Mais uma vez Aparições de Medjugorje Condenada pelo Bispo Diocesano

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ROMA, 01 Mar. 17 / 07:00 pm (ACI).- Dom Ratko Peric, Bispo de Mostar-Duvno, a Diocese na Bósnia-Herzegovina que inclui Medjugorje, manifestou em um artigo a sua opinião sobre o que está acontecendo em sua jurisdição, escreveu que “a Virgem Maria não apareceu em Medjugorje” e explicou uma série de pontos para justificar a sua afirmação.

O Prelado fez esta declaração duas semanas depois que o Papa Francisco nomeou Dom Henryk Hoser, Arcebispo-Bispo de Warszawa-Praga (Polônia), como “enviado especial” a Medjugorje com um objetivo pastoral.

Em um longo artigo, Dom Peric falou sobre as supostas aparições, não reconhecidas oficialmente pela Igreja Católica e cuja história começou em 1981neste povoado da antiga Iugoslávia, onde seis crianças disseram que viram a Virgem Maria.

O então sacerdote Tomislav Vlasic, atualmente retirado do estado clerical, se apresentou como o diretor espiritual dos “videntes” e assinalou que a Virgem os visitou pelo menos 40 mil vezes.

O Bispo de Mostar-Duvno, que em 2009 proibiu os párocos de promover estas “aparições”, recordou as investigações realizadas pela Igreja local e pela Santa Sé, desde o principio, entre 1982 e 1984 por uma comissão diocesana de Mostar, até o estudo encomendado pela Comissão da Congregação para a Doutrina da Fé entre 2010 e 2014 e a valorização da mesma congregação entre 2014 e 2016, estabelecida por Bento XVI.

“Acreditamos que tudo foi entregue nas mãos do Papa Francisco”, expressou e acrescentou que “a posição da cúria ao longo deste período foi clara e firme: não se tratam de verdadeiras aparições da Santíssima Virgem Maria”.

O Prelado indicou que, “embora muitas vezes se tenha dito que as aparições dos primeiros dias poderiam ter sido autênticas e que mais tarde seria acrescentada uma superestrutura por outras razões, na prevalência de não religioso, esta Cúria também promoveu a verdade a respeito destes primeiros dias” . Além disso, sempre procurou “informar à Santa Sé, especialmente aos Sumos Pontífices João Paulo II, Bento XVI e Francisco”.

Nesse sentido, a fim de apoiar a sua posição, o Bispo de Mostar-Duvno apresentou no texto “sucintamente uma série de pontos inerentes aos primeiros dias das ‘aparições’, pelas quais estamos profundamente convencidos do que afirmamos”.

Em relação ao primeiro ponto, o texto advertiu que era “uma figura ambígua”; uma figura feminina que “se comporta de maneira muito diferente da verdadeira Virgem”. “Ri de maneira estranha, desaparece diante de certas perguntas e depois volta; obedece aos ‘videntes’” e “não se sabe exatamente por quanto tempo aparecerá”, indicou.

Além disso, um dos videntes, Ivan Dragicevic, disse que percebeu no primeiro dia “um tremor” nas mãos da aparição. “Qual tremor? Tal percepção pode suscitar não só uma forte suspeita, como também uma profunda convicção de que não se trata de uma aparição verdadeira da Virgem Maria, mesmo que algumas pessoas digam que apareceu como tal no quarto dia”, indicou.

O Bispo também disse que as mensagens de Medjugorje são “estranhas”, porque “não há um objetivo nestas aparições, não se justifica a aparição, não foi deixada alguma mensagem específica para os ‘videntes’ e para os frades, além do convite a acreditar em toda a aparição, nem para os fiéis da paróquia ou para o mundo”.

Além disso, Dom Peric critica que tenha dito aos “videntes” que aparecerá quantas vezes eles quiserem.

Do mesmo modo, disse que, de acordo com investigações, ocorreu uma “coisa muito inusitada e grave: a aparição permite não só que alguns da multidão pisoteiem o seu véu estendido na terra, mas também que toquem o seu corpo”.

“Tais histórias de tocar o corpo da Virgem, seu vestido, de poder pisar no seu véu geram em nós uma sensação e convicção de que se trata de algo indigno, inautêntico e escandaloso. Aqui não entra a Virgem Católica!”, expressou.

Dom Peric disse que, “tendo em conta tudo o que foi examinado e estudado por esta Cúria diocesana, inclusive o estudo dos primeiros sete dias das pressupostas aparições, pode-se afirmar pacificamente: A Vigem não apareceu em Medjugorje! Esta é a verdade que sustentamos e cremos na palavra de Jesus, segundo a qual a verdade nos fará livres”.

Em uma carta de maio de 1998, a Congregação para a Doutrina da Fé, o então secretário Cardeal Tarcisio Bertone, respondeu algumas perguntas de Dom Gilbert Aubry, Bispo de Saint-Denis de la Réunion (França), a respeito da posição da Santa Sé e de Dom Peric sobre as aparições, peregrinações e trabalho pastoral com os fiéis que vão à Medjugorje.

O Purpurado disse que, em relação à credibilidade das aparições, o dicastério respeita o que disseram os bispos da antiga Iugoslávia na Declaração de Zadar, em 1991, de que “com base na investigação realizada, não é possível estabelecer que houve aparições ou revelações sobrenaturais”.

Do mesmo modo, sobre a posição de Dom Peric contrária às supostas aparições em Medjugorje, o Cardeal Bertone disse que “deveria ser considerada a expressão da convicção pessoal do Bispo de Mostar, que tem o direito de expressar como Ordinário do lugar, mas que é e continua sendo a sua opinião”.

Atualmente, o Papa tem em suas mãos o relatório da Comissão de Investigação sobre Medjugorje presidida pelo Cardeal Camillo Ruini, nomeada durante o pontificado de Bento XVI para investigar este assunto. O relatório concluiu seu processo na Congregação para a Doutrina da Fé e agora aguarda a decisão de Francisco.

Fonte: https://www.aciprensa.com/noticias/obispo-local-se-pronuncia-sobre-autenticidad-de-apariciones-de-la-virgen-en-medjugorje-1119

Luzes, lágrimas, muçulmanos agradecidos… os assombrosos sinais marianos na guerra da Síria

 

 

 

siria

ReL

10 dezembro 2016

Tradução Frei Zaqueu –

A situação dos cristãos na Síria segue terrível ainda que tanto sofrimento

não os tenha feito perder a fé, mas inclusive reforçá-la. Assim o explicou o arcebispo greco-católico

de Homs, Jean Abdo Arbach, recentemente em Madrid e Barcelona após ser convidado por Ajuda à

Igreja que Sofre.

Em uma conversa com a Fundação Cari Filii falou também do amor do povo sírio pela Virgem Maria,

incluídos muitos muçulmanos, assim como dos sinais que apontam a uma especial ação de Maria

naquela terra.

“Nossa região de Homs, com povoados como Qalamún, Malula -onde foram sequestradas umas

religiosas- ou Yebrud, sempre foi de uma grande devoção mariana e sempre tem contado com muitas

capelas dedicadas à Virgem”, explica o arcebispo, que fala espanhol porque durante vários anos foi

pároco dos católicos melquitas de Córdoba (Argentina).

Em Malula, também na diocese de Homs, os cristãos –maioria na cidade-, recolocaram esta imagem da Virgem Maria no alto da população após sua retomada das mãos dos jihadistas Missa em Yebrud sem eletricidade… mas com luz Em março de 2014 o exército sírio reconquistou Yebrud, que tinha sido durante 5 meses o feudo principal da facção rebelde da região de Qalamún, que incluía numerosos jihadistas. Jean Abdo Arbach, que era arcebispo de Homs desde janeiro de 2013, chegou ali em 9 março de 2014 para celebrar missa na capela da Virgem Maria da Salvação, padroeira da diocese. Como em quase todo o povo, não tinha eletricidade devido aos destroços da guerra. “Não tinha eletricidade… e no entanto eu notava algo, umas luzes que brilhavam durante a missa. Não só eu, as outras 70 pessoas que estavam comigo o notaram. E sem eletricidade”, assinala o arcebispo. Dois dias depois, de volta a Homs, o sacerdote de Yabrud lhe telefonou de noite para contar que a imagem da Virgem chorava, que tinha lágrimas. “Voltei a Yebrud para vê-lo. Ali a gente me comentava, que tinham visto as luzes e as lágrimas”.

O arcebispo Arbach de Homs e o bispo Dominique Rey, de Toulon (Francia), junto à nova imagem da Virgem de 7 metros colocada em Yabrud após sua retomada A Virgem, vestida de branco, nas montanhas Os cristãos de Yebrud contavam também histórias. “Diziam que uns muçulmanos tinham visto a Virgem Maria, vestida de branco, caminhando pelas montanhas que dominam à cidade”, muito visível desde o vale donde estão as vivendas. Em outra ocasião, o arcebispo celebrou missa em um povoado, e alguns dos chefes muçulmanos acudiram à missa. “Um destes chefes veio falar comigo, e me falou com devoção e agradecimento da Virgem. Me entregou um quadro que representava um soldado de joelhos, ante a Virgem Maria. Me disse que essa cena tinha passado em Yebrud na noite anterior à libertação. Depois consultei um sacerdote local e me disse que muitos muçulmanos tinham rezado, descalços, venerando à Virgem, que era algo que muitos sabiam ali”, explica o arcebispo. Uma grande imagem da Virgem substitui as destruídas Os jihadistas em Yebrud tinham destruído a Paróquia e os ícones da Virgem na praça onde sempre tinham estado. Nessa mesma praça ante a Paróquia os cristãos levantaram, após a libertação da cidade, uma estátua da Virgem de 7 metros de altura. “A dedicamos a Nossa Senhora da Paz”.

O arcebispo Arbach, revestido segundo o rito greco-melquita, mostra o ícone da Ressurreição: fonte de esperança e renascimento para os cristãos Em Yebrud a Padroeira é a Virgem da Salvação, representada em um ícone do século XVII que tem sua história milagrosa: uns bispos o trasladaram de uma capela a uma grande Igreja, mas no dia seguinte o ícone voltou milagrosamente à sua capela original, como que negando-se a deixar o lugar. Na zona há muita devoção também à Virgem da Paz, Padroeira da catedral de Homs. Devoção ao ícone milagroso de Soufanieh A população cristã de toda Síria é muito devota do ícone da Virgem de Soufanieh, em Damasco, cujos fatos milagrosos (lágrimas e suor de azeite curativo) têm sido aprovados oficialmente tanto pelo arcebispo católico como pelo ortodoxo. Este ícone pertence a um casal misto: Nicolás, ortodoxo, e Myrna, greco-católica. Foram testemunhas dos fatos de 1982 seus amigos e vizinhos muçulmanos. “A Virgem é a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja e Nossa Mãe; em maio rezamos cada dia e temos as orações marianas na Síria desde há muitos séculos. Os cristãos sírios a amamos com devoção”, conclui o arcebispo de Homs. Ela dá consolo nestes tempos duros. O arcebispo tem uma lista com nomes e sobrenomes de 420 cristãos que morreram mártires em sua diocese estes anos. E recorda que a cidade de Alepo há pouco contava com 200.000 cristãos e hoje apenas restam ali 30.000 entre grandes privações. (É possível apoiar aos cristãos perseguidos com donativos aqui na Ajuda à Igreja que Sofre)

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Fonte: http://www.religionenlibertad.com/luzes-lagrimas-muçulmanos-agradecidoslos-assombrosos-sinais-marianos-guerra–53646.htm

“O que tenhas que fazer, faze-o logo”

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MARCELO GONZÁLEZ

tradução frei zaqueu

 

E após o bocado (a Eucaristia), nesse momento, entrou nele Satanás.

Jesus então lhe disse: “O que tenhas que fazer, faze-o logo”.

João XIII, 27

Estamos vivendo um tempo de esperança.

O leitor habitual talvez possa surpreender-se. A Esperança é uma virtude sobrenatural que sustenta nosso desejo de ir ao céu e alcançar as promessas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Neste sentido, todos os momentos da história são de esperança.

Mas afastando-nos de certo modo da definição estritamente teológica, ainda que sustentados por ela, se pode falar da esperança em sentido mais humano: há etapas da cristandade de grandes triunfos. Para nós tudo isso pertence ao passado. Há séculos, a Igreja e a ordem social cristã vão retrocedendo, até chegar, nas últimas décadas à beira do abismo.

Sempre nos sustenta a Esperança sobrenatural, mas uma coisa é essa Esperança em si e outra encarnada nos fatos históricos, como por exemplo antes e depois da batalha de Lepanto. Antes era, talvez mais puramente, sobrenatural. Em seguida se converteu na prova tangível do poder de Deus para dirigir a história em um sentido contrário ao que todos previam, normalmente concedendo estes triunfos quando as causas segundas, isto é, o que o homem faz para alcançá-los, movem sua Misericórdia e lhe dão a vitória.

Aprofundando o vastíssimo tema que expõe Fátima, nestas vésperas do centenário, se tem a impressão de que os católicos em geral, os bons e fiéis, conhecem somente de um modo superficial o que ali se iniciou. E para muitos é uma devoção a mais. Mas não é assim.

Quanto mais se aprofunda, mais se adverte que Fátima é a inauguração dos tempos finais da história. Inclusive se em La Salette as profecias foram cruéis e explícitas: “Roma perderá a fé e se converterá na sede do Anticristo”. Fátima, cuja mensagem pode suspeitar-se hoje com fundamentos não ter sido completamente revelada, foi, sim, ratificada pela santidade extraordinária dos videntes (extraordinária inclusive se se a compara com os santos de toda a história no caso das crianças), pela certeza de suas profecias, pelo papel que tem tido como advertência para evitar a crise final da Igreja (a mensagem devia revelar-se em 1960) e pelo que ainda não se cumpriu, mas que no texto que irmã Lúcia nos deixou fica em forma assertiva: “Finalmente meu Coração Imaculado Triunfará”.

Promessa não condicionada. Como não foi condicionada a promessa de realizar o grande milagre, o do Sol, em outubro de 1917, ante crentes e incrédulos, piedosos e ímpios. Visto por dezenas de milhares de pessoas, em um raio de mais de 50 kms. Em torno da Cova da Iria.

Certamente, os milagres devem merecer-se. Nosso Senhor os realizou somente a pedido dos que humildemente podiam recebê-los ou por sua própria vontade, quando as multidões de pecadores punham sua esperança nesse extraordinário profeta que logo descobriram era o Messias, o Filho de Deus Vivo. “Tua fé te salvou”. “Vai e não peques mais”. Não realizou milagres ante Herodes, nem ante Pilatos nem muito menos ante os fariseus ao pé da Cruz.

Vivemos a Crucificação da Igreja. Se espera sua Ressurreição ainda que exista muitos momentos terríveis, sem dúvida, pelos que temos de atravessar.

Hoje, os planos de destruição da Igreja estão postos em xeque por diversas circunstâncias que pareciam impensáveis há alguns anos atrás. Tão impensável como que chegasse ao pontificado um personagem tão particular como Bergoglio. A quem curiosamente, em Buenos Aires, muitos católicos apodavam “Judas”, para escândalo de outros muitos.

Hoje esta impressão de um Bergoglio-Judas se tem estendido a todo o mundo. Não é só o pânico que reina na Santa Sé entre os membros dos dicastérios e comissões, de alto e de baixo nível. É também a espionagem (já praticada com frequência em Buenos Aires) dos professores das distintas universidades de Roma que devem alinhar-se sem reservas com a orientação de Amoris Laetitia, a grande pedra com a que tem tropeçado Francisco.

Os mesmos jornalistas, até as agências internacionais, que costumam guardar notável silêncio sobre estes temas, lamentam o destrato e a censura das preguntas que “não são amigáveis”, ou seja, as que se referem ao katejon, ao grande obstáculo para o triunfo da doutrina kasperiana com a que Francisco se tem embandeirado, exposto tão simplesmente por uns cardeais.

Que causou esta soçobra em Francisco e em seu entorno de confiança que o levou a dizer coisas impensáveis, como que os que se empenham em manter a doutrina tradicional e quem os apoiam são espiritualmente “coprófagos”. Sim, já o sabemos: as dubia dos quatro (ou seis, ou trinta segundo os últimos dados) cardeais que apoiam o direito de colocá-las e a necessidade de respondê-las.

Por que não respondê-las e já? Para que gastar tanta energia em insultar a quatro cardeais que pedem esclarecimentos doutrinais? Para que assinalar-lhes tão grosseiramente na imprensa mundial? Para que dedicar-lhes todo o discurso do Papa à Cúria Romana destes dias com motivo do fim de ano, que nesta ocasião se centrou exclusivamente na “resistência” a suas mudanças definida como uma tentação do Demônio?

O motivo é simplíssimo, como o é o Evangelho. Se Francisco responde no sentido kasperiano, fica exposto a ser declarado herege formal. Se responde em sentido tradicional, seus promotores e mantenedores o abandonariam à sua sorte. Os poderes do mundo, com os que tão bem se leva, não lhe perdoariam um passo atrás, nem por razões estratégicas. Talvez ele mesmo, ainda que pudesse, não estaria disposto a dá-lo.

Francisco está entre a espada e a parede.

Quanto mais demore em responder, maior será o poder da oposição a seus desvarios doutrinais. Mais tempo terão as forças conservadoras e tradicionais para articular uma pressão insuportável. O Card. Burke, com sua habitual serenidade, tem dito que considera conveniente fazer uma “correção fraterna” (apresentar um documento assinado por – quantos? – cardeais e bispos corrigindo os erros doutrinais de sua Exortação Apostólica e convidando-o a retratar-se deles. E também que o tempo adequado seria o de Epifania. Isto é, se lhe sugeriu um ultimatum.

A rejeição desta correção produziria um efeito jurídico. O papa Francisco passaria da heresia material à heresia formal, segundo a opinião dos mais respeitados doutores da Igreja através da história. Em seguida vem uma instância ainda discutida. Deve ser deposto? Deve se declarar sua renúncia ao ofício petrino por causa de sua heresia e como tal estabelecer que a Sede ficou vacante e proceder à eleição de outro papa? São as opiniões mais comuns dos doutores. O Card. Burke tem dado a entender que apoia a segunda opinião: deve se deixar o governo da Igreja em mãos de quem habitualmente substitui o Papa durante a transição da Sede Vacante.

Quem podia imaginar um conjunto de cardeais dizendo publicamente estas coisas apenas uns meses atrás? Esta novidadeira intrepidez –bendita seja!- se faz presente apenas a poucos meses do centenário de Fátima. Os tradicionalistas tem reclamado, ao menos a correção fraterna, desde há décadas, sobre matérias doutrinais gravíssimas.

A visão do Segredo de Fátima nos fala de dois bispos. Um que parecia ser o papa, outro que o era. Um deles é morto pelos inimigos da Igreja enquanto caminha pelas ruínas de uma cidade, em meio de cadáveres de clérigos e fiéis. Dois anjos proclamam a necessidade de “Penitência” três vezes, enquanto recolhem em distintos cálices o sangue dos mártires que procede dos braços de uma tosca cruz.

“Finalmente, Meu Coração Imaculado triunfará. O papa consagrará a Rússia, que se converterá. Será dado ao mundo um certo tempo de paz”.

Estamos entrando por fim nesse momento? Eu creio que sim. E isso é um motivo de alegria e esperança. Se para chegar a ele, como para chegar à Redenção, é necessário que alguém entregue Cristo às mãos de seus inimigos (algo que vem sucedendo há muito, mas mais claramente agora), e esse agente do mal é Francisco, “o que deva fazer, que o faça logo”. Se pelo contrário, sua retratação e seu retorno ao caminho da fé fosse um milagroso desígnio de Deus, e o motivo para que sofresse o martírio, também rogamos que faça logo o que deva fazer.

Esclarecimento. Os leitores inadvertidos podem pensar que estes fatos referidos são vaticanofição. Cada afirmação tem fundamento em notícias comprovadas. A imprensa em geral e a TV em particular, formadora da agenda das “coisas que passam”, tem guardado astuto silêncio sobre estes temas, ou os trata superficialmente com um olhar ignorante ou tendencioso. Os fatos, não obstante, parecem iminentes.

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Fonte: http://panoramacatolico.info/articulo/lo-que-tengas-que-hacer-hazlo-pronto

Tradução: Fr. Zaqueu

Sermão da Natividade de Maria Santíssima

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Não poderíamos deixar de lembrar com alegria e gratidão do dia de hoje; do dia em que nasceu Aquela que haveria de ser a Mãe do Salvador. Hoje a Igreja inteira celebra a festa da natividade da Virgem Santíssima; d’Aquela Mulher que, quando o mundo jazia no pecado, resplandeceu cheia de Graça iluminando-o com uma luz que ele não via há muito tempo. Iluminando-o com uma luz que era prenúncio da Luz do Seu Divino Filho.

Os diversos títulos da Virgem Mãe de Deus sempre me deixam admirados. Em particular, gosto de quando A vejo chamada “Stella Matutina”, Estrela da Manhã. Assim como esta estrela (Vênus, se não me engano) surge brilhante quando ainda é noite, assim a Virgem Santíssima surgiu ainda nas trevas do mundo. Como um sinal d’Aquele que estava por vir.

Que Ela também surja em nossas vidas, escurecidas pelo pecado; que seja a esta Senhora, Refugium Peccatorum, que nos apeguemos com confiança quando nossas almas estiverem em trevas. Que A recebamos com filial confiança, certos de que, d’Ela, mais uma vez, havemos de receber Nosso Senhor, havemos de receber a Graça capaz de transformar as nossas vidas. Antes que a Luz resplandecesse nas Trevas esta Estrela surgiu na escuridão dos Céus; e, tão certo como a aurora segue o aparecimento da Estrela da Manhã, também a Graça há de (re)nascer nas almas que permitirem que, nelas, resplandeça gloriosa a Virgem Imaculada. Que Ela nasça em nós, para que em nós Nosso Senhor possa nascer d’Ela. Que estejamos sempre muito unidos a Ela, a fim de estarmos unidos ao Seu Divino Filho.]

Mas o que sobretudo dificultava o entendimento de tantos e tão vários enigmas era ser um só o sentido de todos. E qual era? Era a prodigiosa Menina que hoje nasce, e o fim – e fins altíssimos – para que nasceu. Nasce (ide agora lembrando-vos, ou desenrolando as figuras) para ser Arca de Noé, em que o gênero humano afogado no dilúvio se reparasse do naufrágio universal do mundo. Nasce para ser Escada de Jacob, e não para que os descuidados de sua salvação se não aproveitassem dela, como o mesmo Jacob dormindo, mas para que vigilantes e seguros subam por Ela da terra ao Céu. Nasce como Vara de Moisés, para ser o instrumento de todas as maravilhas de Deus, e a segunda jurisdição [?], fama e alegria de Sua onipotência. Nasce para ser o verdadeiro e infalível Propiciatório, em que o Deus das vinganças, ofendido e irado, trocada a justiça em misericórdia, tenhamos sempre propício. Nasce para ser Trono do Rei dos Reis, o Salomão divino, ao qual Trono as três hierarquias das criaturas visíveis e as três das invisíveis servem de penha [?], não humildes como degraus por se confessarem sujeitas à Sua grandeza, mas soberbas como leões por acrescentarem altura à Sua Majestade. Nasce para ser Torre fortíssima de David, fornecida e armada de milhares de escudos tão próprios [?] e aparelhados sempre à nossa defesa, como seguros e impenetráveis a todos os tiros e golpes de nossos inimigos. Nasce para ser verdadeira Arca do Testamento, coroada com as duas coroas de Mãe e Virgem, dentro da qual não só se conservarão sempre inteiras as tábuas da Lei, mas esteve e está encerrado o Maná, que desceu do Céu, onde quotidianamente o podemos colher, por isso coberto e encoberto, mas não fechado. Nasce para ser Tabernáculo no deserto, e Templo em Jerusalém: Tabernáculo em que Deus havia de caminhar peregrino, e Templo em que havia de morar de assento, tão imóvel e permanente n’Ela como em Si mesmo. Nasce para ser não uma, senão as duas árvores famosas do Paraíso terrestre, a da vida e a da ciência; porque d’Ela havia de nascer o bendito fruto em que estão depositados todos os tesouros da ciência e da sabedoria de Deus, e o da vida da Graça no mesmo Paraíso perdida e por Ela restaurada. Nasce para ser em Seus passos como os daquelas duas colunas que guiaram o Povo escolhido à terra de Promissão: uma de nuvem para nos emparar e defender dos raios do Sol da Justiça, e outra de fogo para nos alumiar na noite escura desta vida até nos colocar seguros no dia eterno da glória. Nasce, enfim, para ser Vara de Jessé, de cujas raízes havia de nascer a mesma Vara Maria que hoje nasce, e a mesma flor Cristo Jesus que dela nasceu: Maria, de qua natus est Iesus.

[…]

Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus: Maria, de qua natus est Iesus.

[…]

Para entrar no Céu e para ir ao Céu basta guardar os mandamentos; mas uma coisa é poder entrar no Céu e, outra, ter e gozar no Céu um lugar e um trono muito alto e altíssimo, e este é o fim dos que na terra guardam os conselhos de Cristo. Lastimosa, e lastimosíssima coisa é que neste mundo todos queiram ser dos maiores, e só para o Céu nos contentemos com ter lá um cantinho: Si vis ad vitam ingredi…

Ora, Senhoras, para que o fim que vos espera no Céu seja não só alto, mas altíssimo (sendo certo que o grau em que lá havemos de ver e gozar a Deus se há de medir com a mesma ventagem [?] e excesso com que O servimos e amamos na terra), que exemplo vos proporei eu para imitar nesta primeira parte do mesmo fim? Estou quase certo [de] que nunca ouvistes deste lugar uma lisonja [como a] que agora vos direi. E qual é? Que para agradecerdes a Deus o terdes nascido neste mundo, imiteis a mesma Virgem Maria que hoje nasceu. E em quê? Naquele mesmo fim com que provamos ser digno das maiores demonstrações de festa, aplausos e alegria o dia do seu nascimento. O fim com que provamos esta verdade, não foi nascer Maria para dela nascer Jesus: Maria, de qua natus est Iesus? Pois este mesmo fim, e em próprios termos é a lisonja, que vos prometi dizer. Vede se pode ser maior. Vem a ser: que nenhuma filha de São Bernardo, pois é filha de tal Pai, se contente com menos [do] que com ser Mãe de Jesus. Nosso Pai São Bernardo, falando nesta matéria mais altamente que todos, disse com a eminência do seu espírito e juízo que, havendo Deus de ter Mãe, não era decente que fosse senão Virgem, e que havendo uma Virgem de ter Filho, não era também decente que fosse senão Deus. (…) Não é coisa logo alheia do estado virginal, ó Virgens consagradas a Deus, que cada uma de vós imite a Virgem das Virgens em ser Mãe de Jesus.

Pe. António Vieira, Sermão da Natividade da Mãe de Deus

Atualidade da mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres.

 

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Por Hermes Rodrigues Nery 

A sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oitenta anos das aparições.

Com “O Diário do Silêncio”, a escritora Ana Lígia Lira apresenta a mais completa obra sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças, no Brasil, ocorridas no pequeno povoado de Cimbres, distrito de Pesqueira, em Pernambuco, em 1936. A publicação do livro ocorre, portanto, próximo das comemorações dos oitenta anos das aparições, e com uma documentação inédita, de fontes primárias, com correspondências (especialmente as do Padre Kehrle, designado pelo bispo local a investigar o caso) e depoimentos que elucidam toda a história das aparições, como também da irmã Adélia, falecida em 13 de outubro de 2013 (na época, a menina Maria da Luz, uma das crianças a quem Nossa Senhora dirigiu suas palavras). Para o Padre Paulo Ricardo, a mensagem de Nossa Senhora das Graças de Cimbres “é bastante atual, principalmente para nós que vivemos num Brasil cada vez mais tomado pelo ideal do comunismo, do marxismo, porque foi exatamente aquilo que Nossa Senhora previu”1. Na verdade, a previsão foi a de que o Brasil seria tomado pelo comunismo e padeceria três castigos, evitados somente com a oração e a penitência. E que “o sangue correrá no Brasil”2.

Gostaria de me deter nesse artigo não tanto sobre os fatos em si da história das aparições (já abordados em relatos de outros autores), mas sobre alguns aspectos de conjuntura para auxiliar na compreensão da importância das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, especialmente nos dias de hoje, pois a sua mensagem é atualíssima, diante dos acontecimentos históricos que ainda estamos vivenciando, no momento em que comemoramos oito décadas das aparições.

Os três castigos

Os três castigos preconizados por Nossa Senhora das Graças, estariam, de certa forma, relacionados com as três tentativas de tomada do poder que os comunistas fariam no Brasil, ao longo desses últimos oitenta anos. A primeira delas, com a Intentona Comunista (1935), alguns meses antes das aparições em Cimbres. Depois, no governo de João Goulart, a segunda tentativa, que foi contida pelo regime militar (1964), especialmente na fase de combate às guerrilhas. E, em seguida, a terceira tentativa, com a redemocratização, na Nova República, principalmente nas gestões petistas, após 2003.

Nas duas primeiras tentativas, o sangue correu, assim como aconteceu nos países aonde o comunismo foi implantado. Na Intentona Comunista de 1935, vários defensores da pátria tombaram, dentre eles o herói-mártir da Polícia Militar, Luiz Gonzaga de Souza3. Também foram muitas as vítimas que tiveram o sangue derramado por terroristas e guerrilheiros comunistas na segunda tentativa, quando quiseram implantar a ditadura do proletariado no País, conforme depoimentos de conhecidas lideranças esquerdistas, que atuaram, naquela época4, reconhecendo que a luta contra o regime militar, inclusive por meios das guerrilhas, tinha como propósito a implantação de uma ditadura comunista5.

Mas, como bem destacou o Prof. Olavo de Carvalho, “o governo militar se ocupou de combater a guerrilha, mas não de combater o comunismo na esfera cultural, social e moral.”6 Por isso, criou-se o ambiente para a terceira e atual tentativa, ainda em curso, no Brasil, de complexa situação. Olavo de Carvalho explica que a parte da esquerda que não foi para a guerrilha, “se encaixou no esquema pregado por Antonio Gramsci, que é a revolução cultural, a penetração lenta e gradual em todas as instituições de cultura, mídia etc. Foi a facção que acabou tirando vantagem de tudo isso – até da derrota, porque a derrota lhes deu uma plêiade de mártires.”7 O fato é que a esquerda se apropriou de um discurso para se favorecer e buscar consolidar seu projeto de poder [daí a narrativa da controversa Comissão da Verdade], e até hoje, a base social aparelhada pela esquerda, de raiz filosófica marxista e até anarquista, continua como um barril de pólvora, num momento em que as forças conservadoras começam a reagir, sem saber como fazer, por estarem totalmente desorganizadas e sem estratégias e meios adequados para isso.

O processo de impeachment da presidente Dilma Roussef (ex guerrilheira no período do regime militar),  expôs a tensão desta terceira tentativa, cujos desdobramentos ainda são muito imprevisíveis. Terceira fase esta iniciada com a criação do Foro de São Paulo, em 1990 (por Fidel Castro e Lula), para viabilizar um projeto de poder totalitário, de integração regional latino-americana, a chamada Pátria Grande socialista. Projeto esse em que, antes da tomada do poder político, os comunistas buscaram criar uma base social aparelhada (seguindo a estratégia gramsciana), de aparelhamento das instituições, especialmente na área cultural, dos sindicatos, da imprensa, e até mesmo da Igreja Católica, se utilizando da teologia da libertação para influir e ampliar os setores progressistas dentro da instituição.

Com a eleição de Lula, em 2002, o PT alargou de modo desproporcional o aparelhamento do Estado, dando início à estratégia proposta pelo Foro de São Paulo, de fazer da democracia o método revolucionário, se utilizando inclusive de meios inteiramente amorais para captar recursos com volúpia desmesurada, não contando, porém, que seriam contidos nessa gula e obsessão de poder, pela Operação Lava Jato, o que ocasionou a gravíssima crise em que vivemos, aonde não sabemos ainda como a terminará.

Não é a toa que, durante o processo de impeachment, os maiores defensores da ex-guerrilheira Dilma Roussef vieram justamente do PCdoB (com Aldo Rebelo como seu Ministro da Defesa, Jandira Feghali na Câmara dos Deputados, Vanessa Graziotin no Senado, etc.). O fato é que a terceira tentativa de implantação do comunismo no Brasil está em fase já bem avançada. Depois das jornadas de junho de 2013, do pleito de 26 de outubro de 2014 e das grandes manifestações pró-impeachment de 2015-2016, cresceram as apreensões sobre como o Brasil poderá vencer essa nova batalha contra o comunismo, expresso não apenas no lulopetismo, mas em todos os demais partidos e movimentos sociais e culturais de esquerda alinhados com o projeto de poder do Foro de São Paulo.

E o que mais se teme, em tudo isso, é que novamente corra o sangue [conforme previu Nossa Senhora das Graças, em Cimbres], num momento que o País está dividido entre uma maioria conservadora e cristã [mas desorganizada], e uma minoria aparelhada que deteve o poder de decisão nos últimos treze anos [e muito bem organizada]. Tal tensão levou o Brasil a um impasse político sem precedentes. E muitas forças do internacionalismo de esquerda e também das fundações internacionais querendo intensificar a agenda antivida e antifamília, que já vem fazendo correr o sangue humano inocente, no ventre materno, com a difusão cada vez maior da cultura do aborto e tudo mais. Como ocorreu na União Soviética, quando o comunismo foi lá implantado.

“Os padres e os bispos sofrerão muito?”8

Nas aparições em Cimbres, na gruta do Sítio da Guarda, Nossa Senhora das Graças dissera às crianças: “virão tempos sérios”9, e dentre muitas coisas preditas, a confirmação de que o comunismo iria penetrar o Brasil, abrangendo todo o País (não no interior), e que tais coisas não viriam logo, mas que “os padres e os bispos sofrerão muito”10.

Nesse sentido e no contexto dos oitenta anos desde as aparições em Cimbres, cabe ressaltar que o sofrimento dos bons padres e bispos também está relacionado, de alguma forma, aos “erros da Rússia” espalhados pelo mundo, que não foram contidos, conforme pediu Nossa Senhora em Fátima aos pastorinhos, em 1917.

Como bem expôs  Valdis Grinsteins:

“Defensores do permissivismo moral, os comunistas aprovaram leis favorecendo o amor livre e o divórcio e, em 1920, durante o governo de Lenine, a Rússia foi o primeiro país do mundo a permitir o crime do aborto. O resultado dessa lamentável situação não tardou a aparecer: divórcios numerosos, trazendo como consequência famílias cada vez menores, nas quais o número de filhos era limitado em função da perspectiva de estabilidade do ‘cônjuge’, do trabalho, da moradia ou do capricho dos pais. Filhos abandonados ou entregues a orfanatos, dos quais fugiam depois para formar pequenos bandos de criminosos, logo se tornaram uma praga nacional. Uma geração que crescia sem conhecer o que fosse respeitar os outros. O crime chegou a tais níveis que, visando limitar seus efeitos, Stalin modificou a legislação em 1936, chegando a proibir o aborto. Como não houve nenhum arrependimento verdadeiro, mas apenas interesse político, pouco depois da Segunda Guerra Mundial o aborto voltou a ser introduzido na legislação comunista, bem como todos os outros ditos ‘avanços’. E a situação tornou-se ainda pior.”11

O comunismo, como um dos maus frutos do modernismo, adentrou dentro da Igreja, sob várias formas. E conforme advertira São Pio X, visou corroer, por dentro a sã doutrina católica. Os padres e bispos seduzidos pelo modernismo, anuíram com correntes de pensamento contrárias à fé, abrindo brechas para distorções e equívocos, agravados ainda mais pelo atual relativismo. Debilitar o cristianismo, especialmente a doutrina católica, foi estratégia dos comunistas, principalmente gramscianos para, por dentro da Igreja, promover a rebelião e a apostasia. Com isso, os bons padres e bispos foram encontrando dificuldades em defender a fé, num ambiente cada vez mais hostil à sã tradição católica. E mais: passaram também a difundir que o comunismo era coisa do passado, principalmente depois da queda do muro de Berlim e o desabamento da União Soviética, no Natal de 1991. Mas justamente na América Latina, e mais ainda no Brasil, com o Foro de São Paulo, o internacionalismo de esquerda instrumentalizou os setores progressistas da Igreja Católica para difundir os males do comunismo [com faces novas e diversificadas]. O próprio Fidel Castro, após o fracasso das guerrilhas no Brasil, entendeu que era preciso utilizar-se das estruturas e capilaridade da Igreja, para aparelhá-la por dentro, e propiciar assim a extensão da revolução cubana em todo o continente latino-americano, especialmente no Brasil. Para isso, foi utilíssimo espalhar a cizânia da teologia da libertação, gestada pela KGB, conforme revelou Ion Mihai Pacepa12.

Mas por que a Igreja não reagiu contra esta nova investida do comunismo? E por que o relativismo grassou de tal forma, minando toda e qualquer resistência na defesa da sã doutrina católica?

O Prof. Roberto de Mattei explica que um dos fatos relevantes para isso foi porque não houve uma condenação explícita do comunismo no Concílio Vaticano II (1962-1965), período em que se intensificou a segunda tentativa de implantação do comunismo no Brasil, detido – como dissemos – pelo regime militar.

O fato é que o Concílio foi “uma oportunidade extraordinária para as correntes progressistas”13 em que, em muitos aspectos, “a condenação do erro”14 deixou de ser vista como “uma obra de misericórdia”15. A nova forma de organização, através de conferências episcopais, especialmente a CNBB e o CELAM, contribuíram muito para afofar o terreno, em que foi possível emergir mais facilmente todas as tendências modernizantes. A não condenação do comunismo no Concílio favoreceu a instrumentalização dos setores progressistas da Igreja para a subversão da sã doutrina por dentro da instituição. Formou-se então uma rede cada vez mais fraterna de prelados progressistas, “entre bispos e teólogos europeus e latino-americanos”16, sob a liderança de Dom Hélder Câmara, rede esta descrita por François Houtart, o mesmo que, anos mais tarde, ministraria um curso no Partido Comunista cubano para convencer os militantes marxistas de que era possível conciliar cristianismo e socialismo, e que eles precisariam da estrutura da Igreja, para difundir essa concepção revolucionária.

Não faltaram apelos contra o comunismo durante o Concílio. Roberto de Mattei conta que “o arcebispo vietnamita de Hué, Ngô-Dinh-Thuc, por exemplo, definia o comunismo como ‘o problema dos problemas’, a mais importante questão do momento”.17 Mas empenhado na promoção do ecumenismo, e para garantir a presença do Patriarca de Moscou, que, na época, “estava  notoriamente  nas mãos do Kremlim”18, o Cardeal Bea conseguiu estabelecer “um acordo com base no qual o Patriarca de Moscou acolherá o convite pontifício se o Papa garantir que o Concílio se absterá de condenar o comunismo”19. E foi o que aconteceu. O Concílio se silenciou sobre a questão do comunismo, mesmo o Santo Ofício tendo reafirmado, em 1959, pouco antes, “a validade da excomunhão de 7 de janeiro de 1949, contra todo tipo de colaboração com o comunismo”20, pois já prevalecia, entre muitos altos prelados, de que “no fundo, os comunistas andam a procura da justiça e são gente que sofre”21. A partir dessa omissão e dessa nova mentalidade é que foi possível espalhar o cancro da teologia da libertação na América Latina, ainda quando se desejava impor o comunismo por meio da guerrilha.

“Quase” como na Espanha

Ao ser indagada se o sofrimento causado pelos castigos seria “como na Espanha” (que vivia, na época das aparições, o início da Guerra Civil Espanhola), Nossa Senhora respondera às crianças: “quase”.

Esse “quase” pode estar relacionado à posição do clero em relação à divisão ideológica que a Espanha viveu, ao longo da guerra civil (1936-1939), quando morreram milhares de pessoas, especificamente mais de seis mil religiosos. No entanto, o clero espanhol comparou a guerra contra o comunismo na Espanha, naquele período, como uma “cruzada moderna”22. O mesmo não se pode dizer do clero brasileiro atual, imbuído de relativismo, com um bom número de bispos conservadores (especialmente após o pontificado de Bento XVI), mas com padres e bispos progressistas em postos estratégicos de decisão, muitos alinhados ainda à esquerda, com paróquias e OnGs católicas (e até universidades como as PUCs) como base social aparelhada pelo lulopetismo. Dada a complexidade da situação, no cenário brasileiro atual, muitos padres e bispos se dizem impotentes para fazer qualquer coisa, e de se pronunciar a respeito. Por isso, se constata o silêncio e a omissão de muitos em relação ao permissivismo moral (especialmente da classe artística), evitando se posicionar ideológica e politicamente contra os governos petistas de Lula e Dilma Rousseff. Daí a posição de neutralidade da conferência episcopal em relação ao processo de impeachment, quando a maioria do povo brasileiro (conservador) foi às ruas clamando “Fora Dilma, Fora PT, Fora Foro de São Paulo”. Significativo foi o ato em que fiéis leigos ergueram após a missa de encerramento da 54ª assembleia da CNBB23, na Basílica de Aparecida, diante de todos os bispos que passavam em direção à sacristia, com os dizeres; “Por uma Igreja livre do PT e do comunismo”, imagem essa que teve um número enorme de curtidas e compartilhamentos nas redes sociais, comprovando assim (nesse aspecto) o sentimento da maioria do povo brasileiro, que clama por posições de pastores mais em consonância com a doutrina moral e social da Igreja, sem ambiguidades, mas de modo firme e cristalino, de modo especial contra o comunismo.

Nesse sentido, os três castigos preconizados por Nossa Senhoras das Graças, às crianças, em Cimbres, podem também estar associados (tendo em vista o que ocorreu durante a Guerra Civil Espanhola), a tais fatores e consequências:  1º) a divisão ideológica do País; 2º) a anarquia social provocada por instituições e grupos aparelhados; 3º) o derramamento de sangue. Mas o “quase” predito pode significar que é possível evitar as situações extremas de tais fatores e consequências, se principalmente as autoridades eclesiásticas exortarem o povo à oração e à penitência, e se, enfim, o comunismo for rechaçado mais explicitamente e condenado (recorrendo aos documentos já existentes da doutrina social da Igreja) por aqueles que tem o dever de orientar os fiéis católicos dos perigos que representam as correntes de pensamento e os partidos políticos que tem como premissa ideológica o ideário comunista. O clero, portanto, não pode estar omisso quanto a isso, para que tais fatores não acarretem tais consequências.

Os castigos previstos podem ser evitados com a oração e a penitência

Os oitenta anos das aparições de Nossa Senhora das Graças, em Cimbres, coincidem com o momento mais crítico da crise econômica e política que colocou em xeque o lulopetismo no País, podendo comprometer assim o projeto de poder do Foro de São Paulo e frear a terceira tentativa de implantação do comunismo. Por isso, se houve previsões de “tempos calamitosos para o Brasil”24, a Mãe do Céu dissera às crianças Maria da Conceição e Maria da Luz que os castigos previstos poderiam ser evitados pela oração e penitência. Esta exortação (em sintonia com todas os apelos feitos por Nossa Senhora, em La Salette, em Lourdes, em Fátima e em todas as demais aparições pelo mundo) indicam as armas pelos quais os cristãos devem se empenhar no combate ao mal. Assim como os cristãos venceram em Lepanto (1571), fazendo do Rosário a “arma da vitória”25, assim também foi a força do Rosário capaz de evitar o derramamento de sangue no difícil processo abolicionista, no séc. XIX, em que a Princesa Isabel fez triunfar a libertação dos escravos, com a Lei Áurea, vencendo também pela oração os desafios das turbulências políticas de sua época.

Nossa Senhora apresentou-se às crianças como “a Mãe da Graça”, e se veio “avisar ao povo que se aproximam três grandes castigos”26, também apareceu com o Menino Jesus em seus braços como “a Mãe do Céu”, “a Mãe de Deus”, para dizer também que é com a oração e a penitência que é possível desviar-se de tais castigos, invocando-a como Nossa Senhora das Graças, e apresentando ainda as devoções ao Coração de Jesus e a ela própria, como práticas para afastar tais males.

A leitura, portanto, de “O Diário do Silêncio”, de Ana Lígia Lira (competente pesquisadora e escritora), torna-se imprescindível para que conheçamos, em detalhes, o que ocorreu em Cimbres, e o quanto atual é a mensagem de Nossa Senhora das Graças, e a validade da sua exortação à oração e a penitência, para vencer a terceira (e mais complexa) tentativa de implantação do comunismo no Brasil.

Hermes Rodrigues Nery é coordenador do Movimento Legislação e Vida. Email: hrneryprovida@uol.com.br

Notas:

  1. https://padrepauloricardo.org/episodios/o-alerta-de-maria-para-o-brasil.
  2. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  3. http://museuvitimasdoscomunistas.com.br/saloes/ver/intentona-comunista-1935-
  4. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  5. https://www.youtube.com/watch?v=cP5PGY08vbs
  6. http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/olavo-de-carvalho-esquerda-ocupou-vacuo-pos-ditadura
  7. Ibidem.
  8. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  9. Ibidem.
  10. Ibidem.
  11. http://catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/B29467EA-3048-560B-1CD5958C0D784589/mes/Agosto2006
  12. http://www.acidigital.com/noticias/ex-espiao-da-uniao-sovietica-nos-criamos-a-teologia-da-libertacao-28919/
  13. Roberto de Mattei, O Concílio Vaticano II – Uma História nunca escrita. Porto, 2012, p. 167.
  14. Ib. p. 173.
  15. Ibidem.
  16. Ib. p. 189.
  17. Ib. 152.
  18. Ib. 147.
  19. Ib. pp. 149-150.
  20. Ib. p. 152.
  21. Ibidem.
  22. http://historia-portugal.blogspot.com.br/2009/05/guerra-civil-espanhola.html
  23. https://www.youtube.com/watch?v=Xi6WMq2cQq0
  24. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html
  25. http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br/2015/12/integra-da-palestra-princesa-isabel.html
  26. http://aparicoes.leiame.net/brasil/pesqueira.html

 

Fonte: http://nossasenhoradecimbres.com.br/2016/05/25/artigo-do-prof-hermes-rodrigues-nery-sobre-cimbres/

“Como Deus fez vynno d’agua”: uma deliciosa cantiga medieval cristã!

 

 

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As “Cantigas de Santa Maria” são um conjunto de 427 composições em galego-português, o antigo idioma que deu origem ao português contemporâneo e que, no século XIII, era a língua da lírica culta em Castela – hoje território espanhol.

A autoria das cantigas costuma ser atribuída ao rei Afonso X, o Sábio. Embora não haja comprovação de que ele seja o autor direto de todas, não restam dúvidas sobre a sua participação na composição de muitas delas.

Na cantiga que aqui apresentamos, a de número 23, relata-se como Santa Maria “mudou o vinho num tonel, por amor à boa dama da Bretanha“. Trata-se de uma lenda, é claro, mas que mostra como a piedade popular baseava boa parte do seu folclore e cultura nas devoções do cristianismo.

Ouça a cantiga acionando o seguinte vídeo, que também mostra a letra original em galego-português. Você pode acompanhar, logo abaixo do vídeo, uma versão do texto mais próxima do português dos nossos dias.

 

Fonte: http://pt.aleteia.org/2016/04/26/como-deus-fez-vynno-dagua-uma-deliciosa-cantiga-medieval-crista/

A SENHORA É MORTA

 

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A SENHORA É MORTA!

( Para 14 de Agosto)

Dorme Senhora, teu sono suave, cercada de encantos,
Dos anjos as vozes dolentes te embalam,
Dolentes também cá na terra, os sinos badalam;
Anunciam ao mundo: Senhora é morta!

Mas se dormes Senhora, morta não estais,
Se morta estivésseis, não haveriam cantos, e todos os encantos,
Já não existiriam…

Acaso morreu realmente a Mãe do Senhor?
Teu rosto é suave, fresca a face, Teus olhos entreabertos me fitam, não é ilusão!
Se morta estais, parece que dormes, e se não dormes de fato morreste?
Um tanto confuso, ainda mais admirado, de todo enlevado só posso pensar:
Morreu é fato, a Mãe do Senhor,
Provou na verdade da vida a dor.

Na morte no entanto, nada terreno a tocou.
Morreu a Senhora, a Mãe do Senhor,
Ferida na alma, aberta gozosa o dardo aceitou.
Se morreu é um fato, ninguém contradiz,
E responda a pergunta sobre esta morte aberta,

Morreu de que a Senhora, a Mãe do Senhor?
Outra morte não sofreria, esta Senhora: simplesmente morreu de amor!

Belíssimas Aclamações à Nossa Senhora do Carmo

 

Imaginemos a alegria das almas em purgatório quando no Sábado, lá, desce, Nossa Senhora do Carmo.

LETRA:

No ai entendimiento humano
que diga tus glorias hoy,
y solo basta desir
que eres la Madre de Dios.

A na na na na na na…

En la mente de Dios Padre,
fuiste electa para Madre
del vervo que se humano,
tomando en ti nuestra carne.

A na na na na na na…

Una eres en la substancia,
y en advocaciones barias ;
pero en el Carmen, refugio
y consuelo de las Almas.

A na na na na na na…

Tu manto en el purgatorio
es con que el fuego le aplacas,
a Él porque Madre te clama
y en Sábado lo rescatas.

A na na na na na na…

No tiene la criatura
otro auxilio si no clama,
pues por tus Ruegos se libra
de la Sentencia más Santa.

A na na na na na na…

Más y más misericordia
le muestras al que te clama ;
y pues que somos tus hijos,
llevanos a buestra Patria.

A na na na na na na…

El devoto fervoroso
que a celebrarte se inclina,
lleva el premio mas seguro,
como que eres Madre pía.

A na na na na na na…

Pues no habrá quien siendo esclavo,
al fin no se vea libre,
de las penas de esta vida,
si con acierto te sirve.

A na na na na na na…

Viva Nossa Senhora do Carmo!

 

 

 

 

A Estrela e o Sol: dois natais!

Pe. Marcélo Tenorio

E chegou a Noite Santa!

A noite! O Mistério da noite tão cantado pelos poetas, tão buscando pelos homens espirituais, tão vivido pelos enamorados.
A noite! A noite com seu silêncio quase que celestial…Um silencio que faz dormir, repousar os homens de coração cansado , quase esmagados pelo peso de seus fardos e dores.

A noite, com suas trevas que, quando não faz os juvenis perderem-se em seus pecados, realça com sua ausência de luz, as estrelas que brilham no horizonte azul, apontando para nós a eternidade a se avizinhar.
E, se a noite esconde o mal, o maldito, o perverso….também esconde o Santo, o Sagrado, o encoberto pelo mistério de Luz.

Num céu cheio de estrelas Abraão contava as tribos…A noite é testemunha que Deus o visitava.
À noite, só a noite viu Cristo no sepulcro. E a noite, só a noite é testemunha da Glória de um Cristo.
A noite só a noite viu Cristo descendo ao mundo. A noite é testemunha da chegada do Menino

Mas há uma Estrela que desceu antes da Aurora, uma Estrela que veio antes do Sol, menos que o Sol, mas geradora do Sol.
Desce do céu uma Estrela para descer de Deus um Menino.
Antes da Estrela guia conduzir os pastores à fonte de todo Amor, uma Estrela maior era anunciada a Adão após a queda, A Acaz, após a dúvida, à Isabel já fecunda.

E hoje, nesta Noite Santa, nas palhas do presépio, o Sol e a Estrela. O Eterno e a Eternecida. O Divino e a divinizada.
A Mãe e o Filho, a Estrela e o Sol.
Que Mistério de luz, que Mistério de Amor e de Dor!
Maria é essa Estrela que nos dá o Sol da justiça, o Esperado das nações. O Messias prometido, A Alegria de Israel.
Celebrar a chegada do Filho, também é celebrar o Sim da Mãe. Celebrar o nascimento do Filho é também regozijar-se pelo nascimento da Mãe.
Envolvidos nesta musicalidade sem igual, façamos coro aos anjos e deixemo-nos cantar, não com a boca, mas com os nossos cantares da alma. Cantares de gratidão à Mãe pelo Filho, ao Filho pela Mãe. Estrela que vem antes, para depois surgir, na aurora de nossa vida, o Sol da Justiça que não conhece ocaso.
Olhando para o menino e sua mãe, lembro-me de uma bela música do século XVII, com texto de Felix Lope de Veja y Carpio, fala justamente da Estrela que Precede o Sol, do Sol que existia antes da Estrela, mas que por Ela quer nascer numa noite fria, em Belém…

Essa música foi composta para homenagear a natividade da Virgem Maria e, por sua letra, e por sua profunda junção dos dois nascimentos, dos dois natais: o da mãe e o do Filho, deve servir para nós como uma reflexão …uma contemplação do Mistério que envolveu Maria em sua Conceição, manifestando-se plenamente na Noite Santa do Natal, com a chegada do Menino.

“Hoje nasce uma clara Estrela tão divina e celestial,
A alvorada mais clara e bela não lhe pode ser igual,
E sendo Estrela e Tal,
Que o próprio Sol nasce Dela,
O próprio Sol nasce dela
O próprio Sol nasce dela…

Imaculada Conceição cantada pelos demônios.

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Em 1823, dois sacerdotes dominicanos, Pe. Bassiti e Pe. Pignataro, estavam exorcizando um menino possesso, de 12 anos de idade, analfabeto. Para humilhar o demônio, obrigaram-no, em nome de Deus, a demonstrar a veracidade da Imaculada Conceição de Maria. Para surpresa dos sacerdotes, pela boca do menino possesso, o demônio compôs o seguinte soneto:

Conta-se que o Papa Pio IX chorou ao ler esse soneto que contém um profundíssimo argumento de razão em favor da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e nossa. Continue lendo