Bernardo Küster: CNBB financiou instituições contrárias ao ensinamento da Igreja

 

 

Segundo o ACI (28/02/2018), uma situação “preocupante”, assim Bernardo Pires Küster definiu à ACI Digital as recentes denúncias de que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) teria usado recursos do Fundo Nacional da Solidariedade (FNS) para financiar instituições que apoiam iniciativas condenadas pelo magistério da Igreja como, por exemplo, o aborto.

O Papa Francisco e a nomeação de bispos na China. A reação do cardeal Zen

O Papa Francisco prometeu analisar o caso dos dois bispos chineses reconhecidos a quem a Santa Sé havia pedido para se afastar e abrir caminho a prelados ordenados ‘ilicitamente’.

O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, emérito da Diocese de Hong Kong, viajou a Roma para uma audiência privada em 12 de janeiro depois que o caso gerou tumulto no país asiático.

Espiritualidade dos Padres do Deserto

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“Certa vez, perguntaram a um ancião o caminho que levava ao abade António…
‘Na caverna de um leão vive uma raposa’, respondeu ele”.
 
 
 
 
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Os mestres cristãos do deserto floresceram, explodiram num ápice que durou três séculos, do III ao VI depois de Cristo. Constantino tinha restituído aos cristãos, pouco tempo antes, o direito a existirem, rompendo com o Dogma de Cómodo — Cristianous me éinai, os cristãos não são —, e subtraído com uma certa suavidade a jovem religião ao terreno espantosamente húmido do martírio, aos tempos incomparáveis das catacumbas.
 
Isto significava, evidentemente, entregá-la a esse perigo mortal que se manteve por dezoito séculos: o pacto com o mundo. Enquanto os cristãos de Alexandria, de Constantinopla, de Roma, regressavam à normalidade dos dias e dos direitos, alguns ascetas, aterrados com esse possível pacto, fugiam correndo, para se embrenharem nos desertos da Cétia e da Nitria, da Palestina e da Síria. Embrenhavam-se num radical silêncio que só alguns dos seus ditos conseguiram romper, bólides dirigidos a um céu insondável. Em verdade, a maior parte desses ditos foi pronunciada para nada revelarem, tal como a vida desses homens quis ser igual à vida de «um homem que não existe». («Dizia-se dos Cetiotas que se algum conseguia surpreender as suas práticas, ou seja, se alcançava o conhecimento das mesmas, tal não era considerado virtude mas antes pecado»).
 
Os ditos e feitos dos Padres — lógoi kai erga, verba et dieta — foram recolhidos em todos os tempos com extrema piedade, porque eram quase sempre nozes duríssimas, intragáveis, por trazerem em si a totalidade da vida, impossíveis de partir com os dentes, como nas fábulas, no instante do perigo extremo, e além disso os Padres, na maior parte das vezes, recusavam-se a escrevê-los. Foram recolhidos em pergaminhos: gregos, coptas, arménios, siríacos. Nesses pergaminhos não foram perpetuados apenas os oráculos e os prodígios dos Padres e dos seus discípulos, mas também os de alguns leigos desconhecidos que secretamente praticavam os seus preceitos e, ainda que nas metrópoles que os Padres abominavam, foram algumas vezes mestres dos seus mestres.