedicta. 
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Por ocasião da “Solenidade da Epifania”, existeno Ritual Romano antigo, a louvável tradição deabençoar a casa dos fiéis com a “Bênção da Epifania” ou “Benção para o Ano Novo”.

Mensagem de Frei Tiago para o Advento‏

Fonte: http://www.montfort.org.br/frei-tiago-mensagem-de-advento-2012/
MENSAGEM DE ADVENTO – 2012
A todos os amigos e pessoas interessadas:
Desejo, primeiramente, deixar uma mensagem de Esperança para este tempo especial do Advento que estamos vivendo na Igreja. “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz… nada de contendas, nada de provocações, ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 13) Que dEle nos venha a Salvação!
Graças ao bom Deus, estamos sendo muito bem recebidos na Diocese de Ciudad del Este, Paraguai. Como se pode perceber na carta anexa, este Bispo nos acolheu com grande bondade paternal e sensibilidade de Pastor, aceitando a nossa opção de celebrarmos a missa no Rito Tradicional e reconhecendo a legitimidade do nosso Carisma Religioso. Sentimos, porém, a dor de termos que celebrar a última missa em nossa Capela de Atibaia no dia 25, Natal do Senhor, às 10 hs. Todos sejam bem-vindos.
Nestes últimos dias, tivemos notícias de muitos comentários a nosso respeito. Agradecemos profundamente a todas as pessoas que, sensibilizadas pelos nossos sofrimentos, se manifestaram com sentimentos de solidariedade e apoio. Prometemos retribuir com nossas incessantes orações. Agradecemos também aos reverendíssimos sacerdotes da Diocese de Bragança que também nos estenderam a mão e nos honraram com os préstimos de sua fiel amizade. Temos, entretanto, receio de que algumas pessoas nos considerem como rebeldes ou subversivos. Peço, encarecidamente, que revejam o seu julgamento. Obviamente é muito justo dizer que “todos devem obedecer ao Bispo”. Como é também muito razoável pensar que todos os Bispos devem obedecer ao Papa. Assim como não seria absurdo dizer que o Papa deve sempre obedecer a Deus… Sem obediência, não poderíamos jamais nos considerar discípulos daquele que obedeceu até a morte de Cruz. (FI.2) Nunca poderíamos pleitear na Igreja uma fundação religiosa e desejar que os noviços sejam obedientes, se não estamos, igualmente, participando deste mesmo propósito. Portanto, não analisa bem a questão aquele que diz que “este Mosteiro foi expulso por desobediência”. A verdade se resume no fato de que o Mosteiro não foi aceito em seu projeto de aprovação na Diocese de Bragança porque o Bispo atual, ignorando os passos de aprovação anteriores, exigiu que renunciássemos, não só à missa, mas também a qualquer postura “tradicional”. Diante disso, não somente eu, mas toda a nossa comunidade preferiu manter essa mesma linha por considerá-la inerente ao nosso carisma. A Carta que o Bispo recebeu de Roma é simplesmente uma orientação de como ele poderia, se realmente quisesse, completar esse processo de ereção canônica do Instituto. Não consigo ver onde estão essas “muitas irregularidades”… E quem quiser questionar, venha passar uma semana conosco e observe que o sino toca com regularidade, que os ofícios são rezados, que fica cada um na sua cela, na sua clausura e que nos esforçamos por cumprir a fielmente a nossa Regra, bem como todas as normas da Igreja… Estamos, sim, sofrendo tudo isso, mas, não estamos excluídos da Igreja, nem, tampouco, nos sentimos desamparados por Deus. Pode parecer pretensão da nossa parte, mas achamos que o nosso caso pode servir como denúncia proféticaem relação a tantos desmandos e abusos que vemos, em muitas partes, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Dom Sérgio é testemunha que nunca deixei de cumprimentá-lo com profunda reverência, osculando seu anel. Os Sacerdotes desta Diocese são testemunhas da minha atuação respeitosa e pacífica nestes quase 11 anos. Fico triste sim, por ter trabalhado como servente de pedreiro, carpinteiro, encanador, vidraceiro e outros serviços gerais, juntamente com outros irmãos durante todo este tempo, e agora nãotermos onde reclinar a cabeça… Quando se diz que “as doações devem ser para a Diocese de Bragança Paulista” pode se pensar que recebemos grande soma de dinheiro para construir estas casas. No entanto, se fizemos tudo isso não foi por termos muito dinheiro, mas porque trabalhamos assim, sem férias e sem salário, durante 10 anos! Todos que nos conhecem sabem que estou dizendo a verdade e que sempre tivemos o critério ético de nunca pedir nada e nunca promover nenhum tipo de festa ou qualquer outra coisa para arrecadar dinheiro. Mas, se acham que é justo, simplesmente nos tomar tudo, já que o “terreno é da Mitra”, que seja… Acredito que a mesma providência que nos sustentou até hoje vai continuar nos socorrendo…
Enfim, apesar de tudo isso, renovo o meu convite para a reconciliação, esperando a justiça apenas de Deus e procurando celebrar o Advento com sincera mística e busca do Senhor, que se revela aos que são verdadeiramente pobres de Coração. “No silêncio e na esperança estará a vossa força!” (Is. 30,15) Confiemos na sua palavra: “No deserto reinará a justiça e meu povo habitará em moradas seguras, em abrigos tranquilos… Bem-aventurados sereis por semear à margem dos cursos de água.” (Is. 32,16-20)
Aprendamos as lições do santo presépio de Belém!
+ Fr. Tiago de S. José

O RETIRO DO PAPA E DA CÚRIA ROMANA




CW: No Vaticano, é uma semana de incomum tranquilidade. Bento XVI está seguindo seu retiro quaresmal anual.

 Nas Crônicas Vaticanas de hoje, falaremos de como o papa e os seus colaboradores conseguem encontrar tempo para a oração e a penitência neste período.

 JT: Como todos os anos, Bento XVI suspendeu todas as atividades esta semana: nada de encontros, nada de discursos, nada de liturgias públicas. Ao invés, transcorreu a semana na sua Capela, junto aos colaboradores da Cúria romana, ouvindo o teólogo salesiano Pe. Enrico dal Covolo, docente de Literatura cristã, que pregou os exercícios espirituais sobre a vocação sacerdotal. Algo que poderia intimidar qualquer um, especialmente porque, no final, o papa oferece um breve comentário sobre o retiro.

CW: É verdade. Mas o retiro por si só não é um diálogo, e não é como um Sínodo, onde o pontífice discursa para dar a própria contribuição. O Papa permanece ajoelhado ou sentado em um nicho de sua Capela, um pouco separado dos outros, e ouve. Os encontros seguem uma forma tradicional, que prevê a leitura das Escrituras, a oração e a reflexão. Um aspecto interessante está relacionado à escolha do pregador dos exercícios espirituais: às vezes, é um cardeal ou um eclesiástico renomado, às vezes, é alguém relativamente desconhecido, como o Pe. dal Covolo.

 JT: Um retiro do gênero, Bento XVI recomendou durante a Quaresma a todos os fiéis católicos. Certamente, nem todos podem parar por uma semana. Por isso, o Papa sugeriu tentar criar um espaço de silêncio e de meditação durante a Quaresma, e de se retirar fisicamente do barulho e da agitação do mundo, para ter um diálogo com Deus. Um método específico recomendado pelo Papa é usado há séculos na Igreja: é chamado “lectio divina”, e, na prática, é uma combinação de leitura da Bíblia, oração e meditação.

CW: O Papa disse uma vez que se todos seguissem esta leitura orante da Escritura, haveria uma nova “primavera espiritual” na Igreja. A Quaresma é também a estação da penitência, das renúncias e das promessas. Bento XVI chamou essas práticas penitenciais de uma forma de “treinamento espiritual”, para tornar as pessoas mais resistentes à tentação. A coisa mais importante, disse, é que não deve ser feito com uma atitude de orgulho, mas de real humildade. 

JT: Creio que isso signifique não anunciar ao mundo quais são as próprias renúncias para a Quaresma. O Papa jamais falou de suas práticas pessoais, mas no ano passado disse que viveu toda a semana, inclusive os momentos de refeição, em silêncio. Além disso, o Papa convidou a descobrir outras tradições, como as obras de caridade e o jejum, para comprazer ao Senhor e não para receber o consenso das pessoas.

CW: Existem também outros tipos de penitências contempladas na tradição da Igreja. Recentemente, foi revelado que João Paulo II praticava várias formas de mortificações corporais, inclusive a autoflagelação. Esses tipos de penitência, sem dúvida, são menos comuns hoje do que 50 anos atrás. 

JT: Os especialistas da Igreja destacaram que essas práticas deverão serão seguidas com moderação e sob o acompanhamento de um diretor espiritual. Certamente, não é algo que o Vaticano tenta promover para a Igreja em todo o mundo. A melhor coisa seria realizar gestos simples durante a Quaresma, a partir de um justo exame de consciência e uma boa confissão. 

Sou John Thavis. 


CW: E eu sou Cindy Wooden http://www.catholicnews.com/

PAPA EM RETIRO QUARESMAL






Papa prossegue retiro quaresmal meditando sobre amor de Deus 


O quarto dia de exercícios espirituais para a Quaresma, no Vaticano, tratou do tema “Deus é amor”. O autor das meditações, o cardeal arcebispo de Kinshasa, Laurent Monsengwo Pasinya, propôs duas reflexões nesta quinta-feira, 01, a Bento xvi e aos membros da Curia Romana reunidos na Capela Redemptoris Mater do Palácio apostólico.

TEMPO DA QUARESMA



O Papa São Leão I (Magno), no século V, dirigiu ao povo estas palavras: “A sabedoria divina estabeleceu este tempo propício de quarenta dias, afim de que as nossas almas se pudessem purificar, e por meio de boas obras e jejum, expiassem as faltas de outros tempos. Inúteis seriam porém os nossos jejuns, se neste tempo os nossos corações se não desapegassem do pecado“.
As práticas exteriores que devem desenvolver em nós o espírito de Cristo e unir-nos a seus sofrimentos, são o jejum, a oração e a esmola.
jejum é imposto pela santa Igreja a todos os fiéis, depois dos 21 anos completos até atingirem os 60 anos.
A abstinência começa a obrigar desde os 7 anos.
O Prefácio da Quaresma descreve-nos os efeitos salutares do jejum, e aqueles que por motivos justos são dele dispensados, não o estarão do jejum espiritual, isto é, de se privarem de festas, teatros, leituras puramente recreativas, etc…
oração. Assim como a palavra jejum abrange todas as mortificações corporais, do mesmo modo a palavra oração compreende todos os exercícios de piedade feitos neste tempo, com um recolhimento particular, como sejam: a assistência à Santa Missa, a Comunhão frequente, a leitura de bons livros, a meditação, especialmente da Paixão de Jesus Cristo, a Via-Sacra, e a assistência às pregações quaresmais.
esmola compreende as obras de misericórdia para com o próximo. Já no antigo testamento está dito: “Mais vale a oração, acompanhada do jejum e da esmola do que amontoar tesouros” (Tob. XII, 8).
Renovemos em nós a graça do Batismo, e façamos dignos frutos de penitência!
(No mistério do Cristo).

LEMBRA-TE QUE ÉS PÓ!






Memento homo, quia pulvis es, et in pulverem reverteris(Lembra-te homem, que és pó, e em pó te hás de converter)

O pó futuro, em que nos havemos de converter, é visível à vista, mas o pó presente, o pó que somos, como poderemos entender essa verdade? A resposta a essa dúvida será a matéria do presente discurso.