Bênção da Epifania.

 2017
Caríssimos,
Salve Maria!
Na Festa da Epifania é o momento para a Bênção de nossas casas, com a tradicional Bênção da Epifania, ou a ” Bênção dos Reis Magos”. O giz deve ser abençoado pelo padre, mas o próprio Pai de Familia, ao redor dos seus, levando o giz para casa, pode fazer as inscrições nas portas, como o texto abaixo ensina. Essas inscrições sagradas de proteção devem ficar até o primeiro domingo do advento, quando é apagada, para esperar a nova bênção.
Aos Sacerdotes, segue o texto da Bênção:
A Bênção:
 
Benedictio cretae  
 
in Festo Epiphaniae 
 
V/. Adjutorium nostrum in nomine Domini. 
 
R/. Qui fecit caelum et terram.  
 
V/. Dominus vobiscum.  
 
R/. Et cum spiritu tuo. 
 
Bene + dic, Domine Deus, creaturam istam cretae : ut 
sit salutaris humano generi; et praesta per 
invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea 
sumpserint, vel in ea in domus suae portis scripserint 
nomina sanctorum tuorum  Gasparis, Melchioris et 
Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis 
sanitatem, et animae tutelam percipiant. Per Christum 
Dominum nostrum.  R/.  Amen. 
 
 
Et aspergatur aqua benedicta. 
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Por ocasião da “Solenidade da Epifania”, existeno Ritual Romano antigo, a louvável tradição deabençoar a casa dos fiéis com a “Bênção da Epifania” ou “Benção para o Ano Novo”.

Este é um sinal que cristãos vivem na casa e um sinal da bênção de Deus sobre ela.

Essa bênção era tradicionalmente feita pelopároco, mas é possível que também os fiéis invoquem esta benção de Deus para o seu lar, até porque seria pastoralmente impossível atender territorialmente toda a paróquia, e a maioria das pessoas, inclusive sacerdotes, nunca ouviu falar desta bênção.

Trata-se é claro, de uma tradição antiga, mas que nunca foi proibida pela Santa Igreja, apenas foi caindo no esquecimento, como muitos costumes bons e salutares da nossa Santa Igreja. Embora não seja muito conhecida no Brasil, tem se difundido cada vez mais esta abençoada tradição.

Pode-se fazer a bênção sozinho(a) ou com seus familiares. Neste caso, enquanto o pai dacasa invoca a benção de Deus, a mãe ou outra pessoas asperge o lugar com água benta, e outro inscreve as letras na parte de fora das passagens e portas.

Este costume, registrado em documentos desde o século XVI, é com certeza de origemanterior. Foi encontrado pela primeira vezno «Sacramentário Gelasianum Vetus» (na metade do século sete), paraabençoar a casa no ano novo ou quando havia uma mudança de residência.

Essa tradição é baseada nos tempos da Igreja primitiva, onde os primeiros cristãos desejavam proteger e abençoar seus lares, identificando-se como Povo de Deus, em analogia ao que fizeram os hebreus no cativeiro do Egito quando marcaram as portas de suas casas com o sangue do Cordeiro Pascal (Ex 12, 12–13) e como as assinalaram também depois na terra prometida (Deut 6, 9).

Com esta inscrição invocamos a benção de Nosso Senhor que em Sua Encarnação no ventre de Maria, pelo poder do Espírito Santo, veio como a Luz do mundo para salvar o homem das trevas do pecado. Assim, invocamos esta benção para os nossos lares e reivindicamos a soberania de Cristo para os espaços onde vivemos e trabalhamos.

A Solenidade da Epifania ocorre no dia 6 de janeiro. No Brasil, se esta data não cai no Domingo, é transferida para o Domingo seguinte, a fim de que todos participem.

Neste ano de 2017, a Epifania cairá numa sexta-feira; portanto, penso que pode-se fazer esta bênção na sexta (dia 6) ou no domingo (dia em que será comemorada liturgicamente).

Deve-se marcar por cima das portas e passagens da casa, do lado exterior, a seguinte inscrição com o giz abençoado: os dois números (cifras) iniciais do ano; as siglas C+M+B, sendo que cada letra é intercalada com o sinal da Cruz; e em seguida os dois números (cifras) finais do ano. Costuma-se colocar também uma cruz em cima da letra ‘M’, ficando três cruzes.

As siglas «C M B» significam: «Christus Mansionem Benedicat», ou seja: «Cristo Abençoe esta Casa».

Santo Agostinho as explicavam também como: «Christus MultorumBenefactor», que significa: «Cristo benfeitor de muitos».

Representa também os tradicionais nomes dos três Reis Magos: Caspar (Gaspar), Melchior (Melquior ou Belquior) e Balthazar (Baltazar). Tradicionalmente esta inscrição deve permanecer até a Solenidade de Pentecostes, ou se desejar, até o próximo ano.

Para este ano de 2017 a inscrição será assim:

2017

Fonte: https://filhasdemariarosamistica.blogspot.com.br/2016/12/a-bencao-das-casas-na-epifania.html

Mensagem de Frei Tiago para o Advento‏

Fonte: http://www.montfort.org.br/frei-tiago-mensagem-de-advento-2012/
MENSAGEM DE ADVENTO – 2012
A todos os amigos e pessoas interessadas:
Desejo, primeiramente, deixar uma mensagem de Esperança para este tempo especial do Advento que estamos vivendo na Igreja. “A noite vai adiantada, e o dia vem chegando. Despojemo-nos das obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz… nada de contendas, nada de provocações, ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” (Rom. 13) Que dEle nos venha a Salvação!
Graças ao bom Deus, estamos sendo muito bem recebidos na Diocese de Ciudad del Este, Paraguai. Como se pode perceber na carta anexa, este Bispo nos acolheu com grande bondade paternal e sensibilidade de Pastor, aceitando a nossa opção de celebrarmos a missa no Rito Tradicional e reconhecendo a legitimidade do nosso Carisma Religioso. Sentimos, porém, a dor de termos que celebrar a última missa em nossa Capela de Atibaia no dia 25, Natal do Senhor, às 10 hs. Todos sejam bem-vindos.
Nestes últimos dias, tivemos notícias de muitos comentários a nosso respeito. Agradecemos profundamente a todas as pessoas que, sensibilizadas pelos nossos sofrimentos, se manifestaram com sentimentos de solidariedade e apoio. Prometemos retribuir com nossas incessantes orações. Agradecemos também aos reverendíssimos sacerdotes da Diocese de Bragança que também nos estenderam a mão e nos honraram com os préstimos de sua fiel amizade. Temos, entretanto, receio de que algumas pessoas nos considerem como rebeldes ou subversivos. Peço, encarecidamente, que revejam o seu julgamento. Obviamente é muito justo dizer que “todos devem obedecer ao Bispo”. Como é também muito razoável pensar que todos os Bispos devem obedecer ao Papa. Assim como não seria absurdo dizer que o Papa deve sempre obedecer a Deus… Sem obediência, não poderíamos jamais nos considerar discípulos daquele que obedeceu até a morte de Cruz. (FI.2) Nunca poderíamos pleitear na Igreja uma fundação religiosa e desejar que os noviços sejam obedientes, se não estamos, igualmente, participando deste mesmo propósito. Portanto, não analisa bem a questão aquele que diz que “este Mosteiro foi expulso por desobediência”. A verdade se resume no fato de que o Mosteiro não foi aceito em seu projeto de aprovação na Diocese de Bragança porque o Bispo atual, ignorando os passos de aprovação anteriores, exigiu que renunciássemos, não só à missa, mas também a qualquer postura “tradicional”. Diante disso, não somente eu, mas toda a nossa comunidade preferiu manter essa mesma linha por considerá-la inerente ao nosso carisma. A Carta que o Bispo recebeu de Roma é simplesmente uma orientação de como ele poderia, se realmente quisesse, completar esse processo de ereção canônica do Instituto. Não consigo ver onde estão essas “muitas irregularidades”… E quem quiser questionar, venha passar uma semana conosco e observe que o sino toca com regularidade, que os ofícios são rezados, que fica cada um na sua cela, na sua clausura e que nos esforçamos por cumprir a fielmente a nossa Regra, bem como todas as normas da Igreja… Estamos, sim, sofrendo tudo isso, mas, não estamos excluídos da Igreja, nem, tampouco, nos sentimos desamparados por Deus. Pode parecer pretensão da nossa parte, mas achamos que o nosso caso pode servir como denúncia proféticaem relação a tantos desmandos e abusos que vemos, em muitas partes, não só do Brasil, mas de todo o mundo. Dom Sérgio é testemunha que nunca deixei de cumprimentá-lo com profunda reverência, osculando seu anel. Os Sacerdotes desta Diocese são testemunhas da minha atuação respeitosa e pacífica nestes quase 11 anos. Fico triste sim, por ter trabalhado como servente de pedreiro, carpinteiro, encanador, vidraceiro e outros serviços gerais, juntamente com outros irmãos durante todo este tempo, e agora nãotermos onde reclinar a cabeça… Quando se diz que “as doações devem ser para a Diocese de Bragança Paulista” pode se pensar que recebemos grande soma de dinheiro para construir estas casas. No entanto, se fizemos tudo isso não foi por termos muito dinheiro, mas porque trabalhamos assim, sem férias e sem salário, durante 10 anos! Todos que nos conhecem sabem que estou dizendo a verdade e que sempre tivemos o critério ético de nunca pedir nada e nunca promover nenhum tipo de festa ou qualquer outra coisa para arrecadar dinheiro. Mas, se acham que é justo, simplesmente nos tomar tudo, já que o “terreno é da Mitra”, que seja… Acredito que a mesma providência que nos sustentou até hoje vai continuar nos socorrendo…
Enfim, apesar de tudo isso, renovo o meu convite para a reconciliação, esperando a justiça apenas de Deus e procurando celebrar o Advento com sincera mística e busca do Senhor, que se revela aos que são verdadeiramente pobres de Coração. “No silêncio e na esperança estará a vossa força!” (Is. 30,15) Confiemos na sua palavra: “No deserto reinará a justiça e meu povo habitará em moradas seguras, em abrigos tranquilos… Bem-aventurados sereis por semear à margem dos cursos de água.” (Is. 32,16-20)
Aprendamos as lições do santo presépio de Belém!
+ Fr. Tiago de S. José