BISPOS FALARÃO NO PARLAMENTO EUROPEU SOBRE CRISTÃOS NO IRAQUE ATUAL


ESTRASBURGO/BAGDÁ, quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 (zenit.org) – Uma delegação de bispos iraquianos ilustrará a situação dos cristãos em seu país, nos dias 14 e 15 de dezembro, no edifício do Parlamento Europeu de Estrasburgo, diante dos membros da câmara.

“Queremos que a Europa e o Ocidente pressionem o governo iraquiano para que garanta os direitos dos cristãos e das minorias religiosas”, disse o arcebispo de Mossul dos Sírios, Dom Basile Georges Casmoussa.
Conforme relatado pelo L’Osservatore Romano na terça-feira, a delegação será composta pelo arcebispo Casmoussa, pelo vigário patriarcal caldeu de Bagdá dos Sírios, Dom Matti Shaba Matoka, e pelo vigário patriarcal caldeu de Bagdá, Dom Shlemon Warduni.
O arcebispo Casmoussa explicou que “nós não queremos fugir e deixar o Iraque; queremos continuar vivendo aqui, mas em paz”.
“Agradecemos a todos os países dispostos a aceitar os cristãos iraquianos em fuga, mas esta não é a solução”, disse ele.
Segundo o prelado, “não se pode aceitar esta situação” de violência no país. “Para ajudar os cristãos no Iraque – disse ele -, é necessário garantir a segurança, poder professar a fé livremente e ir sem medo aos lugares de culto.”
A iniciativa dos bispos de ir a Estrasburgo é parte de uma série de ações destinadas a sensibilizar a opinião pública e as instituições internacionais sobre a violência anticristã no Iraque.
Prêmio a Dom Sako
Por outro lado, o arcebispo de Kirkuk dos Caldeus, Dom Louis Sako, recebeu ontem, na sede da Conferência Episcopal Francesa, em Paris, o Prêmio Internacional da Paz 2010, patrocinado pelaPax Christi International.
Para este movimento internacional católico, Dom Sako “é um dos mais importantes defensores das minorias em risco no Iraque e um forte advogado no difícil processo de democratização e de reconciliação no Iraque”, segundo indica em um comunicado.
Dom Sako recebeu o prêmio não apenas como algo pessoal, mas como um reconhecimento do Iraque, em particular para os cristãos no país.
Falando à Rádio Vaticano, o prelado disse que, “sem diálogo, sem essa cultura de abertura à paz e ao respeito pelos outros, não há soluções, somente barreiras”.
Ele também salientou que o prêmio surge às vésperas do Natal e depois da celebração da festa do sacrifício dos muçulmanos.
A este respeito, explicou: “Para nós, o Natal é a celebração da paz, e a mensagem do céu é ‘paz na terra'”.
“A paz é uma condição necessária de nossas vidas, uma necessidade – afirmou. Todos nós somos chamados a ser construtores de paz.”
Em sua opinião, “este prêmio incentiva todos os cristãos e todos os iraquianos a buscar a paz, promover a estabilidade. Sem paz, não há vida, não há liberdade, não há dignidade!”.
Ajudas
Enquanto isso, os cristãos no Iraque estão recebendo ajuda espiritual e material de diversas organizações e instituições, como de Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que disponibilizou € 15.000 para as vítimas do massacre de 31 de outubro na catedral siro-católica de Bagdá.
Esta entidade caritativa também vai enviar mais € 10.000 aos cristãos que fugiram de Bagdá, para as cidades iraquianas de Kirkuk e Sulaymaniyah.
À diocese de Zakho, no norte do Iraque, AIS concedeu € 25.000 para fornecer alimentos a centenas de famílias cristãs.
As irmãs caldeias da Congregação das Filhas de Maria Imaculada distribuirão tais ajudas.
O arcebispo de Erbil, Bashar Warda, agradeceu à organização por seu apoio contínuo e explicou que os cristãos vivem com medo, temendo assistir à Missa aos domingos e até mesmo ficar em suas casas.
Segundo o prelado, o valor das propriedades dos cristãos diminuiu e muitos fiéis de baixa renda temem ir para outro local, pelas dificuldades em encontrar emprego, moradia e escola para seus filhos.

BENTO XVI E A REFORMA PENAL CANÔNICA



VATICANO, 02 Dez. 10 (ACI) .- O Secretário do Pontifício Conselho para os Textos LegislativosDom Juan Ignacio Arrieta, detalha em um extenso artigo como o então Cardeal Ratzinger e agora Papa Bento XVI foi e é a alma e artífice da reforma penal na Igreja Católica para enfrentar uma série de delitos graves, incluindo os abusos sexuais cometidos por alguns membros do clero.

O MOVIMENTO PRÓ-ABORTO E A MENTALIDADE PSICOPÁTICA



Quando leio as palavras de líderes pró-aborto como a psicóloga colombiana Florence Thomas, que chama os bebês em gestação de “tumores” e diz que são humanos apenas se a mãe deles os quiser, uma pergunta inquietante vem à mente: qual é, essencialmente, a diferença entre esse tipo de perspectiva, tantas vezes expressa pelos abortistas, e a definição clínica de “psicopata”?
Embora a imagem convencional de um psicopata seja a de um assassino serial, ou um louco perigoso trancado num asilo, os psicólogos nos dizem que tais indivíduos representam apenas uma pequena minoria daqueles que se encaixam na categoria de “psicopata”. Aliás, dizem-nos, nossa sociedade contém um número maior de psicopatas do que podemos suspeitar, e os psicopatas podem até ocupar, em números desproporcionais, posições de importância no mundo dos negócios, governo e outras importantes áreas.
Embora os psicopatas sejam teoricamente capazes de cometer assassinato e outros atos de crueldade sem remorso, a definição de psicopata é muito mais ampla do que a imagem evocada pela cultura popular. De acordo com os profissionais de saúde mental, um psicopata é alguém que fundamentalmente não tem empatia humana, vendo outros seres humanos como meros objetos de manipulação. Os relacionamentos de um psicopata são tipicamente superficiais e fluídos, e são muitas vezes sexualmente promíscuos. O psicopata tem uma personalidade basicamente egoísta e egocêntrica, incapaz de transcender seu próprio senso pessoal de si para reconhecer a dignidade dos outros.
Os psicólogos estimam que até quatro por cento da população se encaixam na definição de “psicopata”, estendendo-se desde as manifestações mais mansas, que são incluídas na ampla categoria de sociopatia ou desordens de personalidade antissocial, até os casos mais extremos de assassinos seriais. Eles muitas vezes são capazes de enganar os outros com uma aparência de sanidade e moderação que esconde sua natureza basicamente predatória.

Movimentos “psicopáticos”

O número de quatro por cento, se acurados, indica que os Estados Unidos incluem uma população de mais de doze milhões de psicopatas ou sociopatas, e globalmente o número teoricamente chegaria às centenas de milhões. Essa estatística surpreendente inevitavelmente traz a pergunta: é possível que os psicopatas se agrupem em movimentos baseados em suas inclinações comuns? A História sugere que isso pode ocorrer. Aliás, isso realmente acontece.
O clássico candidato para um “movimento psicopático” é o dos nacionais socialistas ou Partido Nazista, que assumiu o governo da Alemanha na década de 1930 por meio de uma série de catástrofes econômicas e decisões ineptas da elite política alemã. O próprio Adolf Hitler havia sido diagnosticado, depois de sua morte, com tendências psicopáticas, e muitos nazistas exibiam sintomas do mesmo problema. Além disso, embora a maioria dos nazistas e dos alemães que tenham cooperado com eles não tivessem provavelmente sido psicopáticos de acordo com os padrões clínicos, o movimento como um todo parecia ser baseado numa mentalidade essencialmente psicopática que descartava seres humanos como mera forragem para as aspirações raciais do Estado alemão.
As mesmas tendências se encontram em outros movimentos de massa que apareceram no século passado, principalmente o marxismo, que deixou um número sem precedentes de dezenas de milhões de mortes por execução e fome provocada a fim de alcançar suas finalidades políticas. De novo, embora seja improvável que a maioria dos marxistas fossem psicopatas clínicos, o movimento deles repetidamente originou regimes que se conduziram precisamente do jeito que se esperaria dos casos mais extremos dos que sofrem desse problema.

A mentalidade perturbada do movimento pró-aborto

À luz da definição clínica de um psicopata, e das manifestações históricas dos movimentos “psicopáticos”, é difícil evitar a comparação entre psicopatia e a perspectiva que é abertamente expressa por muitos líderes no movimento pró-aborto global.
Florence Thomas é só um exemplo do modo perturbado de pensar que parece caracterizar os líderes pró-aborto. A comparação que ela fez de seu próprio bebê em gestação como um “tumor”, isto é, um pedaço adoecido de tecido, não só não tem base científica, mas também indica uma mente que está indisposta, ou talvez incapaz, de se transcender e se identificar com a humanidade do outro. A afirmação dela de que um feto é somente humano se for desejado pelos pais é quase uma caricatura do egocentrismo, insinuando que os desejos pessoais de alguém conferem dignidade e direitos às outras pessoas. A conclusão de Florence flui inevitavelmente de suas premissas; ela crê que as mulheres precisam ser livres para matar seus bebês em gestação por qualquer motivo, a fim de preservarem sua “liberdade”.
O modo de raciocinar de Florence é ecoado em todos os movimentos antivida e antifamília de nossa época. Margaret Sanger, a fundadora do moderno movimento de controle da natalidade, falava com a retórica horripilante da eugenia quando repudiava crianças que são “indesejadas” por seus pais, referindo-se a elas como “lixo humano” em seu livro de 1920 “Women and the New Race” (As mulheres e a nova raça).
“Toda e qualquer criança indesejada provavelmente será de algum modo um peso social. Só a criança desejada é que provavelmente será um recurso social”, escreveu Sanger, que também perguntou: “Será que as crianças dessas infelizes mães poderão ser outra coisa que um peso para a sociedade — um peso que se reflete em inumeráveis fases de custo, crime e detrimento social geral?” Em outro capítulo ela infamemente declara que “a coisa mais misericordiosa que a família grande faz para um de seus bebês é matá-lo”.
O famoso “especialista em bioética” da Universidade de Princeton, Peter Singer, aplica o mesmo princípio fundamental adotado por Florence Thomas, Sanger e outros, mas o leva a uma conclusão mais explícita. Singer reconhece que as crianças em gestação são seres humanos, mas abertamente nega que têm um direito à vida, a menos que os pais delas as queiram. Além disso, Singer estende esse raciocínio a bebês após o nascimento também, oferecendo um endosso moral ao infanticídio.
“A diferença entre matar bebês deficientes e normais está não em qualquer suposto direito à vida que os bebês normais têm e os bebês deficientes não têm, mas em outras considerações sobre matar”, escreve Singer na segunda edição de seu livro, “Practical Ethics” (Ética prática). “O que é mais óbvio aí é a diferença que muitas vezes existe nas atitudes dos pais. O nascimento de uma criança é geralmente um acontecimento feliz para os pais… Por isso, um importante motivo por que normalmente é uma coisa horrível matar um bebê é o efeito que o assassinato terá em seus pais”.
“É diferente quando o bebê nasce com uma deficiência séria”, Singer continua. “As anormalidades congênitas variam, é claro. Algumas são triviais e têm pouco efeito na criança ou seus pais; mas outras transformam o acontecimento alegre do nascimento numa ameaça à felicidade dos pais, e quaisquer outros filhos que eles possam ter. Os pais podem, com boa razão, lamentar que uma criança deficiente tenha nascido. Nesse caso o efeito que a morte do bebê terá em seus pais pode ser uma razão para eles serem a favor de matá-lo, em vez de serem contra”.
O endosso explícito de Singer ao infanticídio não deveria surpreender os ativistas pró-vida, que estão cientes de que as crianças que sobrevivem aos abortos muitas vezes são abandonadas para morrer sem assistência médica. Uma indiferença radical à vida humana e à humanidade dos outros é endêmica entre os pensadores pró-aborto, o que deveria levar os ativistas pró-vida a se perguntar se estamos realmente compreendendo nossos oponentes nesse debate.
Ao ler o recente relato de Florence Thomas sobre seu aborto, vem à superfície uma personalidade tragicamente defeituosa. Uma mulher brilhante com muito para oferecer ao mundo, Florence enfrentou um dilema moral profundo com a idade de 22 anos, e mal pôde reconhecê-lo como tal. Ela displicentemente se refere às relações sexuais com seu namorado como “amor”, como se ela não tivesse noção alguma do conceito além do ato físico do prazer, sem nenhum compromisso ou dimensão espiritual. Ela repudia seu bebê em gestação como “tumor”, e diz que nunca sentiu o mais leve remorso por sua decisão de matá-lo.
Como jornalista de notícias de questões da vida humana e família, me tornei demasiadamente acostumado com essa mentalidade, e minha reação mudou durante os anos, de sentimentos de revolta para um compromisso calmo e resoluto de lutar contra a cultura da morte e sua mentalidade pervertida mediante ações sistemáticas para desmascará-la. Contudo, cada vez mais me acho sentindo a experiência de outra reação quando faço reportagens de tais casos: uma grande tristeza na face dos indivíduos que parecem ter falta de algo fundamental nos níveis mais profundos de sua alma, algo que eles podem jamais ter conhecido por experiência.
Será que eles estão sofrendo em desespero silencioso ou será que eles estão totalmente cegos para o que estão perdendo? Será que eles escolheram livremente essa vereda, ou será que eles são vítimas de algo além do controle deles? No final das contas, será que há qualquer coisa que se possa fazer por eles, ou será que eles estão condenados a desempenhar seu lúgubre papel no império global da morte? Não sei, e não posso saber. Só posso orar por eles, e deixar essa questão nas mãos de um Deus misericordioso.

Matthew Hoffman

INDULGÊNCIAS : ORIGEM, NORMAS E ORAÇÕES INDULGENCIADAS





Caríssimos,
Salve Maria!
O Tema é sempre oportuno e devemos  compreender bem a Doutrina sobre as Santas Indulgências. Sejamos dignos de receber essa enorme graça que Nosso Senhor concede, por sua infinita misericórdia, através da Santa Igreja.
Boa leitura e com minha bênção.

Pe. Marcelo Tenório




A ORIGEM DAS INDULGÊNCIAS

“O uso das indulgências teve sua origem já nos primórdios da Igreja. Desde os primeiros tempos ela usou o seu poder de remir a pena temporal dos pecadores. Sabemos que na Igreja antiga dos primeiros séculos, a absolvição dos pecados só era dada aos penitentes que se acusassem dos próprios pecados e se submetessem a uma pesada penitência pública; por exemplo, jejum de quarenta dias até o pôr do sol, trajando-se com sacos e usando o cilício, autoflagelação, retirada para um convento, vagar pelos campos vivendo de esmolas, etc., além de ser privado da participação na Liturgia eucarística e na vida comunitária. Isto era devido ao “horror” que se tinha do pecado e do escândalo. Aquele que blasfemasse o nome de Deus, da Virgem Maria, ou dos santos, ficava na porta da igreja, sem poder entrar, sete domingos durante a missa paroquial, e, no último domingo ficava no mesmo lugar sem capa e descalço; e nas sete sextas- feiras precedentes jejuava a pão e água, sem poder neste período entrar na igreja. Aquele que rogasse uma praga aos pais, devia jejuar quarenta dias a pão e água… Essas pesadas penitências, e outras, tinham o objetivo de extinguir no penitente os resquícios do pecado e as más inclinações que o pecado sempre deixa na alma do pecador, fazendo-o voltar a praticá-lo. Na fase das perseguições dos primeiros séculos, quando era grande o número de mártires, muitos cristãos ficavam presos e aguardando o dia da própria execução. Surgiu nesta época um belo costume: os penitentes recorriam à intercessão dos que aguardavam presos a morte. Um deles escrevia uma carta ao bispo pedindo a comutação da pesada penitência do pecador; eram as chamadas “cartas de paz”. Com este documento entregue ao bispo, o penitente era absolvido da pesada penitência pública que o confessor lhe impusera, e também da dívida para com Deus; a pena temporal que a penitência satisfazia. Assim, transferia-se para o pecador arrependido, o valor satisfatório dos sofrimentos do mártir.

Desta forma começou o uso da Indulgência na Igreja.

Muitas vezes os penitentes não tinham condições de saúde suficiente para cumprir essas penitências tão pesadas; e isto fez com que a Igreja, com o passar do tempo, em etapas sucessivas e graduais, fosse abrandando as penitências. Na idade média, a Igreja, com a certeza de que ela é a depositária dos méritos de Cristo, de Nossa Senhora e dos Santos, o chamado “tesouro da Igreja”, começou a aplicar isto aos seus filhos pecadores. Inspirados pelo Espírito Santo, os Papas e Concílios, a partir do século IX, entenderam que podiam aplicar esses méritos em favor dos penitentes que deviam cumprir penitencias rigorosas. Assim, surgiram as “obras indulgenciadas”, que substituíam as pesadas penitencias. O jejum rigoroso foi substituído por orações; a longa peregrinação, por pernoitar em um santuário; as flagelações, por esmolas; etc.. A partir daí, a remissão da pena temporal do pecado, obtida pela prática dessas “obras indulgenciadas”, tomou o nome de “indulgência”. Nos exemplos das pesadas penitências públicas citadas acima, elas eram substituídas, respectivamente, por uma indulgência de sete semanas e por uma indulgência de 40 dias; por isso as indulgências eram contadas em dias, semanas e meses, porque assim, eram também contadas as penitências públicas. Com a reza do Terço, por exemplo, em qualquer dia do mês de outubro, se ganhava a indulgência de sete anos. No século IX, os bispos já concediam indulgências gerais, isto é, a todos os fiéis, sem a necessidade da mediação de um sacerdote. Assim, os bispos estipularam que realizando certas obras determinadas, os fiéis poderiam obter, pelos méritos de Cristo, a remissão das penas devidas aos pecados já absolvidos. É preciso compreender que esta prática não se constituía em algo mecânico; não, o penitente, ao cumprir a obra indulgenciada devia trazer consigo as mesmas disposições interiores daquele que cumpria no passado as pesadas penitências, isto é, profundo amor a Deus e repúdio radical de todo pecado. Sem isto, não se ganharia a indulgência.  (Do livro:  O que são as Indulgências, Ed. Paulinas)

Normas sobre as Indulgências

Extraido do Manual das Indulgências aprovado pela Santa Sé e publicado em 1990  (Edições Paulinas, SP, 1990, pág. 1519).

1. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos. ( Indulgentiarum Doctrina, Norma 1)

2. A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados. (Ib.norma 2)

3. Ninguém pode lucrar indulgências a favor de outras pessoas vivas. (Ib. norma 3)

4. Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou para si mesmo ou aplicá-las aos defuntos como sufrágio.(Ib. norma 5)

5. O fiel que, ao menos com o coração contrito, faz uma obra enriquecida de indulgência parcial, com o auxílio da Igreja, alcança o perdão da pena temporal, em valor correspondente ao que ele próprio já ganha com sua ação. (Cf. cân. 994, CDC)

6. A divisão das indulgências em pessoais, reais e locais já não se usa, para mais claramente constar que se enriquecem as ações dos fiéis, embora sejam atribuídas às vezes as coisas e lugares. (Ib. norma 12)

7. Além da autoridade suprema da Igreja, só podem conceder indulgências aqueles a quem esse poder é reconhecido pelo direito ou concedido pelo Romano Pontífice.( Cf. cân. 995, 1, CDC)

8. Na Cúria Romana, só à Sagrada Penitenciária se confia tudo o que se refere à concessão e uso de indulgências; excetua-se o direito da Congregação para a Doutrina da Fé de examinar o que toca à doutrina dogmática sobre as indulgências. (Cf. Const. Apost. Regiminae Ecclesiae Universae, 15/08/1967, n. 113: AAS 59, p. 113)

9. Nenhuma autoridade inferior ao Romano Pontífice pode conferir a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que isso lhe tenha sido expressamente concedido pela Sé Apostólica. (Cf. cân. 995, 2, CDC)

10. Os Bispos e os equiparados a eles pelo direito, desde o princípio de seu múnus pastoral, têm os seguintes direitos:

1º Conceder indulgência parcial aos fiéis confiados ao seu cuidado.

2º Dar a benção papal com indulgência, segundo a fórmula prescrita, cada qual em sua diocese, três vezes ao ano, no fim da missa celebrada com especial esplendor litúrgico, ainda que eles próprios não a celebrem, mas apenas assistam, e isso em solenidade ou festas por eles designadas.

11. Os Metropolitas podem conceder a indulgência parcial nas dioceses sufragâneas, como o fazem na sua própria diocese.

12. Os patriarcas podem conceder a indulgência parcial em cada um dos lugares do seu patriarcado, mesmo isentos, nas igrejas de seu rito fora dos confins do patriarcado e, em qualquer parte, para os fiéis do seu rito. O mesmo podem os Arcebispos Maiores.

13. O Cardeal goza do direito de conceder a indulgência parcial em qualquer parte, mas só aos presentes em cada vez.

14. Parágrafo 1. Todos os livros, opúsculos, folhetos etc., em que se contém concessões de indulgências, não se editem sem licença do ordinário ou hierarquia local. Parágrafo 2. Requer-se licença expressa da Sé Apostólica para imprimir em qualquer língua a coleção autêntica das orações ou das obras pias a que a Sé Apostólica anexou indulgências. (Cf. cân. 826, 3, CDC)

15. Os que impetraram do Sumo Pontífice concessões de indulgências para todos os fiéis são obrigados, sob pena de nulidade da graça recebida, a mandar exemplares autênticos das mesmas à Sagrada Penitenciária.

16. A indulgência, anexa a alguma festa, entende-se como transferida para o dia em que tal festa ou sua solenidade externa legitimamente se transfere.

17. Para ganhar a indulgência anexa a algum dia, se é exigida visita à igreja ou oratório, esta pode fazer-se desde o meio-dia do dia precedente até a meia noite do dia determinado.

18. O fiel cristão que usa objetos de piedade (crucifixo ou cruz, rosário, escapulário, medalha) devidamente abençoados por qualquer sacerdote ou diácono, ganha indulgência parcial. Se os mesmos objetos forem bentos pelo Sumo Pontífice ou por qualquer Bispo, o fiel ao usá-los com piedade pode alcançar até a indulgência plenária na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, se acrescentar alguma fórmula legítima de profissão de fé. (Indulg. Doctr., norma17)

19. Parágrafo 1. A indulgência anexa à visita a igreja não cessa, se o edifício se arruíne completamente e seja reconstruído dentro de cinqüenta anos no mesmo ou quase no mesmo lugar e sob o mesmo título. Parágrafo 2. A indulgência anexa ao uso de objeto de piedade só cessa quando o mesmo objeto acabe inteiramente ou seja vendido.

20. Parágrafo 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das obras prescritas. Parágrafo 2. O fiel deve também ter atenção, ao menos geral, de ganhar a indulgência e cumprir as ações prescritas, no tempo determinado e no modo devido, segundo o teor da concessão. (Cf. cân. 996, CDC)

21. Parágrafo 1. A indulgência plenária só se pode ganhar uma vez ao dia. Parágrafo 2. Contudo, o fiel em artigo de morte pode ganhá-la, mesmo que já a tenha conseguido nesse dia. Parágrafo 3. A indulgência parcial pode-se ganhar mais vezes ao dia, se expressamente não se determinar o contrário. (Ind. Doctr., norma 6 e 18)

22. A obra prescrita para alcançar a indulgência, anexa à igreja ou oratório, é a visita aos mesmos: neles se recitam a oração dominical e o símbolo aos apóstolos (Pai- nosso e Creio), a não ser caso especial em que se marque outra coisa (Ib. norma 16)

23. Parágrafo 1. Para lucrar a indulgência, além da repulsa de todo o afeto a qualquer pecado até venial, requerem´se a execução da obra enriquecida da indulgência e o cumprimento das três condições seguintes: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice.(Ib. normas 7,8,9,10) Parágrafo 2. Com uma só confissão podem se ganhar várias indulgências, mas com uma só comunhão e uma só oração alcança-se uma só indulgência. Parágrafo 3. As três condições podem cumprir-se em vários dias, antes ou depois da execução da obra prescrita; convém, contudo, que tal comunhão e tal oração se pratiquem no próprio dia da obra prescrita. Parágrafo 4. Se falta a devida disposição ou se a obra prescrita e as três condições não se cumprem, a indulgência será só parcial, salvo o que se prescreve nos nn. 27 e 28 em favor dos “impedidos”. Parágrafo 5. A condição de rezar nas intenções do Sumo Pontífice se cumpre ao se recitar nessas intenções um Pai -nosso e uma Ave-Maria, mas podem os fiéis acrescentar outras orações conforme sua piedade e devoção.

24. Com a obra, a cuja execução se está obrigado por lei ou preceito, não se podem ganhar indulgências, a não ser que em sua concessão se diga expressamente o contrário. Contudo, quem executa a obra que é penitência sacramental e é por acaso indulgenciada, pode ao mesmo tempo satisfazer a penitência e ganhar a indulgência. (Ib. norma 11)

25. A indulgência anexa a alguma oração pode ganhar-se em qualquer língua em que se recite, desde que a tradução seja fiel, por declaração da Sagrada Penitenciária ou de um dos ordinários ou hierarquias locais.

26. Para aquisição de indulgências é suficiente rezar a oração alternadamente com um companheiro ou segui-la com a mente, enquanto outro a recita.

27. Os confessores podem comutar a obra prescrita ou as condições, em favor dos que estão legitimamente impedidos ou impossibilitados de as cumprir por si próprios.

28. Os ordinários ou hierarquias locais podem além disso conceder aos fiéis que são seus súditos segundo a norma do direito, e que se encontrem em lugares onde de nenhum modo ou dificilmente possam se confessar e comungar, para que também eles possam ganhar a indulgência sem a atual confissão e comunhão, contanto que estejam de coração contrito e se proponham aproximar-se destes sacramentos logo que puderem.

29. Tanto os surdos como os mudos podem ganhar as indulgências anexas às orações públicas, se, rezando junto com outros fiéis no mesmo lugar, elevarem a Deus a mente com sentimentos piedosos, e tratando-se de orações em particular, é suficiente que as lembrem com a mente ou as percorram somente com os olhos.

Observação: ··Vale a pena destacar aqui a Indulgência Plenária que se pode ganhar uma vez por dia, para si mesmo ou para as almas; realizando uma das seguintes obras:

1.  adoração ao Santíssimo Sacramento pelo menos por meia hora (concessão n. 3);

2.  leitura espiritual da Sagrada Escritura ao menos por meia hora (concessão n. 50);

3.  piedoso exercício da Via Sacra (concessão n. 63);

4.  recitação do Rosário de Nossa Senhora na igreja, no oratório ou na família ou na comunidade religiosa ou em piedosa associação (concessão n. 63). Para se lucrar a indulgência plenária, a cada dia, além de cumprir uma dessas quatro obras acima citadas, são também necessárias aquelas exigidas para todas as formas de indulgências plenárias: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelo Papa (Pai´Nosso e Ave´Maria, no mínimo). Além disso, é preciso, por amor a Deus, ter repúdio a todo pecado, mesmo venial, e ter a intenção de ganhar a indulgência plenária. Um belo e santo costume é oferecer a Nossa Senhora esta indulgência plenária para que ela a aplique à alma do purgatório que ela desejar. É importante que se leia cuidadosamente as Normas que regem o uso das indulgências, bem como o Manual das Indulgências; pois, além de serem riquíssimos, mostram os pontos principais da piedade cristã. Note como a Igreja, com a sua bondade de Mãe, tendo as “chaves do céu”, confiadas a Pedro e seus sucessores, quer abrir largamente o caminho para que os seus filhos possam se livrar das penas temporais dos seus pecados. Se de um lado se ensina que as almas sofrem no purgatório, por outro lado, a Igreja nos oferece este meio valioso e simples de livrar deste sofrimento tanto elas como a nós mesmos. Se tivermos de sofrer no purgatório antes de entrar no céu, podemos dizer que isto será duplamente por culpa nossa; pois, as indulgências plenárias são numerosas e as obras e orações são tão fáceis de serem cumpridas que, só mesmo por preguiça espiritual, ou por se duvidar do “tesouro da Igreja”, é que deixaremos de fazê-lo. A Igreja tem, segundo os teólogos, autoridade direta sobre os seus membros vivos, então podemos ter certeza dos efeitos das indulgências, desde que todas as exigências sejam cumpridas com a devida disposição interior. A Igreja não tem autoridade direta sobre as almas do purgatório, assim, as indulgências que oferecemos por elas são a título de sufrágio, isto é, tem o valor de petição à misericórdia de Deus pela alma. Por isso, a Igreja permite que ofereçamos mais de uma indulgência plenária a uma mesma alma, por não se ter certeza absoluta do seu sufrágio.


COMUNHÃO DEVE SER NEGADA AOS ABORTISTAS, AFIRMA CARDEAL








VATICANO, 29 Nov. 10 (ACI) .- Prefeito da Assinatura Apostólica da Santa Sé, o agora Cardeal Raymond Burke, reiterou que os políticos católicos que defendem, promovem e/ou apóiam o aborto não podem receber a comunhão.

O Cardeal que preside o que poderia ser considerada a “Corte Suprema” no Vaticano, fez estas declarações nas vésperas do Consistório de 20 de novembro no qual o Papa Bento XVI criou 24 novos cardeais.

O poder da oração e uma vitória da “cultura da morte”

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No dia 4 de outubro de 2010 (portanto, o dia seguinte ao do primeiro turno das eleições), o Diário Oficial da União publicava um “Termo aditivo ao Termo de cooperação n.º 137/2009”, um convênio celebrado entre a União Federal, através do Ministério da Saúde, e a Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro). O objetivo declarado era prorrogar até 04/02/2011 o estudo e a pesquisa destinados a “despenalisar (sic) o aborto no Brasil” [1]. Lembremos que no início de 2009 a Fundação Oswaldo Cruz já havia lançado o filme “O fim do silêncio” produzido com R$ 80 mil fornecidos pelo Ministério da Saúde, um documentário “claramente a favor do aborto”, nas palavras da diretora Thereza Jessouroun [2]. Como se pode ver, a promoção do aborto pelo governo petista não parou nem mesmo em época eleitoral.

No dia 5 de outubro de 2010, durante a Santa Missa das 7 horas, Pe. José Augusto fez na TV Canção Nova uma corajosa pregação advertindo os cristãos sobre o Partido dos Trabalhadores: “os rumos da nação brasileira, estão prestes a mudar, e ela poderá mudar para o pior, para o lado pior, se nesse segundo turno, e eu vou falar com clareza, se o PT ganhar. Estou falando claro. Podem me matar, podem me prender, podem fazer o que quiser. Não tenho advogado nenhum. Podem me processar. Se tiver de ser preso, eu serei. Não tem problema. Mas eu não posso me calar diante de um partido, que está apoiando o aborto, e a Igreja não aprova” [3].

NOVOS MÁRTIRES DA IGREJA NO IRAQUE

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“O incidente ocorreu num domingo, quando um grupo de homens armados invadiu a Igreja da Nossa Senhora da Salvação, a maior igreja cristã de Bagdá, e tomou dezenas de fiéis que assistiam à missa como reféns.
Após horas de impasse, a polícia iraquiana, auxiliada por forças americanas, invadiu a igreja. Pelo menos 52 pessoas foram mortas e outras 56 ficaram feridas.
Com janelas destruídas e paredes danificadas por explosões e balas, a igreja já reabriu suas portas e alguns fiéis retornaram para assistir a mais um serviço religioso.

VIGÍLIA PAPAL CONTRA O ABORTO!

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O Santo Padre presidirá dia 27 de novembro uma Vigília pelos Nascituros e contra o Aborto. A Vigília será iniciada com as I Vésperas do Advento, na Basílica de S. Pedro. O Papa conclama a todos os bispos do mundo a se unirem em oração ao Sucessor de Pedro, com seus diocesanos.

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“O Papa Bento XVI presidirá uma vigília na Basílica de São Pedro, em 27 de novembro, pela vida dos bebês ainda não nascidos. Sua Santidade, através dos núncios apostólicos, estendeu a todo o episcopado do mundo o convite a se associar à iniciativa, segundo a Rádio Vaticano, “a fim de estabelecer uma união espiritual com o Santo Padre e promover o compromisso e o testemunho eclesial por uma cultura da vida e do amor”.
Em época de pacto de silêncio sobre questões espinhosas por ocasião das eleições, não surpreende notar que o convite papal é simplesmente ignorado em terras brasileiras.”
(Cf. fratres in unum).

Em nossa Paróquia, atendendo ao apelo do Santo Padre e do nosso Bispo, nos uniremos em vigília a partir do meio dia, tendo o encerramento com as I Vésperas. Assim estaremos em comunhão com o Sucessor de Pedro em tempo real.

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