Cardeal Burke explica como será a correção do Papa

Como indica o titulo desta postagem, e em claro contraste com as palavras ditas pelo Cardeal Muller no Programa de Televisão italiano “Stanze Vaticane”, do Canal TGCOM24 e comentado durante todo o dia em páginas católicas na Internet, o Cardeal Burke afirmou em uma recente entrevista, que a ”Amoris Laetitia” Se supõe como um perigo para a Fé e que se fará a correção do Papa. Ademais disse que não teme perder a Púrpura Cardinalicia, mas sim que teme o juízo de Deus. A entrevista se deu ao periódico The Remnant  publicada no dia 09 de Janeiro.
No Domingo passado(08 de Janeiro) o Cardeal Muller, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em uma entrevista entrou em contradição com sua postura previa(A respeito das Dúbias). Assegurou que não se fará a correção do Papa a curto prazo porque no existe perigo para a fé “Uma correção fraterna ao Papa me parece muito distante, neste momento não é possível, por que não há nenhum perigo para a fé”.  
 
O Cardeal Burke, ademais, voltou a reiterar que a “Amoris Laetitia” não é um documento magisterial, como indica o mesmo Papa Francisco no documento. Segundo Burke, algumas afirmações confusas do documento embora não sejam heréticas materialmente necessitam ser esclarecidas, porque podem induzir os fieis ao erro em questões muito sérias. Para ele se não chegar um esclarecimento por parte do Papa o resultado será devastador.
E quanto ao medo de perder o Barrete Cardinalício, Burke assegurou que conhece qual seu dever e que não teme dizer a verdade. Disse temer estar defronte a Nosso Senhor no juízo final e ter que dizer: “Não te defendi quando estavas sendo atacado e a verdade que tu ensinastes estava sendo traída”.
Ao ser perguntado se a situação atual se parece com o tempo da heresia Ariana no Século IV, disse que de certo modo sim: “Agora está em jogo as verdades da fé: As que se refere ao Sacramento do Matrimonio e as que se refere ao Sacramento da Eucaristia. E se a confusão atual for preservada, chegará um momento que haverá setores amplos de fieis sem a Fé Católica, como  se encontrava quando Santo Ambrósio foi nomeado Arcebispo de Milão.
E em relação sobre quando e como seria essa correção formal, o Cardeal Burke declarou que não seria muito diferente das “Dubias”, em outras palavras aquelas verdades que parecem ser postas em questão pela Amoris Laetitia simplesmente se confrontaria com o que a Igreja tem ensinado, praticado e anunciado sempre em seu magistério oficial, desta maneira os ditos erros serão corrigidos.
 
 
Fonte: http://institutobentoxvi.blogspot.com.br/2017/01/cardeal-burke-explica-como-sera.html

O Papa obriga Müller a despedir três de seus melhores homens em Doutrina da Fe

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Se estende o clima de temor no Vaticano. Segundo vários meios, o motivo seria haver dissentido, em privado, de algumas das atuações públicas do Papa Francisco

Tradução Frei Zaqueu – 3 janeiro, 2017 – Segundo vários meios, o Papa Francisco ordenou ao Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Müller, que despeça três de seus melhores homens no Santo Oficio. Segundo OnePeterFive os três sacerdotes implicados são de nacionalidade eslovaca-americana, francesa e mexicana.

Segundo o vaticanista Marco Tosatti, Müller recebeu a ordem de despedir três de seus melhores homens, os quais trabalharam para ele durante muito tempo sem haver recebido nenhuma explicação. Tal e como registra o especialista em assuntos do Vaticano, Müller recebeu várias cartas oficiais nas que se lhe pedia “devolver a cada um deles a sua Diocese de origem ou à Ordem Religiosa à que pertencia”.

Ante dita petição, Müller ficou bastante surpreendido, já que os sacerdotes eram três dos melhores homens com os que contava dentro da Congregação para a Doutrina da Fé. Por ele, desde o primeiro momento tentou não despedir os religiosos e em várias ocasiões pediu uma audiência com o Papa.

Após várias tentativas, logrou reunir-se com Francisco. Estas foram suas palavras: “Sua Santidade, recebi as cartas, mas não fiz nada porque estas pessoas são o melhor que há em meu Dicastério…que fizeram elas?”.

A resposta do Papa -segundo narra Tosatti- foi a seguinte: “Eu sou o Papa, e não necessito dar nenhuma explicação sobre minhas decisões. Decidi que têm que sair, e têm que sair”. One Peter Five conta que, em seguida, o Papa se levantou e estendeu a mão ao cardeal indicando que a audiência havia terminado.

Em 31 de dezembro, dois dos três homens abandonaram -sem saber a razão de sua expulsão- o Dicastério onde tinham trabalhado durante anos. O terceiro e último homem assinalado parece seguir ainda no Dicastério “por um breve tempo”.

Segundo vários meios, uns dos dois sacerdotes havia dissentido, em privado, sobre certas decisões e atuações públicas do Papa Francisco. Concretamente, um estreito colaborador do Papa escutou um dos comentários e, em pouco tempo, o membro da Congregação para a Doutrina da fé recebeu uma chamada do Papa e a demissão não tardou em chegar.

Tosatti fala de uma “febre autocrática que parece haver estralado no Vaticano” e conclui perguntando-se onde está a “verdadeira misericórdia”. Por último, questiona a maneira e o método no que o Papa Francisco “despede ou margina prelados ortodoxos, sacerdotes oo qualquer que tenha uma posição de influência no Vaticano”.

Assim as coisas, os empregados do Vaticano têm medo de dizer qualquer coisa por temor a ser descobertos por qualquer informante, que se encontram em todas as partes. Sem ir mais longe, no passado mês de novembro relatava InfoVaticana a purga de acadêmicos “críticos” que há tido a Academia Pontifícia pela Vida.

“Até as paredes têm ouvidos”, é a frase que se repete nos dicastérios.

Fonte: http://www.sensusfidei.com.br/2017/01/04/o-papa-obriga-muller-a-despedir-tres-de-seus-melhores-homens-em-doutrina-da-fe/#.WG_SIC0rLIV

Só a religião verdadeira tem direitos

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Escrito por Javier Navascués

Traduzido por Frei Zaqueu

O liberalismo é una das ideologias mais deletérias para a religião católica, a única verdadeira, posto que concede os mesmos direitos ao erro que à verdade. Esta perniciosa doutrina está tristemente presente na Igreja carcomendo o reto ensino, sacudindo seus mesmos cimentos e causando um grande dano às almas. Como consequência dela, hoje em dia se nos propõe um herético ecumenismo onde a religião verdadeira e as falsas crenças estão ao mesmo nível.

Se nos convida a não fazer proselitismo da verdade católica em prol de um mortífero ecumenismo casado com a heresia e em conivência com as falsas religiões de Satanás. A liberdade de cultos, hoje tão apregoada, foi rotundamente condenada pelo Magistério da Igreja. Numerosos Papas nos advertiram de seus graves perigos, entre eles Leão XIII na encíclica Libertas praestantissimum sobre a liberdade e o liberalismo.

Borja Ruiz, historiador, tem estudado em profundidade a mencionada encíclica. Seguindo a solidíssima doutrina deste Pontífice, de feliz memória, expõe o daninho que é conceder direitos ao mal e ao erro. Tendo como base um profundo pensamento

filosófico e teológico, denuncia o gravíssimo câncer do liberalismo e uma de suas funestas consequências: a liberdade de cultos.

Como se define na encíclica a autêntica liberdade?

Nos lembra Leão XIII que atualmente, o homem pós-moderno, tende a considerar-se livre por ter-se desprendido da religião e por fazer aquilo que a vontade e suas paixões lhe ordenam. Ademais empunha a bandeira da liberdade, mas de uma falsa liberdade, aquela que nasce do NON SERVIAM. Em primeiro lugar, a liberdade só a temos os humanos (por ter inteligência e razão) a qual nos faz responsáveis de nossos atos. A razão julga a maldade ou bondade dos atos, consequência da lei natural. Assim pois, a liberdade é um meio para alcançar um fim. A liberdade tem por objeto um fim conforme a razão.

Não obstante, a vontade e a razão que a guia, podem julgar por bom algo que não o é e ao atuar, portanto, estaria produzindo-se um abuso da liberdade. Desta forma como se diz na encíclica: a liberdade de pecar, não é tal, é una escravidão da razão e a vontade. De tal forma, para que seja autêntica liberdade pois, é necessário que a razão esteja formada em reta doutrina e iluminada pela graça sobrenatural, que a aperfeiçoa.

Qual seria por tanto a falsa concepção liberal sobre a liberdade?

A concepção do liberalismo sobre a liberdade, principalmente não é mais que uma pura licença (ou conjunto delas), dado que têm apartado e negado a graça sobrenatural e a identificação e busca clara e desejável do Bem e a Verdade.

Em consequência, o juízo sobre a Verdade e o Bem fica abandonado à razão por si só. Não há diferença objetiva entre bem e mal, o vício e a virtude não se distinguem. Tudo isso provem da proclamação do homem como ser soberano frente a Deus, que alcança sua máxima expressão no NON SERVIAM de Lúcifer.

Portanto, por que não deveria estar permitida a liberdade de cultos?

É obvio, que o bem deve fazer-se e o mal evitar-se, como diz Leão XIII: aquele que é aplicável ao homem o é também para a sociedade e seu bem comum. Tendo presente que o objetivo mais elementar de um Estado (que não seja tirânico) é o bem comum de seus cidadãos, se compreende no mesmo, seu bem moral, que é frontalmente atacado pelo liberalismo ao não obedecer este a uma razão suprema e eterna que é o fim da liberdade humana: Deus.

Havendo exposto o prudente pensamento e ordem da liberdade, procederemos à explicação do que seja a liberdade de cultos ou de religião e seu mal intrínseco. Não se nos escapa, tendo em conta o erro do liberalismo, que tantas almas direta o indiretamente têm levado ao inferno, todas aquelas “liberdades” que se derivem deste não são mais que licenças e vícios, dos mais daninhos para o bem terrenal (dos povos e os homens) e o bem espiritual (o de sua salvação).

Esta falsa liberdade, estabelece que cada um pode professar a religião que queira ou não professar nenhuma. Mas isto é contrário à verdade, por quê?

Porque a mais alta e importante obrigação que nos manda Deus é dar-lhe culto que merece através da religião verdadeira. O Amarás a Deus sobre todas as coisas, não só deve dar-se a nível particular mas também ao dos Estados que perseguem o bem comum de seus cidadãos. A gravidade radica em ser infiel à obrigação santíssima de dar-lhe culto.

Por que não é lícito que gozem dos mesmos direitos todas as religiões?

Porque só a verdade tem direitos, o mal não os tem. Pio XII ensina: O que não responde à verdade e à norma moral não tem objetivamente nenhum direito de existência, nem à propaganda nem à ação.

Acerca disto, os Papas têm falado claramente e resumem as razões pelas que não é lícito que todas as religiões gozem de idênticos direitos:

* Não é lícito, porque suprime a fundamental busca do bem comum.

* Não. Porque anula os deveres de honra pública e exclusiva (salvo prudências circunstanciais) do Estado a Deus. Exceção por prudência:

Leão XIII: Ainda concedendo direitos só e exclusivamente à verdade e à virtude não se opõe à Igreja, entretanto, à tolerância por parte dos poderes públicos de algumas situações contrárias à verdade e à justiça para evitar um mal maior ou para adquirir um maior bem.

* Não, porque se permite manifestar e propagar o erro religioso, coisa que põe em perigo a mais importante missão do homem, sua salvação eterna.

Que mais consequências se derivam desta liberdade de cultos?

Propicia a separação da Igreja e do Estado (a separação moral), o qual deriva em tirania. Se nega a realeza de Jesus Cristo, que é Rei de céus e terra. A realeza implica instaurar todas as coisas em Cristo, que fundou uma só Igreja. Com a liberdade de cultos não é possível portanto implantar na sociedade a realeza de Jesus Cristo.

Laicização dos Estados e sua descristianização acelerada. Pois quando se outorgam os mesmos direitos a todos os erros, a verdadeira fé desaparece cada vez mais. Em uma sociedade católica as almas se salvarão mais facilmente, mas em uma onde a Igreja deve coexistir junto às falsas religiões e seitas, essa salvação se torna muito mais difícil.

Para concluir, por que os Estados devem proibir a liberdade de imprensa?

Reconhecendo a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo e assumindo que todos os direitos são e provêm dele e como afirmava Leão XIII na encíclica Inmortale Dei: não é lícito publicar e expor à vista dos homens o que é contrário à virtude e à verdade, e é muito menos lícito favorecer e amparar essas publicações e exposições com a tutela das leis.

Javier Navascués

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Fonte: http://adelantelafe.com/solo-la-religion-verdadera-derechos/

Créditos: Fr. Zaqueu

ORDEM de MALTA “Barra” intervenção do Papa Francisco

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Resposta da Soberana Ordem de Malta à tentativa da Santa Sé de se “intrometer” nos seus assuntos internos.

“O Grande Magistério da Soberana Ordem de Malta soube da decisão tomada pela Santa Sé de nomear um grupo de cinco pessoas para esclarecer a substituição do antigo Grande Chanceler.

A substituição do antigo Grande Chanceler é um ato de administração governamental interna da Soberana Ordem de Malta e, conseqüentemente, cabe EXCLUSIVAMENTE à sua competência”.

Entenda o caso:

O antigo grande chanceler da Soberana Ordem Hospitalar e Militar de São João de Rodes e Malta utilizava das ações hospitalares da Ordem para distribuir contraceptivos e preservativos em Burma. Descoberto isso, o Grande Magistério da Ordem convocou um conselho, do qual o Cardeal Burke faz parte como Patrono da Ordem, e removeu o Grande Chanceler de seu cargo. O mesmo, muito amigo de um cardeal ligado ao Santo Padre, pediu “intercessão” da Santa Sé para seu caso. O Santo Padre com toda sua “misericórdia” atendeu aos pedidos e nomeou uma “comissão” de cinco pessoas para julgar o caso (a mesma “misericórdia” com os Franciscanos dá Imaculada e o Verbo Incarnado). Porém, a Ordem de Malta é autônoma a Santa Sé, um Estado, porém sem território, com um assento perante a ONU e diplomacia em mais de 90 países. Ou seja, o Papa não tem poder de governo nenhum perante a Ordem, apenas em questões religiosas, que para isso, também exerce através do Cardeal Patrono, que, advinhem, é seu adversário.

Hamilton Carvalho

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Matéria do Rorate Caeli:

It is no secret that Pope Francis’s removal of Raymond Leo Cardinal Burke from the tribunal of the Apostolic Signature and his installation as “Patron” of the Knights of Malta was intended to consign the trad-friendly Ur-canonist to an ecclesiastical backwater. No “promoveatur,” just “amoveatur,” and don’t let the door slam on your cappa magna on your way out.
How much trouble, Bergoglio and his entourage probably figured, could Burke possibly cause heading a charitable organization that now specializes in disaster relief?
Well plenty, it seems. Rorate readers are well aware of the cardinal’s strenuous efforts to defend the traditional Catholic teachings on marriage and the reception of the sacraments, especially in the affair of the “dubia,” which has yet to play out completely.

Apart from this, though, readers should be ready to watch how Francis’ plan to neutralize the cardinal is about to blow up in his face.
On Tuesday, December 22, the Knights of Malta’s council, with the concurrence of Cardinal Burke, dismissed the Order’s Grand Chancellor (and as Health superior, responsible for the Malteser charity activities), Albrecht von Boesinger, in connection with the distribution of condoms under the aegis of the Order in Burma.
One can see why this would cause agitation in the buffet line at the Casa S. Marta. If every case of divorce, remarriage and reception of the sacraments is somehow “unique” and requires “accompaniment,” if morality is not “black and white,” and if nothing is now “malum in se,” why fire a religious who adopts a “merciful” approach towards condoms?
Pope Bergoglio immediately established a five-man Vatican commission to investigate whether the Order’s council had acted correctly with regard to Boesinger’s dismissal – the hidden goal of the inquiry being, of course, to discredit or remove Burke.
The method is a variant on the one Francis employed in order to destroy the traditionally-oriented Franciscan Friars of the Immaculate.
But the Sovereign Order of Malta cannot be so easily picked off. It is an ancient religious order whose members profess solemn vows, its government is regulated by a thicket of previous papal legislation and it is, to boot, a sovereign entity.
The Order’s response to Pope Bergoglio’s appointment of the five-man commission was curt and to the point:
“The Grand Magistry of the Sovereign Order of Malta has learnt of the decision made by the Holy See to appoint a group of five persons to shed light on the replacement of the former Grand Chancellor.
“The replacement of the former Grand Chancellor is an act of internal governmental administration of the Sovereign Order of Malta and consequently falls solely within its competence.”
“Drop dead,” in other words. None of your business.
You can be sure that before the council of the Order issued this response, His Eminence Cardinal Burke did his canonical homework.
So if Francis decides to pursue his vendetta, he will have a real battle on his hands with a formidable, intelligent and articulate opponent.
And we can savor the irony of how Francis, as a result of his attempt to neutralize Burke, will have brought all this mischief down upon himself: Convertetur dolor ejus in caput ejus, et in verticem ipsius iniquitas ejus descendet!

– See more at: http://rorate-caeli.blogspot.com/2016/12/guest-op-ed-upcoming-burke-bergoglio.html#sthash.ncBfXkFI.dpuf

Papa Francisco: Mais uma “amigável” mensagem de Natal à Cúria

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Nesta quinta-feira, 22 de dezembro, na Tradicional saudação aos cardeais e bispos da Cúria Romana para abordar a reforma que deseja fazer. Em suas palavras falou sobre as várias formas de “Resistências” que surgem no seio da própria Igreja. Lendo a atualidade, pode-se  dizer que o Papa Francisco tenha dado indiretas aos quatro cardeais ?

“[Há] diferentes tipologias de resistências: Resistências abertas que nascem da boa vontade e do diálogo “sincero”, resistências escondidas que nascem de medrosos e empedernidos, alimentados pelas palavras vazias do “leopardismo espiritual”, que diz querer mudar por palavras, mas deseja que tudo fique na mesma. E existem ainda as resistências malévolas que crescem nas mentes distorcidas e se apresentam-se quando o demônio inspira más intenções, às vezes com pele de cordeiro. Este último tipo de resistência esconde-se atrás de palavras justuficadoras e, tantas vezes, acusadoras, refugiando-se na tradição, nas aparências, nas formalidades[SIC!!!], no que é conhecido, ou então, em querer tornar tudo numa questão pessoal, sem distinguir o ato, o ator e a ação.

A reforma por isso não tem um fim estético para tornar a Cúria mais bela, nem pode ser entendida como uma espécie de “lifting”, de maquiagem ou pintura, para embelezar o velho corpo da cúria, nem mesmo uma operação de cirurgia plástica para tirar as rugas. Caros irmãos, não são as rugas que se devem temer na Igreja, mas as manchas.”

Veja o Vídeo, aqui: http://rr.sapo.pt/video/123046/papa_confronta_a_curia_na_igreja_devemos_ter_medo_das_manchas_e_nao_das_rugas

Bispo Conley: da mesma forma que toda pessoa consciente de graves pecados, os divorciados adúlteros não podem comungar

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Em uma carta dirigida a seus sacerdotes e seminaristas, Mons. James Conley, bispo de Lincoln (Nebraska, EUA), assegurou que a clareza e a renovação podem ser o fruto das disputas e desacordos sobre a exortação apostólica Amoris laetitia. 17/12/16 13:22

(CNA/InfoCatólica) – Tradução Frei Zaqueu – «Amoris Laetitia continuará sendo discutida entre os bispos da Igreja e o Santo Padre, para trazer clareza e entendimento a perguntas difíceis», escreveu o bispo Conley em uma carta fechada em 5 de dezembro passado.

O prelado assegurou que compreende «que o desacordo público na Igreja possa converter-se em uma fonte de desânimo. A história da Igreja inclui grandes disputas teológicas, que têm sido a fonte de divisão, mas que, em última instância, têm levado à clareza e à renovação».

Mons. Conley recordou que «a Igreja é a Esposa de Cristo, está protegida e guiada pelo Espírito Santo… Podemos ter confiança na graça perdurável de Deus para conduzir-nos, como o tem feito em muitos momentos de dificuldade ou desacordo na história da Igreja. As lições da história são que não devemos sentir-nos consternados ou ansiosos pelos desafios de nosso próprio tempo».

«O desacordo e o conflito na Igreja pode ser inquietante», escreve o bispo. «Não obstante, momentos de sincero desacordo proporcionam a ocasião para que o Espírito Santo traga uma clareza mais profunda a nossa compreensão e proclamação da fé. As perguntas que se fazem ao Santo Padre pretendem ajudar a lograr a clareza».

Mons. Conley agregou que a discussão sobre Amoris laetitia «é uma oportunidade para crescer em nossa compreensão do ensinamento da Igreja sobre os sacramentos, a natureza da misericórdia, o processo de evangelização e conversão e a missão pastoral de solidariedade e acompanhamento. Sei que muitos dos senhores têm perguntas sobre o significado de Amoris Laetitia, e seu impacto em nosso ministério pastoral. Estou escrevendo para tratar essas perguntas».

O bispo reconheceu que a exortação contém «reflexões profundas sobre a vida familiar no mundo moderno e sobre o significado da misericórdia e da caridade no ministério pastoral … o Santo Padre nos chama a discernir os corações dos confiados a nosso cuidado, para facilitar um encontro significativo com Jesus Cristo, que nos ama e que nos chama ao amor de maneira única, exclusiva e irrevogável».

Também afirmou que Amoris laetitia «inclui algumas passagens que têm demostrado ser difíceis de interpretar e entender, especialmente no que se refere à atenção pastoral dos católicos que se divorciam e tornam a unir-se1 civilmente, ou coabitam».

O bispo Conley afirmou que a exortação «não repudia a indissolubilidade do matrimônio nem os ensinamentos morais da Igreja com respeito ao divórcio», e tampouco «muda o entendimento da Igreja de que a consciência deve ser formada segundo a verdade e que uma consciência bem formada não pode guiar-nos de uma maneira contrária à revelação divina».

«As relações sexuais fora dos vínculos do matrimônio constituem circunstâncias de grave pecado», disse o bispo Conley. «O Senhor chama aos que estão divorciados e se tornem a unir2 civilmente, ou que estão convivendo, à continência … como toda pessoa que é consciente de graves pecados, divorciados e unidos3 civilmente, os católicos que se envolvem em relações sexuais contínuas não podem aproximar-se à Santa Comunhão».

Por último, o prelado indicou que «a fiel atenção pastoral requer que alentemos aos católicos a viver segundo o ensinamento do Evangelho, e os acompanhemos à medida que cresçam na compreensão e aceitação do chamado do Senhor … a meta de nosso ministério pastoral é a salvação das almas. E dito ministério se leva a cabo mediante a cooperação com a graça, e a obediência à verdade».

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Fonte: http://www.infocatolica.com/?t=noticia&cod=28057

Créditos; Fr Zaqueu

O Boom: a dubia dos cardeais e o cisma no Vaticano

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Escrito por Hilary White

Bom, mas que semana tão emocionante tivemos! O mundo blogueiro católico está que arde com o assunto da dubia dos quatro cardeais e a falta de uma resposta por parte do Papa. Me tomei a maior parte da semana para completar este artigo já que os acontecimentos se sucedem com tanta rapidez que apenas posso me manter ao dia. Me parece que nos encontramos agora em um momento de calma.

Se crê que Francisco recusou reunir-se com os cardeais durante o consistório deste fim de semana para evitar encarar de maneira pessoal uma situação na qual seria impossível evitar contestar à pergunta de se é ou não católico. Um Papa escondendo-se de seus próprios cardeais para evitar que se lhe obrigue a confrontar sua heresia —perdão, seus «erros»—, isso é algo que não estou segura se a Igreja terá contemplado alguma vez em sua longa e surpreendente história. E agora, depois das duas entrevistas do cardeal Burke na semana passada confirmando suas intenções, a pergunta nos lábios de todo o mundo é: Que ocorrerá agora? É assim que a estupenda telenovela do pontificado bergogliano encerra a semana em outro ponto de máximo suspense.

As interpelações dos cardeais não são algo que se pode tomar levianamente. Em poucas palavras, de maneira implícita se está perguntando ao Papa se é que a Igreja ainda ensina que existe tal coisa como a realidade moral objetiva; se é possível confiar nas sagradas escrituras como guia moral; se a Igreja esteve equivocada durante os últimos dos mil anos e se Deus mente. Existe ainda a fé católica, ou somos todos uma turba de ingênuos? E, talvez o mais premente, está o senhor, sua Santidade, ainda interessado em continuar sendo o Papa da única santa Igreja católica apostólica?

Não sei de ninguém que não se esteja cogitando de maneira privada ou sugerindo publicamente que este é o «princípio do fim» do pontificado bergogliano, mas como todos sabemos de sobra este precipício tem sido sua único derrota. E agora, depois de meio lustro de nossa guerra intestina fria e silenciosa, o precipício se encontra já à vista. Não importa com quanta cortesia se coloquem as perguntas ou se façam as entrevistas, o certo é que as alternativas ante o Papa são simples: retratar-se ou ser deposto. As perguntas, apesar do que ele parece crer, não podem ser contornadas. Se o Papa adere à religião católica? Tenta subvertê-la e implantar em seu lugar algo de seu próprio ideário e do de seus gestores? Permanecer em silêncio não é uma opção.

O próprio cardeal Burke deu um indício de quais seriam os passos próximos imprescindíveis, em uma declaração a Edward Pentin afirmou que: «Existe dentro da tradição da Igreja a prática da correção ao pontífice romano. Claro que isto é algo sumamente inusual; entretanto, se não há resposta a estas perguntas eu diria que, nesse caso, seria oportuno um ato formal de correção de um erro grave».

Isto é demasiado dizer que nenhum dos cardeais tem discutido publicamente a destituição, mas uma busca no Google revela que existe um crescente corpo de informação histórica, teológica e canônica que se tem feito disponível, e muita dela é recente, sobre depor um Papa por heresia. No momento, porém, somos todos uma família grande e feliz simplesmente dialogando e solicitando cortesmente uma «clarificação» de «erros». Assim mesmo, unicamente podemos augurar quem e quantos no episcopado o apoiam; ainda que se pudessem fazer conjeturas bem fundadas. Thomas Gullickson, o arcebispo estadunidense, canonista e núncio na Suécia e Liechtenstein, por exemplo, publicou em sua página de Facebook uma nota dizendo: «O Padre fez um excelente trabalho neste artigo». Isto foi sobre o já famoso artigo de 2014, para The Remnant, de Robert Siscoe intitulado Pode a Igreja depor um Papa herege? Tudo isto é, a meu ver, um sinal, donde os houver.

Ainda há muito trecho que recorrer. Um «erro», inclusive um erro grave, não é o mesmo que a heresia, e menos ainda que a heresia «pertinaz formal». Mas, Rorate Caeli e outros estão no certo quando afirmam que é assombroso e quase sem precedente que bispos ou cardeais se vejam obrigados a demandar que o Papa assevere, em efeito, que não está atuando deliberadamente para subverter a fé católica. Depois das excentricidades deste fim de semana, essa pista que nos tem dado o cardeal Burke do que se verão obrigados a fazer se não receber resposta do Papa merece ser sopesada com maior seriedade.

Qualquer que seja o resultado que se espera a longo prazo, cada passo se deve tomar com extremo cuidado. Demostrar a heresia formal —especialmente a de um Papa— é um assunto sumamente delicado; e para garantir que a história julgue que atuaram conforme

à verdade estes prelados não se podem dar o luxo de cometer nem um só erro. Isto, portanto, não é algo que se possa resolver em questão de semanas. E dado que os cardeais tornaram pública sua intervenção —manifestando que foi por causa de que o Papa recusou a responder— isso significa que nossos temores de que não se estava fazendo nada resultaram infundados, bendito seja Deus!

O que ocorrerá em diante é realmente a pergunta do momento, e esta se faz ainda mais patente dado o que sabemos da determinação deste homem de implementar sua agenda. Temos presenciado durante este crucial fim de semana que Francisco Bergoglio não tem a mais mínima intenção de alterar seu curso. Continua atendo-se a seu modelo habitual, dando respostas obliquas e de maneira extraoficial, em uma entrevista mais e sua conversa no consistório, empregando ambiguidades e insultos afiados e assumindo o papel da vítima. Seus porta-vozes prediletos têm ido ao extremo de insultar e ridiculizar abertamente aos cardeais e a sua missiva. Se eu me encontrasse entre estes últimos minha resposta seria simples: «Que assim seja então. Os senhores mesmos provocaram este dilema».

O que ocorrerá em seguida, portanto, não é difícil de discernir já que o processo seguirá os ditados de uma realidade que continuará avançamdo de acordo com o impulso de sua própria lógica. É comprovável ao afundamento do Titanic, a nave avançava a certa velocidade seguindo um curso específico aquela noite acoplado a um jogo de restrições ditadas pela física e as matemáticas. Avançava a uma velocidade específica, pesava certo número de toneladas, tinha uma longitude particular, o timão tinha um tamanho predeterminado que excluía outros desenhos, seu raio de giro era de uma amplitude exata, contava somente com um tempo limitado entre o momento de avistar o iceberg e alterar seu curso. Em resumo, para quando avistaram o iceberg já era demasiado tarde; os números são os números e não se podem alterar.

Chegamos ao ponto no que as decisões já têm sido tomadas e todos atos se consumaram, a Igreja é já simplesmente um projétil sujeito às exigências inexoráveis da lógica e a realidade, tal e como o Titanic estava sujeito às leis da física. Já se escolheram os bandos, as linhas de combate estão traçadas e as primeiras escaramuças têm tido lugar com os favoritos de Francisco atacando abertamente os bispos que defendem a autêntica fé católica. A partir desta semana a pequena guerra fria civil da Igreja católica, que tem acontecido desde 1965, tem aflorado em algo mais visível e sanguinário.

Mas, como já é costume neste pontificado, seu aspecto positivo é a claridade que nos brinda. Francisco Bergoglio passará à história como O Grande Clarificador sem importar que lhe responda e que não lhe responda ao cardeal Burke. Apesar de que a carta está dirigida ao Papa a Dubia dos cardeais em realidade é para a Igreja inteira, desde o Papa até os ocupantes dos bancos devem crer e professar o mesmo evangelho. Isto significa que as perguntas também estão dirigidas a todos os bispos e, amém da forma que tome a resposta do Papa, eles também deverão tomar a mesma decisão a favor ou contra Cristo. Se o único logro chega a ser esse, quando menos daqui em diante será sumamente fácil determinar quem é e quem não é um bispo católico. Da mesma maneira em que a intenção de Amoris Laetitia é ser um girassol para verificar adesão ao Novo Paradigma, a dubia dos cardeais presta o mesmo serviço em favor de Cristo.

Se todos os fatores se mantêm estáveis —ou seja, se Francisco não se arrepende e os cardeais não se amedrontam— o que ocorrerá, o que tem que ocorrer, é o seguinte:

—Bergoglio continuará sem responder permitindo que seus agentes falem por ele como até hoje. Continuará chamando «inimigos» e «detratores» a todo aquele que tente obrigá-lo a cumprir com sua obrigação.

—Os cardeais, após uma pausa, durante a que talvez poderiam emitir uma nova advertência, se verão obrigados a cumprir com seu dever e denunciar sua heresia pelo bem da Igreja e a salvação das almas. Isto deve ocorrer ainda que a única razão seja que os fiéis estão sendo conduzidos por este Papa ao precipício do pecado mortal.

—Depois da denúncia formal, portanto, o episcopado, o clero e o laicado ficarão divididos em dois grupos. A parte católica será muito pequena e, aos olhos do mundo, débil, impotente e insensata. A verdade da fé será sua única arma e escudo.

— O bando oposto contará com todas as instituições materiais da Igreja, todos seus recursos monetários, os benefícios psicológicos do patrimônio material de seus templos, escolas, universidades, hospitais, etc., além do poder político resultante do reconhecimento e o apoio do mundo secular e de todos aqueles que continuam fazendo-se chamar, católicos.

— Bergoglio demandará a aquiescência de todos os católicos por meio de suas ameaças e insultos habituais. Outorgará poderes a seus achegados a nível nacional para castigar a sacerdotes, seminaristas, mestres, professores universitários, et alii, se não se somam ao Novo Paradigma.

— Este afastamento possivelmente só poderá ser sanado através do que os canonistas chamam uma «sentença declaratória» estipulando que Bergoglio é um herege formal obstinado ou pertinaz e que é a causa de seus próprios atos pelo que perde o ofício do papado.

— O dever dos cardeais ficará claro: a Igreja católica não pode funcionar sem um Papa e se verão obrigados a convocar um conclave.

Que forma tomarão as coisas uma vez que se haja realizado o cisma? Seu aspecto poderia elucidar-se extrapolando a situação atual. A imensa maioria do mundo católico, leigo ou clerical, não tem problema algum aceitando o Novo Paradigma ou os novos conceitos de dualidade do Vaticano. A Igreja verdadeira seguirá consistindo de crentes, como sempre tem sido, mas já não terá edifícios. A realidade, aos olhos de Deus, será que o corpo maior consiste do que poderíamos chamar a seita bergogliana. Possuirão toda aparência de legitimidade e serão respeitados, ou quando menos aceitos, pelo mundo quem considerará ao grupo menor de objetores como nécios e «detratores».

A inevitabilidade deste resultado —salvo uma intervenção milagrosa, conversões ou a Parusia— se fez patente a todos aqueles que conhecem a fé desde aquele dia em que Walter Kasper deu sua palestra ao consistório em fevereiro de 2014. Este renomado herege traçou o curso que esta camarilha da «Sankt Gallen Mafia», da qual Bergoglio é um mero instrumento, tem seguido desde então e da qual nenhum de seus membros se tem apartado em absoluto. O Pe. Brian Harrison foi talvez o primeiro em descrever os acontecimentos com claridade; em uma carta a Robert Moynihan o Pe. Harrison adverte

«…da imensidade do perigo iminente e que promete perfurar, penetrar e fender em dois a Barca de Pedro, que ainda hoje se agita pavorosamente em um mar gelado e turbulento.

A pasmosa magnitude da crise doutrinal e pastoral oculta após o palavrório cortês da disputa entre eruditos prelados alemães escassamente se pode exagerar. O que está aqui em jogo é a fidelidade aos ensinamentos de Jesus Cristo que direta e profundamente afetam as vidas de centenas de milhões de católicos: a indissolubilidade do matrimônio».

O Pe. Harrison chega a fazer está predição não em virtude de um poder sobrenatural de clarividência mas simplesmente aplicando seu intelecto à realidade objetiva. A natureza da realidade dita que todo ato tem consequências lógicas inevitáveis. O fato é simplesmente que certos indivíduos querem deixar para trás a Cristo e que nós não podemos segui-los porque amamos a Cristo e não nos separaremos dele.

Agora, é necessário reconhecer que Francisco Bergoglio conta com várias opções e que é possível que as coisas não cheguem até as consequências extremas. Possivelmente estará relutante a encarar uma sentença de heresia; é difícil determinar com certeza, especialmente com a magnitude do que está em jogo, o que algum homem faria. Poderia ceder. É também possível que em um momento dado acedesse a afirmar a fé católica, ao menos publicamente.

Suponho que os cardeais lhe oferecerão a oportunidade de permanecer inativo e em silêncio; esta opção, por si só, seria um bálsamo bendito. Dessa maneira poderiam os cardeais assumir de fato o controle administrativo da Igreja e corrigir seus «erros». Isto quando menos daria fim à menor das crises: a bergogliana. A revolução ficaria, nesse caso, quando menos marcando o passo até que a conspiração encontrasse uma via nova, talvez com outro Papa. Isto, por suposto, faria mais difícil o trabalho de corrigir o problema principal em que Bergoglio é simplesmente o símbolo mais ameaçador.

Outra possibilidade é que cumpra com a ameaça que fez no curso de seu último ataque apoplético de cólera durante o sínodo passado. Nessa ocasião treze cardeais solicitaram com amabilidade que por favor cumprisse com sua promessa de um processo sinodal transparente e aberto; se diz que explodiu em uma xingamento gritando que os «jogaria todos fora». Em que seja esse o caso, os quatro cardeais seriam destituídos do Colégio e o mundo inteiro compreenderia claramente que Bergoglio não se retratará e de que nossas piores apreensões acerca de suas intenções são certas. Ao chegar a esse ponto ficaria a cada qual decidir se é este o homem que deseja seguir.

No entanto, tudo isto, se acaso ocorre efetivamente, pertence a um futuro próximo; devemos esperar para ver se é que Jorge Bergoglio tem ou não os brios para levar a cabo o plano dos revolucionários. Pessoalmente, eu aposto a que sim os tem. Narcisistas de seu calibre poucas vezes se retratam, inclusive por móveis estratégicos. No momento, entretanto, teremos que sofrer sua malícia e seu atrevimento ao rejeitar responder à dubia e continuar seus ataques através de seus chegados.

Nos tem traído até a margem mesma do precipício com uma campanha, meticulosamente orquestrada, de insinuações e ambiguidades, de avanços e retrocessos, de declarações que apenas aludem a heresia denunciável, de ofuscações, de deflexões e mentiras patentes. Suas piores atrocidades —particularmente suas blasfêmias— têm sido introduzidas «extraoficialmente» em comentários feitos «de improviso» em homilias, palestras em algum auditório ou em suas famosas entrevistas, sempre matizadas com uma piscadela e uma cotovelada. Continua, até ontem mesmo, praticando sua comprovada estratégia de permitir a seus subalternos inferir as conclusões pertinentes de suas ambiguidades, como se fossem um grupo de sacerdotes interpretando o oráculo de Delfos.

Isto, por suposto, também indica que o balão se encontra outra vez nas mãos dos quatro cardeais, ao resto de nós não nos resta mais que meter outro lote de pipocas no forno de micro-ondas. Preparar os rosários senhoras e senhores que isto vai longe.

Hillary White (Traducción de Enrique Treviño. Artigo original)

Tradução Frei Zaqueu

Créditos: Frei Zaqueu

O Cardeal Sarah manifesta sua preocupação pela grande confusão que reina no catolicismo

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Em una entrevista concedida ao semanário francês Homme Nouveau o cardeal Robert Sarah exterioriza sua preocupação pela grande confusão que reina no mundo católico, inclusive entre os bispos, acerca da doutrina da Igreja. 2/12/16 11:06 AM

(La Nuova Bussola/InfoCatólica) O cardeal se sente chamado a intervir como Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, porque a desorientação atual implica três sacramentos: o matrimônio, a Penitência e a Eucaristia. Segundo o Cardeal, a confusão que vivemos extrai sua seiva da falta de formação que, lamentavelmente, afeta a sus próprios irmãos no episcopado.

Sarah quer destacar que cada bispo, ele mesmo in primis, está vinculado à doutrina do matrimônio monogâmico indissolúvel, que Cristo restaurou a sua forma original e no que se encontra o bem do homem, a mulher, e os filhos.

Esta verdade não pode deixar de ter consequências a respeito da possibilidade de aproximar-se da Santa Comunhão: «A Igreja inteira se manteve sempre firme no fato de que não se pode receber a comunhão quando se é consciente de haver cometido um pecado grave, um princípio que tem sido confirmado definitivamente pela encíclica Ecclesia de Eucharistia de São João Paulo II». E o Cardeal prefeito acrescenta: «Nem sequer um Papa pode dispensar desta lei divina». Publicado originalmente em La Nuova Bussola Quotidiana

Traduzido por Néstor Martínez para InfoCatólica

Tradução Frei Zaqueu

Créditos: Airton Vieira de Souza

Ajudar a superar as dúvidas

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Tradução: Frei Zaqueu

Desde que a esquerda intelectual e progressista ditou que não há verdades absolutas, nem dogmas atemporais, nem critérios seguros de certeza, se impôs a DÚVIDA como algo necessário, conveniente e inclusive tonificante para a mente. Já Descartes advertiu que estava disposto a duvidar de tudo, menos de sua própria dúvida. Ficou um pouco curto, porque os teólogos modernistas que lhe acolitaram e superaram séculos depois, duvidam de tudo -inclusive de sua própria dúvida-, ainda que não duvidem de que o modernismo é o mais seguro para caminhar na dúvida. Assim o impuseram na Igreja. Totalmente, que a dúvida se instalou no pensamento como se fosse um okupa1 da mente. E aí temos estado e estamos. Tudo é relativo, tudo se pode expressar de forma relativa e duvidosa. Tudo se pode edificar sobre a diversidade e a inquietude. As perguntas absolutas sobram, porque a realidade mesma é relativa. Não aos dogmas nem às imposições. Não às certezas. Não a tudo. Sim ao não-a-tudo.

Mas sempre aparece alguém que não entende as coisas como são (em sua absoluta-relatividade). Resulta que quatro cardeais vêm agora com dúvidas (dubbia) acerca do dito em Amoris Laetitia. Mas como se atrevem? Com a clareza com que está escrita. É verdade que até agora não haviam verdades absolutas nem dogmas firmes, mas indubitavelmente a Amoris Laetitia vem dar o último toque (o definitivo) a todas as dúvidas sobre o amor matrimonial. Depois de Amoris, já não pode haver dúvidas, caramba! Como se atrevem?

Assim que Francisco se viu impelido a impugná-las. Leva vários dias lançando dardinhos, bandarilhas e zarabatanas contra os cardeais iracundos que se permitem duvidar. Porque neste caso, -saibam todos-, a dúvida não é já mostra de perfeição modernista ou de pensamento filosófico avançado, mas motivo de angústia e medo. Sim. Tanto o medo como a angústia são consequência da dúvida. A dúvida gera incerteza e esta desemboca em debilidade. Assim o tem expressado Francisco em sua catequese desta quarta, inflamado -sem dúvida-, por seu enfado monumental com os quatro indômitos e perturbadores príncipes da Igreja.

Tudo isto, dito pelo Pontífice a propósito das obras de misericórdia, com o frescor da doutrina bergogliana, que sempre traz ar fresco ao coração do cristão. Esta semana tocava aquela que diz: Dar bom conselho ao que necessita. Com total desfaçatez, chega a dizer que isso de dar conselhos aos que necessitam é um verdadeiro ato de amor para as pessoas desorientadas ou que têm dúvidas.

Dar bom conselho ao que necessita é um verdadeiro ato de amor para as pessoas que estão desorientadas ou têm dúvidas.

Ou seja, que não é bom o ter dúvidas e por isso é misericordioso aquele que tira das dúvidas aos pobres enredados na confusão de sua perplexidade. Assim mesmo o diz Francisco: Está bem que nos façamos perguntas acerca de nossa fé, se bem que há que superar as dúvidas. Pois é verdade: estou plenamente de acordo.

Mas não acabo de entender o raciocínio, como o expliquei hoje ao meu Superior depois das Laudes: Se estes pobrezinhos cardeais duvidosos expõem humildemente suas dúvidas a Bergoglio -autor e produtor executivo da Amoris Laetitia- não seria una maravilhosa obra de misericórdia de Francisco acudir imediatamente a tirá-los de sua dúvida e explicar-lhes claramente o significado de suas incertezas e dificuldades? Somente faz falta falar com claridade. Isto é o que parece mais sensato. E com maior razão em una pessoa que se enche a boca de misericórdia (ainda que já tenha terminado o ano dedicado a ela).

Aristóteles o poderia ter expressado assim em pura Lógica:

Há que ajudar aos que duvidam, dando-lhes o bom conselho que necessitam.

Há quatro cardeais que têm dúvidas.

Logo, há que dar-lhes um bom conselho a estes quatro cardeais.

Outro modo de expressá-lo:

Bergoglio diz que a dúvida causa o medo e a angústia.

Há quatro cardeais que têm medo e angústia, porque duvidam de que o conteúdo de Amoris Laetitia possa ser herético.

Logo, há que tirá-los quanto antes da dúvida, para não pensar que o Papa é herege.

É tudo muito fácil. Claro que o método que se lhe pede para sair da dúvida, consiste em dizer SIM ou NÃO. E isto é o pior que se lhe pode pedir a um modernista.

Como encerrar -dirá o modernista de turno-, em categorias absolutas algo tão dinâmico como a fé? O que há que fazer é que a fé seja vida, e assim já não há necessidade de tantas dúvidas. Ou seja, que enquanto a fé se desenreda das teorias (atenção ao termo) e se faz vida, tudo flui e a vida tem outra cor. Passamos do cinza bruno ao arco íris gay. E por suposto, isso faz com que se possa pôr a serviço dos mais necessitados. [Ao final sempre têm que sair os mais necessitados para arrematar o argumento]. Isto é o que disse Francisco, sem mais delongas:

Ademais, o Pontífice pediu que não façamos uma teoria abstrata da fé com a que se multiplicam as dúvidas, e convidou, melhor, a fazer da fé nossa vida, colocando-a em prática no serviço aos irmãos, especialmente aos mais necessitados. E então – disse o Papa ao concluir – tantas dúvidas se desvanecem porque sentimos a presença de Deus e a verdade do Evangelho no amor que sem nenhum mérito nosso, habita em nós para que o compartilhemos com os demais.

Ao fim de todo este imbróglio bergogliano, eu tenho uma só dubbia: Responderá Francisco aos Quatro da Fama? Acudirá veloz a tirar-lhes de suas dúvidas exercitando essa magnífica obra de misericórdia? Será capaz de dizer com claridade, o que disse com ambiguidade em sua já maltratada encíclica? Sairá em auxílio das dúvidas de muitos católicos que já têm expressado seus temores sobre a doutrina aberrante que (duvidam) exista nela?

Se diz que SIM, não haverá dúvida.

Se não responde, não haverá dúvida.

Se diz que NÃO, terá que buscar-se um mosteiro em Buenos Aires.

Sem dúvida.

Frei Gerúndio

Fonte: http://adelantelafe.com/ayudar-superar-las-dudas/

Creditos: Airton Vieira de Souza

Sobre a FSSPX , Prelazia Pessoal e Acordos

 

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Não há dúvida que o mundo tradicional deve-se muito à obra de Mgr Marcel Lefèbvre.
Não há dúvidas de que o seu fundador sempre deixou claro a adesão de sua obra ao Sucessor de Pedro, ” quando o mesmo se faz o eco das tradições apostólicas”.
Todavia também é verdade que TODAS as comunidades tradicionais que aceitaram acordos ( que aparentemente não se pedia nada em troca) terminaram por aceitar isso ou aquilo, mas sempre assumindo um OBSEQUIOSO SILÊNCIO quanto aos pontos de conflitos. Assumiram um ” ecumenismo teológico”
Acontecerá a mesma coisa com a FSSPX?
Caminhará ela pelo mesmo caminho que Campos trilha hoje?
O que de fato esses beneplácitos “sem nada exigir” exigem de fato?
Os bispos estão envelhecendo…e então veremos o que de fato acontecerá diante da necessidade de novas sagrações..
A esmola é grande, muito grande…

Pe. Marcélo Tenorio