ROCK CRISTÃO: UM SOM, NADA CRISTÃO

         

                                                                                                                          Eder Silva *

O rock é uma expressão básica das paixões que, em grandes platéias, pode assumir características de culto ou até de adoração, contrários ao cristianismo.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI)
Baterias e guitarras seduzem a nova geração apaixonada pelas cacofonias do rock. As ditas bandas “católicas” e protestantes, unidas pelo mesmo pacto não racional em relação aos ouvintes, fazem multidões pularem e cantarem euforicamente com suas músicas melodicamente românticas e com letras sentimentais de caráter explicitamente anti-doutrinal. 

NOVAS LEIS PARA O ESTADO DO VATICANO



Reflexão do Pe. Lombardi sobre as novas normas vaticanas

CIDADE DO VATICANO, sábado, 1º de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Apresentamos, a seguir, a reflexão do Pe. Federico Lombardi, SJ, sobre as novas medidas emanadas pelo Motu Proprio do Papa para prevenir e contrastar as atividades ilegais no campo financeiro e monetário.
* * *
A publicação de hoje de novas leis para o Estado da Cidade do Vaticano e para os Dicastérios da Cúria Romana e os organismos e entidades dependentes da Santa Sé é um evento de relevante importância normativa, como também de significado moral e pastoral de amplo alcance. Todas as entidades ligadas ao governo da Igreja Católica e àquele seu “suporte” que é o Estado da Cidade do Vaticano são, a partir de hoje, inseridas, em espírito de sincera colaboração, no sistema de princípios e instrumentos jurídicos que a comunidade internacional está edificando com a finalidade de assegurar uma convivência justa e honesta num contexto mundial sempre mais globalizado; contexto em que, infelizmente, as realidades econômicas e financeiras são, não raramente, campo de atividades ilegais, como a reciclagem de dinheiro oriundo de atividades criminosas e o financiamento ao terrorismo, verdadeiros perigos para a justiça e a paz no mundo.
O Papa afirma, sem meios termos, que “a Santa Sé aprova esse empenho” da comunidade internacional “e com isso faz suas as regras” das quais ela se dota “para prevenir e contrastar” esses fenômenos terríveis. Desde sempre as atividades ilegais demonstraram uma extraordinária capacidade de insinuar-se e de poluir o mundo econômico e financeiro, e o seu desenvolver-se internacionalmente e o uso das novas tecnologias as tornaram sempre mais evasivas e capazes de mascarar-se, de modo que para defender-se tornou-se urgentíssimo constituir redes de controle e informação mútua entre as autoridades prepostas para a luta contra elas.
Seria ingênuo pensar que a inteligência perversa que guia as atividades ilegais não busque aproveitar justamente dos pontos fracos e frágeis por vezes existentes no sistema internacional de defesa e de controle da legalidade, para introduzir-se nele e violá-lo. Por isso, a solidariedade internacional é de importância crucial para a solidez de tal sistema, e é compreensível e justo que as autoridades nacionais de vigilância e os organismos internacionais competentes (Conselho Europeu e, em particular, o GAFI: Grupo de Ação Financeira Internacional contra a reciclagem de capitais) vejam com olhos favoráveis os Estados e as entidades que oferecem as garantias exigidas e imponham, por sua vez, vínculos maiores a quem não se adequa a essas.
Isso vale naturalmente também para a Cidade do Vaticano e as entidades da Igreja que desempenham atividades econômicas e financeiras. A nova normativa responde, portanto, ao mesmo tempo, à exigência de conservar uma eficaz operacionalidade das entidades que atuam no campo econômico e financeiro para o serviço da Igreja Católica no mundo, e, mais ainda, à exigência moral de “transparência, honestidade e responsabilidade” que, em todo caso, devem ser observadas no campo social e econômico (Caritas in veritate, 36).
A aplicação das novas normativas exigirá certamente muito empenho. Há a nova Autoridade de Informação Financeira cuja atividade deve ser iniciada. Existem novas obrigações a serem respeitadas. Novas competências a serem exercidas. Para a Igreja, delas só poderá vir o bem. Os organismos vaticanos serão menos vulneráveis diante de contínuos riscos que se correm inevitavelmente quando se maneja o dinheiro. Serão evitados, no futuro, aqueles erros que tão facilmente se tornam motivo de “escândalo” para a opinião pública e para os fiéis. Em suma, a Igreja será mais “crível” diante da comunidade internacional e de seus membros. E isso é de importância vital para a sua missão evangélica. Hoje, 30 de dezembro de 2010, o Papa assinou um documento de natureza para ele um tanto incomum, mas de grande coragem e grande significado moral e espiritual. É um modo bonito de concluir este ano, com um passo concreto na direção da transparência e da credibilidade.
(Com Rádio Vaticano)

PAPA PEDE AO MUNDO “AUTÊNTICO ESPÍRITO DE PAZ”



E aos cristãos, que não cedam ao desânimo nem à resignação
CIDADE DO VATICANO, sábado, 1º de janeiro de 2011 (ZENIT.org) – Em um mundo no qual os cristãos continuam sendo vítimas de ataques sanguinários, o Papa Bento XVI pediu um “autêntico espírito de paz” e a coragem de enfrentar as dificuldades.
Esta foi sua mensagem durante a homilia que presidiu na Basílica Vaticana hoje, solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, e Dia Mundial da Paz, recordando que esta última já se tornou uma “tradição consolidada” na Igreja.
“É bom iniciar um novo caminhar andando com decisão em direção à paz”, afirmou o Papa, querendo recolher “o grito de tantos homens, mulheres, crianças e idosos, vítimas da guerra, que é o rosto mais horrível e violento da história”.
“Diante dos trágicos acontecimentos que marcam a história, diante das lógicas de guerra que infelizmente ainda não foram superadas, somente Deus pode tocar o coração humano e assegurar esperança e paz à humanidade”, constatou o Papa.
A paz, sublinhou, “tem suas raízes no mistério de Cristo”, mas é também “um valor humano a ser realizado no campo social e político”.
Neste contexto, a humanidade “não se pode mostrar resignada à força negativa do egoísmo e da violência, não se pode habituar a conflitos que provocam vítimas e põem em risco o futuro dos povos”. 
“Diante das ameaçadoras tensões do momento, diante especialmente das discriminações, arbitrariedades e intolerâncias religiosas, que hoje agridem particularmente os cristãos, mais uma vez renovo o convite para que não cedam ao desânimo e à resignação”, declarou o Pontífice, exortando todos a rezarem para que “cheguem a bom fim os esforços realizados em toda parte para promover e construir a paz no mundo”.
Para levar a cabo esta “difícil tarefa”, acrescentou, “não bastam palavras”, senão que é necessário “o empenho concreto e constante dos responsáveis das nações, mas é sobretudo necessário que cada pessoa esteja animada pelo autêntico espírito da paz”.
O exemplo de Maria
Bento XVI prosseguiu sua homilia recordando que este Dia Mundial da Paz, comemorado cada ano desde 1968 em nome da Mãe de Deus, manifesta que esta paz, que é “dom messiânico por excelência”, chegou por meio de Maria.
Maria, afirmou o Papa, “é verdadeira Mãe de Deus, precisamente em virtude da sua total relação a Cristo. Portanto, glorificando o Filho, honra-se a Mãe e, honrando a Mãe, glorifica-se o Filho”. 
O título de “Mãe de Deus” celebrado pela liturgia “põe em relevo, sublinha a missão única da Virgem Santa na história da salvação: missão que está na base do culto e da devoção que o povo cristão lhe reserva”. 
“De fato, Maria não recebeu o dom de Deus só para si, mas para levá-lo ao mundo: na sua virgindade fecunda, Deus deu aos homens os bens da salvação eterna”; e Ela “oferece continuamente sua mediação ao Povo de Deus que peregrina na história, rumo à eternidade, como antes a ofereceu aos pastores de Belém”. 
“Ela, que deu a vida terrena o Filho de Deus, continua dando aos homens a vida divina, que é Jesus Cristo e seu Santo Espírito. Por isso, é considerada a Mãe de todo homem que nasce para a Graça e, ao mesmo tempo, é invocada como Mãe da Igreja”, concluiu o Papa.

O CANTO DO TE DEUM COM INDULGÊNCIAS PLENÁRIAS NO ULTIMO DIA DO ANO


Hoje, ao meio-dia, foi cantada a Missa da oitava de natal, no altar mor da Matriz de S. Sebastião, Campo Grande, MS.
Após a Santa Missa foi entoado o ” Te Deum Laudamus”.
 A Santa Igreja concede as Idulgências Plenárias a todos que,  às 12h do dia 31 de dezembro, cantarem ou rezarem publicamente este Hino de Louvor.
Presentes estavam muitos fiéis e muitas confissões foram realizadas.
Hoje ainda, às 21h haverá a exposição do Santíssimo e às 24h, a Bênção Solene do Santíssimo Sacramento.

…MAS DEUS REINA!


Caríssimos.

Salve Maria!

O ano chegou ao fim! Um dia chegará ao fim a  nossa vida sobre a terra. Cuidemos  de nossa salvação.
Mas enquanto aqui estamos marchemos pela  Igreja, tendo em nosso escudo o nome Dulcíssimo de Maria, pois ” DE MIL SOLDADOS NÃO TEME A ESPADA QUEM VIVE À SOMBRA DA IMACULADA”
A cada dia o mundo se paganiza, a sociedade renega Deus e O retira de seu trono. Os governos se aliam para guerrear contra a Mulher, mas a vitória já nos foi anunciada:” IPSA CONTERET”, Ela Esmagará!(Gen 3, 15).
Durante esse ano que morre tantas batalhas, tantas lutas, tantas vitórias, mas também tantas derrotas…Todavia, em meio as brumas, ecoa a promessa de Nossa Senhora de Fátima: ” Por fim o meu Imaculado Coração triunfará!”
Termina o ano.
Mas Deus reina.
Aprova-se o aborto com mais largueza no mundo,,,
Mas Deus reina.
Avançam os inimigos da Fé..
Mas Deus reina!
O Santo Padre é atacado..
Mas Deus reina!
A Igreja é perseguida….
Mas Deus reina!
As palavras de um papa abalam os alicerces do modernismo eclesiástico..e, avança o Estandarte da Cruz.
A “democracia” , no Brasil, tentou calar alguns bispos, mas eles gritaram mais alto que as pedras!…E até uma canção nova desafinou, mudando o tom, sem mudar a estrofe.
Morre o ano…
mas não a Esperança no Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Ele a honra, o império e o domínio pelos séculos dos séculos!

De olhos fitos na Santa Cruz, não esmoreçamos mas continuemos avante. Façamos a nossa parte!
Que esse blog seja para todos um instrumento de difusão da Verdade Católica que ilumina o mundo, pois
“Repetimos o que é da fé católica! Não copiamos o que é dos hereges”

Feliz Ano Novo!

Pe. Marcélo Tenorio

BLASFÊMIA!


“Campanha cria polêmica ao relacionar camisinha à hóstia”


Caríssimos,
Salve Maria
Terminamos o Ano assistindo essa Blasfêmia contra a nossa Fé Católica e contra toda a cristandade. A cada dia, a cada instante os governos se levantam mais e mais , num paganismo prático, afim de destronarem Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja. Que os governos estão a serviço da besta, isso é muito claro para nós, mas que fiquemos assistindo tudo isso emudecidos é uma traíção ao nosso batismo.
Agora é a Espanha..e amanhã, o Brasil? Ventos nos  indicam que sim….Aqui as coisas começam devagar, num velho “jeitinho brasileiro”…mas vai chegando através da conivência, da omissão e do silêncio “ecumênico” dos cristãos panteônicos.

É verdade que a Igreja triunfará, pois ” As portas do inferno não poderão vence-la”
Por hora cabe-nos o combate!
“Dai-nos Virgem Pura, FÉ, PUREZA E BRAVURA!”
Pe. Marcelo Tenorio

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Uma campanha do governo espanhol para incentivar o uso de preservativos vem causando polêmica no país ao relacionar as imagens de camisinha com as de uma hóstia.
Divulgada em cartazes, vídeos e outdoors, a campanha repete uma mesma foto de um sacerdote segurando primeiro uma hóstia e depois uma camisinha.
A iniciativa do setor jovem do partido socialista que governa o país foi lançada durante a semana internacional de luta contra a aids. “Bendita camisinha que tira a Aids do mundo” é o título oficial da campanha.
Blasfêmia

” CHEGA DE MISSA CRIATIVA. NA IGREJA SILÊNCIO E ORAÇÃO!”



Caríssimos,
Salve Maria!
Aqui está uma entrevista realizada pelo jornalista Andrea Tornielli com o Cardeal Prefeito da Sagrada Congregação para o Culto Divino, Sua Eminência Reverendíssima D. Antônio Canizares. Vale a pena a leitura.
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A liturgia católica vive “uma certa crise” e Bento XVI quer dar vida a um novo movimento litúrgico, que volte a trazer mais sacralidade e silêncio à Missa, e mais atenção à beleza no canto, na música e na arte sacra.
O Cardeal Antonio Cañizares Llovera, 65 anos, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, que enquanto bispo na Espanha era chamado de “o pequeno Ratzinger”, é o homem ao qual o Papa confiou esta tarefa. Nesta entevista a Il Giornale, o “ministro” da liturgia de Bento XVI revela e explica programas e projetos.
Como cardeal, Joseph Ratzinger havia lamentado uma certa pressa na reforma litúrgica pós-conciliar. Qual é a sua opinião?
A reforma litúrgica foi realizada com muita presa. Havia ótimas intenções e o desejo de aplicar o Vaticano II. Mas houve precipitação. Não se deu tempo e espaço suficiente para acolher e interiorizar os ensinamentos do Concílio; de repente, mudou-se o modo de celebrar.
Recordo bem a mentalidade então difundida: era necessário mudar, criar algo novo. Aquilo que havíamos recebido, a tradição, era visto como um obstáculo. A reforma foi entendida como obra humana, muitos pensavam que a Igeja era obra de nossas mãos e não de Deus. A renovação litúrgica foi vista como uma investigação de laboratório, fruto da imaginação e da criatividade, a palavra mágica de então.

Como cardeal, Ratzinger havia prognosticado uma “reforma da reforma” litúrgica, palavras atualmente impronunciáveis, mesmo no Vaticano. Todavia, parece evidente que Bento XVI a deseje. É possível falar dela?
Não sei se é possível, ou se é conveniente, falar de “reforma da reforma”. O que vejo absolutamente necessário e urgente, segundo o que deseja o Papa, é dar vida a um novo, claro e vigoroso movimento litúrgico em toda a Igreja. Porque, como explica Bento XVI no primeiro volume de sua Opera Omnia, em relação à liturgia se decide o destino da fé e da Igreja. Cristo está presente na Igreja através dos sacramentos. Deus é o sujeito da história, e não nós. A liturgia não é uma ação do homem, mas de Deus.
O Papa, mais que decisões impostas de cima, fala com o exemplo. Como ler as mudanças introduzidas por ele nas celebrações papais?
Acima de tudo, não deve haver nenhuma dúvida sobre a bondade da renovação litúrgica conciliar, que trouxe grandes benefícios para a vida da Igreja, como a participação mais consciente e ativa dos fiéis e a presença enriquecida da Sagrada Escritura. Mas além destes e outros benefícios, não faltaram sombras, surgidas nos anos seguintes ao Vaticano II: a liturgia, isso é fato, foi “ferida” por deformações arbitrárias, provocadas também pela secularização que desgraçadamente atinge também dentro da Igreja. Consequentemente, em muitas celebrações já não se coloca Deus no centro, mas o homem e seu protagonismo, sua ação criativa, o papel principal é dado à assembléia. A renovação conciliar foi entendida como uma ruptura e não como um desenvolvimento orgânico da tradição. Devemos reaviver o espírito da liturgia e para isso são significativos os gestos introduzidos nas liturgias do Papa: a orientação da ação litúrgica, a cruz no centro do altar, a comunhão de joellhos, o canto gregoriano, o espaço para o silêncio, a beleza na arte sacra. É também necessário e urgente promover a adoração eucarística: diante da presenção real do Senhor, não se pode senão estar em adoração.
Quando se fala de uma recuperação da dimensão do sagrado, há sempre quem apresente tudo isso como um simples retorno ao passado, fruto de nostalgia. Como o senhor responde?
A perda do sentido do sagrado, do Mistério, de Deus, é uma das perdas de consequências mais graves para um verdadeiro humanismo. Quem pensa que reavivar, recuperar e reforçar o espírito da liturgia e a verdade da celebração é um simples retorno a um passado superado, ignora a verdade das coisas. Colocar a liturgia no centro da vida da Igreja não é em nada nostálgico, mas, pelo contrário, é garantia de estar a caminho em direção ao futuro.
Como julga o estado da liturgia católica no mundo?
Diante do risco da rotina, diante de algumas confusões, da pobreza e da banalidade do canto e da música sacra, pode-se dizer que há uma certa crise. Por isso é urgente um novo movimento litúrgico. Bento XVI, indicando o exemplo de São Francisco de Assis, muito devoto do Santíssimo Sacramento, explicou que o verdadeiro reformador é alguém que obedece a fé: não se move de maneira arbitrária e não se arroga nenhuma discricionariedade sobre o rito. Não é o dono, mas o custódio do tesouro instituido pelo Senhor e confiado a nós. O Papa, portanto, pede à nossa Congregação promover uma renovação segundo o Vaticano II, em sintonia com a tradição litúrgica da Igreja, sem esquecer a norma conciliar que prescreve não introduzir inovações exceto quando as requererem uma verdadeira e comprovada utilidade para a Igreja, com a advertência de que as novas formas, em todo caso, devem surgir organicamente das já existentes.
O que pretende fazer como Congregação?

Devemos considerar a renovação litúrgica segundo a hermêutica da continudade na reforma indicada por Bento XVI para ler o Concílio. E para fazê-lo, é necessário superar a tendência de “congelar” o estado atual da reforma pós-conciliar, de um modo que não faz justiça ao desenvolvimento orgânico da liturgia da Igreja.
Estamos tentanto levar adiante um grande empenho na formação dos sacerdotes, seminaristas, consagrados e fiéis leigos, para favorecer a compreensão do verdadeiro significado das celebrações da Igreja. Isso requer uma adequada e ampla instrução, vigilância e fidelidade nos ritos, e uma autêntica educação para vivê-los plenamente. Este empenho será acompanhado pela revisão e pela atualização dos textos introdutórios de diversas celebrações (prenotanda). Somos conscientes também de que dar impulso a este novo movimento não será possível sem uma renovação pastoral da iniciação cristã.
Uma perspectiva que deveria ser aplicada também à arte e à música…
O novo movimento litúrgico deverá fazer descobrir a beleza da liturgia. Por isso, abriremos uma nova seção em nossa Congregação dedicada à “Arte e música sacra” a serviço da liturgia. Isso nos levará a oferecer, o quanto antes, critérios e orientações para a arte, canto e música sacras. Como também pensamos em oferecer o mais rápido possível critérios e orientações para a pregação.
Nas Igrejas desaparecem os genuflexóriosa Missa às vezes é ainda um espaço aberto à criatividade, são cortadas inclusive as partes mais sagradas do cânonComo inverter esta tendência?
A vigilância da Igreja é fundamental e não deve ser considerada como algo inquisitório ou repressivo, mas como um serviço. Em todo caso, devemos tornar todos conscientes da exigência, não só dos direitos do fiéis, mas também dos “direitos de Deus”.
Existe também o risco oposto, isto é, o de se crer que a sacralidade da liturgia depende da riqueza dos paramentos: uma posição fruto de esteticismo que parece ignorar o coração da liturgia…
A beleza é fundamental, mas é algo muito distintito de um esteticismo vazio, formalista e estéril, no qual se cai às vezes. Existe o risco de se acreditar que a beleza e a sacralidade da liturgia dependem da riqueza ou da antiguidade dos paramentos. É necessário uma boa formação e uma boa catequese baseada no Catecismo da Igreja Católica, evitando também o risco oposto, o da banalização, e atuando com decisão e energia quando se recorre a costumes que tiveram seu sentido no passado, mas que atualmente não têm ou não contribuem de nenhum modo para a verdade da celebração.
Poderia nos dar alguma indicação concreta sobre o que poderia mudar na liturgia?
Mais que pensar em mudanças, devemos nos comprometer em reaviver e promover um novo movimento litúrgico, seguindo o ensinamento de Bento XVI, a reaviver o sentido do sagrado e do Mistério, pondo Deus no centro de tudo. Devemos impulsionar a adoração eucarística, renovar e melhorar o canto litúrgico, cultivar o silêncio, dar mais espaço à meditação. Disso surgirá as mudanças…
( Tradução do Fratres in unum)

PAPA NA NOITE DE NATAL: HOMEM NÃO PODE REDIMIR A SI MESMO





Compõe uma oração para que acabe o tempo das “vestes manchadas de sangue”

CIDADE DO VATICANO, sábado, 25 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Na missa do Galo deste Natal, Bento XVI refutou o falso moralismo, segundo o qual o homem pensa que pode redimir a si mesmo, e mostrou como Deus, ao fazer-se Menino, foi ao seu encontro para que a humanidade pudesse descobrir o Amor.
Em sua homilia durante a celebração, que começou duas horas antes da meia-noite, o Papa explicou o significado do Natal, constatando que nele “fica superada a distância infinita entre Deus e o homem”; e compôs uma oração para pedir que termine a época da tirania da violência e das “vestes manchadas de sangue”.
Falso espiritualismo e moralismo
Ao explicar o mistério do Natal e da ação de Deus, o Pontífice convidou a superar dois extremos da vida espiritual. Em primeiro lugar, o de quem reconhece “apenas o agir exclusivo de Deus, como se Ele não tivesse chamado o homem a uma resposta livre e amorosa”. 
“Mas seria errada também uma resposta moralizante, segundo a qual o homem com a sua boa vontade poder-se-ia, por assim dizer, redimir a si próprio”, sublinhou.
“As duas coisas andam juntas: graça e liberdade; o amor de Deus, que nos precede e sem o qual não O poderemos amar, e a nossa resposta, que Ele espera e até no-la suplica no nascimento do seu Filho.”
“Deus precedeu-nos com o dom do seu Filho – afirmou. E, sempre de novo e de forma inesperada, Deus nos precede. Não cessa de nos procurar, de nos levantar todas as vezes que o necessitamos. Não abandona a ovelha extraviada no deserto, onde se perdeu. Deus não se deixa confundir pelo nosso pecado. Sempre de novo recomeça conosco.”
“Todavia espera que amemos juntamente com Ele. Ama-nos para que nos seja possível tornarmo-nos pessoas que amam juntamente com Ele e, assim, possa haver paz na terra”, disse.
Uma oração de Natal
O Papa afirmou que ainda que, com a encarnação do Filho de Deus, tenham surgido “ilhas de paz” – “em todo o lado onde ela é celebrada, temos uma ilha de paz, daquela paz que é própria de Deus” – também “é verdade que ‘o bastão do opressor’ não foi quebrado'”, segundo falava o profeta Isaías.
“Também hoje marcha o calçado ruidoso dos soldados e temos ainda incessantemente a ‘veste manchada de sangue'”, à qual fazia alusão o profeta do Antigo Testamento.
Por isso, o sucessor do apóstolo Pedro compôs esta oração para o Natal: “Senhor, realizai totalmente a vossa promessa. Quebrai o bastão dos opressores. Queimai o calçado ruidoso. Fazei com que o tempo das vestes manchadas de sangue acabe. Realizai a promessa de ‘uma paz sem fim’ (Isaías 9, 6)”.
E concluiu: “Nós vos agradecemos pela vossa bondade, mas pedimos-vos também: mostrai a vossa força. Instituí no mundo o domínio da vossa verdade, do vosso amor – o ‘reino da justiça, do amor e da paz'”.
No final da Missa, algumas crianças levaram a imagem do Menino Jesus ao portal de Belém preparado dentro da Basílica Vaticana. O Papa se recolheu em oração silenciosa diante da representação artística.

A MÃE, O MENINO E A NOITE

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Nossa Senhora do Ó e dos Ais
Pe. Marcelo Tenorio
Por esses dias estive em S. Paulo e lá pude assistir uma apresentação natalina dos jovens da  Montfort, na bela Igreja de S. Bento. Entre tantas peças executadas, uma chamou-me bastante atenção. Trata-se da canção “ Convidando está la Noche”, de Juan Garcia de Zéspedes, mexicano, falecido em 1678. Uma canção natalina,  com uma marcação que soa, a cada instante, como que um convite  ao júbilo, à alegria  pelo Menino nascido em Belém, mas ao mesmo tempo, um avanço, a cada estrofe em direção à cruz velada pelas luzes da noite santa.
Com  rápidos movimentos, numa sonoridade agradabilíssima, inicia-se a canção jubilosa, mas entre um verso e outro aparece sempre um “AY”, imperativo, peremptório.

Ay, que me abraso, ay! Divino dueño, ay!
Em la hermosura, ay! de tus ojuelos, iay!

A freqüente repetição do “Ai”, indica a exultação da Virgem Mãe, ao contemplar nas  palhinhas o Menino Deus, o Verbo que se fez carne. Fica  “pasma” quando da anunciação do Anjo, em sua casa, em Nazaré. Ela que nada desejava a não ser Deus mesmo, recebe a visita do céu e um comunicado solene: “serás Mãe!” e “ o Espírito santo descerá sobre ti”. A criança  “chamar-se-á Emanuel, que quer dizer: Deus conosco,” Deus entre nós, Deus para nós. Que suspiros! Que “Ais” não pronunciaram os lábios fecundos da Virgem Mãe? Na casa de Isabel esses “ais” vieram em canto. Diante da mudez daquele que duvidou, canta Aquela que “ acreditou no que da parte do Senhor lhe foi dito” – e um Magnificat fez-se ouvir do alto das montanhas.
Lembrei-me de Nossa Senhora do “Ó”, que aparece no Advento, sobretudo no tempo alto, de 17 a 23, quando se entoam as  belas Antífonas do “Oh”. Ela que, acolhendo o Mistério da Encarnação em si mesma, fica “maravilhada” diante do sinkatábasis de um Deus que vem. Silencia  e contempla espantada Aquele que a gerou: “ tu quae genuisti, natura mirante, tuum sanctum Genitorem..”

Canta Santo Afonso em sua novena de natal:

    “Recebe, Virgem Maria, no casto seio materno, dos céus o Verbo Divino vindo da boca do Eterno.
Fecunda, a sombra do Espírito do alto céu te ilumina, para gerares um Filho de natureza divina.
A porta santa do templo eternamente fechado, feliz e pronta se abre, somente ao Rei esperado.”

A canção também nos revela um outro “Ai”, aquele predito por Simeão: “ E quanto a vós, Maria…..um gládio transpassará o vosso coração.”(Lc 2 34,45). É a hora do gládio que esses “Ais” indicam…apontam para cruz…O “Ai” da Mãe,..tem o eco do “Ai” da profecia que silenciosamente caminha  ao seu lado…E assim Ela contempla a sua criança…., o cordeiro para o sacrifício…Essas mãos que a mãe beija, um dia se abrirão cravadas no madeiro, num abraço eterno e único à toda humanidade. Os pequeninos pés que a Mãe afaga, um dia serão ungidos com os aromas da urna de alabastro. A cabecinha que repousa em seu seio, um dia penderá, sem vida no seu colo. Assim a Virgem observa o pequeno Redentor..Em seu peito um coração humano que pulsa, o lado que lhe será aberto  – “pie pelicane” – para Vida do mundo.

Ay, que su madre, ay! como en su espero, ay!
mira em su lucencia, ay! sus crecimientos, iay!

E a festa começa. Os pastores chegam! Os magos se apressam! As multidões angélicas cantam….presentes são oferecidos….o Menino é adorado.

Ay, que la gloria, ay! del portaiiño, ay!
ya viste rayos, ay! si arroja hielos, iay!

A cena  nos lembra aquela do ícone do Perpétuo Socorro. O menino nos braços da Virgem,  docemente confortado ante o susto, que  o faz agarra-se mais à sua Mãe. No susto quebra-lhe uma das sandálias. E o que vê a criança? Vê dois anjos que lhe mostram a cruz e os  cravos do martírio.

“ Pero el chicote, ay! a um mismo tiempo, ay!
llora y se rie, ay! qué dos extremos, iay..”

Era o querido professor Fedeli que apreciava muito esta canção justamente pela  melodia e pelos “ais” . Eles lembram o “Vai”, que a mãe certamente disse ao filho, impulsionando-o à missão. O “ai” com o “vai”- acredito que aqui está toda beleza que nos leva a contemplar Nossa Senhora, nesta noite Santa de Natal. Ela ,por graça, foi isenta das dores do parto, mas não da dor do gládio. E sua maior dor será justamente esta: não descer tanto quanto seu Filho. Ele desce no mistério da Encarnação e continuará descendo até o extremo na cruz. E Ela desce  também com Ele.

 Na manjedoura Ela está!..Olha para o Filho e no “ai” de sua dor extrema que prevê o porvir,  exclama: “Vai, meu filho, vai!”…
Assim acontecerá também quando do encontro, no templo, ao escutar palavras misteriosas “ Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas do meu Pai?”(Lc 2, 49)…A Virgem, silenciada, no coração lhe dizia: “Vai, filho, vai! Á Belém, à Galileia, a Cafarnaum, Vai!…Vai a  Jerusalém e lá ofereça o peito para o rasgão bendito!..”
É este o Mistério que celebramos: o Mistério de amor  e de dor, do “oh” e dos “ais”.

Entre as luzes de Natal e os “glórias” dos anjos, entre o ouro dos reis e o incenso dos sacerdotes, encontra-se em algum lugar…também a mirra…
E o galo canta. E as velas são acesas. E a missa começa. A criança está pronta! Vai o cordeiro ao sacrifício…

“Mas o Menino, Ai! Ao mesmo tempo, ai!
Chora e rir, ai! Que dois extremos, ai”

Letra da  canção: